Notas iniciais
[Música do capítulo: Home – Michael Bublé] Genteeee! Demorei kkkkk #AVÁ Mil desculpas pela demora e espero que não tenham me abandonado. Gostaria de dedicar esse capítulo para o leitor Marcus Salvatore Winchester, que é um fofo e veio me cobrar kkkkk Sério. Quando acharem que eu estou demorando ou fazendo alguma coisa de errado, qualquer coisa que seja, venham e me avisem, me cobrem, ok? Espero que gostem xD

– Bem vindo a Roma – Castiel disse com Dean ainda sobre ele, olhando pela janela.

– Obrigado, Cas – O loiro agradeceu, ainda com o sorriso nos lábios, e abraçou com força o amigo.

Ficaram assim por um bom tempo até que Dean separou o abraço e depositou um leve beijo na bochecha de Castiel. O avião aterrissou e em poucos minutos, os dois já estavam com sua bagagens e caminhavam em direção ao portão de desembarque. Avistaram um jovem homem segurando uma placa onde se lia “Dean e Castiel” e caminharam até ele. O rapaz os ajudou com as malas e eles saíram do aeroporto.

Enquanto Dean observava o local, tudo o que o moreno conseguia ver era o sorriso estampado no rosto alvo do amigo e as lágrimas que escapavam de seus olhos verdes.

Havia muitos carros na rua, então eles se dirigiam vagarosamente até o hotel. Dean não estava mais tão elétrico quanto antes, o que preocupou o moreno, mas Castiel pôde ver a animação ainda presente em seus olhos.

Chegaram ao Hotel Delle Nazioni e Dean se apaixonou. A arquitetura, o clima, as cores, até o cheiro o emocionou. Era um belíssimo hotel. Talvez não tão extravagante quanto o de Paris, mas ainda sim era muito bom. Simples e belo, assim como Roma.

Another summer day

(Mais um dia ensolarado)

Has come and gone away

(Veio e já se foi)

In Paris and Rome

(Em Paris e Roma)

But I wanna go home

(Mas eu quero ir para casa)

Enquanto Castiel ajudava o rapaz com as malas até o balcão, o loiro se perdia cada vez mais na aparência daquela recepção. Era tudo tão harmonioso, tudo tão tipicamente italiano, com um toque moderno. Não há palavras para descrever como ele adorava tudo aquilo. Preferia mil vezes um lugar aconchegante assim, do que espaçoso e gritante como o de Paris.

Finalmente estavam prontos para fazer o check-in. Castiel tomou a liderança e começou a conversar com a bela mocinha parada sorridente na frente deles.

– Temos uma reserva no nome de Sam Warner.

– Sim, só um minuto senhor – A garota sorriu para o belo moreno de olhos azuis e começou a digitar algo em seu computador. Uma expressão confusa tomou conta do rosto de anjo da ruiva.

– Algum problema? – Cas perguntou.

– Não há nenhuma reserva nesse nome, senhor. Qual o nome de vocês?

– Dean Winchester e Castiel Novak – O loiro respondeu – Como assim nenhuma reserva?

– Vou chamar o meu gerente, sinto muito. Só um minuto, ok?

– Claro – Dean sorriu para ela, acalmando-a e a garota praticamente correu para dentro do hotel.

– Deve ser um erro, só isso – Castiel disse, virando-se para o Winchester.

– Não tem problema. Não estou com a menor pressa – Ele sorriu – Por falar nisso, você viu como esse hotel é lindo? Estou louco para ver os nossos quartos e o resto da cidade e...

– Posso ajudá-los, senhores? – Uma voz grossa interrompeu o loiro e Castiel voltou-se ao balcão.

– Sim, a mocinha disse que não encontra nossa reserva.

– Em que nome deveria estar?

– Sam Warner – Dessa vez, Dean respondeu.

– Vou checar. Só um minuto. E vocês são...? – O gordo e simpático homem perguntou, querendo saber seus nomes.

– Dean Winchester e Castiel Novak – O loiro repetiu.

– Oh, então você é o famoso Dean. É um prazer conhecê-lo – O gerente estendeu uma das mãos e cumprimentou os garotos antes de voltar a mexer no computador.

Ficaram em silencio por alguns momentos. Castiel encarando o homem e Dean olhando para seu amigo. Ele não parecia aborrecido, apenas entediado. Teria que animá-lo de alguma forma mais tarde, afinal, estavam em Roma!

– Me desculpe, Sr. Winchester. Deve ter ocorrido um erro em nossos dados.

– Não tem problema. Qualquer quarto vai servir.

– Acredito que só vou ter suítes com cama de casal disponíveis – O senhor fez uma careta, pensando que perderia o cliente poderia tê-los aborrecido.

– Eu vou ligar para a Sarah – Castiel disse, pegando o celular do bolso.

– Não precisa, Cas – Dean pegou o celular da mão dele e se virou para o gerente do hotel – Tem algum em um andar mais alto?

– Sim, senhor. Temos no quinto andar.

– Ótimo. Ficaremos com ele, então – O Winchester sorriu e o rosto tenso do velho homem transformou-se adquirindo uma expressão surpresa, assim como a de Castiel.

– Tem certeza, Dean?

– Claro. Eu adorei esse hotel, não quero sair daqui.

– Muito bem, então. Vou providenciar que suas bagagens sejam levadas para o quarto 508. Me desculpem pelo transtorno.

– Não há por que se desculpar. Agradeço por ter sido tão simpático conosco – Dean sorriu para o homem e olhou para Castiel – Vamos, Cas?

– Vamos, Deanno.

–----------------------------- L-O-V-E ------------------------------

– Finalmente estamos aqui! – Dean se jogou na cama, ainda com um sorriso no rosto – Consegue sentir, Castiel? Até o cheiro dessa cidade é revigorante.

– Você correu até o quarto, nem viu o resto dele. Quer me acompanhar? Prometo que não vai se arrepender.

– Claro – O loiro respondeu, levantando-se rapidamente da cama.

Ele pegou na mão de Castiel e o acompanhou até a sala de estar. Paredes cor de creme, carpete de madeira, sofás de couro branco. Andando mais um pouco, passando a mesa de jantar de uma madeira escura, havia um canto com uma mesa de centro com um belíssimo arranjo de flores e duas poltronas também de couro branco. Mas o que realmente prendeu a atenção de Dean foram as cortinas de seda abertas.

I still feel all alone

(Eu ainda me sinto sozinho)

I just wanna go home

(Eu só quero ir para casa)

Oh, I miss you, you know

(Oh, eu sinto a sua falta, sabia)

Roma. Tão bela... Dean apenas ficou parado encarando a magnífica visão que aquelas enormes janelas o proporcionaram. Ele conseguia ouvir as pessoas tagarelando nas ruas, conseguia ver os paralelepípedos que formavam as vias, as calçadas estreitas, o céu azul, as nuvens brancas, a coloração amarelada das antigas construções que os cercavam...

– Está cansado demais para dar uma volta, Cas?

– Claro que não, Dean. Faremos o que você quiser hoje, mas amanhã temos um itinerário para seguir, ok?

– Obrigado, Cas – O loiro o abraçou forte, inalando seu perfume, tão familiar... – Vamos?

– Estou bem atrás de você.

–----------------------------- L-O-V-E ------------------------------

– Que tal um gelato? – Castiel sugeriu, enquanto andavam de braços dados pelas ruas quentes de Roma.

– Gelato? Desde quando você fala italiano?

– É sorvete, certo?

– É sim – Dean riu – Vamos logo tomar um gelato – Ele enfatizou a ultima palavra, somente para irritar Castiel.

– Achei que aprender algumas palavras não faria mal a ninguém.

– É engraçado ouvir você falando outras línguas. Não estou acostumado.

Novak apenas concordou com a cabeça a se dirigiram até uma sorveteria que não ficava muito longe do hotel. Compraram seus sorvetes e voltaram a andar. Dean estava cada vez mais encantado por aquela cidade, mas de repente bateu as saudades de casa. Aquela mesma sensação que ele teve em Paris... A sensação de que algo estava faltando. E quando se deu conta, seu sorriso morreu na hora.

– Deanno? O que foi? – O moreno pergunto, um tanto preocupado.

– Vamos voltar pro hotel, por favor? – Dean tentou disfarçar, mas não conseguiu muito bem.

– Vamos, sim. Mas você está bem?

– Só estou um pouco cansado. Não se preocupe.

– Eu sempre vou me preocupar com você, Dean.

Pararam de andar e voltaram para o hotel. Passaram, dessa vez, pelo restaurante e bar do hotel. Um belo lugar, Castiel teve que admitir. Tinha muita classe, era impressionante.

Subiram para o quarto e Dean sentou-se no sofá, encarando o vazio. Castiel achou melhor deixá-lo quieto por um tempo e resolveu desfazer suas malas. Quando terminou as suas, começou a desfazer as de Dean. Colocou tudo de forma organizada nas gavetas da cômoda e algumas peças de roupa colocou no guarda-roupas. A mochila que continha algumas outras coisas, como as cartas, foi deixada em cima de uma cadeira ao lado da cômoda.

And I’ve been keeping all the letters that I wrote to you

(E eu guardei as cartas que eu escrevi para você)

Each one a line or two

(Em cada uma, uma linha ou duas)

“I’m fine baby, how are you?”

(“Estou bem, querido. Como você está?”)

Well I would send them but I know that it’s just not enough

(Bem, eu as mandaria, mas eu sei que não são o suficiente)

My words were cold and flat

(Minhas palavras foram frias e chatas)

And you deserve more than that

(E você merece mais do que isso)

Enquanto o moreno organizava as coisas no quarto, Dean estava sentado pensativo na sala de estar, encarando a janela aberta. Lembranças de dias ótimos com Sam passaram por sua cabeça e só agora percebeu que Castiel estava presente em quase todos. As lembranças da noite em que leu a carta que Warner o deixara, as lembranças da noite em que resolveu responder àquela carta... Tantos sentimentos diferentes e um tanto confusos invadiram sua mente, não deixando-o com outra opção senão chorar. Lembrou-se de como se sentiu ao escrever a primeira carta de Sam. Ele estava tão bravo com o moreno e consigo mesmo...

“O Castiel tem escrito cartas para você, e eu pensei em dar uma chance a isso. Por que não, certo?

Bem... Está tudo bem. Estamos viajando agora. Eu não sei se o Castiel está realmente bem, mas ele não para de sorrir, nem para de tentar me fazer sorrir. E quando eu estou com ele, eu meio que sorrio. Eu meio que fico feliz, ou talvez só um pouco menos triste.

Eu acho que é só isso. Não sei mais o que escrever aqui, então... Tchau! Amo você, Sam.

Quem eu estou querendo enganar? Eu estou puto. Tudo o que eu disse antes sobre o Castiel era a verdade, mas eu não estou bem. Quando eu paro para pensar, penso em você. Tipo, todo o tempo. E você simplesmente não sai da minha cabeça. O que você fez comigo, o que você fez com todos nós... Como você pôde?

Por que você faria algo assim? Por que você mentiria? Era para nós sermos um casal, lembra? Porra, Sammy, por que você faria isso comigo? Você queria passar mais tempo comigo? Tudo bem. Mas você poderia, no mínimo, ter sido verdadeiro comigo. Por que você mentiria para mim? Ah, eu me lembrei... Você não queria que eu ficasse triste, certo? Você não queria me ver preocupado com você. Você não queria me aborrecer. Mas como você acha que eu estou me sentindo agora? Eu vou te dar uma dica: Não muito bem.

Seu desgraçado. Você é um monstro e eu te odeio pelo que você fez. Mas eu te odeio, porque eu te amo demais, caralho! Eu te amo, Sam.

Adeus, Sammy.

Para sempre seu, — D.”

Se Sam ainda estivesse vivo, com certeza não mereceria ouvir tais palavras. Agora Dean conscientizou-se de que tudo o que Sam fez, foi porque o amava. Tudo. Todas as mentiras e as cartas e as viagens... Foi por amor. As lembranças da segunda carta invadiram sua mente e Dean não pôde evitar de sorrir.

Let me go home

(Me deixe ir para casa)

I’m just too far from where you are

(Estou muito longe de onde você está)

I wanna come home

(Eu quero voltar para casa)

“Eu fui tão cruel na minha ultima carta, sinto muito. Eu estava tão bravo com você, mas não estou mais. Ainda estou magoado, ok? Essa dor ainda é um inferno, mas eu vou superar.

Adivinhe onde eu estou? Paris. É linda, Sammy. Muito obrigado por fazer isso por nós. Mas eu não consigo aproveitar completamente tudo isso. Eu não consigo. É demais para mim. É cedo demais.

Ou talvez eu esteja errado, e não seja cedo demais. Talvez seja a hora certa. A hora certa para eu ajeitar a minha vida depois do que houve com você. Talvez você quer que eu esqueça de tudo isso por um tempo, quer que eu esqueça você por um tempo. Mas eu não posso te esquecer. Algum dia, pode ser que eu até esqueça, mas eu não quero.

Vou tentar ao máximo aproveitar esse lugar, aproveitar a companhia de Castiel – Ele tem sido um amor para mim. Ele é ótimo – porque isso é o que você iria querer que eu fizesse. Mas eu não vou esquecer você, porque os meus dias – todos eles – são cinzas sem a sua luz, sem o seu sorriso, sua voz, seus olhos, seu toque... Eles também não são tão ruins, por causa dele. Mas, você sabe... Você é o amor da minha vida. E eu sinto sua falta.

Queria que você estivesse aqui, Sammy.

Para sempre seu, — D.”

Sam concordaria com as coisas que ele disse sobre Castiel. Ele era ótimo para Dean. Sempre foi.

Foi tirado de seus devaneios por um barulho de algo caindo que vinha do quarto.

– Castiel? – O loiro o chamou para ver se estava tudo bem.

– Estou aqui, Dean!

Dean se levantou do sofá a andou até o quarto.

– Acho que vou me deitar um pouco.

– Quer companhia?

– Por favor – Um leve sorriso cresceu nos lábios do Winchester, enquanto ele se deitava na cama, seguido pelo moreno.

– Vai dormir? – Castiel perguntou, olhando-o nos olhos.

– Não estou com sono.

– O que quer fazer?

Baby, I’m done

(Querido, eu cansei)

I gotta go home

(Tenho que ir para casa)

Let me go home

(Me deixe ir para casa)

It'll all be all right

(Tudo vai ficar bem)

– Eu quero ir pra casa – Dean admitiu baixinho.

– O quê?

– Não parece certo estar aqui considerando tudo o que aconteceu.

– Considerando tudo o que aconteceu? É por isso que você tem que ficar, Deanno – O moreno afirmou e pegou uma das mãos de Dean.

– Como assim?

– Você já passou por tanta coisa. Merece estar aqui.

– Mas sem o Sam...

Let me go home

(Me deixe ir para casa)

– Shh... – Castiel o interrompeu – Sam queria você aqui. Caso contrario, você não teria ganho as passagens, certo? Ele continua querendo você feliz, não importa o quanto isso custe. Ele ainda cuida de você.

– Você cuida de mim. Você está aqui. Você merece estar em Roma, não eu.

– Nunca mais repita isso, ok? Você merece tudo, Dean. Não pense tão pouco de si mesmo.

– Eu só disse a verdade.

– A verdade é que se você se visse da maneira como eu te vejo... Se sentiria muito melhor. É uma pessoa maravilhosa, Dean. Eu tenho muito orgulho de você e espero que não mude nunca – Castiel beijou a mão que segurava do loiro e sorriu, olhando-o nos olhos.

Seus rostos estavam tão próximos. Suas mãos se fundiam num abraço caloroso com o toque de suas peles. Os olhos de esmeralda de Dean encaravam os azuis angelicais que estavam deitados ao seu lado. Sua pulsação aumentou, por algum motivo e então ele pôde ver.

Um curioso brilho emanava dos olhos intensamente azuis de Castiel e havia algo diferente agora no sorriso que o moreno carregava. Algo interessante, algo especial, algo quase mágico... Dean não teve duvidas do que fazer a seguir. Não foi por impulso, mas a mais pura vontade racionalizada e canalizada para aquilo que deveria ser feito.

Levantou um pouco o corpo, só o suficiente para alcançar o rosto de Castiel em uma posição confortável. Dean sorriu, fazendo com que o coração do moreno falhasse uma batida. Suas respirações se misturavam no curto espaço que havia entre seus lábios.

– Obrigado, Cas.

– Por quê?

– Por tudo. Por sempre estar aqui por mim.

Novak não teve tempo de responder. A única coisa que conseguia pensar agora era o sabor familiar a apaixonante dos lábios de Dean. O loiro o beijava lentamente, sem pressa, explorando cada sentimento novo e antigo que invadia seu coração naquele momento.

Continua...

Notas finais
Awnnnnnn #TeamDeanCas Espero que tenham gostado e até a próxima! Beijackles e Padakisses ♥ P.S.: Desculpem as cartas perdidas no meio do capítulo... Eu não sabia onde colocá-las. Espero que não tenha ficado muito ruim.