Notas iniciais
Hey pessoal! Aqui é o Anthonny Eu estou postando o capítulo hoje, pois o Brad saiu para fazer sexo e não tinha como ele postar kkkkkkk Beijos e espero que gostem. Se é novo aqui não deixem de favoritar e comentar o capítulo, todos os comentários serão respondidos com muito carinho :3

Eron havia despertado bruscamente pelo tanto de vezes que Pablo se contorcia e gemia enquanto dormia. O moreno tentou se sentar quando levou o susto, mas os braços do loiro lhe apertavam o tronco com força num abraço de desespero. O moreno logo soube que se tratava de um pesadelo, o que deixou seu coração ainda mais apertado com o desespero do garoto que parecia querer despertar sem muito sucesso.

Pablo suava em excesso, seus olhos se contraiam com força, sua expressão era de pânico e até dor, e o loiro tremia e choramingava algo. Não sabendo uma maneira discreta de acalmar o loiro, Eron resolve simplesmente acorda-lo, mas sabia que talvez o loiro se zangasse ainda mais que o mesmo o estava abraçando.

― Pablo? Pablo acorda aí. ― O mais velho chamou com calma enquanto chacoalhou o corpo do maior com brandura, tentando não acordar Jordan e Brandon.

Pablo continuava com seu pesadelo, não atendendo ao chamado de Eron que fez menção de chamar o garoto novamente, porém não chamou ao perceber que o garoto soltou um gemido e começou a se urinar, onde o constatou por conta de sentir o liquido quente escorrer em sua perna já que Pablo estava com a mesma sobre a dele.

― Jesus. ― Eron entrou em desespero.

O moreno pensou em empurrar o loiro bruscamente, mas não teve coragem de fazer isso. O loiro estava com a expressão cada vez mais sofrida e Eron não sabia dizer se o loiro estava com o rosto muito suado, se o mesmo estava chorando enquanto dormia ou se poderiam ser ambas as coisas.

― Pablo! ― Falou um pouco mais firme chacoalhando o corpo do mesmo mais bruscamente, que despertou num grito de desespero.

― NÃO! ― O loiro gritou afoito, olhando para os lados e tentando se situar de tudo o que estava acontecendo.

O mais novo tinha os olhos vermelhos demonstrando que realmente chorava enquanto dormia, além do rosto lavado pelo suor. Sua expressão estava suavizando ainda mais cada vez que ele alternava os olhares de Eron para Brandon e Jordan, que por incrível que pareça não acordaram com o escândalo do mesmo.

― Está tudo bem. Calma. ― Eron explicou com voz serena ao loiro que suspirou cansado. ― Você estava tendo um pesadelo? ― Perguntou, mesmo já sabendo a resposta.

Pablo ficou olhando para Eron por alguns segundos antes de desviar o olhar. O loiro não lhe respondeu sua pergunta, o que o moreno aceitou compreensível, pois nem na queda do avião e todas as fortes emoções até o momento ele nunca havia visto o mais novo tão vulnerável e desesperado.

Aquele era um lado mais humano e sensível de Pablo, onde ele não usava máscara alguma ou tentava afastar todos ao seu redor, porém não era algo que duraria muito, afinal logo o loiro voltaria ao seu “estado normal” agindo como um individualista arrogante e ignorante.

― Eu acho melhor você ir tomar um banho... Você teve um pequeno incidente. ― Eron disse um pouco constrangido ao dizer isso ao maior que ainda não havia se dado conta.

Pablo arregalou os olhos e olhou para suas calças constatando que a mesma estava molhada de urina, sentindo seu rosto esquentar e um tom vermelho emergir em suas maçãs. Em seguida, ele reparou que a perna de Eron, assim como o lençol estavam molhados, obviamente pelo mesmo motivo, onde o moreno nem lhe olhava nos olhos sentindo vergonha da situação também.

― Puta que me pariu. ― O loiro falou desesperado.

O maior ficou em pé e saiu correndo da barraca, sem falar nada para Eron ou dizer onde ia. O mais novo se levantou depois de pensar no que fazer e decidiu levar tanto o cobertor e o lençol quanto sua roupa para lavar, porém não antes de tomar um banho.

O dia nem havia amanhecido direito. Eron ao ver a posição do sol pode constatar que provavelmente não eram nem sete da manhã, e o que o deixou o moreno ainda mais preocupado é o fato de que de longe dava para perceber que nuvens carregadas se aproximavam lentamente de sua localização.

― Amanhã vai chover e feio... Talvez até hoje. ― O moreno falou desanimado.

Eron pegou os itens sujos com cuidado e em seguida os levou em direção à beira da praia. As ondas estavam mais fracas e não estava tão frio quanto a noite anterior, embora ainda fosse relativamente cedo e o sol nem chegava a esquentar direito.

O moreno olhou à sua volta e encontrou Pablo num ponto distante dentro da água se banhando. O mesmo ainda trajava todas suas vestes, com exceção dos sapatos, e estava simplesmente parado olhando para os céus. Eron ficou com dó do loiro e mesmo sabendo que provavelmente levaria uma patada gratuita, ele resolveu se juntar ao mesmo no banho já que devido aos acontecimentos, ele também precisava de um.

Se minha mãe estivesse aqui, ela me diria o quão trouxa eu estou sendo”, Eron pensou com um sorriso sem muita coragem, seguindo em direção à uma das malas e pegando o sabonete para em seguida pegar a toalha no varal improvisado feito por Jordan no dia anterior. O moreno seguiu em rumo ao loiro, apenas de cueca, deixando suas roupas junto com o lençol e o cobertor na beira da praia na intenção de lavar os mesmos antes dos garotos acordarem.

As ondas, mesmo não estando tão fortes quanto no dia anterior, ainda assustavam um pouco Eron por ele não saber nadar, mas ele não demorou muito para chegar até o loiro que mesmo notando sua presença, ignorou o menor. Estava ventando forte, o que preocupava o menor ainda mais, já que a tempestade seria evidente, mas este resolveu deixar isso de lado para focar no loiro.

― Você está bem? Quer conversar? ― Eron pediu timidamente ao loiro que nem o encarou, continuando a olhar para cima.

O silencio entre os dois só não era mais desconfortável por conta do barulho das ondas se quebrando e do vento soprando. Eron estava se sentindo ridículo, mas sabia que o loiro precisava de apoio. Ninguém pode ser cem por cento forte o tempo inteiro e não faltaria muito para que o muro de concreto que regia em torno do loiro desmoronasse em algum momento.

― Eu trouxe sabonete para você poder tomar banho. Eu vi que você ainda está de roupa e... ― Eron continuava a “conversa” se sentindo cada vez mais ridículo, porém Pablo o interrompeu.

― O que você quer Magrelo? ― O mais novo indagou carrancudo. ― Veio me humilhar e rir da minha cara? ― Continuou olhando para o moreno com fúria nos olhos.

― Não é isso. ― Eron respondeu afobado. ― Eu nunca faria uma coisa dessas. ― Se explicou.

― Então o que você está fazendo aqui? ― Pablo manteve o tom, porém com carregando o mesmo com desconfiança.

Eron nesse momento não soube o que responder. Na verdade, ele até pensou “porque eu sou trouxa”, mas resolveu ficar quieto, o que deixou o loiro ainda mais impaciente.

― Sinceramente Pablo, eu não sei. ― Eron falou com sinceridade, fazendo o loiro arquear a sobrancelha. ― Eu vi o jeito que você estava antes de acordar. Você parecia tão assustado e vulnerável, tão desnorteado e em pânico que eu resolvi te fazer companhia. Eu não sei com o que você sonhou e nem precisa me contar se não quiser, mas só queria que soubesse que eu estou aqui caso queira conversar. ― O moreno falou dando um sorriso reconfortante para o loiro que apenas bufou.

― Eu não quero conversar. ― Pablo disse seco para o menor que assentiu chateado.

Desanimado, Eron começou a caminhar lento e com cuidado, com a intenção de voltar ao acampamento, porém o loiro o chamou confuso.

― Onde é que tu tá indo? ― O loiro perguntou, chamando a atenção de do moreno.

― Você disse que não queria conversar, então eu vou deixar você sozinho. ― Eron respondeu envergonhado.

― Eu falei que não queria conversar, não que era para você sair de perto de mim. Além do mais, você não me deu o sabonete. ― O loiro cruzou os braços, da maneira que pode, já que as ondas chacoalhavam seu corpo.

Eron sorriu, o mais discreto que pode, e voltou a se aproximar do maior que revirou os olhos.

Antes de chegar novamente no Pablo, uma onda surpreendeu o mais velho, quebrando-se bem em cima do mesmo, fazendo com que ele capotasse e engolisse um pouco de água no processo. Eron chegou a entrar em desespero com a situação, porém o loiro agarrou firme em seu braço, o puxando para cima sem muita delicadeza.

― Qual é o seu problema? ― Pablo falou revirando os olhos. ― Tu tem demência?

― Eu me afoguei. ― O moreno disse tossindo exasperado.

― Não diga? ― Pablo sorriu com sarcasmo. ― Me fala pelo amor dos deuses que você não derrubou o sabonete. ― O loiro franziu o cenho, relembrando a ultima vez que isso aconteceu.

― Não, está aqui na minha mão. ― Eron respondeu se recuperando do ocorrido, mas ainda assim sentindo o gosto horrível da água salgada em sua boca e garganta.

O moreno estendeu o sabonete para Pablo que ficou olhando para o item e em seguida ele volta o seu olhar para o rosto do menor, fazendo uma expressão confusa.

― Não vai usar? Eu não vi você tomar banho. ― Pablo perguntou surpreendendo Eron.

― Eu achei que você quisesse usar primeiro. Ontem você ficou bravo. ― Eron explicou sem graça.

― Não era bem essa a questão. Eu não me importo que você use ele primeiro. O problema é o Japa lavar aquele pau e aquela bunda dele com o sabonete e depois querer que eu use. ― O loiro dá de ombros.

Eron se surpreendeu com a resposta do loiro e em seguida começou a se ensaboar enquanto Pablo retirava a roupas, inclusive a cueca. Eron ficou um pouco constrangido com a cena, mas Pablo nem pareceu ligar, entregando as peças de roupa para o menor para que ele pudesse se ensaboar também.

― Não estava mais aguentando ficar com essa cueca. Meu pau e minhas bolas estavam esmagados. ― O loiro reclamou.

― Eu vejo na mala se tem uma mais folgada para você. ― O moreno respondeu tranquilo.

― Maravilha. Eu vou ter que ficar usando roupa de terceiros. ― Pablo revirou os olhos.

― Ou pode ficar pelado. ― Eron deu de ombros.

― Você ia adorar né? ― Pablo dá um sorriso sínico, fazendo Eron arregalar os olhos. ― Eu não fico pelado nem fodendo, ainda mais com aquele japonês estranho querendo usar camisinhas. ― O loiro comenta.

― Você sabe que ele é coreano né? ― Eron sorri para o mais novo.

― Você sabe que eu tô cagando pra isso né? ― O loiro devolve com ironia.

Depois de terminar de se ensaboar, Pablo começa a boiar na agua, ficando praticamente deitado na mesma, com seu pênis flácido exposto na superfície, deixando Eron completamente envergonhado enquanto ele apenas relaxava. Eron olhou para o lado e observou uma pregadeira flutuando na água e a apanhou e ficou olhando para ela, parecia muito familiar.

— Isso é daquela garota que estava com vocês no avião? — Eron disse olhando para o Pablo que simplesmente tremeu e quase se afogou.

— Mandy? Onde? — Ele perguntou olhando para todos os lados em desespero.

— Essa pregadeira era a que ela estava usando quando ela afundou junto com o avião. — O moreno olhou para o objeto se lembrando automaticamente de sua dona — Isso deveria ter desaparecido e não ter aparecido por aqui. E se isso significar que ela pode estar por aí? ― Arriscou pensativo.

― Viva? ― Pablo arregalou os olhos.

― Não acho possível. Não depois de tudo o que aconteceu... ― Eron suspirou prendendo o item em sua cueca, afinal poderia ser útil para algo.

Pablo parou um tempo para pensar na possibilidade e se lembrou do seu sonho automaticamente e balançou a sua cabeça para se livrar daqueles pensamentos. No sonho, a loira havia dado uma boa explicação de como ela havia conseguido sobreviver e isso deixou o loiro ainda mais apreensivo.

E por falar em sonho...

― Você não vai falar com nenhum deles sobre o que aconteceu né magrelo? ― Pablo pergunta inseguro, mudando de assunto para afastar a imagem de sua cabeça.

― Não precisa se preocupar. Eu até trouxe o lençol, o cobertor e as roupas para lavarem antes deles acordarem. ― Eron respondeu tentando olhar para o rosto do maior e não para suas partes baixas. ― Só faltou sua cueca, mas o Jordan dormiu com ela.

― Pode tacar fogo naquela desgraça. ― Pablo deu de ombros. ― E na cueca também. ― Continuou em seguida, fazendo o moreno segurar o riso.

― Você implica com ele, mas salvou a vida dele ontem. ― Eron ressaltou fazendo loiro suspirar.

― Cala a boca, magrelo. Ele me ajudou quando eu estava preso no banheiro do avião e eu ajudei ele. Apenas retribuí o favor para não ficar devendo nada para ninguém. ― O maior explicou com indiferença.

― Você tenta bancar o durão e o indiferente, mas no fundo você consegue ser um cara legal. ― Eron disse surpreso.

― E você é um trouxa. ― Pablo sorri para o garoto que ficou sem graça. ― O que me lembra... ― Iniciou ficando em pé novamente com suas partes baixas submersas, o que Eron agradeceu. ― Tu manja dos mais diversos paranauês, sobe em arvores como um macaco, tem uma pontaria do cão, sabe montar acampamento, é até fortinho pro seu porte físico já que me carregou por horas na floresta... Mas por que demônios tu não sabe nadar? ― Pablo perguntou curioso.

― É complicado. ― Eron suspirou triste. ― Aconteceu uma coisa comigo no passado que me deixou traumatizado. Só de estar aqui agora eu tô morrendo de medo, e você viu como eu me afoguei agora pouco. ― Continuou pesaroso.

― E o que seria? ― Pablo indagou curioso.

― Se importa se eu não disser? Eu não gosto de ficar relembrando. ― Eron desviou o olhar e Pablo podia jurar que o mesmo estava marejando.

― Que seja. Não precisa falar se não quiser. ― O loiro concordou. ― Vamos logo que eu não quero ficar todo enrugado. ― Continuou em seguida.

― Tudo bem. Vamos que eu vou lavar as coisas antes dos garotos acordarem. ― Eron falou se recuperando do sentimento de tristeza que o atingira a pouco.

― Eu te ajudo, afinal eu quem fiz a merda. ― Pablo suspirou sem humor.

― Tecnicamente foi mijo. ― Eron alfinetou brincado.

― No cu magrelo. Vai tomar no cu. ― O loiro revirou os olhos.

Os garotos caminharam de volta ao acampamento, com Pablo sempre de olho em Eron para ver se o garoto não faz merda e se afoga novamente, porém tudo ocorreu bem no trajeto. Pablo foi caminhando na frente e quando eles saíram da agua, o moreno pode ver a bunda do loiro. A mesma era redonda, com músculos que ligavam até as coxas avantajadas e bem trabalhadas do loiro, deixando o moreno desconfortável com a visão. Não demorou para que Pablo chegasse à toalha e a enrolasse no corpo enquanto pegava as roupas que Eron segurava para estender no varal enquanto o moreno se secava.

Em seguida, Eron buscou roupas novas na mala para que ambos pudessem vestir para depois lavar as peças que estavas sujas com a urina do mais novo. Pablo como sempre reclamava enquanto vestia roupas de desconhecido, mas o mesmo estava bem e tranquilo, o que deixou Eron aliviado, pois o mal humor não estava presente, ainda, já que Brandon e principalmente Jordan continuavam dormindo.

Pablo se sentia mais tranquilo depois de ter percebido que todo aquele inferno e ver os garotos serem torturados na sua frente não passava de um pesadelo, principalmente com o fato de Eron estar ao seu lado e ainda se preocupar com ele.

Logo as peças de roupas estavam lavadas, inclusive as da noite anterior onde Jordan e Pablo fizeram uma guerra com a urina do maior, assim como o lençol e o cobertor, onde os dois estenderam no varal improvisado e em seguida rumaram em direção à barraca.

O moreno, ao olhar a posição do astro rei, constatou que já deveriam ser mais de oito horas, embora o sol ainda não estivesse tão forte e cada vez mais as nuvens se aproximavam mostrando que uma tempestade se aproximava, o que deixou Eron preocupado, afinal aquela cabana improvisada não aguentaria nunca uma tempestade, além das roupas, cobertor e lençol no varal que provavelmente não secaria a tempo.

― Vai chover e isso não é legal. ― Eron comentou com o loiro que deu de ombros.

― Por acaso você é feito de açúcar? ― Pablo arqueou a sobrancelha.

― Não é isso. Mas olha aquelas nuvens... Está parecendo uma tempestade. Tenho certeza que essa nossa tenda improvisada não vai aguentar isso. ― Eron revirou os olhos.

― Se você diz... Vou ter que pensar em algo, já que eu sou o líder. ― Pablo anui pensativo.

― Não é melhor tomarmos essa decisão em grupo? Não é certo deixar de consultar o Brandon e o Jordan. ― Eron falou confuso.

― Acho que eles estão mais ocupados dormindo de conchinha. De novo. ― Pablo revirou os olhos.

― De novo isso? Devo lhe lembrar que você tem vários motivos para que eles peguem no seu pé? ― O moreno disse sorrindo de lado.

― Caralho magrelo, tu disse que não contaria para ninguém. ― Pablo disse irritado.

― Eu disse que não contaria do incidente. Mas o fato de que você estava me abraçando de novo não tem nada haver com isso. ― O moreno ressaltou.

― Droga. ― O loiro resmungou frustrado.

― Qual é o problema afinal? Por que isso incomoda tanto você? ― Eron indagou curioso.

― Mais essa agora. Está parecendo o meu pai. Eu não sou homofóbico caso queira saber, afinal eu vi com o meu pai coisas mais “aviadadas” do que ver esses dois dormirem de conchinha. ― Pablo revirou os olhos.

― Como assim? ― Eron perguntou confuso.

― Meu pai é gay. ― O loiro disse óbvio. ― Tu não sabe o que eu tive que aguentar em casa. Cada noite um macho diferente. Uma vez até o meu melhor amigo entrou na lista dele. ― Explicou fazendo careta.

― Então você é assim por causa do seu pai? Você tem raiva? ― Eron indagou surpreso.

― Logico que não, tu tem demência? Eu amo meu pai, indiferente de onde ele enfia o pinto dele ou se enfiam o pinto nele. ― Pablo respondeu sincero.

― Que horror. ― Eron começou a rir.

― Eu só acho desnecessário. O que se faz entre quatro paredes, fica entre quatro paredes. Eu só não sou obrigado a ficar olhando. ― Deu de ombros.

― É que não é bem isso que você demonstrou ontem... Foi um show e tanto por nada. ― Eron acusou desconfiado.

― Para de agir como se tu curtisse a fruta com caroço magrelo. Tenta olhar um pouco para o meu lado. Vocês três são um bando de esquisitos e estranhos, que dormem de conchinha e nós quatro dividimos o mesmo espaço. Não quero que sobre pra mim, ainda mais que eu sei o quão difícil é resistir já que eu sou gostoso pra caralho. ― Pablo falou sorrindo convencido.

― Eu mereço. ― Eron começou a gargalhar com desdém.

― Estou mentindo? Ontem você ficou me secando ao que eu saí da agua quando eu fui buscar as malas com o Japa e não pense que agora pouco que eu estava relaxado boiando na agua, eu não percebi que tu ficou encarando o meu martelo aqui. ― O loiro sorriu de lado.

― O sujo falando do mau lavado. Você também ficou me zoando por causa do meu pau ontem a noite. ― Eron acusou, emburrado ao cruzar os braços em frente o peito.

― Aí tem diferença. ― Pablo devolveu.

― Que seria? ― O moreno pediu desconfiado.

― Teu pau é do tamanho de um jegue. Chega a ser exagero. ― O loiro se defende fazendo Eron corar violentamente. ― Ainda mais que tu é todo magrelinho e baixinho. ― Confirma em seguida.

― Cala a boca. ― Eron pediu sentindo as maçãs de seu rosto enrubescerem.

― Enfim, eu não tenho nada contra vocês serem viados. São não fiquem de graça pro meu lado e principalmente sem demonstrações gratuitas e explicitas. O que vocês fazem com o cu de vocês não é da minha conta. ― O loiro disse indiferente.

― Você tem certeza que tu não tem nada contra? ― Eron insistiu.

― Já falei que não desgraça... ― Pablo disse frustrado. ― Só não sou obrigado a ver como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu não gosto nem de ver casais héteros, imagina homo. ― Revirou os olhos.

― É que tu pega tanto no pé do Brandon e do Japa que não dá para ter muita fé nisso. ― O mais velho explicou.

― Com o Brandon foi mais pela surpresa. Sinceramente não esperava que ele curtisse. ― Pablo disse pensativo. ― Ele não tem cara de Gays Anatomy.

― De o quê? ― O moreno pediu confuso.

― Em termos simples, medico viado. ― O loiro deu de ombros.

― E quanto ao Jordan? ― Eron indagou curioso.

― Já o Japa, é apenas por implicar mesmo. Não tem nada de divertido para fazer nessa ilha e encher o saco dele é uma boa maneira de passar o tempo. ― Debochou, deixando Eron incrédulo.

― Sério isso? ― Eron disse indignado.

― Qual é magrelo? Não sei por que o espanto. Você precisa entender uma coisa. Eu não sou uma boa pessoa. Nunca fui. Eu só trago problemas e depois de um tempo, a melhor maneira que encontrei para evitar isso foi afastar tudo e todos. Não faça esforço para ser meu amigo e diga o mesmo para eles. Estamos juntos por conta do acidente, mas não significa que eu esteja disponível para vocês. O quanto mais rápido vocês entenderem isso, melhor vai ser para vocês. ― Pablo disse ficando sério de repente.

― Não precisa ser assim Pablo. ― O moreno suspirou chateado.

― Mas é assim que as coisas são. O único motivo de eu estar te contando isso é por você ser o mais “legal” dos três e por sempre me ajudar, mas vai por mim. Fique longe. Mande eles ficarem longe. Me deixem ficar sozinho e na minha. Vamos interagir apenas o necessário, com coisas que tem haver sobre o resgate e a sobrevivência nesse inferno de lugar. ― Pablo continuou incisivo.

― Isso é triste sabia. Não precisa ser assim cara. A nossa convivência seria tão melhor se você... ― Eron nem teve tempo de concluir a sentença, pois o maior lhe interrompeu.

― Vai lá acordar o povo vai. Temos que comer, decidir o que vamos fazer com essa tal tempestade que você disse e ainda por cima passar mais um dia nesse lugar. ― Pablo suspirou se afastando, deixando o mais velho desnorteado.

Eron ficou olhando para ele se afastando e por um momento queria poder falar mais com ele, queria poder arrancar mais informações. O moreno se levantou e foi correndo atrás do loiro.

— Pablo! — Eron chamou enquanto se aproximava do loiro — Espera um pouco.

— O que é que você quer agora magrelo? — Pablo respondeu irritado enquanto parou e observou para o moreno se aproximando cada vez mais.

Eron continuou indo até alcançar o loiro. Pablo se sentiu desconfortável com a proximidade do moreno que estava chegando e ele não fazia menção nenhuma de parar. Eron abraçou Pablo e o loiro não conseguiu reunir força o suficiente para poder afasta-lo e apenas ficou ali em seus braços.

— Eu não sei com o que você sonhou e sobre tudo o que você passou e pensa do seu pai. — Começou Eron. — Mas eu quero poder estar aqui para te ajudar, sei que você não nos quer como amigos e que não quer que façamos algo, mas como você mesmo disse eu sou trouxa, então sabe que eu não vou obedecer o seu pedido.

— Eron... — O Loiro começou a sussurrar lentamente, mas Eron continuou falando.

— Não precisava falar nada. — O moreno disse sorrindo. — Eu posso ajudar você, fazer com que veja as coisas com outros olhos, posso te ajudar a superar esse pesadelo, ando do sonho quanto a queda do avião. Você pode confiar em mim.

Eron soltou Pablo sem dizer mais nada e foi em direção à barraca para acordar os garotos enquanto o loiro apenas o observava enquanto desaparecia. As palavras do moreno ecoaram em sua mente e o loiro apenas deu um pequeno sorriso de lado e virou as costas ignorando tudo novamente.

― Trouxa... Mas no fundo é gente boa. ― Continuou seu trajeto sorrindo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos e até semana que vem