Supernatural - Behind The Red Coat
12 Halloween 1ª Parte.
Notas iniciais
Haverá morte.
- Red Coat.
As portas do Impala são abertas, e de dele sai Dean, Jo, Veronica e as bruxas Samara e Samantha.
– Amigas. – dizem Jo para sua mãe, Bobby e Sam que estão parados os observando descer do carro. – São bruxas.
Bobby olha para Dean que mexe a boca dizendo ‘espere’. O anfitrião entende o sinal do caçador.
– Bem vindas, eu sou Bobby. – fala. – Esses são Ellen e Sam.
Eles se dirigem para dentro e vão para a sala de estar. Bobby senta na cadeira atrás da escrivaninha, Ellen e Veronica nas cadeiras, Jo num pufe. Dean pega uma cerveja na geladeira e abre, ficando de pé junto com seu irmão e as bruxas.
- O que encontraram? – pergunta Ellen.
Os recém chegados se olham.
– Receberam a mensagem não?
Jo assente.
– Não é só isso. Essas são Samantha e Samara Alazihar, irmãs e bruxas. – diz Jo.
Veronica olha para as bruxas.
–Somos de uma linha antiga de bruxas. – fala Samantha. – Não praticamos magia negra, desde o século 19. Nossa família imigrou da Inglaterra para cá, e toda a linhagem foi castigada. Uma mulher sobreviveu e foi tendo filhas, uma ensinando a outra a proibição.
– Mas Samantha nasceu com um dom diferente. Ela tem visões, quando a mente dela quer.
A cena passa na cabeça de todos que estavam em Denver. A gritaria, Samantha fora de si, a irmã tentando acalmá-la. A destruição da casa. Fora um pesadelo.
– A garota teve uma visão de que nessa festa de Halloween o ciclo pode ser fechado. Alguém vai descobrir a identidade de Red Coat. – diz Dean, fazendo Ellen soltar um arquejo.
– Vocês têm que ir nessa festa. Imaginem a oportunidade de finalmente acabar com o desgraçado! – exclama Bobby.
Samantha senta-se numa cadeira vaga. As irmãs se olham.
– Não é só isso. – fala Veronica. – Rodric estará lá, segundo a visão. E... alguém vai morrer.
Eles se olham por um momento. Todo o sentimento de raiva congelou ao ouvirem a palavra ‘morrer’. Ellen não iria querer sua filha lá, Bobby não iria querer seus garotos em perigo também. Não um perigo qualquer, pois em todas as caçadas que iam havia um risco. Mas nessa era certo. Alguém iria ir, e não iria voltar.
Ellen quebrou o silêncio na sala.
– Podemos repensar. Armar um plano. Ainda faltam cinco dias. É o suficiente para nos programarmos e conseguirmos um plano bom para resgatar Rodric, tentar descobrir o Red Coat e deixar todos sãos.
Dean bebe um gole de sua cerveja, depois, boceja e balança a cabeça, indicando que não tinha ideia do que fazer.
Sam olha para as irmãs.
– As visões nem sempre são realmente o que vai acontecer, não é?
– Não. Nossos ancestrais diziam que as visões eram dons feitos para avisar um futuro que poderia ser mudado. Se soubermos os passos certos, podemos mudar isso. – fala Samara.
Bobby coloca os óculos de grau e lê a mensagem.
– A festa é dos Kane. É a família mais tradicional de Sioux Falls, donos de um parque de diversões enorme. Os caras são cheios da nota.
– Eu não vou numa festa de criança num parque de diversões. – reclama Dean.
– Sim, você vai, Dean. – diz Jo olhando para ele. – Eu vou também.
Ellen logo se levanta.
– Jo!
– Qual é mãe? – reclama a garota. – Eu não caço á tempos, e não vou perder essa oportunidade. Faça o que tiver que fazer, me coloque para ligar e desligar os brinquedos, mas eu vou.
Ellen olha para Bobby. Ele apenas balança os ombros.
– Eu vou também. – diz Veronica. — E as irmãs...
As bruxas assentem. Dean e Sam se olham.
– Não pode ir, Sam.
– Por que não?
– Sammy, você foi aniquilado, recém teve alta do hospital. – murmura Dean.
Sam balança a cabeça, indignado.
– Dean, faz dois dias que eu saí, e falta cinco para a festa. Sete dias são suficientes. E eu vou, não sou uma criança mais para receber suas ordens.
O irmão caçula se vira e sobe as escadas, deixando os outros ainda na sala.
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Os cinco dias passaram voando. Os caçadores fizeram mil e umas investigações, analisaram o local da festa, tiraram informações. Enquanto isso, Bobby e Ellen decidiram ficar em casa controlando tudo, por recomendação de Samara.
Jo chamou um amigo que tinha na sua escola. Ela e Dean entraram em conflito após isso. A garota tirou sarro dele estar com ciúmes. Todos riram. Dean ficou bravo e decidiu ficar no quarto, apenas ajeitando seu material.
Ele ouvia Jo e Ellen falar do garoto. Era um caçador também. Carter. Pelo que Dean ouviu, o garoto era ex-namorado de Jo.
Enquanto isso, Sam tentava combinar de se encontrar com Ruby. Eles se falaram escondido um dia de madrugada no ferro-velho.
– Dean vai estar lá, mas vamos estar separados. – disse Sam acariciando os cabelos dela.
Ruby sorri.
– Prepare-se grandão. Eu vou ir mascarada. Serei a dama de prata.
Ela dá um selinho nele e vai embora.
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Finalmente estavam á uma hora do início da festa do Halloween.
Jo estava com um vestido branco, manchado de vermelho na barriga. Ela usava luvas de seda que se estendiam pelo braço, também manchadas por tinta ‘sangue’.
As bruxas estavam de... bruxas. Enquanto isso Veronica pediu e foi atendida: não seria elogiada, nem criticada.
Sam e Dean estavam de ternos, roupas que usavam no dia a dia, e óculos escuros, como os Homens de Preto.
– Não acredito que estou fantasiado para uma festa de Halloween em plenos 30 anos. – fala Dean.
Sam ri dele.
– Você está com uma arma na cintura, D. Cuidado com isso.
– Ok, S.
Ellen entra na sala.
– Então, testaram os microfones?
Todos eles põe a mão no ouvido, ativando microfones e uma pequena câmera que eles pagaram uma nota por 6 delas.
– Câmeras, Bobby! – diz Samara.
– Ok. – confirma Bobby no computador. Ali, ele pode ver tudo que os outros caçadores estão vendo e pode ouvir tudo o que eles estão falando.
– Vamos anunciar quando o problema vir de uma maneira ‘surpresa’. – fala Ellen. – Vocês podem trocar mensagens, mas por favor, não dêem a crer que estão com microfones.
Eles assentem. Alguém bate na porta. Jo vai até lá e abre, dando lugar á Carter entrar. Eles se abraçam.
– Que saudade de você, Jo! – fala Carter, soltando Jo e olhando para os outros na sala. – Oooi!
Todos dão ‘oi’. Dean dá um sorriso falso e vai até o computador de Bobby para ter o que fazer.
– Esse é o Carter, meu amigo. Carter, esses são Sam, Dean, as irmãs Samara e Samantha e aquele é o Bobby. – Jo apresenta.
Bobby acena para Carter, que faz sinal positivo.
– Gente, o Carter é caçador também. – explica Ellen enquanto arruma o terno de Sam. — Ele veio nos ajudar á capturar Red Coat.
Ela vai até Carter e lhe alcança um microfone com câmera. Jo ajeita no ouvido do amigo e faz Dean revirar os olhos.
– Está na hora, pessoal. – avisa Bobby. – Repassem o plano.
Todos disseram e pensaram a mesma coisa: ‘Se separar em duplas, Carter e Jo, Dean e Veronica, Sam ficaria na retaguarda. Se encontrassem Rodric, teria que ir embora. Se entrasse em perigo, devia ativar um outro companheiro. Se estivessem em muito perigo, podiam atirar, ou esfaquear. O que viesse primeiro.’
Nenhum sabia que o plano nunca seria do jeito que eles imaginaram.
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O parque estava cheio. Havia bastante crianças, mas o público foco era os adolescentes. Tinha, na entrada, um homem conferindo o nome dos convidados da festa, e então somente depois de confirmado, poderiam entrar.
Eles se separaram e foram para as formações que deviam.
Jo e Carter foram para a pista de dança que tinha umas escadas, dando á uma ‘sacada’ que mostrava vários locais do parque.
– E aí, Jo... Como vai você? – pergunta Carter.
Eles começam a dançar.
– Eu to legal. Cansada, mas a adrenalina mora em mim. – fala ela, rindo.
A caçadora coloca a mão no ouvido e fala: ‘Jo falando. Tenho uma visão ampla de onde estou. Se Red Coat não chegou ainda, vou saber quando ele entrar.’
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Dean e Veronica andam pelo parque, avaliando todos os lugares onde alguém poderia estar escondido. Eles ouvem a mensagem de Jo.
– Isso ta muito ‘Missão Impossível’. – diz Dean. – Você gosta de torta?
Ele olha para uma lojinha de doces com tortas de todos os tipos. De abóboras é teias de aranha de merengue.
– Vai comer torta agora? – questiona Veronica.
Dean olha para ela.
– É uma caçadora ou nutricionista? – Ele se vira e vai comprar a torta.
Logo, os dois saem andando outra vez, procurando vestígios. Veronica e seu medo, Dean e sua torta.
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Sam caminha pela festa. Ele está na pista de dança, dividindo o olhar para os lados a para o piso, feito de como se fosse um jogo de xadrez.
O caçador senta-se em uma das mesas esperando por ela. Mal podia pensar em sentir seu cheio outra vez, seu gosto. Ouvir sua voz grossa sussurrar no ouvido dele ‘Sam!’. Mal podia esperar para ouvir as ideias, sentir sua pele e podendo abraçá-la outra vez.
Até que ele sentiu. Sentiu um arrepio passar pelo corpo quando as mãos taparam seus olhos. Mãos frias.
– Ruby. – diz Sam sorrindo.
Ruby libera ele e ambos se beijam. Depois de alguns segundos ele se afasta e vê outra Ruby. A Ruby normal usava jaqueta de couro, jeans e tênis, enquanto essa Ruby usava uma roupa de médico que fazia Sam ir á loucura só de olhar.
A demônio usava um daqueles negócios de medir pressão, outro de medir batimentos cardíacos, estava de jaleco branco e um óculos de grau falso.
– Você está linda, doutora... – começa ele.
Ruby sorri e bota a máscara.
– Golden.
– Hum, doutora Golden. – Sam agarra Ruby pela cintura e eles começam a se pegar no meio da festa.
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Mais ou menos vinte minutos depois de chegarem, nenhum sinal de Red Coat foi dado. A criançada chegara em peso: para todos os lados enxergava-se franksteins, bruxinhas e vampiros de todos os tipo.
As irmãs bruxas foram as únicas que não contataram ninguém, porque estavam separadas em segredo. Elas não agüentaram procurar sozinhas e resolveram se dividir para acelerar o processo.
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Veronica e Dean passam pela 3ª vez no mesmo lugar.
– Estamos...
– Eu sei, Dean. Mas estamos procurando o segredo! – fala ela. – Quem sabe nos separamos, cada um procura por si mas mantém contato.
Dean aceita a sugestão, e então Veronica não perde tempo e corre para dentro do ‘Riacho do amor.’
Enquanto Veronica vai cada vez mais longe na investigação, Dean fica comprando café e torta.
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Veronica estava no escuro. O Riacho do Amor era sombrio, apesar de levar o AMOR como subtítulo.
A caçadora andou pela calçadinha deserta dentro do brinquedo, com medo de que algo ou alguém lhe enganasse. Ela segurou uma faca que tinha em mãos e entrou dentro de uma salinha muito suspeita.
A salinha levava á uma elevador redondo (ou pelo menos Veronica achava que era elevador).
Veronica ativou o microfone. ‘Oi, Veronica chamando.’ ‘Oi, oi!’
Ela dizia mas ninguém respondeu. Verônica balançou a cabeça negativamente e conseguiu então ouvir um barulho. Um ruído.
Vinha do andar de cima, ou sabe-se lá o que tinha lá encima. Veronica olhou e chamou por Rodric, não obtendo nenhuma resposta. A caçadora então entra no elevador.
As portas redondas se fecham. E o elevador não anda.
– Que droga! – pragueja Veronica chutando o elevador.
As portas agora nem se abrem nem se fecham. Veronica tenta contatar o microfone, mas não consegue sinal.
E então o pior começa.
Veronica olha para cima, e vê uma sombra de casaco. Então, a sombra joga uma mangueira dentro do elevador e liga a torneira.
A água começa a subir, enquanto Veronica se desespera batendo na porta.
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- Vou comprar uma cerveja, já volto meu gatão! – diz Ruby se afastando de Sam.
Ele fica ali, olhando para as pessoas, quando resolve religar seu microfone, apenas para ver se ta tudo ok.
É quando Ruby toca nos olhos de Sam, o tapando a visão de novo.
– Pô, Ruby, você foi muito rápida. – fala Sam sorrindo. – Pode tirar a mão agora!
Ruby tira a mão, mas Sam já entendera. As mãos não estavam frias. Não era transmitido aquele ar sensual...
Sam olhou para o lado e viu Red Coat fugir dele, correr.
Sam: ‘Oi, Sam na linha. Red Coat acabou de passar na linha, repito, Red Coat cruzando a linha’.
Jo: ‘Estou o vendo daqui, quem está mais perto?
Samantha: ‘Estou logo atrás dele. Sam também.’
Eles passam correndo e Jo observa. Red Coat vai na frente, o mais veloz. Logo atrás dele, Samantha, muito rápida. E por último, Sam, usando demais da sua força.
Sam então se perde de Samantha e Red Coat, mas a bruxa continua seguindo o anônimo, desesperadamente.
Eles chegam numa bifurcação, um lugar onde há dois caminhos, e eles têm que escolher. Na hora de se virar, Samantha põe a mão no ouvido e um homem acaba dando um encontrão na bruxa. O microfone cai, destruído.
Samantha não desiste assim. Ela reúne forças e segue correndo atrás de Red Coat.
O anônimo esbarra em uma menina levando uma abóbora cheia de deoces e acaba perdendo um tempo precioso.A menina e a irmã mais velha intimam o Red Coat, que passa reto e então entra no banheiro feminino e aguarda Samantha passar.
O problema é que Samantha viu onde Red Coat entrou.
E finalmente eles ficam cara a cara.
Notas finais
Mas enfim, o cap ta aí, e então aproveitem enquanto nao sai a parte 2..
Beijoss!
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