Notas iniciais
Voltamooooooos! Começa agora a segunda temporada de SPN - BEHIND THE RED COAT.

Espero que gostem, comentem, favoritem, recomendem e amem essa segunda temporada assim como eu amo vocês!

Ótima leitura!

RECAP

Em uma caçada há um ano, Jo é ‘possuída’ por algo que pertence a Edith, a mulher do diabo. Nessa mesma caçada, Dean e Sam se encurralam mas escapam por pouco. Quase um ano depois, Jo começa a se mostrar afetada por algo, o que leva Dean, Sam e Ellen á procurar respostas.

Em uma fábrica, os caçadores descobrem que milhões de pessoas estavam sob supervisão, e que Jo foi escolhida para alguma coisa. Edith é morta por Red Coat e Ruby reaparece.

O jogo vira então de gato e rato. Red Coat começa á persegui-los e usar seus segredos para destruí-los. Bobby conta aos caçadores que teve desavenças com um casal há alguns anos. Veronica e Rodric (esse mesmo casal) aparecem em seguida, entrando para a lista de suspeitos principais.

Red Coat ataca o ferro-velho de Bobby, mas eles devolvem com uma facada na coxa do anônimo. Logo em seguida há uma grande explosão na estrada, e surge então Alexia, uma jovem caçadora que tem um machucado grave na perna.

Com Jo doente, Ellen vai ao Harvelle’s e é atacada por vários demônios e luta com Ash. Paralelamente, Bobby leva Alexia para um hotel em Sioux Falls, e a caçadora foge. Dean e os outros salvam Ellen. Ash vai embora. Dean acha que Alexia é Red Coat e rastreia ela. Ao chegar numa casa abandonada com Jo, eles são ameaçados á todo o momento. Alexia está realmente presa. Eles encontram Veronica na casa. Ela diz que Rodric está desaparecido.

Sam e Ruby também entram nessa e ele acaba prejudicado. Alexia vê uma bomba na casa e não consegue fugir a tempo. No hospital, Sam se mostra mais frio. Dean começa a dizer que ele está diferente desde a caçada no ano anterior. Ruby e Dean brigam feio.

Veronica vai atrás de Rodric e conhece duas bruxas gêmeas: Samara e Samantha. Elas vão para Sioux Falls e prometem ajudar. Na festa de Halloween Samantha descobre quem é Red Coat e é morta. Minutos depois todos os caçadores – e Ruby – se reúnem no estacionamento e então são revelados segredos de cada um. Rodric que está preso num carro com uma bomba é ‘liberado’, mas morre logo em seguida.

Sam e Ruby deixam a casa de Bobby, pois Dean não aguenta mais os dois. Samara está arrasada com a morte da irmã e também vai embora. Jo se mostra com olhos de demônio e foge. Ela é rastreada em um hotel onde está Red Coat. Bobby, Dean, Veronica e Ellen correm para lá.

Alexia está viva e é Red Coat. Depois de grandes revelações, Sam aparece e também se mostra Red Coat. Só que não é Sam, e sim Joshua, um demônio que o possuiu na mesma caçada do início da história e clonou seu corpo desde então. Isso dá razão a Dean. Joshua diz que Sam está preso no mesmo local.

Eles lutam e Veronica mata Alexia. Ruby incentiva Dean á matar Joshua, mas sabe que se matá-lo o Sam verdadeiro também morrerá, pois parte da alma dele vive no corpo que Joshua possui. Samara aparece no hotel e abre uma cratera onde joga Joshua. Em seguida com velas e feitiços extremamente poderosos, ela consegue matar Joshua e segurar a alma de Sam. Samara diz para eles tomarem cuidado e morre.

Ellen encontra Jo no hotel. A garota então começa a se contorcer quando bate meia-noite. Alguma coisa começa a sair da boca dela, uma criança. O bebê rasteja até a cratera que jaz o corpo clonado de Sam e então o chão começa a se abrir, levando a criança lá para dentro. Ruby é a única que consegue ver isso.

Os caçadores ainda vivos recebem uma mensagem de um novo Red Coat. O jogo não terminara ainda. Estava apenas começando.



2 meses depois.

O frio do inverno entrava pela janela. A neve densa lá fora não parava. Veronica colocou um marcador na página 267 do seu livro e destapou-se. Ela queria se mover.

Bobby consertava um de seus carros no ferro-velho, enquanto Ellen o observava e esfriava a cabeça. Ela estava exausta, pois fazia pesquisas de tantas coisas desde á noite no Hotel. Jo, após parir aquela criança se comportava de modo frio. Era por isso que Ellen estava tão preocupada, ela queria saber o que havia acontecido com a filha.

Evidentemente, aquilo era obra de demônios. Ellen chegou a pensar em coisas impossíveis, mas não descartava nenhuma possibilidade.

Na mesma casa, Dean balançava os dedos pelo notebook. Agora ele estava mais uma vez no site de desaparecidos. Assim fora nos dois últimos meses: encontrar Sam Winchester.

Seus olhos estavam inchados, os cabelos bagunçados. Dean estava acabado e não se conformava que devia parar um pouco. Sua preocupação era descontrolada, e ele só pensava em encontrar o irmão.

Quando o relógio bateu ás 15 horas, eles ouviram um barulho de carro entrando na propriedade. O barulho dos pneus passando pela neve e deixando sua marca. Ellen olhou para a entrada da casa.

Do carro sofisticado, descia ela. Sumida por um tempo, arrancando mais ódio ainda do coração de Dean. Vestida com botas pretas, calças jeans escuras e uma jaqueta de couro azul-marinho, daquelas que vinham até o umbigo. A jaqueta estava sob uma blusa branca lisa, e de ambas pendiam um colar de pedras. Usava uma pulseira de prata com muitos pingentes pequenos. Ruby passou a mão pelos cabelos lisos e retirou o óculos de Sol.

– Voltei, vadios. E eu trouxe muitas novidades.

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Jo foi a última a entrar na sala. Sob a mesa de centro, vários papéis brancos de matérias impressas de jornais estavam bagunçados. Enquanto Ruby falava, apontava para uma das imagens e explicava, depois para uma matéria e explicava, assim até chegar no ponto principal da história:

– Então, tudo isso nos leva a crer que Sam não está mais lá. Afinal, porque estaria em um lugar que já conferimos e que acabou de ser destruído para virar um supermercado?

Sim, ela tinha razão. Dean, Veronica, Ruby já haviam ido até o local antigo em Seattle, onde Sam ficara encurralado e tivera o corpo clonado. Segundo Joshua, ele ainda estava lá, preso, mas eles vasculharam o local de cabeça abaixo e não encontraram nada.

Na última matéria do jornal de Seattle, saíra que aquela antiga fábrica fora detonada para virar um supermercado de uma rede famosa. Isso significa que tiraram Sam de lá e ele está em outro lugar.

Em outra matéria encontrada por Ruby, eles viam sobre um frigorífico que estava passando por problemas. Havia uma foto de um homem gordo e careca na frente do estabelecimento, e então dizia que poderia fechar por causa da vigilância sanitária.

–Ta, mas o que o frigorífico tem a ver com Sam? – perguntou Bobby.

– Assim... – Ruby pegou o notebook de Dean e entrou no YouTube.

Digitou ‘frigorífico Seattle ameaçado’ e clicou no primeiro vídeo.

Começara com uma repórter bonita falando sobre as supervisões da vigilância sanitária. Corta então para dentro do frigorífico, mostrando algumas partes do local. Logo então, o mesmo homem careca da imagem, identificado na reportagem como Robb Middle, pragueja e diz que não quer perder seu comércio.

Enquanto Robb fala, alguns trabalhadores passam atrás dele. Alguns olham para a câmera. Então, passa um cara alto, com cabelos compridos até o ombro, jaqueta marrom. Ele mal vira o rosto para a câmera. Ruby aperta no espaço e o vídeo pausa.

Todos encaram o vídeo, pasmos.

O cara, atrás de Robb Middle, era Sam.

_

A viagem até Seattle demorou algumas horas. Apenas Dean, Veronica e Ruby foram na viagem.

A caçadora estava lendo o mapa, enquanto Dean dirigia e Ruby olhava em volta.

– Chegamos, eu acho. – fala Veronica, olhando para fora da janela e mirando um portão branco com uma guarita. Um homem ali dentro assistia TV e comia bolachas, entediado. Ele olha para o Impala e volta os olhos para a TV. Então olha novamente e mexe em algumas coisas.

– Sabem que somos nós. Sabem que estamos aqui. – diz Ruby.

Eles descem do carro e começam a caminhar em direção á guarita. O demônio ali dentro coloca um telefone no ouvido. Dean deixa escapar um baixo ‘não’ , mas Veronica levanta sua arma e dá um tiro.

A bala atravessa o vidro e atinge o demônio, que apenas a retira. Isso os dá tempo para chegar mais perto. O homem fala alguma coisa no telefone e então Dean o empala com a faca de matar demônios.

– Enfim, ele estava ligando... – Ruby remexe nas chamadas do celular. Dean mete o olho na frente para poder ver.

– ID bloqueado. – diz ele. – Claro. Temos que nos apressar.

Eles caminham apressados pelo pátio do frigorífico. É sábado, estão todos de folga. Apenas há um carro estacionado que deve ser do demônio da guarita. Ou alguém que estava la dentro.

Dean chega perto da porta e as duas mulheres olham para trás, precavendo se alguém está de olho neles. O caçador arrebenta a porta com o pé e o terrível cheiro os invade.

– ARGH!

Veronica dá uma arcada e Ruby põe o braço na frente do nariz. Aquele fedor de bichos mortos era repugnante.

Havia um longo corredor com azulejos brancos. Tudo na verdade, dando a volta no frigorífico por dentro, era de azulejos brancos. De um lado do corredor estava uma portinha marrom com uma plaquinha: ‘Robb Middle’, e o outro lado seguia até uma dobrada.

- Não entendo como alguém consegue trabalhar aqui. – murmura Veronica, começando a caminhar pelo corredor.

Eles andam e entram numa parte maior, onde vários refrigeradores soltam um ar gelado. É muito frio lá dentro, mais frio que a neve – agora pausada – lá fora. Havia cerca de vinte e cinco refrigeradores, e uma bifurcação. Se eles dobrassem seguiriam por outro corredor, ao qual fazia uma curva e eles não viam o fim. Se seguissem reto, escolheriam uma das portas e continuavam.

– Eai ? – pergunta Dean. – Devemos nos separar?

Ruby olha em volta.

– Acho que não. Vamos evitar separações, ou podem pegar um de nós. Vai dificultar tudo.

Veronica sugere para que eles vão para o lado do corredor com a curva. Eles seguem, devagar, com as armas em punho. No final há uma porta grande de ferro, onde uma fumaça – de frio – sai de dentro do lugar.

Eles se olham.

– Vamos. – diz Dean, hesitando, mas abrindo a grande porta que mais parecia um cofre.

Os três começam a caminhar levemente pelo lugar, onde várias mesas de aço estão montadas, e há várias gavetas grandes que devem abrigar animais mortos.

– Estamos no IML ou num frigorífico? – pergunta Veronica. – Não vejo motivo para esconderem Sam aqui. Seria tão... Sei lá.

Eles caminham mais um pouco pela sala. Nenhum quer fazer barulho para chamar a atenção de algum possível inimigo lá dentro.

– Aqui. – diz Ruby, indo até outra porta marrom e colocando a mão na fechadura. – Sinto que estamos perto.

Ela abre a porta e então a fumaça do frio da sala é tomada por uma outra. Não uma fumaça normal, e sim um gás. Gás que os deixa tonto.

Dean perde a visão. Ele segura-se em uma das mesas de aço e fica agarrado, até perder todos os sentidos e bater a cabeça na mesa gelada. Veronica começa a se guiar pelas paredes. Ela se agarra nas alças das gavetas e ofega. Então cai.

Ruby é a última a cair, embora fosse a primeira afetada pelo gás. Ela tonteia e respira com força. Nada adianta.

Ela vê um vulto vermelho passar antes de perder todos os sentidos e desabar.

_

Estão agora em uma sala diferente. Sentem o cheiro do frigorífico, embora ainda estejam recuperando os sentidos. Veronica abre os olhos e os pisca seguidamente, para melhorar a qualidade da visão. Ela percebe que está com as mãos e com os pés amarrados. Sua boca está amordaçada, mas ela está de pé, a beira do abismo.

Literalmente.

Dean, Veronica e Ruby estão com os pés e mãos amarrados, seus pés á um ou dois passos de caírem em um grande círculo aberto. Está limpo e seco, e no meio do grande buraco, está Sam Winchester.

Ajoelhado e machucado, ele olha para o irmão e seus olhos brilham. Depois olha para Ruby e para Veronica. Não as conhecia, não. Mas se estavam com Dean, significava que eram boas pessoas.

Atrás de Dean, Veronica e Ruby estão três caras com capuzes pretos. Eles estão preparados para algo, embora ninguém saiba o que. Dean olha para trás e ofega, com medo de cair. Depois, olha para Ruby e Veronica, balançando a cabeça. Em seguida dirige seu olha para Sam, e uma lágrima escorre de seu rosto. Veronica observa o lugar. É alto, as paredes são sujas e manchadas, e há dois grandes canos que deveriam deixar passar um hipopótamo devido ao seu grande tamanho. De seu ângulo, Veronica conseguia perceber bem uma máquina trituradora na ponta de um dos canos.

Há um telão do outro lado, com algumas caixas de som espalhadas pela sala.

Nas extremidades do chão, á ponto de cair no grande buraco onde está Sam, Ruby geme alguma coisa para os outros. O homem atrás dela toca em seu ombro e ela congela.

O telão se acende. Red Coat, divo e esplendoroso aparece. Uma máscara de prata tapa seu rosto, impossibilitando todos de ver sua verdadeira face. Dean solta um gemido alto e Sam olha para ele. Depois, o Winchester caçula volta o olhar para o telão, como todos os outros.

– Olá, queridos caçadores. Gostaram da estréia dos nossos jogos mortais? Eu estou achando isso o máximo. As expressões de vocês são tão ridículas que me fazem rir. – A voz de Red Caot soa fria e grossa, mostrando claramente que passou por uma transformação em algum programa de computador. Ele continua: – Dean Winchester, finalmente você encontrou seu irmão. Aposto que você queria que fosse em uma melhor ocasião, não é mesmo?

Dean não responde. Sam ultrapassa seu nervosismo.

– Sem mais demandas, vamos começar nosso joguinho. Como vocês devem saber, Sam nunca sairia fácil daqui. E não vai. Para ele sair, pelo menos um sacrifício deve ser feito. Nós trabalhamos duro para chegar onde estamos, e não vamos deixar escapar nossa principal arma. Não agora que o domínio de tudo é nosso.

Red Coat se mostra misterioso e perturbante ao revelar essas coisas.

– Não posso dizer nada agora, mas em breve vocês saberão. Enfim, há e sempre houve vidas em jogo. Aqui não é diferente. Sam, você ficou muito tempo desatualizado. Está na hora de descobrir o que seus ‘amigos’ vieram aprontando durante um ano. Que comece o Jogo da Verdade.

‘Vai funcionar assim: eu irei fazer uma afirmação com uma vida em jogo. Se Sam acertar, eu pulo a pessoa, se ele errar, menos um ponto para ela. Se Sam errar três vezes, nossos queridos ghost irão empurrar essa pessoa, e tanto ela quanto Sam tomarão um banhozinho prazeroso do frigorífico.’

Veronica volta a olhar para o cano e a máquina trituradora. Agora ela entendia. E temia cada vez mais.

– Vamos começar com Dean, claro. Então Sam, responda sim ou não.

Sam, também com as mãos amarradas, mexe a cabeça para arrumar os cabelos. É evidente que ele não entende o que está se passando, mas se quer sair de lá, tem que entrar no jogo daquele maluco vestindo vermelho.

– Durante um ano, Dean esqueceu de você e só voltou a procurá-lo no último mês, quando foi visto. – diz Red Coat.

Há um silêncio na sala. Sam sabe o que responder, mas tem medo da resposta.

– Não. – diz ele em claro e bom som.

– Ótimo. – murmura Red Coat. – Agora, Veronica... Hum! Aquela moça ali, Sam, de Jaqueta branca. Ela parece legal, mas Veronica matou seu filho e seu marido por que estava louca. Verdadeiro ou falso?

Sam olha para Veronica. Ao ouvir ‘filho e marido’ ela solta uma expressão de tristeza no rosto. Com certeza, esse novo Red Coat sabia mexer com o seu emocional, assim como Joshua e Alexia.

A julgar pela expressão de Veronica, Sam responde ‘Sim.’

– HAHAHAHA! – ri falsamente Red Coat. – Você errou Samuelzinho. Ponto a menos para Veronica. Hã... Veronica se juntou ao seu irmão há três meses, com o intuito de se vingar por algo acontecido entre alguém relacionado a vocês.

A afirmação deixou Sam confuso. Ele repetiu ela na cabeça.

– Não.

Veronica fechou os olhos. Ela sabia que iria cair.

– Quase lá, Veronica. Sam, essa mulher teve seu marido salvo e o matou por acidente. Verdadeiro ou falso.

– Verdadeiro. – diz ele sem pensar.

A mulher suspira de alívio.

– Que pena, Veronica. Você quase foi. Agora para Ruby: Sam, ela é uma demônio.

– Não. – diz Sam com total certeza.

Red Coat ri.

– Você errou meu caro. Ruby possuiu e matou Bobby Singer.

Sam não quer acreditar naquilo, embora ao olhar para Ruby, ela transporte uma expressão de medo.

– Ver... Verdadeiro. – diz o caçador hesitante.

– Humm. Ruby e Veronica empatadas. Última pergunta da rodada, Sam: Ruby agora se converteu e é filha de Deus. – ele ri ao dizer isso.

– Verdadeiro.

Dean sabe que ele errou e por um lado fica aliviado. O outro lado diz que ele será o próximo, mas...

– Parabéns Sam. Você errou. Por essa nem Dean e Veronica esperavam não é? Tentem descobrir o que Ruby tem feito nos últimos dois meses se saírem vivos daqui!

Red Coat no telão estala os dedos, e Ruby pela mordaça dá um berro. O ghost atrás dela a empurra e ela vai direto para o poço junto com Sam.

A demônio cai de rosto no chão e geme.

– Boa ducha.

Veronica olha para cima e a máquina começa a se mexer. Então um porco morto começa a resvalar do cano, e, ao ser atingido pela máquina, sendo despedaçado e tendo suas partes jogadas no buraco. Depois acontece a mesma coisa com outro porco, depois com outro.

Veronica vomita ao ver a imagem. Ruby e Sam começam a afundar no mar de tripas e sangue de porco.

– Socorro! – grita Ruby entre as mordaças.

Red Coat ri da situação.

– Mais! Mais! – diz ele, e então mais porcos começam a cair.

Quando termina, Sam e Ruby estão até a barriga afundados. Sangue, tripas, gorduras. Tudo pende por cima deles. Veronica vomita outra vez, enquanto Dean mantém os olhos fixos no telão. Ruby põe as mãos na boca e dá arcadas. Depois ela tira uma tripa de seus cabelos e a joga naquele mar de gordura.

– Por favor! PARA POR FAVOR! – grita Veronica.

– Querida, você ainda nem tomou um banho e já está reclamando? Chega de ser tão chorona, GHOST, DERRUBE-A!

O ghost começa a se aproximar de Veronica para empurrá-la enquanto ela grita entre a mordaça vomitada. Nesse mesmo momento, Dean finalmente termina de desamarrar as mãos e soqueia o ghost atrás de si. Todos olham para ele. Red Coat dá um berro e grita alguma coisa para alguém.

Dean desamarra os pés e corre para o ghost de Veronica, que a empurra. A caçadora quase cai, mas fica com as duas mãos segurando-se na extremidade. O ghost vai chutar suas mãos, mas Dean o empurra e ele é mais um a cair na poça dos porcos.

O Winchester mais velho ajuda Veronica a se erguer. Ela oscila e o abraça. Logo os dois começam a correr em direção ao buraco, para ajudar Ruby e Sam, mas Red Coat entra no grande pavilhão e berra!

– TODOS PAREM! AGORA!

Ninguém se move, não pela ameaça, mas sim pela surpresa. Esse Red Coat era diferente. Transmitia mais seriedade.

– NÃO VÃO QUERER QUE USEMOS NOSSA PRINCIPAL ARMA, NÃO VÃO MESMO! DEAN E VERONICA VOLTEM PARA SEUS LUGARES. EU NÃ OTERMINEI O JOGO.

Dean dá um passo para trás. Ele hesita em voltar. Ele sabe que, mesmo com a máscara, Red Coat mantém o olhar nele.

– VAI! – berra o anônimo.

Veronica então começa a correr na direção de Red Coat. Ela vê que ele não está armado, então resolve lutar mão a mão contra ele. Dean corre para o buraco e ajuda seu irmão e Ruby a subir de volta.

– Vamos! Vem!

Veronica e Red Coat lutam freneticamente. Ele é mais forte, mas ela é mais rápida. Red Coat á joga perto da extremidade, e ela segura-se com força no chão. Depois se levanta. Ele vem ao encontro dela e grita:

– JOGUEM-NO!

Do segundo cano – sem a máquina trituradora – resvala algo maior que um porco. Então, no buraco cai o corpo e Robb Middle, o dono do frigorífico. Sua camisa listrada e suas calças pretas são tomadas pela gordura, e então só sua saliente barriga fica para fora do mar.

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– QUEREM MAIS CORPOS? – berra Red Coat. – É ISSO QUE VÃO TER!

Então começam a cair mais mortos. Alguns passam pelo cano da máquina trituradora, fazendo saltar sangue por toda a sala. Veronica dá outra arcada. Ruby, Sam e Dean já estão de pé no chão. Dean dá um abraço em Sam e ele retribui. Uma lágrima escapa do rosto do Winchester mais velho. Agora os três correm para ajudar Veronica com Red Coat.

O anônimo percebe que não vai se dar bem. Ao ver Sam, Ruby e Dean se aproximarem, dá um passo para trás.

– Vai correr agora? – pergunta Dean, soqueando a máscara dele. – Por que não nos mostra quem é?

Dean aproxima a mão da máscara, mas Red Coat enfia uma faca na sua barriga e corre.

Dean desaba no chão. Sentia muita dor.

Sam, Veronica e Ruby correm para ele. Pouco o Winchester consegue ouvir, pois sua visão está embaçada e ele ouve apenas um zumbido. Ele pode ver nitidamente o sangue caindo do teto enquanto mais corpos são triturados. Pode ver as silhuetas de seus amigos. Pode sentir as mãos deles o balançando, o chamando para a vida.

Mas ele já havia feito muito. Ele havia completado sua missão.

Como seu pai pedira, Sam estava bem, e protegido.

Seu dever estava completo.

Ele podia morrer em paz.

Notas finais
OI OI OI!

Eai, gostaram????? Estou ansioso para mais reviews wow kkkkkkk yes, sou movido á reviews)

Espero, sinceramente, que continuem a acompanhar.

♥ Vo6. Beijões!