Supernatural - Behind The Red Coat
11 Convites á parte.
Notas iniciais
O carro de Veronica passou á 120 km/h pela estrada. Ela, Dean e Jo tomavam rumo para Denver, onde receberam a ligação do celular de Rodric e rastrearam. Estavam no carro á mais ou menos 30 minutos, quando o celular de Jo vibrou pela 3ª vez.
– Adivinha quem é de novo? – fala a garota. – Como que Red Coat vai nos pegar no meio da estrada?
– Tudo é possível Jo. Talvez Red Coat seja um ET.
Ela avança no banco de trás e olha para Dean.
– Você é doente.
Dean voltou á olhar para o céu escuro. Era o inverno chegando. Outubro já estava ali, com as árvores secas e um vento gelado soprando. O caçador voltou a pensar. Em sua vida, seu irmão...
Sam havia saído do hospital. Fazia dois dias e meio na verdade. E não havia sinal nenhum de Ruby.
Os irmãos Winchester não trocaram uma palavra após a briga. Mesmo com Sam ter escolhido Dean, tanto um quanto o outro ficaram bravos. Sam por seu irmão ter arruinado sua felicidade e Dean pelo irmão estar pior ainda sem Ruby, e muito bravo com ele.
Naquela manhã, quando Dean decidiu ir com Veronica, Sam chamou-o num canto e eles bateram um papo rápido:
– Eu queria muito ir junto, mas você sabe que não posso. – falou Sam.
– É, eu sei.
– Dean, preste atenção. Não é porque estamos brigados que a vontade de acabar com esse filho da mãe passou.
– É, eu sei.
– Então se tiver oportunidade, não hesite.
Dean abre a boca para falar mas Sam bota a mão no ombro dele.
– Se disser ‘É, eu sei’ outra vez eu juro que você não sai inteiro por aquela porta.
Dean deixa escapar um sorriso. Ele gostava de ver o irmão assim, soltando piadas, mais ligado. Então o irmão mais velho deu dois tapinhas na cintura do outro, substituindo um abraço.
Dean pensara muito naquele momento. Reavaliou tudo que disse, tudo que fez. A conclusão foi a mesma: Ele não aceitaria Ruby. Não podia.
Sua maior distração na viagem foi essa, olhar para a janela do carro, desta vez não dirigindo, e fixar seu olhar naquelas milhares de árvores que passam á cada minuto.
Veronica estava nervosa. Desde que recebera a ligação, imaginou mil e uma coisas: Primeiro, por do outro lado da linha não sair som, apenas respiração. Segundo, por ser o telefone de Rodric, e terceiro, por estarem na mira de Red Coat.
Sim, Dean contaram sobre a mensagem, sobre as câmeras. Pediu sigilo total aos outros sobre os maiores segredos, e que se tivessem que dividir alguma coisa, que fosse em um lugar fechado e afastado.
Estavam se aproximando. Se aproximando das respostas, se aproximando de Red Coat. Estavam perto de descobrir muitos segredos.
__
Na casa de Bobby, ele, Ellen e Sam procuravam pela câmera escondida. Eles já haviam revirado a casa, procurando no princípio, por coisas vermelhas. Quando reviraram tudo e não encontraram, começaram a procurar em qualquer lugar que poderia estar. Em livros, janelas, estantes...
– É impossível! – praguejou Bobby. – O filho da mãe tem um esconderijo perfeito!
– Tudo que ele faz é perfeito. – fala Ellen limpando alguns livros enquanto procurava.
Sam está sentado na frente da estante de Bobby, revirando alguns dvd’s.
– Bobby! Não imaginei que você fosse tão culto... Titanic, Um Amor para Recordar.
Bobby olha para os dvd’s e ri.
– Hum, mas que homem romântico. – debocha Ellen.
Bobby vai até os dvd’s e os tiram da mão de Sam.
– Vão se ferrar! São caros, e eram meus preferidos. – ele guarda os filmes de volta com cuidado na estante. – Não é para tocar neles de novo, bebezão Sam.
Sam levanta e começa a cantar a música do Titanic. Ellen abre os braços e imita Rose. Depois, os dois se acabam rindo.
– Dois idiotas... – reclama o velho.
Sam sai da casa e diz que vai dar uma volta, deixando Bobby e Ellen sozinhos.
– Ele está bem. – fala Ellen.
– Não esperava essa reação. Não do Sam! – Bobby abre a geladeira e pega um suco.
Ellen vai até a porta, abrindo-a e vendo Sam sumir no meio do ferro velho. Na hora de fechar, a chave cai da fechadura.
Bobby e Ellen ao mesmo tempo se abaixam para pegar, colocando a mão de um sobre a do outro.
– Isso é muito clichê. – diz Bobby.
– Filme. – fala Ellen olhando nos olhos dele.
Os dois se beijam. Era tão estranho beijar um ao outro. Todo esse tempo se conhecendo, vivendo como caçadores, irmãos. Se Red Coat estivesse vendo, poderia ser uma prova de que ainda havia amor no meio do caos que ele transformara.
E ele estava vendo. A câmera foi ativada para o modo ‘gravar’, e a luzinha vermelha se ascendeu.
O beijo parou. Ambos olharam para o lado quando descobriram que a mini-câmera estava dentro da fechadura.
__
Sam olhou para trás. Sim, ele já havia se afastado o suficiente. Agora era somente procurá-la. Ela tinha de estar ali. Foi ali que ele mandou a mensagem, naquele carro, o Fusca Azul sem a parte de trás.
Sam deu mais algumas voltas e não a encontrou.
Ela foi embora.
Ruby o deixara. Ele não sabia dizer o porque. Ele ainda a amava, e ambos sabiam que Dean não seria o problema que os deixaria acabar o romance, nem atrapalhar seus planos. Mas ele conseguira. Ruby havia deixado Sioux Falls, talvez o estado, e talvez até mesmo de corpo.
Até Sam sentir um toque nas costas. Um toque que só sentira quando estava sozinho com ela.
Ele se vira e ali está Ruby. Com sua típica jaqueta de couro, os cabelos encaracolados. Os lábios secos e um sorriso fraco.
Sam não aguenta. Ele pega ela no colo e a abraça com força. Tudo o que pode. Depois eles se beijam, e ficam ali, abraçados, ela no colo dele, se confortando no seu abraço de urso, ele olhando para os lindos olhos dela, olhos felizes agora.
– Eu vim, Sam.
Ele beija ela.
– Não consigo ficar sem vo...
Ele interrompe a beijando.
Sam entra num dos carros com Ruby, esquentando a situação. O carro estava inteiro, era um dos mais ‘novos’ do ferro velho.
– Aqui? – pergunta Ruby.
– É suficiente. – fala Sam tirando a camisa e começando a beijar o corpo da demônio.
__
Em Denver, Veronica entra no carro.
– Eaí, o que encontrou? – pergunta Jo.
– Os policiais não têm nenhuma morte recente. Há dezenove corpos encontrados nos últimos 7 dias para cá, em toda a cidade. Treze são mulheres, e avaliei informações de todos os homens. Nenhum bate com Rodric.
Dean baixa o som do carro.
– Então ele está vivo.
Veronica assente.
– E eu sei quem vamos procurar agora. Lá dentro, lembrei de uma amiga, que ajudou eu e Rodric a acharmos muitos inimigos.
– Quem seria? – Jo pergunta, cruzando os braços, enquanto Veronica dá a partida no carro.
– Uma bruxa. – responde a outra caçadora. – Uma antiga amiga bruxa.
__
- Que droga Bobby! – fala Ellen olhando para a câmera em suas mãos. – Como não nos demos de conta antes?
Bobby olha para o chão. A maçaneta da porta foi arrancada pelos caçadores á marteladas. Depois, eles quebraram o metal em volta da fechadura e retiraram a câmera.
– Bom, acho que se isso tiver transmissão online, sua cara numa dimensão gigante está sendo vista por quem Red Coat quiser nesse exato momento. – fala o caçador.
Ellen olha para ele com cara de abobada. Então, ela joga a câmera dentro da pia, e liga a torneira.
– Claro. Ele é muito inteligente. – diz Ellen. – Provavelmente aproveitou nossa ida ao hospital para aplicar a câmera aqui, e olhe o ângulo que ela ficava...
– Com a porta fechada, podia ver o corredor, parte da cozinha, parte das escadas e uma parte da sala.
– E com a porta aberta podia ver o resto da cozinha e o outro corredor.
Bobby fecha a porta e olha miseravelmente para sua casa.
– Que filho da mãe! A cozinha tem eco, ele pode escutar tudo sem sequer mover um dedo sujo para arrumar o áudio.
Ele vai para a sala e senta no sofá. Ellen junta as coisas e se vai até ele. Então ficam os dois ali, assistindo TV, esperando o tempo passar. Juntos.
__
Ruby e Sam já estavam vestidos outra vez. Era incrível pensar quem tanta coisa podia ser feita em trinta minutos.
Os dois se olhavam e sorriam.
– Sam. Olhe para mim. – diz Ruby.
Sam obedece. Ele a encara, e ela põe a mão na bochecha dele.
– Nós dois sabemos que isso não é bom. E nós dois sabemos que ficarmos juntos outra vez não dá. Eu entendo totalmente a sua escolha.
– Ruby, eu quero você. Não to nem aí pro Dean, ele sobrevivendo ta bom.
– Ele é seu irmão.
– Ele era meu irmão. Irmão nenhum fala o que ele falou para mim. As palavras machucam, você como qualquer um devia saber disso. – diz o caçador.
– Eu sei, mas podemos nos encontrar. Você pode ficar de bem com ele e com todos, e nos encontramos, uma vez por semana, ou menos...
Sam a beija.
– Ruby, eu quero ver você todos os dias. Eu quero colocar o nosso plano em ação.
– Nosso plano nunca dará certo, Sam. Olha quem eu sou. Olha o modo que sou tratada por todos na sua volta. Alguém fez questão de perguntar se eu estava bem?
– Não interessa. Eu os deixo para ter você. – fala Sam.
Ruby olha para ele e sorri. Então, põe a mão nos olhos dele e os fecha. Depois de tirar a mão, Sam continua com eles fechados.
– Eu te amo, e isso importa. Vamos nos encontrar em breve outra vez. Já estou com saudades. – diz a demônio, sua voz ficando cada vez mais baixa.
Sam abre os olhos.
Ele está sozinho no fusca.
__
– Samara, sei que você pode. Quantas vezes já nos ajudou? – implora Veronica.
Eles estão sentados na mesa de uma bruxa, chamada Samara. Ela mora numa casa extremamente grande e chique, junto com a irmã, Samantha. Ambas sentadas do outro lado da mesa se olhavam.
– Veronica, é arriscado. Podemos sim tentar, mas não sabemos se o resultado será positivo. – fala Samara.
Veronica assente. Samara e Samantha se levantam, mas então a última para no mesmo segundo que Dean, Jo e Veronica recebem, juntos, uma mensagem no celular.
Era um convite.
Embaixo, dizia ‘Aposto uma vida nesse caixão. Kisses – Red Coat.’
Dean bloqueou seu celular e olhou para as caçadoras do lado dele. Ambas não olhavam para o celular, e sim para uma das bruxas.
Samantha tremia. Ela tinha olhos brancos agora, seus cabelos tomaram uma tonalidade mais escura. Sua pele ficou branca como a neve.
- Samantha! Calma! – gritou Samara.
- Samara! O que está havendo com ela? – grita Veronica levantando.
Os três caçadores levantam das cadeiras a medida que Samantha começa a levitar e fica encima da mesa. A casa escurece, como se uma nuvem preta tivesse tapado o sol de vez. As coisas começam a balançar, eles começam a sentir um frio arrepiante.
– Ela está tendo uma visão! – berra Samara contra o vento cada vez mais forte, derrubando as coisas pela casa.
Então Samantha começa a falar, com uma voz grossa e tenebrosa:
Askar Adsovat, kiriad huon. Kisla kis sontra sabathr. Disa sora sianme.
Samara olha para eles.
Ela está falando em lingua das bruxas de Salém!
E o que quer dizer? – pergunta Dean.
Samara fixa o olhar na irmã e depois em Veronica.
– Quer dizer que seu marido estará nessa festa Veronica. Que haverá revelações, e uma pessoa vai descobrir quem é o inimigo. E haverá morte.
– Haverá morte. Haverá morte. Haverá morte. Haverá morte. – repete Samantha.
Haverá morte.
Notas finais
Não esqueçam, haverá morte.
Pessoal, desculpem os dois últimos caps tão parados... Prometo que no duplo do Halloween haverá bastante ação.
Bem, e um pedido para os meus leitores que lêem mas não comentam: se quiserem ler outras boas fics, leiam a da OmgGenevieve e da Blackwell. Os perfis delas estão nos meus comentários, amos essas divas que comentam sempre '-' kkkk
Comenteeeeeeem! Beijos!
Fale com o autor