Surviving On The Hell - Gay Romance
13 Reunião De Sobreviventes
Notas iniciais
A noite pairava e o clima estava esfriando cada vez mais. Os garotos já tinham jantado a algum tempo e de tão exaustos que estavam por tudo o que fizeram durante todo o dia, ele resolveram ir dormir.
O mesmo esquema da noite anterior foi utilizado, onde Jordan dividiu o cobertor com o Brandon assim como Eron dividiu o cobertor com Pablo. O loiro já estava mais conformado com o fato de não poder dormir sozinho, entretanto ele estava arisco e evitando ao máximo o contato com o moreno por conta do “incidente” em sua cueca quando Eron o abraçou anteriormente, além do fato de que segundo o mais velho, ele havia usado seu peito de travesseiro e ainda babou sobre o mesmo.
Os rapazes dormiam tranquilamente, pelo menos como podiam, porém um súbito barulho fez com que Pablo despertasse assustado. O loiro olhou ao redor confuso, embriagado de sono, tentando entender o que estava acontecendo, quando sentiu uma pancada em sua cabeça, fazendo com que a dor o fizesse desmaiar.
Pablo não soube identificar quanto tempo ficou apagado, mas ao despertar ele tentou se situar a respeito. Sua visão foi focando aos poucos, sendo dificultado pela enorme dor que sentia em sua cabeça, sendo que ele nem sabia como a mesma havia sido originada. Quando finalmente se deu conta, ele estava amarrado na mesma arvore que ele fora encostado no dia anterior por conta do acidente com as frutinhas, e ao seu lado estava Eron, Brandon e Jordan, ambos desacordados e na mesma situação.
O desespero começou a tomar conta do mais novo que começou a chamar pelos garotos desesperado, mas o mesmo deveria ter acontecido com eles que não atendiam ao seu chamado e ainda tinham algumas partes do rosto sujo com filetes de sangue que escorriam de suas cabeças, onde provavelmente levaram a mesma pancada, já que até ele sentia o sangue escorrendo pelo seu pescoço, além da forte dor em sua nuca.
Ele olhava exasperado à sua volta, tentando entender o que estava acontecendo, quando um vulto lhe chamou a atenção. O maior não conseguiu identificar o rosto da pessoa, pois a mesma estava na penumbra, num local pouco iluminado, já que o fogo, embora não estivesse apagado, não estava tão forte.
― Quem está aí? ― Pablo ralhou assustado. ― Quem é você? ― O loiro pediu em desespero.
― Isso chega a ser patético. ― Uma voz feminina soou, voz essa que para Pablo soou familiar, embora no calor do momento o mesmo não conseguiu associar a mesma à qualquer rosto conhecido.
― Quem é você? ― Pablo insistiu, porém não obteve retorno algum. ― Me tira daqui. Qual é o seu problema? ― O loiro sentia o desespero aumentar em cada célula do seu corpo a cada segundo que se passava com ele naquela situação, além de que algo em si pressentia que as coisas ficariam ainda piores.
A figura foi se aproximando em passos lentos, e se não fosse pelo escuro e a falta de visão sobre a mesma, Pablo poderia juram que a pessoa estava mancando. Não foi necessário muito tempo para que ela se aproximasse da claridade da fogueira revelando sua real identidade, o que fez Pablo arregalar os olhos e sentir seu estomago embrulhar.
― Ma-Mandy? ― O loiro gaguejou ao ver a garota em pé à sua frente.
― Olha... Ele lembra meu nome! ― Ela disse numa falsa surpresa.
A situação da garota era assustadora. Sua roupa estava completamente rasgada, esfarrapada e suja de sangue, além de estar visivelmente encharcada, Algumas cicatrizes eram visíveis por baixo dos rasgos e pareciam até mesmo infeccionadas. Seus braços e pernas estavam cheios de cortes e também sangravam. Seu rosto estava praticamente desfigurado. Parecia que uma parte de sua testa estava afundada, apenas um de seus olhos estava aberto, enquanto o outro parecia que nem olho tinha em baixo da pálpebra por conta da aparência. Suas maçãs estavam completamente queimadas em grande parte do local assim como seu cabelo, tendo parte onde apenas o couro cabeludo se fazia presente deixando ela praticamente careca com apenas alguns tufos aleatórios presentes em sua cabeça.
― O que aconteceu com você? ― O loiro indagou horrorizado, sentido os pelos de seu corpo arrepiar com a visão assustadora da jovem à sua frente.
― Você vai realmente me perguntar isso? ― Mandy vociferou visivelmente irritada se aproximando do loiro e lhe desferindo um murro no rosto que fez o mesmo gemer com a dor.
A garota bufava incessantemente e seu rosto demostrava uma fúria implacável, deixando sua imagem ainda mais amedrontadora.
― Por culpa de vocês, eu quase morri. Era para vocês terem me protegido. Vocês tinham que ter me ajudado. Vocês tinham que ter me salvado! ― A “loira” gritou desferindo um chute no abdômen de Pablo que arqueou com a dor, da maneira que pode já que estava amarrado.
Pablo começou a entrar em desespero. Ele rapidamente olhou para o lado e os três ainda estavam desacordados e mesmo que estivessem despertos não seria de grande ajuda já que também estavam amarrados.
― A gente achou que você tinha morrido. ― Pablo argumentou sofregamente. ― O avião explodiu e um pedaço do teto caiu em cima de você. ― Insistiu em desespero. ― Seu sangue foi jorrado para tudo quanto é lado. ― Finalizou.
― Isso é engraçado, sabe? ― Mandy debochou retirando de sua cintura o canivete que anteriormente estava na posse do mais novo, porém a mesma pegou quando este fora desmaiado.
― Solta a gente. ― O loiro choramingou desesperado ao ver ela se aproximando dele com o canivete em mãos.
― Eu realmente quase morri e tudo por culpa de vocês. ― Ela comentou deslizando a lâmina do canivete de modo lento e suave do rosto até o pescoço de Pablo, subindo e descendo, fazendo o garoto ficar ainda mais apreensivo. ― Mas quando o avião afundou, aquela merda que quase me matou esmagada boiou, me possibilitando subir. Mas eu estava toda machucada sabe? Eu não estava conseguindo me manter com a cabeça pra fora. Eu tentei chamar por ajuda, mas eu estava engasgando com o meu próprio SANGUE. ― Ela gritou a ultima parte fincando a lâmina no braço direito de Pablo que gemeu e começou a chorar baixinho por conta da dor.
― Por favor, me solta. ― Ele disse sentindo a ardência e a dor da perfuração no braço, além do sangue escorrer pelo mesmo.
― Mas vocês não me ouviram. Vocês começaram a se afastar cada vez mais e eu não consegui chamar por ajuda. Na verdade vocês nem se deram ao trabalho de verificar se eu tinha sobrevivido. ― Ela bufou frustrada, continuando sua linha de raciocínio sem dar importância ao apelo de Pablo. ― Para minha sorte, algumas malas começaram a emergir da água e boiar, então eu me apoiei em uma delas e simplesmente fiquei lá no meio do oceano boiando, me afogando toda vez que uma onda vinha, sem forças para nadar até a borda. Eu tive muita sorte. ― Deu de ombros, limpando o sangue do canivete na camisa de do loiro. ― Depois de quase horas na água, eu finalmente fui empurrada pelas ondas até chegar numa parte da ilha, mas eu estava tão cansada que eu dormi praticamente por dois dias, morrendo de fome, sede e dor. Quando eu acordei eu vi a fumaça da fogueira e resolvi seguir, onde finalmente acabei achando vocês.
― O que você vai fazer? Solta a gente. Por favor. ― O loiro implorou chorando, sem conseguir controlar mais o seu medo.
― Essa é uma boa pergunta. ― Mandy disse com um sorriso diabólico. ― Eu vou me vingar de vocês. Vou me vingar de cada um de vocês. Vocês vão se arrepender de terem me deixado para morrer e vão pagar com a própria vida. E quando o resgate vier, eu vou dar entrevista dizendo que eu fui a única sobrevivente e que vocês explodiram no avião quando estávamos para vir para a ilha. ― Ela deu de ombros.
― Não faça isso. Você pode ficar com a gente. Suas chances de sobreviver serão muito maiores. ― O loiro chorava capciosamente em desespero.
― Eu não preciso de vocês. Consegui sobreviver sozinha a uma explosão e vocês já me abandonaram antes e pagaram por isso agora. Começando com esse... ― Mandy olhou para os três garotos que ainda estavam desacordados, escolhendo o primeiro de sua lista. ― Aqui! ― Disse sorrindo para Brandon, fazendo Pablo não conseguindo mais controlar seu desespero.
A loira caminhou até o branquelo e cortou os cipós que o amarrava, cipós esses retirados da tenda que ela havia desfeito depois de apagar todos os quatro. Em seguida, ela começou a arrastar o moreno com um pouco de dificuldade, já que seu corpo estava debilitado e ela não conseguia impor tanta força quanto gostaria.
― O que você vai fazer com ele? ― Pablo pediu desesperado. ― Solta a gente e nos deixe em paz. ― Continuou em seguida.
― Se acalma aí seu imbecil. Eu não seria tão cruel a ponte de fazer algo com ele desacordado. Eu quero saborear cada expressão de sofrimento vinda do corpo dele e pra isso... ― A loira sessou sua fala, segurando o canivete com firmeza, e esfaqueando repetidamente ambas as pernas e braços de Brandon que acordou gritando e chorando de dor em seus membros recém machucados.
Brandon não conseguia mexer ambos os braços ou pernas por conta dos severos golpes de canivetes desferidos por Mandy, o que fez o garoto se assustar ainda mais quando ele reconheceu a garota e seu atual estado. Seus membros sangravam e doíam agudamente, e ao se dar conta de sua atual situação ele tentou a todo custo se mexer, mas seu corpo não parecia obedecer aos seus comandos.
― Você se dizia estudante de medicina, qual é? ― A loira disse se divertindo com o sofrimento alheiro. ― Está meio que na cara o que aconteceu. ― Revirou os olhos.
― O que você... Como você... ― Brandon tentava articular uma frase coerente, mas o choro, a dor e o desespero não deixavam.
― Alguns nervos e tendões foram atingidos, para evitar que você fugisse. ― Ela deu de ombros. ― Peço desculpas, ou nem tanto, pelas centenas de facadas, mas como eu não sabia com precisão onde eles ficavam, eu tive que achar na raça. ― Explicou entediada.
― O que está acontecendo aqui? ― Brandon olhou ao redor vendo Pablo amarrado e chorando, além de Jordan e Eron desacordados.
― Ninguém nunca ouviu falar em vingança nessa porra? ― Mandy indagou falsamente chocada.
― Por favor, deixa a gente em paz. ― Pablo novamente suplicou, porém a loira nem lhe deu ouvidos, continuando a olhar para Brandon.
― Sabe? Não está sendo tão divertido quanto eu achei que seria... ― Mandy suspirou frustrada. ― Que tal a gente acabar logo com isso e esquentar as coisas? ― Sorriu sugestiva para o branquelo que arregalou os olhos.
A garota em seguida colocou o canivete em sua cintura e pegou Brandon pela gola da camisa e continuou arrastando o mesmo o mais próximo possível da fogueira. O branquelo tentava se livrar mais seus braços e pernas permaneciam imóveis.
Tanto os gritos de Pablo quanto os de Brandon fizeram Jordan e Eron acordar. Os garotos ficaram em choque ao ver Mandy, que eles ainda não sabiam ser a garota já que a mesma estava de costas e sua aparência não ajudava no reconhecimento, empurrar o corpo de Brandon na fogueira, que começou a gritar sofregamente ao sentir seu corpo em chamas.
― Isso é pelo fogo que queimou o meu corpo. ― A garota disse em meio ao sofrimento de Brandon que era queimado vivo e dos garotos que assistiam.
Os gritos do branquelo eram desesperador e os três garotos choravam desesperados enquanto a loira ria da cena. Não demorou muito para que os gritos sessassem após Mandy chutar Brandon e o retirar da fogueira.
— Eu não quero que você morra. — Mandy deu um pequeno sorriso e olhou para os outros. — Pelo menos não agora, eu tenho outros planos para vocês já que estamos aqui presos sem fazer nada.
Brandon se contorcia de dor no chão, tentava se levantar mas não conseguia, a dor das queimaduras estava lhe consumindo por inteiro e tudo o que conseguia fazer era chorar desesperadamente. Os outros garotos não tiveram tempo para pensar direito logo Mandy olhou para os outros três e mentalmente tentava pensar em quem seria o seu próximo alvo. Após olhar para o Jordan e dar um sorriso maléfico, ela caminha em direção ao oriental fazendo com que ele começasse a tremer a cada passo que a loira dava.
― Por favor solta a gente. ― Eron pediu chorando, porém a mesma apenas o ignorou e continuou indo em direção ao Jordan.
Jordan e Eron naquele momento já sabiam quem a garota era, mas não tiveram tempo de raciocinar o fato de ela ainda estar viva já que a mesma se aproximou de Jordan com o canivete em mãos novamente.
― Você é o próximo. ― Disse para Jordan que começou a se debater mesmo amarrado, mas mesmo assim sem conseguir se mexer muito.
― Por favor. ― Eron pediu chamando a atenção da garota que virou a cabeça lentamente para encara-lo. ― A gente faz qualquer coisa, mas deixa a gente em paz. ― Suplicou em desespero.
― Eu não quero nada de vocês, além de ver vocês sofrerem até a morte. ― Mandy revirou os olhos voltando sua atenção ao oriental. ― É uma pena vocês estarem acordados agora, isso dificulta meu trabalho. ― Suspirou em sequência.
Mandy pegou um pedaço de pau que estava próximo a ela, que Pablo deduziu ser o mesmo que ela usou para apaga-los já que o mesmo tinha algumas manchas de sangue , e em seguida desferiu vários golpes na cabeça de Jordan que rapidamente ficou desacordado, enquanto o loiro e o moreno choravam assistindo a cena.
— Sabe qual é o mais engraçado nisso tudo? – Mandy disse sorrindo — Eu nunca pensei que eu fosse tão foda. Agora quando eu for dar entrevista sobre vocês, eu irei dizer como vocês foram burros e decidiram ficar no avião enquanto eu fiz a coisa mais racional e nadei até a ilha.
— Você já pensou na possibilidade de o resgate não vim e você ficar aqui sozinha para sempre? — Eron perguntou olhando nos olhos frios de Mandy
— Eu estou sozinha desde o momento que vocês me abandonaram para morrer no avião. ― Ela gritou nervosa.
Depois de desacordar Jordan, a loira o desamarrou e começou a arrasta-lo em direção ao mar, fazendo os garotos entenderem sua intenção. Mandy chegou até uma parte que a água batia em seus joelhos e em seguida ela afundou a cabeça do oriental na água e segurou a mesma com força. Bolhas de ar subiam até a superfície e aos poucos o corpo do oriental tentava reagir, mas como o mesmo estava desacordado não houve muita resistência e aos poucos as bolhas ficavam menos frequente e então a garota o pego e o jogou na praia.
― Isso foi por todas as vezes que eu me afoguei. ― Ela cuspiu no oriental e voltou a sua atenção para Pablo e Eron. Aos poucos ela ia caminhando em direção aos garotos que começaram a se agitar com a aproximação da loira, deixando o corpo do oriental ali onde totalmente desacordado.
― Desculpa Japa. ― Pablo sussurrou em prantos. ― Eu sempre falei que queria você morto e afogado, mas eu nunca pensei que as coisas seriam desse jeito. ― Lamentou não tendo muito tempo para terminar sua linha, já que novamente a loira se aproximou dele e do moreno.
— Não se preocupe. — Mandy deu um sorriso — Seu namoradinho ainda está vivo, mas em breve eu vou matar você.
— Cê tá louca? — Pablo perguntou exasperado — Eu sou homem.
— Cala sua boca seu viadinho. — Ela gritou irritada.
Mandy cruzou seus braços olhando a situação dos dois à sua frente. Eles estavam exaustos, com o rosto inchado de tanto chorar e gritar, visivelmente aterrorizados e isso pareceu aumentar ao verem ela sorrir novamente.
― E o próximo? Que tal o moreninho? ― Ela disse se agachando em frente ao Eron que fechou os olhos e começou a chorar baixinho esperando o que quer que estivesse prestes a acontecer.
― Deixa ele em paz vadia! ― Pablo vociferou irritado chamando a atenção de Mandy que arqueou uma sobrancelha confusa.
― Ora, ora... ― A loira sorriu. ― Agora vai ser realmente ele. ― Disse segurando o canivete.
A garota ajeitou o item em sua mão segurando o mais firme possível, para em seguida começar a fazer vários cortes bruscos no rosto e no corpo do moreno. Eron gemia com a dor dos cortes e ao mesmo tempo que eles queimavam por conta das lagrimas que escorriam sobre os mesmos. Poucos minutos se passaram com essa brincadeira, mas que para Eron pareceram-se horas, até que finalmente ela parou de corta-lo.
― Eron, olha pra mim. ― Pablo pediu num fio de voz para o garoto, que ainda chorava.
O moreno abriu os olhos e encarou o mais alto ainda com lagrimas nos olhos.
― Vai ficar tudo bem. Eu vou tirar a gente dessa. Eu vou dar um jeito de salvar você. ― Pablo falou para o mais velho que tremia com a dor e sentindo seu sangue escorrer em varias partes de seu corpo. ― Não tire os olhos de mim. Não olhe para ela. Olhe apenas para mim. Fica comigo. ― O loiro pediu vendo a situação do jovem à sua frente.
― Não faça promessas que não poderá cumprir. ― Mandy disse entediada. ― Pra quem não queria nem fazer respiração boca a boca no garoto por não curtir essas “viadagens”, você está se preocupando demais com ele. ― Ela deu de ombros.
― Não escuta ela Eron. Foque apenas em mim. ― O loiro tentava chamar a atenção do garoto que estava perdido em seu choro e vendo todo o sangue escorrendo por seu corpo.
― Ele não vai precisar fazer isso por muito tempo. ― Mandy falou chamando a atenção do loiro.
Nesse momento, a loira pega o canivete e esfaqueia a perna de Eron onde o corte começou a sair sangue enquanto o moreno gritava de dor e ela apenas saiu de perto dele e ficou olhando para Pablo. Eron sentia suas forças se esvaindo e seus olhos ficando cada vez mais pesados não conseguindo mantê-los abertos até que finalmente desacordou por completo. Pablo ficou olhando para o moreno até que seus olhos já não estivessem mais abertos, ele tentou se soltar com toda a força que tinha mas não conseguia e Mandy apenas apreciava a cena dando pequenas risadas enquanto via o loiro tentando se libertar, mas sem sucesso.
― Isso foi por todos os cortes e machucados que eu tive. ― Mandy advertiu se dirigindo ao loiro.
Pablo já havia perdido as esperanças. Brandon, Jordan e Eron estavam ali derrotados bem na sua frente. Todos foram torturados diante de seus olhos e ele sabia que ele era o próximo. Mandy parecia pensativa ao olhar para o garoto, deixando-o ainda mais apreensivo. O loiro já nem mais tinha força para chorar. Ver Eron ali do seu lado lutando para sobreviver e perdendo a luta bem ao seu lado, acabou com qualquer resquício de qualquer sentimento que ainda tinha, tanto de medo, angustia, esperança ou até mesmo felicidade. Ele provavelmente não viveria por mais do que cinco minutos, mas mesmo que por algum milagre ele sobrevivesse aquela loucura toda, ele provavelmente não seria um rapaz feliz nunca mais.
― E agora o que eu faço com você? Eu não tenho força o suficiente para jogar algo que te esmague. ― A loira suspirou frustrada.
― Que se dane. ― Pablo desviou o olhar da garota.
― Qual é? Vamos tornar isso ao menos uma boa experiencia pra mim. Quem sabe você não consiga me entreter muito mais do que aqueles três idiotas.
Pablo nem se deu ao trabalho de esboçar qualquer reação, o que deixou Mandy irritada. A garota pegou o canivete e fincou na perna do maior e torceu o mesmo, fazendo-o gritar de dor. A loira torcia o canivete impondo cada vez mais força onde, num determinado momento, Pablo não conseguiu segurar sua bexiga urinando nas calças.
― Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. ― Mandy começou a gargalhar histericamente.
Pablo se sentiu ainda mais humilhado, e a única saída que ele viu foi implorada à garota que arqueou a sobrancelha.
― Acaba com isso de uma vez, por favor. ― Pediu com a voz fraca.
― Como é? ― Mandy indagou surpresa.
― Me mata logo. Termina com isso. ― O maior insistiu.
― Vocês são tudo um bando de sem graças. Qual é? ― A loira suspirou desanimada.
Pablo fechou os olhos esperando, já esperando o golpe final de Mandy, porém esse não veio. O mesmo abriu os olhos lentamente, temendo pela ação e se surpreendendo ao ver Jordan atingindo ela em cheio com o mesmo pedaço de pau que ela havia usado para nocauteá-los.
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