Surpreendente

14 Sem a maldição eu não teria você meu amor.


Notas iniciais
Dá pra acreditar? Prometi tentar atualizar com mais frequência, e aqui estou.Tô escrevendo de madrugada,então valorizem.Um comentariuzinho de nada tá .kkkkk Bju

Regina foi a primeira a despertar na manhã seguinte, ela tinha velado o sono do filho até muito tarde. Era a melhor sensação do mundo, tê-lo em seus braços, sentir o cheirinho do seu príncipe. As vezes ela até gostaria que Henry também tivesse sido amaldiçoado, porque assim ele nunca deixaria de ser aquele chicletinho que seguia a mamãe em todos os lugares da casa. Mas a alegria de ver ele um dia se tornar um homem honrado sempre a fazia mudar de ideia.
Com todo cuidado para não acorda-lo a prefeita saiu da cama, mas antes tinha verificado a temperatura de Henry e ele continuava febril, ela não quis acorda-lo pra tomar o remédio, preferiu preparar o café pra que ele comesse um pouco antes de tomar. Tentando o máximo para não fazer barulho ela tomou um banho rápido e vestiu uma roupa confortável.
Emma acordou um pouco depois, demorou um tempo pra ela se situar. Mas assim que aconteceu ela trocou de roupa e foi para o quarto do filho. A loira abriu a porta bem devagar pra não incomoda-lo, ainda era cedo mesmo sendo dia de aula, mas ao ver a cama vazia uma ponta de preocupação marcou o rosto de Emma, porém alguns barulhos no andar de baixo a tranquilizaram, ela imaginou que ele já estava se sentindo melhor e estava tomando café com a prefeita, mas ainda assim ela resolveu checar.
Regina estava de costas para a entrada da cozinha, arrumando a bandeja com o café de Henry e falando no telefone com Ruby.
"Ruby eu preciso que você remarque todos os meus compromissos para segunda feira. Depois que fizer isso você está liberada. Mais tarde eu vou tentar passar prefeitura para pegar alguns documentos e adiantar algumas coisas daqui."
"Regina, onde está o Henry?" Emma foi entrando na cozinha, preocupada ela tinha certeza que Henry estaria lá.
"Essa é a voz da Emma?" Ruby estava de boca aberta do outro lado da linha.
"Só um minuto Ruby." Regina virou para responder a Emma, tapando o microfone do celular. "O Henry está no meu quarto Srta Swan, ele ainda está febril e foi pra minha cama no meio da noite. Já vou acorda-lo para cuidarmos dessa febre."
Emma deixou de ouvir quando Regina disse que o garoto tinha dormido com ela. Ela era sua mãe biológica, estava no quarto ao lado e ele foi procurar Regina? Por mais que fosse lógico era doloroso, seu próprio filho não procurava conforto nela.
Regina percebeu que a Xerife estava perdida em seus pensamentos "Emma?"
"Sim?"
"É um hábito que começou quando ele ainda era bebê." Apesar de querer Emma longe do seu filho, Regina imaginava a dor que era não ser mãe do seu próprio filho." Eu fiz café da manhã, aproveite que você já desceu, tem suco, torradas, frutas e café é claro."
Era estranho tanto pra Emma quando para a própria Regina tanta simpatia. Mas dormir com seu menino em seus braços lhe deu muito mais segurança.
"Ruby? Como eu disse, nos vemos na segunda feira. ” Regina voltou a falar com a lobinha.
"Regina você não precisar deixar o Henry, só pra pegar papéis na prefeitura, eu posso leva-los pra você. "
"Ruby isso não faz parte das suas obrigações. "
"Então considere como um favor."
"Mas eu não gosto de dever favores."
" Mas seria um favor ao meu amigo Henry, que está doente e precisa da sua mãe por perto."
Regina sorriu com a gentileza de Ruby. Ela sinceramente não entendia, como David e Ruby sendo pessoas tão legais podiam tem gostado tanta da Branca de Neve.
"Tudo bem Ruby, agora eu preciso desligar."
Regina pegou a bandeja pra subir, mas antes:
"Srta Swan, você quer subir?"
"Ele não precisa de mim, eu tenho que ir para a delegacia."
"Eu tenho concordar Xerife. Ele não precisa de você. Mas Henry gosta de te ter por perto. E eu acho que você mais do que ninguém pode explicar seus motivos. Qualquer criança órfã fantasia seus pais biológicos."
"Eu sei que sim, e obrigada por entender isso Regina, mas eu preciso trabalhar."
"Ok, você que sabe. Tenha um bom dia Srta Swan"
Emma deixou a casa da prefeita com a cabeça a mil. David tinha razão. Regina era a melhor coisa que podia ter acontecido ao seu bebê. Ela perdeu as contas de quantas vezes sonhou em ter a cama de uma mãe para ir durante uma tempestade ou um café na cama depois de uma febre. E Henry tinha tudo isso. E não é possível fingir algo assim. Regina tinha bolsas abaixo dos olhos. Parecia que mal tinha dormido aquela noite. Mas não havia irritação em sua voz. Só amor.

Ela foi uma das primeiras clientes do Grannys, afinal de contas tinha negado a oferta de café na casa da Prefeita. Poderia ir pra casa, mas não estava no clima para todas as perguntas de Mary Margaret.
David também chegou bem cedo ao trabalho, estava planejando ir visitar Henry no final da tarde, ele realmente gostava do garoto, mas com certeza era uma desculpa para ver a prefeita. Depois da loja aberta ele sentou atrás do balcão e começou a escrever pra ela

Bom dia Amor. Como está o Henry? (David)
Bom dia. Ele está febril, mas já ta bem melhor.(Regina)
Pensei em visita-lo mais tarde. (David)
Ele vai ficar feliz em vê-lo. (Regina)
Só ele? (David)
Nós dois. Venha jantar conosco. (Regina)
Jantar? Estou indo pra ai AGORA. Rsrsrs(David)
Não esqueça que você está de castigo. Vamos apenas jantar com meu filho doente. (Regina)
Você não estava falando sério. Estava? (David)
Era uma Victoria Secrets, David. Você foi avisado. (Regina)
Regina uma semana é muito tempo. (David)
Não seja um bebê chorão, da próxima vez você vai me ouvir. (Regina)
:( Tenho que ir, mas ainda vamos conversar sobre isso. (David)
Ok. 19 em ponto Sr Nolan. (Regina)
Tudo bem Sra Prefeita. (David)

Regina esta estava sentada ao lado da cama esperando Henry terminar o café.
Ele ainda tinha o semblante abatido graças a febre, e estava um pouco triste porque Emma não tinha esperado para se despedir dele. Viu o rosto de Regina iluminar enquanto digitava no celular, era um tipo de sorriso que só ele via, ele nunca tinha visto aquele semblante direcionado a mais ninguém antes.
"Mamãe? " Henry chamou bem baixinho, quase que com medo de desperta-la.
"Me desculpe querido, o que você disse?"
"Eu não disse nada, mas com quem você está falando?"
"Ninguém Henry estava apenas respondendo alguns e-mails de trabalho."

“Querido eu vou abrir um pouco a janela do seu quarto pra arejar, vou trocar os lençóis por isso preciso que você fique aqui um pouco mais, ok? ”

Henry só balançou a cabeça, ele sabia que ela era a Rainha Má, mas ainda assim, era sua mãe. Ao mesmo tempo que ele queria abraça-la e passar um tempo com ela, ele queria afasta-la porque uma bruxa como ela não podia ama-lo de verdade.

“Quer que eu traga seu vídeo game, ou um livro pra cá? ”

“A Emma disse se voltaria? ” Henry perguntou sem olhar para mãe, ver amor nos olhos dela o deixava ainda mais confuso. Vilões não amam.

“Não querido...Ela não disse nada. Só que tinha assuntos pendentes na delegacia. Creio que ela virá ver você mais tarde. ” Henry assentiu mais uma vez ainda sem olhar pra mãe.

Regina preferiu não insistir, deu os remédios do filho, ligou a tv e saiu do quarto. Ela ainda tinha que contar a Henry sobre o convidado que teriam no jantar, mas achou melhor falar mais tarde.

A manhã passou rápido para Regina, ela se dividiu entre cuidar da casa e dar uma olhada em Henry de tempos em tempos. Na hora do almoço ele quis descer e almoçar na mesa o que pra ela já era um ótimo sinal, já febre tinha ido embora desde o café da manhã.

“Filho a Ruby vira aqui essa tarde para adiantarmos algumas coisas que eu deveria resolver hoje na prefeitura. Pensei em convida-la para jantar conosco. O que você acha?

“Se ela tiver coragem de comer algo preparado pela Rainha Má.”

“Henry” Regina gostaria que sua voz não a traísse, mas a dor era quase palpável. “Querido por favor, eu estou tentando. Não é culpa minha a Srta Swan ter ido embora Henry, eu abri a porta da minha casa pra que você pudesse tê-la por perto. Desde que te peguei no colo pela primeira vez, tudo que fiz foi.... Para te manter seguro, para vê-lo feliz. E em nenhum momento eu me importei por você não ter saído de mim. Mas desde que essa mulher chegou aqui, não tem um dia que eu não acorde pedindo aos céus pra que eu tivesse gerado você, pra ninguém te tirar de mim” Os olhos de Regina brilhavam com as lagrimas que ela estava fazendo de tudo para não deixar cair.

“Se você não tivesse lançado a maldição, nada disso teria acontecido. A Emma não teria que me abandonar. ”

“HENRY...” O menino já tinha corrido para o quarto, e alguns segundos depois, o barulho da porta do quarto dele ecoou pela casa.

Sem a maldição eu não teria você meu amor.

Notas finais
Não me odeiem.O Henry é uma criança e esta confuso,o que é normal pra sua idade.Mas no próximo capitulo,um certo Príncipe vai consolar a Rainha