Supernatural - Behind The Red Coat

15 Aconteceu naquela Noite.


Notas iniciais
Vamos voltar no tempo.

Lembram do capítulo 2 (Aviso de Tempestade), quando foram citadas várias coisas até agora não tão importantes? Se não lembram (e mesmo que lembrem de alguma coisa) aconselho-os a lerem antes de abrir esse capítulo, pois foram feitas alterações e adições de coisas importantes para o desenvolvimento da história.

11 de Junho de 2012.

Dean e Sam tomaram a frente no antigo prédio que ficava á beira da estrada aos arredores de Seattle.

Era noite, e fazia um bom dia de verão. A estrada era pouco movimentada, mas como o prédio era um pouco distante da rodovia principal, seria difícil vê-los ali. Sam olhou para trás e viu um motorista de caminhão buzinar para eles. Após isso, tudo silenciou.

– Vocês tem certeza que o lugar é esse? – perguntou Jo, passando as mãos na enorme cerca que fazia a volta no lugar.

Sam pega a lanterna dentro da mochila e acende a luz, mirando-a no portão alto e enferrujado.

– Com certeza. Bobby nunca falha. – diz ele. – Vamos ter que pular.

Eles estavam ali para caçar um bando de demônios. O líder deles era uma tal de Edith. Esses demônios estavam causando uma série de desordem em várias cidades, capturando pessoas e depois jogando seus corpos em caminhões que, após isso, eram cheios de gasolina e explodidos em campos e matos aleatórios. Já havia chamado a atenção da polícia, pois na segunda feira fora contabilizado 28 desaparecidos e duas explosões com esses caminhões.

A polícia de todos os estados dos EUA estavam em alerta sobre esse caso, que já havia chego na mão do governo do país. As pessoas cujas cidades estivessem próximas as explosões ou tivesse alguns de seus cidadãos desaparecidos estavam apavoradas. Bobby havia feito uma série de investigações, e então reunira os caçadores para transmiti-los que isso tinha a ver com demônios.

Com o Colt em punho, mesmo com apenas três balas, os caçadores pensavam em sair daquele lugar vitoriosos e com a resposta do por que desses desaparecimentos e mortes.

Sam pulou primeiro. Dean ajudou Jo e foi por último.

– Sua mãe não vai querer que entremos sem ela chegar, Jo. – diz Dean mexendo no seu celular e vendo as mensagens de texto de Ellen, dizendo que chegava em minutos.

– Minha mãe não vai gostar se deixarmos essa Edith fugir. – ela coloca o pente na arma e eles caminham em direção a porta, entreaberta.

Dean e Sam se olham. Isso nunca foi – e nunca será – um bom sinal.

O prédio era bem antigo, realmente. Janelas quebradas e portas riscadas. Várias pichações e rachaduras nas paredes. As madeiras estavam velhas e sujas, os ferros não passavam de ferrugens.

Eles entraram e se depararam com nada além de um lugar abandonado. Sem móveis, o corredor principal tinha apenas alguns retratos tortos e manchados e cacos de vidro no chão.

Os caçadores se olharam, suspeitos.

Continuaram seu caminho até o fim do corredor, onde encontraram uma trifurcação. Reto, direita, esquerda. Sam, com a arma em punho, resolveu dar dois passos para a esquerda. Dean e Jo o acompanharam com os olhos. Era apenas uma sala vazia: cadeiras, lareira suja, uma enorme mesa de jantar.

– Não há nada aqui! – falou Sam. Quando voltou, deparou com Dean e Jo revistando o outro lado.

– Aqui também não. A não ser que aquela escadaria que leva aos outros dois andares...

Alguma coisa, no ‘reto’ deles fez barulho. Barulho de metal se chocando contra o chão. Eles se olharam e assentiram. Devagar, começaram a caminhar em direção á uma portinha fechada que dava fim ao enorme corredor.

– Dean, o Colt. – falou Jo, e Dean posicionou-se na frente da porta, com o Colt pronto para atirar.

Sam olhou para Jo, cada um de um lado da porta. O Winchester assente e Jo empurra levemente a porta de madeira detalhada. Eles entram com agressividade no cômodo e se deparam apenas com mais uma peça abandonada.

– Uh. – suspirou Dean. Sam e Jo o olharam, com expressões de ‘hã?’ — Que foi? Eu achei que estavam aqui!

Sam olha em volta.

– Esse barulho não veio dessa peça. Mas veio desse lado. – ele observa os móveis – Procurem alguma coisa!

Rapidamente, os três caçadores começaram a mover móveis e empurrar livros da grande estante. Havia, no cômodo, uma mesinha, com um abajur e alguns papéis velhos e manchados de alguma coisa que parecia café. Tinha também uma janela que dava para o campo atrás do prédio, uma escada que levava á um quartinho – para onde Dean estava indo nesse momento – e alguns armários de madeira e vidro.

Dean entrou no quartinho, mas não encontrou nada. Balançou a cabeça, indicando aos amigos caçadores para continuarem procurando algo que levasse á uma ‘passagem secreta’.

Sam bagunçou os papéis, derrubou o abajur, abriu gavetas, e não encontrou nada. Jo ainda estava na estante, jogando no chão livro por livro.

– Está tudo muito intacto. – fala ela. – Tem que ter alguma... Aqui!

Os Winchester esperavam que Jo houvesse encontrado algum livro que levava á uma passagem para o outro lado da estante, mas ao se virarem, perceberam que havia uma chave no meio de um livro vermelho.

– Onde dá essa chave? Não há nenhuma porta aqui que dê para outro lado! – resmunga Dean.

– Aí é que está, Dean. – fala Sam.

Jo completa a frase por ele, batendo com o sapato no chão.

– Não estamos do lado. Estamos encima!

__

Eles ‘abriram’ o chão. Depois, desceram as escadas cautelosamente. Sabiam que estavam em perigo.

Na parte de baixo do prédio, havia um labirinto. Sim, um enorme espaço com várias e várias aberturas nas paredes que levava á outros corredores. O lugar era muito sombrio.

– Que droga. Parece um campo de batalha. – murmura Jo.

Dean olha em volta.

– Vamos nos separar. – sugere ele.

– Você está maluco? – reclama Sam. – Só você tem o Colt, e se nos depararmos com eles...

Dean o interrompe.

– Eu pego o primeiro corredor.

Ele sai andando e deixa Jo e Sam parados, indignados com a situação.

– Vamos lá. – murmura Sam e ele e Jo saem para o lugar, á espreitar os corredores.

Depois de andarem um pouco juntos, eles resolvem se separar também. Os corredores, longos levam á vários quartos ou algo assim. Tudo está bem intacto e é moderno. Com certeza alguém daquele ‘tempo’ já passara por ali.

Sam entrou em um dos corredores e, após ir até o fim dele, foi barrado por dois caras. Ou dois demônios, melhor dizendo. Com seus olhos pretos, eles avançam para Sam, e então começam a lutar.

Bem longe dali, Jo entra em um dos quartos. Ela se depara com uma mulher ruiva e vários outros homens em sua volta, ajoelhados. Quando percebem a presença de Jo, a demônio ruiva berra:

– Estão aqui!

Logo uma luz vermelha começa a piscar e um sinal de alerta muito alto toca. A luz deixa o lugar escuro bem sombrio.

Os demônios começam a correr na direção de Jo, que tenta despistá-los até o espaço maior, denominado por ela como ‘campo de batalha’ .

Dean, vários corredores após aquele, sente que alguma coisa deu errado ao ouvir o sinal de alerta. Logo, ele começa a correr até o campo de batalha com o Colt já preparado para atirar. Ele temia por alguma coisa de ruim ter acontecido com Jo ou Sam, afinal, fora ele que insistira em se separar.

Ao chegar no campo de batalha, Jo é derrubada. Ela desliza e dois demônios a seguram.

– Me solta! Droga! Me solta! – ela berra.

– Segurem-na! – berra a mulher ruiva.

Os demônios colocaram Jo de joelhos no chão e então começaram á cercá-la. A mulher ruiva se posicionou na frente de Jo, e se ajoelhou.

– Eu sou Edith, querida. Qual seu nome? – diz a demônio sorrindo.

Jo cospe na cara dela.

– Vadia!

Edith limpa o cuspe no seu rosto. Os demônios em sua volta avançam para Jo, mas ela levanta a mão e eles param.

– Prazer, Vadia. Que nome bonito. – fala Edith.

Os demônios riem.

– Deve doer. – fala Jo. – Sentir isso.

Edith sorri para ela. Jo imaginava que Edith não sabia do que ela estava falando, afinal, não devia saber que Dean estava nesse momento o observando, com o Colt apontado para a cabeça da demônio.

– Você está falando do tiro? – pergunta Edith, exibindo um sorriso malicioso. – Traga os dois!

De repente toda a esperança de Jo se esvai. Os demônios dão licença e ela consegue observar Dean e Sam ajoelhados, rendidos. Sam suando e sangrando. Dean estava com um roxão do lado do olho. Ambos, lado a lado, prontos para morrer.

– Sério? – começa Edith andando em círculos e olhando para seus inimigos. – Vocês imaginaram mesmo que eu não sabia que vocês viriam? Os irmãos Winchester, vocês são famosos, sabiam?

Ela sorri.

– Por que você está fazendo isso? – pergunta Dean. -

– Que eu saiba isso não chegou a seu interesse, Winchester. – fala Edith. Ela se fixa em Sam, que a olha com menosprezo. — Não posso deixar vocês estragarem meu legado. Ruby!

Uma morena, no meio dos demônios, caminha até Edith. Ruby usa uma jaqueta de couro preta e calças escuras.

– Sim, Edith. – diz Ruby.

– Dê uma lição no irmão mais novo. Ele deve aprender que não se olha para uma dama com nojo.

Ruby sorri e olha para Sam. Logo, ela vai até ele e o levanta pela camisa xadrez.

– Adoro os shows da Ruby! – fala Edith sorrindo.

Os demônios tiram Dean de perto do irmão, quando Ruby dá o primeiro soco nele. Então, ela começa a soquear, chutar, arrancar cabelos do caçador. Sam urra de dor. Com as mãos amarradas, ele não pode fazer nada para se defender.

– Para! Sua cachorra, deixe ele em paz! – berra Jo para Ruby.

Edith vai até a caçadora rendida e dá um tapa na cara dela.

– Calada!

Ruby continua a bater em Sam. Ela o levanta e o deixa de joelhos. Então, estala os dedos e desce um soco na bochecha esquerda do Winchester que deixa marca na hora. Depois, a demônio Ruby pega uma faca, vai atrás dele e encosta a faca em seu pescoço.

– Espero ter dado tempo suficiente. – sussurra ela para Sam.

Sam se dá de conta do que aconteceu. Ruby estava ganhando tempo. Tempo para Ellen chegar. Sam não sabia de como ela sabia, mas tinha certeza que fora importante.

– Ruby. Mate. – ordena Edith.

Ruby levanta a faca. Sam crava os dentes, e se prepara para o golpe pois sabe que ela não falhará.\"\"

Segundos antes de Ruby descer e cravar a faca no peito de Sam, Ellen entra no campo de batalha, com uma escopeta na mão.

Todos se surpreendem, e Edith fica sem reação. Ruby joga uma faca e acerta no ombro da demônio chefe.

– Vadia! Traidora! – berra Edith.

Ruby então pega o Colt e o dá para Sam, o soltando. Sam se arrasta e tenta atirar no primeiro demônio que vê, mas falha. Ellen começa a atirar nos demônios, balas com sal. Jo berra e Dean, agora solto também por Ruby a alcança.

Dean e Edith lutam, braço a braço. Ruby entra em batalha com três demônios. Ellen atira em quem pode enquanto tenta se aproximar de Sam, para protegê-lo.

Edith derruba Dean e morde seu próprio pulso. Quando começa a sangrar, põe o braço na boca de Jo, a forçando beber o sangue. A demônio chefe então começa a citar palavras em uma língua que ninguém conhecia. ‘is. lesz. Ez lesz az üzembentartó a gyermek, a gyermek, aki uralja a világot. Az ördög fia.’

Dean se levanta com velocidade e berra para Sam. Seu irmão, se forças, entrega o Colt á Ellen, que joga para Dean.

O Winchester mais velho agarra a arma e vira, apontando-a para a cara de Edith. Uma luz vermelha e branca exala no ambiente, quase os cegando. Isso atrasa Dean. Quando ele finalmente vai atirar, Edith adquire olhos vermelhos e berra:

Elfelejt.

Rovid.

Todos os demônios no campo desaparecem, com exceção de Ruby. Dean consegue não atirar, poupando uma bala do Colt. Ellen suspira. Jo força seus olhos. Então ela vomita. Vomita sangue.

– Jo! – grita Ellen e vai até a filha.

Jo para de vomitar um pouco e passa as mãos sujas pelos cabelos e pelo rosto.

– Você está bem? – pergunta Dean.

Jo assente. Depois, começa a chorar. Ellen á abraça.

Ruby olha para Sam, vai até ele e estende a mão para ajudá-lo a levantar.

– Desculpe por isso. – diz ela.

– Fez mesmo isso para nos dar tempo? – pergunta Sam. – Para nos ajudar?

Ruby assente.

– Sim. Aquela mulher é muito nojenta. Ainda vou arrancar todos os fios de cabelo...

Ruby não termina a frase. Alguma coisa branca passa por seus olhos muito rápido.

– Que mulher? – pergunta Sam. – Arrancar cabelos de quem?

Ruby não consegue responder. Era como se algo tivesse sido retirado de sua mente.

Dean olha para seu irmão. Ele suspeita muito da demônio. Não pode imaginar que ela os tenha ajudado, os tenha salvado de Edith. Mesmo que fosse agradecido, não concordaria que ela seguisse com eles.

Eles levantam Jo e começam a caminhar para fora do prédio, aguardando recordarem de algo.

Nem Jo, nem Ellen, nem os Winchester lembravam muito do que havia acontecido naquela noite.

Mas ali estava o primeiro avanço do jogo. Ali, naquele prédio fora semeado o mal. Tudo o que acontecera ali, embora não fosse lembrado, seria o reflexo do futuro. As rebeliões, as mortes. Os demônios haviam encontrado o que tanto procuraram. Eles esperavam que desse certo.

Estava na hora de Red Coat entrar em ação.

Notas finais
Sim, ficou horrível. Mas ta aqui!

Deixei vocês com trocentas mil dúvidas hahah, mas se vocês prestarem atenção, descobrirão muuuuitas coisas! kkkk

Dois capítulos para o final...
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