Surpreendente
13 Meu pequeno Principe
Notas iniciais
O Grannys estava animado naquela noite. Cheio como sempre,mas as pessoas estavam se divertindo. David estava sentado em uma mesa bem no canto, longe de toda agitação. Ele estava com a cabeça muito longe, pensando sobre tudo que havia acontecido nos últimos dias. Ele estava apaixonado pela prefeita da cidade, que era amiga da sua ex mulher e inimiga da sua ex namorada. Mas ele não estava nem aí pra isso. Alguns diriam que tê-la em seus braços o faria esquecer de tudo. Mas ele sabia que era muito mais que isso. Regina era dona de todos os seus pensamentos do seu coração. Parecia esses amores de filme, contos de fadas. Tudo bem que contos de fadas não tem tantas partes quentes como no relacionamento deles, mas em tão pouco tempo o pensamento de perde-la o deixava doente.
David brincava com a comida e o pensamento cada vez mais longe. Ruby observava ele do balcão,se ela não soubesse quem era a sortuda, agora estaria em cólicas pra descobrir quem estava enchendo a cabeça dele.
"RUBY "
"Meu Deus Mary Margaret, quer me matar de coração? ”
Mary Margaret estava com o rosto vermelho de tanto rir a atitude da garçonete.
“Calma Ruby, tava fazendo coisa errada? Me diz quem você estava admirando? ” Ela olhou para a direção que Ruby estava olhando e viu David sentado sozinho na mesa.
“Ruby? ” A lobinha percebeu na hora o tom de acusação da professora.
“Tá louca Mary Margaret? Eu não sou fura olho. ”
Na boa, o povo sabe que eu gosto de swing, fica achando eu passo a perna em todo mundo, que é putaria. Ninguém merece!
“Eu sei Ruby, desculpa, mas é que a gente deu um tempo e as coisas estão estranhas sabe.”
“Ahh, se sei.” Ruby se arrependeu na mesma hora.
Merda como vou explicar essa agora?
“Como você sabe? Ele comentou alguma coisa?
Pronto Ruby agora conta que ele tá dando uns pegas na prefeita.
“Claro que não Mary Margaret, eu mal converso com o David, mas percebi que vocês não se encontram mais aqui, desde o sequestro da Katherine, então imaginei que as coisas estivessem ruins. Eu acompanhei tudo deve ser muito difícil pra você aceita-lo de volta.”
“Na verdade Ruby o David me pediu um tempo, então por mim já estaríamos bem, vivendo nossa história, mas ele me disse que precisava um tempo depois de tudo que aconteceu. Eu vou lá falar com ele”
“Oi?” Ruby só conseguia pensar em como Mary Margaret ficaria magoada em descobrir que entre ela e David não existia mais história pra viver. “E vai falar o quê pra ele? Game over? Deixa ele te procurar boba?
“Isso mesmo, vou dar um jeito nisso de uma vez por todas, me deseje sorte.”
Você vai precisar
Branca arrumou o cabelo com a mão corrigiu a postura e partiu confiante.
"Olá David." Ele foi tirado dos seus devaneios,mas dessa vez não se assustou como ocorreu com Emma.
" Ah,oi." A falta de entusiasmo na resposta com certeza entristeceu Branca, mas ela não desistiu.
"Você tem vindo pouco ao Grannys ou nossos horários não estão mais coincidindo. Não te vejo desde a nossa conversa."
David foi salvo pelo seu celular que começou a vibrar em cima da mesa, chamando atenção dos dois. Ele agradeceu ao universo por não ter salvo o número dela na agenda, pois agora como explicaria a Mary Margaret uma ligação da prefeita aquela hora.
"Eu... Eu preciso ir." David falou meio sem jeito apontando para o aparelho e já levantando da mesa. "A gente se vê por ai." Antes de sair fez um sinal para Ruby avisando sobre o pagamento e atendeu a chamada indo em direção a porta.
"Oi." O sorriso dele ao finalmente falar com Regina iluminaria toda Storybroke.
"Pode falar agora?"
"Pra você eu sempre posso, Sra Prefeita." David falou a última parte bem mais baixo olhando para os lados garantindo que ninguém o ouvia.
Regina sorriu e começou a brincar com o líquido em seu copo sentada em seu escritório.
" E então como foi o resto do dia sem mim?"
"Foi complicado, Henry esta resfriado teve febre, todo manhoso, mas enfim eu gostaria que não tivesse sido sem vc." A própria Rainha ficou surpresa ao inclui-lo assim em sua vida, ao se permitir sonhar em realmente formar uma família com o Príncipe, poder contar com ele quando necessário. Ela sempre cuidara de Henry sozinha, mas agora estava cogitando a possibilidade de não estar mais só.
" Eu posso passar ai, acabei de sair do Grannys, estou caminhando pra casa agora, podemos dizer ao Henry que eu me ofereci para levar um remédio. "
" Eu adoraria, mas a Srta Swan está aqui, não quero chamar mais atenção pra nós. " Regina contou isso na maior naturalidade possível como se sua relação com a mãe biológica do seu filho fosse um mar de rosas.
"Espera a Emma ta ai? Então é mais que um resfriado? Eu estou indo pra ai Regina!"
"David! Calma, crianças tem febres é normal, e o meu menino é até muito saudável. Mas achei que seria bom pra ele tê-la aqui. Posso estar desconfortável. Mas a maior parte dessa obsessão do Henry pela mãe biológica é curiosidade. Então eu decidi dar isso a ele, afinal de contas um certo homem loiro, sexy e de olhos azuis me disse que isso é só uma fase."
David ia andando pela cidade acenando e cumprimentando os que estavam na rua, soltou uma gargalhada ao ouvir a parte do (loiro sexy)
“Você me acha sexy Sra Prefeita? ”
“Você acha mesmo que eu namoraria alguém sem esses atributos Sr Nolan? ”
“Vai dizer que o Graham era tão bom quanto eu? ”
“E quem disse que eu namorei o Graham? Com ele era só sexo”
“Então tenho a honra de ser o seu primeiro compromisso sério, que o povo de Storybroke vai presenciar.
Regina pensou um pouco antes de responder, mas resolveu falar a verdade, já havia muitas mentiras nessa história então resolveu ser honesta com David.
“Na verdade, eu sou viúva David. ” Ele já estava perto de casa, nem tinha reparado direito no caminho, mas parou ao ouvir a última frase da prefeita. “Me casei aos 19 anos, ele era muito mais velho que eu. ” Regina continuou sem perceber o choque de David ao ouvir aquilo.
“Mas...Você o amava? ”
“Não querido, meu casamento aconteceu por interesse, porém não da minha parte. Meu marido era um homem muito rico, poderoso que precisava de uma nova mãe para sua filha. Então minha mãe viu a oportunidade de me fazer rica e poderosa como ela sempre sonhou. ” David continuava parado no meio da rua digerindo o que acabara de ouvir.
“David?”
“Tô aqui amor, tô só digerindo. Eu...Eu não imaginava. Mas vocês adotaram o Henry juntos? ”
“Não, o Henry é apenas MEU filho. O Leopold já tinha morrido a alguns anos.” David percebeu que a ênfase no meu filho,e não quis mexer na ferida.
“E sua enteada, onde ela está? Ela vive aqui em Storybrooke? Porque você não a criou? ” Regina suspirou porque contar aquela história mesmo que um pouco modificada não era um passeio no parque.
“Ela era apenas 7 anos mais nova que eu, quando ele morreu ela foi morar no campo com amigos, não havia mais como cria-la. Mas chega de falar de mim. Como foi seu dia?”
“Essa é sua maneira de dizer que não quer mais falar sobre o assunto? Porque ouvir como foi meu dia no meio dos animais do canil não tem nada demais, comparado com um marido morto e uma enteada desconhecida. ”
“David, por favor vamos falar de outra coisa, minha vida tem muitas coisas das quais eu não me orgulho, por isso é muito difícil pra mim falar sobre o meu passado. ”
A tristeza na voz de Regina cortou o coração de David, ele sabia que havia motivos para essa história ser desconhecida para os demais, mas ouvir o quanto ela sofria com tudo aquilo era também doloroso pra ele.
“Hoje uma cadela deu cria. O Henry iria adorar vê-los. Eles são lindos. Depois do trabalho passei no Grannys, e Mary Margaret viu falar comigo. ”
“E? ” O ciúme da na voz de Regina era quase palpável, e David se divertiu com isso.
“E eu nem consegui trocar duas palavras com ela, porque tinha que dar atenção a minha namorada linda ciumenta. ”
A prefeita não conseguiu conter o riso.
David finalmente chegou em casa, e eles continuaram conversando por mais de uma hora. Até que Regina percebeu o quando estava tarde. Mesmo depois de desligar ela continuou sorrindo, lembrando que apesar de todas as ameaças ela estava feliz. Ela ficaria horas pensando em todas as possibilidades que tinham, mas o dever de mãe a estava esperando.
Henry já estava dormindo, Emma estava esparramada em uma cadeira ao lado da cama dele. Mas ela parecia tão desconfortável. Depois de cobrir melhor seu menino e aproveitar para beija-lo já que essa era a única hora em que não havia como ser afastada por ele. Depois disso era a hora de acordar a Xerife.
“Emma?” Regina a sacudia com cuidado. “Emma, acorde.”
A loira começou a coçar os olhos e fazer caretas exatamente com Henry fazia, um sorriso triste marcou o rosto da Prefeita. Seu filho provavelmente nunca teria esse tipo de semelhança com ela. Emma já tinha despertado mais Regina estava longe.
“Regina? ”
“Srta Swan, deixei toalhas no banheiro quarto de hospedes, há pijamas no armário a sua disposição. Também deixei algo para você comer. Ele provavelmente não vai acordar essa noite. ”
Emma respondeu apenas com um sorriso grato e foi até o quarto que fica ao lado. Regina apagou a luz e foi se preparar para dormir em seu quarto.
Já passava das quatro da manhã quando Regina acordou suando, assustada. Os sonhos com a quebra da maldição erram cada mais reais e assustadores. Henry também acordou e não viu Emma no quarto. Ele pensou que a encontraria ao seu lado quando acordasse, como aconteceu diversas vezes com sua mãe Regina. O menino foi até o quarto de hospedes e viu Emma dormindo, ele chegou a pensar que Regina aproveitou que ele dormiu e a mandou embora, mas não, ela estava lá. Mas não era essa mãe que ele precisava.
Regina percebeu a porta do quarto abrindo, e acendeu o abajur. ”Filho? Está sentindo alguma coisa? ”
Ele não esperava encontra-la acordada.
“Eu...Eu não consigo dormir. ”
Regina sorriu e com olhos cheios de lagrimas, levantou o edredom convidando seu menino para deitar ao lado dela. Henry foi um pouco tímido, mas se aconchegou bem pertinho da mãe, que apertou seu garotinho no peito e beijou seus cabelos.
“ Meu pequeno príncipe.” As lagrimas rolavam no rosto de Regina, mas ela só tinha agradecer.
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