Notas iniciais
LEIAM: Este prólogo é só uma introdução, meses depois dos Imunes ter se conhecido, no capítulo 1 mesmo, vai mostrar personagem por personagem, como eles se conheceram, e a jornada que eles tiveram que percorrer para chegar onde chegaram. I hope you enjoy. Nos vemos lá embaixo, kissus.

"A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana."

– Dalai Lama.

8 meses depois...

POV Nathalie Lous.

As pessoas e a Terra mudam constantemente, pode ser proposital ou não, depende do seu ponto de vista. Eu sinto que mudei tanto, que corrói até minha alma, pode ter sido por causa do vírus, ou por causa de nós mesmo — o governo — que tristemente não levantamos um dedo para ajudar os demais.
Eu sempre quis estar numa posição de poder, e agora estou, quer dizer, sou a vice-presidente mais nova que o país já teve, mas porque eu não me sinto poderosa? A única coisa que sinto é culpa.
Enquanto as pessoas lá fora morrem, estamos aqui fugindo, quero dizer, se alojando em um Bunker na parte sul do Colorado Springs, na montanha Cheyenne. Aqui é bem agradável, nada luxuoso, porém confortável, mas quanto eu daria para sair lá fora mais uma vez, não só para salvar os outros, para sentir o vento, a luz do Sol batendo no meu rosto, a chuva, por Deus, quanta saudade eu sinto da chuva, a sua purificação... Fui acordada dos meus devaneios quando meu irmão me cutucou.
– Você está prestando atenção Nath? Isto é importante — ele murmurou sem olhar para mim.
– Estou Simon, estou — menti.
Meu irmão é um amor, mas as vezes é muito rígido. Ele é dois anos mais velhos, eu com vinte e cinco e ele com vinte e sete, quando nossos pais morreram em um acidente de carro, foi ele que cuidou de mim, ele que me abraçou enquanto eu chorava, ele que me consolou e vice-versa. E agora cá estamos nós, eu vice, e ele deputado.
As vezes me pergunto se nossos pais estariam orgulhosos, provavelmente não, na primeira chance eles sairiam para salvar os Imunes, eram justos demais, seria mais provável eu estar orgulhosa por ser filha deles. Não pense que eu não quero ir procurá-los, lógico que quero, porém como toda quarentena, aqui tem regras, que devem ser seguidas bravamente. E se você não for soldado, nunca, NUNCA em hipótese alguma deve sair.

– O objetivo desta reunião, como todos sabem, é saber se devemos ou não nos arriscar para salvar os Imunes — Rogers, o presidente falou — E vou explicar porque minha resposta é não.
Não? Arregalei os olhos, como assim não? Eles merecem viver tanto quanto a gente, tirando que o sangue deles pode ser a cura, por Deus!
– Como assim não? Entendo que não sabemos a localização e nem quantos são, mas eles são pessoas igual todos nós, e o sangue deles, pode ser a solução, para tudo isso — respondi exaltada, fazendo um circulo com o dedo indicador.
– Isso mesmo srta. Lous, iremos gastar recursos que não temos — ele levantou a voz e continuou — Enfim, vamos votar, quem é a favor de ir resgatar os Imunes, por favor, levantem as mãos — ele disse, porém a minoria, contando comigo levantou a mão, fazendo Rogers lançar um sorriso de lado quase imperceptível para mim.
– Isso é o suficiente, mas fique claro, que iremos buscar sem dúvidas os Imunes, porém não ag... — ele parou de falar quando um barulho de tiros ecoou e a porta da frente foi aberta violentamente, entrando um grupo de jovens, da minha idade.
– Não será preciso ir nos buscar, mas sinceramente? Agradeço a preocupação sr. Presidente — um garoto falou se reverenciando com um sorriso de lado, levantando a arma para Rogers — A brincadeira acabou.

Notas finais
Amaram? Adoraram? Gostaram? Odiaram? Comentem o que acharam do meu esquema. Nos vemos no próximo, Kissus.