Sweet Child O Mine
30 A tentativa falha do Mark... e do Zacky
O bar era claro e limpo, algumas pessoas estavam em mesas afastadas da luminosidade. Uma dessas mesas, duas na verdade, estavam cheias de homem. Qualé! Cadê a Val ou a Michelle? Fiz uma careta e comecei a dar meia volta quando os dois enroscaram nos meus braços e me levantaram do chão. Arregalei os olhos.
—Me solta! – berrei e os presentes no lugar me olharam esquisito. A dupla riu. Eles me levaram até as mesas enquanto eu esperneava, xingava e chutava o ar.
Como os idiotas me carregavam de costas para o povo, só conseguia ouvir todos rindo e eu acabei rindo junto. Botaram-me sentada em uma cadeira e me soltaram.
—Seus viados. – resmunguei e me juntei melhor a mesa onde mais quatro cadeiras eram ocupadas: Mark, Jojo, Shadz e o Jason.
Sentei de frente pra praticamente todos. Eita. Sendo que o Jason e o Mark estavam cantando junto com o Zacky e o outro Matt, irmão do Jason, que estavam podres de bêbados. Quando será que eles desceram? Pelo menos eu sei que não vou beber, então como havia... CHIPS – todos comemoram – numa vasilha gigantesca no meio das mesas; fiquei comendo até virar uma baleia trágica, encalhada e roxa no hotel.
Fim da história.
Mentira.
—Tenho uma surrrpresssa ssobrrinha. – Mark falou arrastando as palavras e rindo. Ri junto. Olhei-o em expectativa, até parei de comer um chips. Fez uma careta estranha, olhou pra mosca morta na mesa e riu. – Mas não lembrrro o que errra. – e continuou rindo até quase cair da cadeira.
Minha expressão se tornou tediosa.
Voltei a comer meu chips bem bela e faceira, prestando atenção na conversa desconexa de todos. Inclusive devo acrescentar que depois de um tempo todos estavam bêbados. Todos. T-O-D-O-S. Ria com a conversa super filosófica do Syn com o Jason. Os dois comentavam sobre o céu ser verde e o mar ser lilás.
É.
Notei no meio daquela desconexão que estava faltando uma pessoa na mesa: Arin. Cadê a baqueta? Olhei em volta e nada. Será que ele subiu e eu não vi? Suspirei e comi o ultimo chips. Tristeza.
—ÔBANDIBEBADO! – chamei, gritei, para o povo das mesas. – ‘Tô saindo... e Mark, não se mate no banho. – comentei rindo.
—Tchaaaaau Kaaaat. – Syn cantarolou e logo um coro de “tchau Kat” foi ouvido no salão. Eu mereço viu?
Subi até meu quarto e me joguei na cama, sentindo o corpo pesar.
Hm, nada para fazer agora... Terei de inventar algo divertido, só que não. Vou dormir, isso sim. Não, vou tomar um banho. Não, vou...
Toc, toc... – não faço mais onomatopeias.
—Vai se foder seu filho da puta de uma vadia e vaca da fazenda. – fui xingando até a porta. Abri e o que eu encontro? Um Zacky caindo pelas paredes e com cheiro de... baunilha e morango? Ele tomou banho de sorvete com chantilly? É isso?
Ele ia se jogar em cima de mim, então desviei e acabou que o idiota caiu de cara no chão. Comecei a rir muito alto mesmo.
—Suuuuuuua viaaaaaada... – resmungou jogado no chão, tentando se apoiar com os braços no carpete do quarto. É claro que não deu certo.
—O que tu quer? – perguntei sentando no chão a alguns centímetros de distância dele. Cruzei as pernas na forma de índio e fiquei olhando-o. Que merda esse filho da puta quer aqui?
—Viaaaaaaarrrdaa. – Ahm? Viarda? Viada misturado com viagra?
Fiz uma expressão confusa, juntando as sobrancelhas e coçando a cabeça. Zacky tentou falar mais alguma coisa que fiz questão de ignorar. Levantei e fui tentar arrastá-lo até o banheiro pela camisa. É claro que ela rasgou, o que me fez rir. E ele, me xingar.
—Keeeeeeitu HAHAHAHA. – esse cara é mais retardado do que eu imaginava. Revirei os olhos e deixei-o rindo sozinho na porta do meu banheiro. Abri o registro, deixando bem gelada e deixando a banheira encher.
Sentei na borda da banheira e mirei o cara jogado no meu tapete, ele estava brincando com o pedaço de pano da camisa que eu tinha rasgado. Ri.
—Zacky? – chamei indo até ele e olhando-o de cima. Ele me olhou e riu. – Levanta seu bêbado do caralho. E vai tomar um banho. – sim, eu estou bem irritada.
Com muita dificuldade e muitos rasgos na camisa, consegui botá-lo de pé e levá-lo até o banho. Ele tirou as calças e quase caiu de cara na pia. Tinha que me segurar pra não rir dele.
Zacky entrou na banheira e deu um grito muito gay. Não consegui aguentar e ri alto, muito alto.
—Vadia. – que amor esse cara. Dei-lhe o dedo do meio.
Passou alguns minutos com ele emburrado e tremendo na água então resolvi mudar para quente, visto que ele já estava bem melhor que antes.
—Tu tem que parar de beber tanto, baleia. – falei sentada na privada, enquanto fazia uma trança meio frouxa. Ele levantou o rosto, tenho que ressaltar que ele está parecendo uma criança na banheira, me olhou e sorriu meio afetado. Credo Zacarias.
—Eu ainda ‘tô bêbado, mas tu ‘tá com o cabelo roxo? – perguntou enquanto tirava uma coisa esquisita e molhada da... Ele tirou a cueca. Beleza Zacky. Fiz uma cara de tédio.
—Sim, eu pintei hoje. – comentei. Fez uma cara de pensativo, que me lembrou o Jimmy, e bateu a mão na água, espirrando por todo o banheiro e molhando metade da minha roupa.
—Seu filho da puta! – gritei me levantando e indo até o quarto pra trocar de roupa. Bem eu tentei ir até o quarto e teria conseguido se ele não tivesse segurado minha canela. Molhando-me mais ainda. – Me solta, caralho! – rosnei, fechando os punhos.
Zacky levantou da banheira e me abraçou forte. Muito forte pro meu gosto. Olhei-o, que possuía um sorriso engraçado nos lábios.
—Me. Solta. – falei separadamente para que ele entendesse.
Arqueou as sobrancelhas e atacou meus lábios rapidamente, mordendo e logo começando um beijo bem calmo. Tentei me soltar dele, empurrando-o com os ombros, tentei chuta-lo e nada de funcionar.
—Mex soltrar Caquí. – resmungava no meio do beijo que ele insistia em tentar. Zacky segurou minha nuca, me deixando parada e enfiou a língua na minha boca com força e bem agressivo. Fiquei parada e correspondi, quem sabe assim ele me solta logo.
O guitarrista desceu as mãos até minha bunda, apertando e me deixando mais colada ao seu corpo. Levei as mãos até seus ombros, tentando com toda a minha força empurrá-lo para longe, o que não deu certo, obviamente.
Seus lábios deslizaram para o meu pescoço, passou a língua ali e sorriu.
—Para com isso Kat. – rosnou no meu ouvido, me fazendo rir.
—Me solta Zachary. – falei e ele só revirou os olhos antes de chupar meu pescoço até deixar uma marca vermelha. Acabei soltando um suspiro. Seus dedos adentraram minha camiseta, pressionando a pele da minha cintura com certa delicadeza.
Acabei correspondendo seu beijo, abraçando seu pescoço e mordendo seus lábios.
—Vou te ensinar outra coisa hoje. – sorriu e agarrou forte o cós da minha calça, me puxando pra dentro da banheira. Porra Zacky!
—Via... – ele me prensou contra a parede do banheiro, me deixando embaixo do chuveiro. Droga, minha roupa vai ficar encharcada mesmo. A água me impedia de conseguir abrir os olhos e meus braços estavam preços pelos seus.
Ele começou a passar a boca pela minha garganta, passando a língua logo depois.
Logo o solo do Slash invadiu o banheiro, nos dando um susto. Tanto que o Zacky quase escorregou e quase me levou junto. Mas pelo menos ele me soltou.
Fui ver meu celular que estava jogado no chão do quarto. Olhei no visor: Desconhecido. Franzi o cenho e atendi.
—ALÔ?! – sim, eu gritei. Esperei e esperei e esperei. Nada.
Desliguei e joguei na cama, e logo voltou a tocar. Porra, dá pro filho da puta se decidir?
—O QUE CÊ QUER CARALHO? – nem um pouco estressada, eu sei que sou uma dama.
—Calma Kat. Sou eu. – Mark falou rindo no telefone. Revirei os olhos enquanto procurava alguma roupa seca para vestir.
—Como tu saiu do coma alcoólico tão rápido? – perguntei caindo no chão quando tentava tirar as calças.
PAFTH!
—Sou um touro sobrinha. – ele riu mais ao telefone. Bem, talvez não tenha passado por completo.
—Katerina? – Zacky vinha com uma toalha enrolada na cintura pro quarto, me procurando e riu quando viu uma menina deitada no chão do quarto com metade da calça fora das pernas. No caso: eu.
—Nós perdemos o Christ Kat.- meu tio continuou rindo igual besta e logo depois deu um grito bem de mulher sabe? Bem fino.
—Tio? – chamei e nada. – Tio!? – nada.
Eita, será que ele morreu?
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