Notas iniciais
Agora o circo pega fogo... O que aconteceu com Alexia? Sam vai se recuperar? Onde está Red Coat?

Answers, friends. Answers.

4 horas e 09 minutos.

Dean fecha a porta do Impala e olha para a fumaça do céu. Jo e Veronica vêm ao seu encontro, ambas com água nos olhos. Jo abraça Dean e Veronica coloca a mão no ombro dele.

As luzes da ambulância e da polícia refletem no local. Dean queria chorar. Ele queria sair daquele local, mas não queria demonstrar tristeza. Não queria demonstrar a dor que tinha agora, que ia do nó forte em sua garganta ao resto todo do corpo.

Ele olha para Ruby. Ela está sentada, encostada no carro de Bobby. Mexia numa folhinha que encontrara no chão.

Ela e Dean se olharam por um momento. Ruby parecia humana, pelo menos desta vez.

Dean não sabia como ela poderia ser a culpada. Vê-la com a faca foi um choque e tanto. Ele sabia que Red Coat havia mandado, mas nunca imaginara que Ruby iria fazer alguma coisa para machucar Sam.

Veronica e Jo já haviam relatado o acontecido para a polícia. A casa havia pego fogo enquanto eles passavam a noite lá. Depois atacou alguns botijões de gás e explodiu. Eles conseguiram escapar. Mas teve uma amiga que havia ficado e morreu.

Eles foram liberados e seguiram para o hospital. Jo dirigia o Impala, e Veronica levava Ruby no carro de Bobby. Todos não deram nem se quer uma palavra durante a viagem.

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5 horas e 17 minutos

Eles estacionaram em frente ao Hospital Geral de Sioux Falls. Lá dentro, encontraram Bobby e Ellen na sala de espera.

- Deus! – diz Ellen ao ver os amigos e sua filha.

Ela corre e abraça Jo, Dean e Veronica. Ela hesita ao abraçar Ruby, mas não resiste. Bobby cumprimenta todos e põe a mão no ombro de Dean.

— Sam foi para a cirurgia. Uma bala foi fundo e...

- Bobby. – chama Ellen. Bobby olha para ela. – Dean, seu irmão vai se recuperar. Depois da cirurgia, ele vai precisar de alguns dias de repouso, então sugiro que vão para casa, tomem banho, descansem e voltem mais tarde.

Dean balança a cabeça.

- Preciso...

- Você precisa descansar, Dean. – fala Jo. – Não vai adiantar você ficar aqui se não puder ver Sam até depois do meio dia e olhe lá.

Dean tenta resistir, mas acaba cedendo.

- Tudo bem. Vamos ir e voltamos depois para darmos um tempo para vocês descansarem.

Eles começam a se dirigir para fora do hospital, quando Ellen chama Veronica. As caçadoras conversam por um minuto, Dean e Jo acreditando que é sobre Rodric. Veronica se afasta de Ellen e vai para o carro. Quando passa por Dean e Jo, mostra seus olhos cheios de água.

- Dean! – chama Bobby. Dean se vira para ele. – Seu irmão vai ficar bem.

Dean assente e se dirige para o carro.

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13 horas e 45 minutos.

Eles dormiram. Tomaram banho. Comeram.

Ainda estavam exaustos. Na verdade, os últimos cinco dias haviam sido um inferno, principalmente para Dean.

Não conseguia imaginar que em cinco dias a vida deles viraram de cabeça para baixo. Red Coat agora era o mentor, a cabeça. Ninguém poderia subestimá-lo, ninguém poderia fazer nada contra ele, pois está sempre um passo á frente.

Veronica passou todo o tempo num quarto. Ela saiu somente para comer e ir ao banheiro. Dean e Jo não podiam saber se ela havia dormido, mas quando acordaram, puderam ouvir a voz dela no telefone com alguém.

Quando bateu 13 horas eles se reuniram na sala. Todos sentados, em silêncio, esperando alguém falar. Ruby permaneceu quieta o tempo inteiro.

Veronica pigarreou.

- Rodric não apareceu em lugar algum. – ela balança a cabeça. – Falei com os pais dele, e os meus. Seus irmãos. Não há nada. Eu disse que a gente teve uma briga e ele disse que ia embora, mas fingi que ele tinha voltado e desliguei.

Jo morde o lábio.

- Ele vai aparecer, Veronica. Tenha certeza disso.

- Obrigado Jo, mas não adianta nada. Ele vai aparecer sim, mas pode ser tanto vivo quanto morto. – fala a mulher.

- Red Coat está tentando nos balançar emocionalmente. Se ele está com Rodric, — fala Dean. – logo ele vai aparecer. Com certeza estará na próxima jogada do maldito.

Alguns minutos se passam e mais silêncio. E assim ficaram.

2 dias depois.

Tudo ficou na maior calma. Red Coat não deu sinal de vida. Sam ainda não tinha acordado, mas estava bem. Já estava no quarto, mas sob sedativos.

Dean, Jo e Veronica trocavam de turno no hospital com Bobby e Ellen. Todos tentavam montar o quebra-cabeça, tirando pistas daqui e dali. Dean á princípio suspeitou de Rodric. Ele estava desaparecido, e quando cravaram a faca na perna de Red Coat, ele apareceu com a perna machucada. Mas Ellen e Jo o impediram de falar para Veronica até adquirirem provas.

18 horas e 22 minutos.

- Sim, precisamos disso. – falou Jo anotando no caderno sobre a luta que Ruby e Sam tiveram com Red Coat na ponte.

- Era uma pistola, branca. – Diz Ruby. – E ele ou ela era rápido. Em segundos entrou no carro.

- Tanto feminino quanto masculino. Qualquer um pode ser rápido. – murmura Dean sentando no sofá com um copo descartável de café.

Doutor McCartney no quarto 32. O paciente acordou. Repito, Doutor McCartney no quarto 32 imediatamente.’

A voz nos microfones silenciou, e os três se olharam.

- Sam. – Dean levanta e larga o café, acompanhando o doutor que corre para o quarto do irmão Winchester.

Eles entram no quarto e vêem Sam tentando tirar os fios e os curativos.

- Ei, ei. Calma aí. – diz o doutor segurando as mãos dele.

- Dean! Dean! – grita Sam. – Dean, me tira daqui! Dean!

O doutor pede silêncio.

- Você é...

- Irmão. – responde Dean. – Sammy, isso é para o seu bem. Você tem que se acalmar. Ocorreu um acidente.

- Eu não quero ficar nesse hospital! Cadê a Ruby? – fala Sam, perdendo o fôlego por falar tão alto e rápido.

Dean olha para o Doutor, que começa a soltar Sam aos poucos.

- Ruby está ok. Todos estamos. Inclusive você.

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23 horas e 13 minutos.

- É Sam, Alexia não conseguiu. A casa explodiu em seguida e não vimos nem ouvimos ela sair.

Sam balançou a cabeça. Ele já estava calmo, os braços cruzados, sentado na cama. Fazia alguns minutos que estavam ali conversando, os dois irmãos.

Todos já haviam visitado Sam. Até mesmo Veronica. Mas quem ficara mais tempo com ele no quarto fora Ruby. Dean não sabia o que eles conversavam tanto, e foi acusado de ciúmes por Jo. Dean sabia que ela era um demônio. Ele não queria isso para Sam.

O tempo que estiveram na sala, Dean explicou sobre o que aconteceu depois que Red Coat atirou e Sam se surpreendia a cada minuto.

- Dean, se faz dois dias desde que a casa explodiu e Alexia morreu, e fazem dois dias que Red Coat não dá sinal, é porque ela era Red Coat. – fala Sam dando uma garfada na carne dura que tinha no prato em seu colo.

Dean se ajeita na poltrona.

— Avaliamos essa possibilidade. Ela não iria se matar. E não se trancaria numa sala com bombas. A garota podia ter cara de má, mas transmitia muito medo.

Ruby bate na porta e entra.

- Eu posso falar com você, Sam?

Sam abre a boca para responder mas Dean fala por ele.

- Ruby, nós estamos levando um papo importante agora. Você podia me deixar ter mais tempo com meu irmão.

Ruby e Sam olham para ele. Sam com cara de ‘what?’ e Ruby com cara de nojo. Ela passa pela porta novamente e bate com força.

- Qual é Dean? – murmura Sam. – Isso de novo?

Dean levanta-se.

- Sammy, eu já percebi ok. Eu sinto saudades de você, do seu antigo você. Cara, faz muito tempo que percebi que sua vontade de caçar acabou, sua vontade de continuar o negócio da família. Nunca imaginei que diria isso Sam, mas estou desapontado. E com uma vontade imensa de te dar um soco.

Sam tira a bandeja com sua comida no colo, mas é Dean que continua falando.

- Você não ajuda mais em nada, não faz mais nada. Só tem olhos para ela agora, tudo é a Ruby. Eu não gosto e nunca vou gostar desse relacionamento seu e dela. Ela é um demônio. DEMÔNIO! Você tem noção do que o papai diria disso?

- Ciúmes? – pergunta Sam.

- Não, isso não é ciúmes. Red Coat vem nos fuzilando á dias e você nem se quer doou um pouco da sua vontade e inteligência para investigar conosco. Passa no quarto com a Ruby, e depois diz que ta tudo bem. NÃO ESTÁ TUDO BEM.

- Dean, para de gritar, isso não ta ajudando em nada.

- Está sim, Sam. Eu estou cansado de me virar sozinho. E ainda mais cansado de proteger você. Quantas vezes você quase morreu desde que Red Coat apareceu? E é engraçado que em todas estas vezes, eu não estava com você, e sim, a Ruby. Cara, você está distante. Desde que Red Coat apareceu, desde que Ruby apareceu.

- Dean, faça o que quiser. Grite o quanto quiser. Mas isso não vai mudar o que eu sinto por ela. Eu a amo agora, e eu quero protegê-la. Não importa o que dizem...

- Importa sim. A partir de agora, não volte a falar comigo se estiver com ela. – fala Dean. Ele abre a porta e vê Ellen e Jo se aproximando do quarto, com jeito de quem ouviu os gritos. – Acabou, Sammy. Você tem que escolher.

Ele bate a porta e deixa Sam sozinho.

- O que está havendo? – pergunta Ellen. – Dean, seu irmão está mal. Como você pode ser tão babaca com ele agora?

— Babaca? – pergunta ele, pronto para começar uma nova discussão. Cinco segundos depois ele balança a cabeça e passa entre as duas. Ao passar no corredor, chama a atenção de Ruby. Ele bate a porta do hospital também.

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23 horas e 29 minutos.

- Ele não nos quer juntos. Ele prefere que eu morra. – diz Ruby.

Ela estava sentada na cama de Sam, eles estavam de mãos dadas.

- Não pode fazer isso, não pode me deixar. Dean está nervoso com tudo isso que está acontecendo. Vai passar, amanhã ele já está de bem.

Ruby olha para a janela do quarto.

- Você sabe que não vai ser assim. Não desta vez. – ela suspira. – Sam, você lembra o que conversamos. Não posso ficar aqui para sempre. Dean tem toda a razão: Você está em perigo quando está comigo.

- Isso é mentira! Ruby! – fala o caçador.

- Não é mentira. Sam, eu te esfaqueei.

- Red Coat mandou. E você fez isso não só para proteger á mim, e sim ao Dean, Jo e Veronica também. Não tive tempo de dizer isso á ele.

- Não precisa Sam. Eu vou voltar. Vamos nos ver, nos falar. Somente vamos ficar algumas semanas separados.

Sam respira fundo. Um nó se cria na garganta dele. Ruby se aproxima e dá um selinho no caçador.

Ela levanta e vai até a porta.

- Eu sei que sou o pior monstro que existe, mas pela primeira vez me sinto humana.

Ruby olha para o chão e lança um último olhar a Sam, fechando a porta.

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23 horas e 38 minutos.

Ruby sai do hospital. Está deserto lá fora, sem ninguém, apenas Dean, que está parado na frente do Impala, bebendo uma Coca de vidro. Ele vê ela e deixa a Coca encima do carro.

- Aonde você vai, Rubyzinha? Comprar flores para meu irmão? Já garantiu o funeral dele você mesma?

Ela começa a caminhar até Dean.

- Qual é a sua, Dean? Não pode ver os outros felizes que já tem que estragar tudo? É, cheguei a conclusão que só falta você se tornar um velho bebum, gordo, careca e broxante.

Quando a demônio chega perto o suficiente, Dean dá um tapa na cara dela.

Ela ri.

- Covarde.

Dean chega mais perto e fala, baixinho:

- Você não é uma mulher. Você é filha do capeta. E de onde venho, filhos do capeta merecem ser espancados até a morte.

Ruby soqueia a cara dele, o lançando para trás e batendo no Impala. A coca balança, mas não cai.

A demônio adquire seus olhos pretos e avança para Dean. Ela o prensa no carro e agarra o pescoço dele. Em seguida, pega a garrafa de vidro de Coca e a quebra no Impala, ficando com um caco de vidro grande na mão. Ruby começa a aproximar o caco do pescoço de Dean, e então encosta.

- Winchester. Você vai ter que aprender que não somos que você pensa. Eu gosto do seu irmão, e não de você. E eu tenho amigos. Amigos que eu não gosto, mas eles vão te adorar. Você já pensou em como seria eles te levarem para o inferno?

Ela passa o caco perto do olho de Dean e causa um corte, um pouco acima a bochecha.

- Fique ligado, meu amigo. Eu não tenho nada a perder. – diz ela largando o caco.

Ruby larga Dean e pisca, trazendo de volta seus olhos normais. Então, ela segue seu caminho até desaparecer.

Dean fica com aquelas palavras na cabeça. Se repetindo. ‘Eu não tenho nada a perder.’ ‘Amigos que eu não gosto, mas que vão adorar você.’

Então ele recebe uma mensagem. Ao pegar o celular, fica chocado com o que lê.

‘Brigas, brigas. HAHA pensou que eu tinha ido, caro Dean? Foi ótimo observar vocês esses três dias. Pude saber como vai o caso de descobrir quem sou eu, e pude saber o quão desesperados cada um de vocês está.

Alexia brincou com coisas que não deviam. Avalie o futuro dela. Vocês estão brincando também. Cuidado caçadores, eu não tenho nada a perder. HAHAHAHAHAHAHA.

Capite o vermelho. Capite. Capite. Capite.

- Red Coat.’

Dean quase deixa cair o celular. Red Coat havia observado eles todo esse tempo. Ele sabia como estava tudo. Mais um passo á frente.

O caçador olhou para os lados, procurando o ‘vermelho’ Olhou em volta, viu alguns faróis de carro, mas não imaginou que aquilo poderia ser. Até sentir que estava sendo observado.

Dean olhou para o hospital, e viu.

As câmeras. Várias, em todas as portas, em postes, em todos os lugares. Todas com um pontinho vermelho.

Vermelho.

Vermelho.

Red Coat.

Notas finais
EEEEEAAI! Depois do nosso hiatus kkk voltamos com esse capítulo bem parado, mas cheio de surpresas e respostas.
Como puderam ver, ao decorrer do capítulo tiveram horas, o que justificou as câmeras. Eles estavam a todo o momento sendo filmados pelo filho da mãe do Red Coat que tomou a frente denovo kkk

Perguntas a serem respondidas:
1- Será que esse foi o fim de Ruby e Sam?
2- Cadê o Rodric?
3- O que o Red Coat está tramando para agora?

Comentem! Valeeeu!