Notas iniciais
Não sei exatamente se demorei, mas o fato é que só posto algo quando realmente acho que está bacana ou menos legível. Quero agradecer aos novos leitores que apareceram, a cada nova pessoa que aparece me da mais ânimo para continuar postando. Boa leitura a todos!!

Pov Oliver

Desde que eu beijei Felicity tenho certeza de que ela é a mulher da minha vida. De alguma forma ela conseguiu colocar rédeas e me enlaçar. Eu não sinto mais nenhuma vontade de sair com Tommy para essas noitadas loucas. Sinto-me mal quando excedo o limite da bebida e não dirijo mais a moto de forma louca em busca de adrenalina. Eu sinto que encontrei um lugar onde eu quero estar e é na vida de Felicity. Antes eu tinha um estilo de vida bem irresponsável e meu lema era viver um dia de cada vez. Agora eu estou pensando mais no futuro no que eu quero para minha vida e o principal em como criar minha própria história independente da família Queen. Sim, agora posso admitir aos 4 cantos que estou completamente apaixonado pela minha loirinha, quer dizer ela ainda não é minha, porém falta pouco.

O almoço com a família Queen não foi dos melhores e minha mãe fez questão de fazer um pronunciamento que com certeza vai mudar minha vida. Eu acordei cedo por não conseguir dormir me sinto um pouco perdido sem saber o que fazer, nessas horas sempre recorro a Felicity. Ela é bem mais sensata que eu e acaba tomando as melhores atitudes. Outra coisa que não sai da minha cabeça é a nossa noite de sexta, ali ficou claro que rola uma atração muito forte entre nós. Eu só não entendo porque Felicity está levantando tantas barreiras, eu consigo ver em seus olhos que ela quer isso tanto quanto eu e ao mesmo tempo vejo que ela não está segura. Eu sempre soube que caso algo fosse acontecer entre nós o trabalho não seria fácil, uma vez que Felicity me conhece muito bem. Eu já fui um canalha completo no passado, já trai a maioria das minhas namoradas e outras coisas mais. Sei que tenho que ir aos poucos conquistando seu coração, que já foi por muitas vezes decepcionado. É por esse motivo que Felicity se reserva tanto, já levou tantas rasteiras da vida que prefere estar sempre pronta para uma batalha ou na defensiva. Eu quero provar para ela que o amor não machuca, não quando se tem respeito e cumplicidade. Ela tem que esquecer o que já passou e pensar no futuro.

Eu não queria ter agido de forma tão grosseira desconfiando de Felicity, mas eu fiquei possesso quando a olhei vestida daquela forma para outro homem. Que para mim é um completo desconhecido. Assim que fomos conversar eu tive mais certeza que eu queria vê-la acordar todos os dias daquele jeito. Ela até discutiu comigo de certa forma, porém depois que reparei como ela estava não consegui mais prestar atenção na conversa. Ela estava ao natural e tinha acabado de acordar. Com seus cabelos rebeldes, vestindo apenas uma camisola com um roupão entreaberto. O que me deixou louco foi saber que essa visão do paraíso não estava sendo exibida somente para mim, por isso tomei logo a atitude de tentar cobrir seu corpo o máximo possível. Ela estava completamente irresistível, foi muito complicado controlar meus hormônios para não lhe agarrar ali mesmo. Eu bem que tentei me aproximar dela, só que ouvir sua opinião sobre mim me fez refletir um pouco sobre a imagem que eu estou passando todo esse tempo e não é nada boa.

Nesse exato momento Ray acabou de ir embora e estamos somente nós dois na sala. O nervosismo é eminente. Não sei talvez Felicity tenha ficado chateada com a forma como a tratei. Eu não devia ter desconfiado dela. Na verdade nem deveria ter feito tantas perguntas assim, já que somos apenas amigos. Não sei o que deu em mim, assim que entrei em sua casa e vi que ela estava acompanhada de outra pessoa meu sangue ferveu. Quando fico nervoso perco a racionalidade e só consigo pensar no meu lado da história.

--- Felicity me desculpe. Eu agi feito um troglodita. Falei um pouco envergonhado o que é bastante raro.

--- É verdade Oliver. Eu achei que você confiasse mais em mim. Ela fala abaixando a cabeça.

Aproximo-me dela devagar na intenção de quebrar um pouco dessa tensão que se instalou no ambiente. Não gosto de brigar com Felicity me sinto mal por isso. Ela perde seu brilho natural, sua espontaneidade e tende a ficar mais séria e fechada. Assim que fico a centímetros dela coloco delicadamente minha mão sobre seu queixo levantando seu rosto devagar até que consigo olhar diretamente em seus olhos.

--- Felicity eu nunca tive a intenção e desconfiar de você. Somos amigos há tantos anos, foi só um ataque bobo de ciúmes eu peço perdão.

--- Tudo bem Oliver eu te desculpo, só quero que você se acalme. Ray é meu amigo jamais faria algo de mal para mim. Ela falou acariciando meu rosto. Aproveito da melhor forma possível o toque de suas mãos delicadas em meu rosto. Diminuo ainda mais nossa distância pedindo silenciosamente por um abraço. Nossos corpos se conectam de forma única e sentir os braços de Felicity envolvendo meu corpo transmitiu uma energia única. Coloco minha cabeça em seu ombro e fico ali apenas alguns segundos sentindo seu aroma tão familiar. Vou me acalmando aos poucos e já não sinto mais o clima ruim que antes estava entre nós. Logo depois sinto sua mão passar pelo meu coro cabeludo fazendo um cafuné gostoso. Aprecio cada toque, cada caricia que ela me proporciona, eu estou precisando sentir que está tudo bem entre nós e que estamos juntos para o que der e vier. Meu corpo todo está acelerado, meu coração batendo mais forte e a imensa vontade de lhe beijar agora mesmo só aumenta. Eu nunca fiquei tão nervoso na presença de uma mulher antes, geralmente sou eu que causo desconforto e lidero as situações. Com Felicity é tudo imprevisível não consigo estar pronto para todas as circunstâncias.

--- Oliver o que ta pegando? Você parece triste e não tem só haver com agora mais cedo tem?

--- Não. Tem haver com uma notícia que minha mãe me deu.

--- Aconteceu alguma coisa com sua família Olie? Felicity pergunta, seu tom demonstra preocupação.

--- Não exatamente, tem mais ligação comigo. Minha mãe revelou em pleno almoço de sábado que eu sou pai.

--- Se tem certeza que você não bebeu além da conta?

--- Felicity você sabe que estou mudando meus hábitos. Eu estava totalmente sóbrio. Eu nunca imaginei que minha mãe pudesse fazer uma revelação dessas assim, para que todos pudessem ouvir. Cada dia que passa minha mãe mostra como controla minha vida, isso já está me enchendo.

--- Ei Oliver senta aqui e me explica direito essa história.

Eu estou com muita raiva como pode minha mãe esconder um fato tão importante da minha vida por tanto tempo. Naquela época talvez eu não admitisse o erro, mas o certo seria minha mãe ter feito com que eu assumisse por tudo. Só que eu invés disso ela usou o jeito Moira de resolver as coisas e deu uma forma de “silenciar” a mãe da criança. Às vezes eu não acredito que minha mãe seja capaz de fazer certas coisas. Ela tem essa mania se sempre querer estar no controle da vida das pessoas e ter as coisas a seu favor. Isso me irrita profundamente e a Thea também, já que ela não aceita cem por cento o namoro dela com Roy só por causa de sua origem humilde. Humildade não tem haver com condição financeira, mas sim com admitir os próprios erros e aceitar que vivemos em sociedade e devemos respeitar o próximo e não impor nossas vontades. Tudo isso está bem longe a fazer parte de sua vida.

--- Minha mãe falou em pleno almoço para que todos pudessem ouvir que eu sou pai. Você sabe que meu passado me condena bastante e me parece que alguma dessas aventuras gerou um fruto. Eu sou pai de uma criança de cinco anos que acaba de perder a mãe. E para deixar a situação ainda mais complicada, ele vem morar comigo a partir de agora. Hoje mesmo ele vem para o jantar. Falei retirando um peso das minhas costas. Não consigo me controlar totalmente e agora algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto.

--- Nossa que bomba Oliver. Sua mãe falou isso de uma forma nada discreta. Você já pensou o que vai fazer a respeito? Ela falou se aproximando, quando sinto seus dedos finos e delicados enxugando minhas lágrimas. Seu toque tão macio, quentinho eu consigo sentir todo carinho depositado nele. Eu realmente estou mal e muito baqueado. Aproveito a situação para aproximar ainda mais nossos corpos em um abraço lateral. Sinto meu corpo todo arrepiar com o contato para logo depois relaxar profundamente por estar em lugar conhecido.

--- Acho que o pior de tudo, foi saber que Moira pagou para mãe de William sumir com ele para sempre. Se ela não tivesse falecido e nunca ia saber da existência dele. Eu nunca imaginei que minha mãe pudesse chegar nesse ponto, acabei discutindo feio com ela. Moira falou que só estava pensando no meu futuro e que eu não podia ter um filho naquele momento e só estragaria minha vida já que sua intenção era me tornar CEO da empresa. Eu não faço ideia do que fazer como você está de fora da situação talvez, consiga me ajudar melhor.

--- Olha Oliver pelo que eu entendi essa criança não tem mais ninguém na vida. Eu acho que tanto você quanto sua família devem propiciar um lar de verdade para ele. Vai ser melhor para sua adaptação no novo lar fazer ele se sentir em casa.

--- Felicity eu não sei se dou conta de criar uma criança. Eu não cuido bem nem de mim mesmo. As plantas morrem sem água, os cachorros sempre foram alimentados pelos funcionários da mansão. Nessa hora eu enterro minha cabeça em seu peito chorando ainda mais, coisa nada comum. Sinto sua mão passar novamente pelo meu cabelo de forma delicada e suave. Estar entregue ao seu colo dessa forma me faz pensar em quão frágil estou parecendo, porém está tão quentinho e aconchegante que não quero sair tão cedo. Passado alguns segundos arrumo minha postura novamente tentando parecer confiante.

--- Ei, Oliver eu nunca te vi dessa forma. A coisa está séria mesmo, é a primeira vez que você vem tão triste e ainda pede por um colo. Ela fala me olhando de cima a baixo parecia analisando meu estado. Seu olhar parece calmo e tranquilo me passando segurança.

--- É verdade Felicity eu estou muito mal, tudo isso vai mexer muito com minha vida Eu só tenho você a Thea a quem posso confiar essa informação. Eu descartei minha irmã porque ela ta empolgada demais com ideia de ter tia, não me pareceu uma opinião muito imparcial. Eu tenho que admitir, estou me sentindo um fraco por não poder fazer nada.

--- Com o tempo tudo vai se resolver Olie não fica assim. Todo mundo já foi criança um dia, acho que você deve se colocar no lugar dele um pouquinho. Pensa o que o Oliver de cinco anos ia sentir se tivesse recém-perdido a mãe e fosse morar com uma família que é uma total desconhecida para ele?

--- O Oliver de cinco anos ia fazer pirraça e provavelmente irritar essa nova família. Fui mimado desde cedo e não aprendi muito bem a lidar com problemas, porém toda noite antes de dormir ele ia chorar escondido para que ninguém o visse mal.

--- Talvez William seja um pouco diferente, mas é um garoto assim como você foi um dia. Algumas coisas se assemelham bastante, acredito que ele também esteja a chorar sozinho pelos cantos. Pelo que me contou ele não tem mais ninguém a quem confiar. Acho que você deve ganhar a confiança dele primeiro e tornar-se seu amigo.

--- Você tem razão, acho devo mesmo tentar uma aproximação amigável. Sabe outra coisa que me deixou assustado foi saber que a mãe dele morreu doente em uma cama de hospital. Ela estava com câncer e o William não tinha com quem ficar então de certa forma viu a mãe morrer aos poucos para doença. Fico imaginando o que se passa pela cabeça dele, não deve ser nada fácil. O pior é saber que eu poderia ter ajudado se soubesse de toda essa situação.

--- Olha o Oliver agora não vai ajudar muito ficar pensando no passado. Você tem que pensar no que pode fazer no futuro para melhorar a vida de William. Ele com certeza vai precisar de todo apoio possível.

--- Falando nisso eu vou precisar de uma ajudinha sua. Gostaria de saber se você pode conversar com William sobre a morte da mãe dele.

--- Oliver isso é um assunto muito delicado, porque escolheu justo eu. Não deveria ser alguém da sua família? Felicity pergunta um tanto surpresa.

--- Acho que não, você assim como William teve uma grande perda na infância. Vai conseguir melhor que eu entender o que se passa com ele e dividir essa dor que William está sentindo. Sei que é muita responsabilidade, mas não se preocupe eu vou estar de longe ouvindo a conversa qualquer coisa é só me chamar. Falei olhando fundo em seus olhos. Deu para ver todo nervosismo que perpassam por eles. Sei que nem depois de adulta Felicity superou totalmente as magoas do passado, mas quem sabe uma criança não a ajude nesse caso.

--- Não sei Oliver, você viu como eu fico quando falo desse assunto. Como vou conseguir manter uma conversa estruturada com uma criança se começar a chorar?

--- Simples, não use a razão Felicity. Use o seu coração. Falei colocando uma de minhas mãos em seu peito. Seu corpo me passa um calor agradável. Consigo sentir seu coração bater descompassado e acelerado. Sinto uma atração mutua vindo desse contato. Fico alguns segundo a mais nessa posição, até que percebo que já estou tempo demais parado. Tento retirar minha mão do seu corpo, mas algo puxa de volta. Uma energia fora do comum, parecendo um imã. Aproveito nossa proximidade e selo esse momento com um beijo. De inicio percebo que Felicity tenta me afastar colando sua mão sobre meu peito, mas vendo que eu sou mais forte desiste da ideia. Sua mão agora está em minha nuca fazendo leves carícias o que só aumenta a vontade de tê-la para mim. Sinto que ela sempre quis esse momento, Felicity só precisava sentir que o terreno é seguro. Estamos em um beijo calmo de delicado, sua boca se encaixando perfeitamente a minha como se fossemos um só. Tento demonstrar que quero algo sério, algo que tenha base e estrutura. Enquanto isso vou mexendo de forma despretensiosa na alça de sua camisola dando uma leve ousada no momento. Quando o ar se faz necessário nos afastamos. Observo discretamente Felicity e vejo que seus lábios estão rosados indicando a reação após nosso beijo assim como da outra vez.

--- Oliver não sei se isso foi uma boa. Ela fala um tanto nervosa.

--- Porque você está tão insegura em relação a nós? Eu vejo isso como algo tão certo.

--- Oliver eu tenho que ter certeza que isso não é só um desejo repentino seu em saber como é pegar sua melhor amiga. Eu não quero ser algo descartável. Ela me olha desconfiada.

--- Isso nunca passou pela minha cabeça. Eu estou mudando ou tentando. Quero construir coisas boas em minha vida, só que não posso fazer isso sozinho. Tudo que estou penando é totalmente sério. Me da uma chance Fel. Eu quero te provar que mudei que deixei a velha vida para trás.

--- Você me chamando assim, só quando quer muito uma coisa. Felicity fala rindo.

--- Eu gosto desse apelido, mas já tinha me esquecido. Pelo menos promete que vai pensar com carinho. Falei passando minha mão por sua bochecha.

--- É claro que eu vou pensar. Fica tranquilo Oliver você é uma pessoa muito especial e já tem muitos pontos comigo. Ela falou me dando um abraço apertado. Sinto-me tão seguro quando estou com ela que é impossível pensar em oura pessoa para pedir ajuda quando algo ruim me acontece.

--- Jantar na minha casa ás 8h tudo bem?

--- Claro, conta comigo.

Nesse momento estou me aprontando para o jantar. Estou bem nervoso na realidade, pela primeira vez vou ver meu filho ao vivo e não por fotos mandadas por minha mãe. Vou poder tocá-lo sentir sua presença. Minha mãe mandou preparar uma mesa super-requintada parecia até um jantar de executivos. Eu acredito que isso não seja o ideal para uma criança, William vai preferir um jantar mais íntimo em família. Um jantar com todo clima de diversão e aconchego não uma coisa formal parecendo um evento. A mesa está impecável com todas as coisas que mandam as mais exigentes regras de etiquetas. Eu pessoalmente acho isso uma completa bobagem William é uma criança precisa de um ambiente no qual ele possa se encaixar e não espantá-lo. Minha mãe fez questão de chamar todas as pessoas próximas a ela e ao pai, isso deve passar de quinze pessoas no total. Fui logo procurar minha mãe para uma conversa, desde nossa discussão eu estou a evitando.

--- Mãe porque toda essa formalidade para receber William? Não acha que ele vai preferir algo mais descontraído?

--- Temos que mostrar para ele como funciona a família Queen. Aqui temos nossas regras e somos muito organizados.

--- Ele é só uma criança mãe. Só precisa brincar, estudar, receber carinho e atenção para que cresça feliz. Não precisa que controlem sua vida.

--- Você está equivocado Oliver, temos que pensar no futuro dele. Assim William vai poder andar sozinho e não depender de nós para tudo. Eu errei muito paparicando você a Thea, não vou deixar que cometa o mesmo erro com seu filho.

--- Mãe eu sei que se culpa pela nossa criação, mas temos que ser mais flexíveis. William acabou de perder a mãe não rolou nem a missa de sétimo dia, temos que ser amigáveis com ele. Eu quero ganhar a confiança dele primeiro, estou disposto a assumir meu filho e fazer tudo o que não fiz todos esses anos.

--- Bem filho se ele for morar na mansão vai ter cumprir algumas regras sim. Aqui não tem zoação, é estudo e disciplina. Ela fala de forma firme.

--- Tudo bem, se for necessário eu moro em outro lugar com William. Onde não tenham tiranos morando junto.

--- Eu só quero o melhor para meu neto Oliver pense nisso. Ela fala me dando as costas.

Minha paciência se esgotou após essa conversa com Moira. Agora eu entendi bem o que ela queria com isso tudo, impor o seu tipo de criação no William para ver se sua consciência fica menos pesada pelos erros do passado. Felicity tem razão não podemos nos impor para William ele nem nos conhece. Não posso deixar que minha mãe controle a situação em hipótese alguma. Já estou indo para sala de jantar quando dou de encontro com Thea.

--- Speedy você está muito bonita essa noite. Vai sair ou ficar em casa? Perguntei brincando.

--- Muito engraçadinho né seu Oliver, mas e ai está muito nervoso?

--- Sim e eu acabei de discutir com a mamãe de novo. Acho que hoje vou dormir fora de casa, quem sabe Felicity não me abriga. Falei deixando escapar a ultima parte que era para ser só um pensamento.

--- Acho que seu comentário tem outras intenções. Pelo visto vou ganhar uma graninha extra, Roy vai ficar mais pobre.

--- Não acredito que minha irmãzinha apostou meu relacionamento. Que coisa mais feia. Falei fingindo estar bravo.

--- Sem neura mano você sabem onde isso vai dar. Agora Oliver quanto a Moira, não deixe ela lhe dizer o que fazer. Ela ainda não percebeu, mas você é adulto e tem totais condições de criar uma criança. Thea me falou me dando um abraço apertado.

--- Obrigado pelo apoio Thea vai ser muito importante de agora em diante.

Depois dessa conversa vejo que nossa sala já está preenchida com alguns convidados. Nem me ligo muito no que esta rolando no jantar, passo meu olhar pelas pessoas ali presentes a procura de Felicity. Daqui alguns minutos Diggle vai chegar com William e quero muito sua presença ao meu lado. Estou distraído bebendo um drink quando vejo uma mulher em um vestido vermelho que realçam suas curvas, uma cascata de cachos loiros repousavam em seus ombros e para finalizar vejo um batom destacando seus lábios volumosos. Definitivamente é Felicity a minha garota está agora em sua versão mulher mais sensual. Com certeza chamando atenção de quem passa por ela.

--- Você está linda Felicity.

--- Obrigada Oliver. Ela fala dando uma leve corada o que a deixa ainda mais encantadora.

Não se passa muito tempo quando vejo minha mãe reunir todos os presentes para fazer um breve discurso. Provavelmente é o pronunciamento da chegada de William. Ela levanta sua taça de vinho e começa a falar.

--- Quero fazer um brinde em homenagem ao meu neto. Sangue da família Queen filho de Oliver CEO de uma das corporações mais influentes no mundo dos negócios. William não foi planejado e nem esperado, mas com certeza vai trazer novos ares para família. Ele terá tudo do bom e do melhor. Vai estudar na melhor escola e ter uma educação eximia. Vamos receber com todo louvor o mais novo membro da família Queen William. Logo em seguida todos bateram palmas para sua presença.

Assim que me deparei com meu filho meus olhos se encheram de lágrimas. Eu pude ver e sentir como ele é de verdade, sem nenhum tipo de idealismos proposto pela minha mãe. Ele é um garoto magrinho e miúdo parece mais baixo que o normal para sua idade. Ele parece assustado com tudo que está acontecendo a sua volta não é para menos toda atenção está voltada para ele. Vejo minha mãe se aproximar de nós com William.

--- William esse é Oliver o meu filho mais velho e seu pai. Ele simplesmente não falou nada apenas estendeu a mão educadamente para que eu pudesse apertar.

--- É um imenso prazer te conhecer William. Digo o cumprimentado. Peço desculpas pela minha mãe ter preparado um jantar de boas vindas tão grande como esse.

--- Porque eu nunca ouvi falar de você? Ele pergunta na lata. Vejo minha mãe me fuzilar com o olhar pedindo silenciosamente para que eu omita algumas informações, coisa que não estou nada disposto a fazer.

--- Bem até a um dia atrás eu não sabia da sua existência. Sua avó não quis me contar.

--- Oliver não fale além da conta. Felicity fique de olho nele, por favor. Tenho que recepcionar os convidados.

--- Sem problemas Moira.

--- William fique á vontade. A casa também é sua. Que tal conhecer sua tia?

--- Eu tenho uma tia? Ele fala animado.

--- Sim, ela é bem legal. É uma palhaça você vai ver, mas antes quero que conheça uma amiga. Essa aqui ao meu lado é Felicity.

--- Nossa você parece uma princesa dos livros que minha mamãe lia para mim. Ele falou com um brilho nos olhos em seguida tocou em seus cachos loiros.

--- Obrigada William você é um garoto muito educado. Ela falou cumprimentando ele de forma mais informal o que fez esboçar seu primeiro sorriso da noite.

--- Falando de Thea olha quem vem vindo por ai.

--- Ei, então esse é o meu sobrinho. Você é bem mais bonito pessoalmente. Prazer eu sou Thea Queen.

--- Oi eu sou William. Ele fala timidamente. Vejo-o contrair o corpo e abaixar a cabeça. William parece bem nervoso com a situação, ele não para de olhar em volta e ver o mundaréu de pessoas que estão na mansão. Todos o olham de forma surpresa o analisando. Seu desconforto é bem notório. Eu preciso retirá-lo desse jantar, ao menos por alguns instantes.

--- Ei William eu sou sua tia, mas fique tranquilo pode me chamar do que preferir. Preciso encontrar Roy nessa multidão, depois nos falamos. Thea falou amigavelmente bagunçando seus cabelos.

--- Tudo bem, você parece uma pessoa bem legal.

--- William sei que você mal me conhece, mas eu quero te pedir uma coisa posso? Falei olhando em seus olhos e me abaixando para ficar na sua altura.

--- O que é? Ele pergunta curioso.

--- Quero que você converse um pouco Felicity tudo bem? Só você e ela sem essa multidão por perto. Pergunto um pouco nervoso não sei ao certo se ele vai aceitar.

--- Tudo bem. Ele fala dando de ombros.

Fui guiando os dois para o meu quarto e indiquei para que eles entrassem. Deixei a porta entre aberta fiquei do lado de fora como tinha combinado com Felicity. Eu tinha prometido lhe ajudar caso algo desse errado e também estou morrendo de curiosidade para saber o que se passa na cabeça de William. Ambos sentaram em minha cama ficando de frente um para o outro. William mal consegue encostar os pés no chão, o pé da cama é muito alto para uma criança. Ele parece não entender nada e fica calado por alguns segundos até que ouço a vez de Felicity no ambiente.

--- Bem William seu pai, quer dizer Oliver me pediu para que eu converse com você. Pude ver que Felicity se encontra bem tensa, mas ao mesmo tempo eu pude notar um olhar de cumplicidade entre os dois, isso foi logo na primeira troca de palavras entre eles.

--- É alguma coisa que vão fazer comigo? Ele pergunta um pouco assustado. William se afasta um pouco de Felicity na cama.

--- Não, o assunto é outro. Eu só quero conversar com você, te conhecer melhor. Por algum motivo você me lembra um amigo meu sabia?

--- Verdade? Felicy. Ele pergunta curioso.

--- Ei William pode me chamar de Fel se quiser, sei que meu nome pode ser complicado as vezes. Ela fala esboçando um sorriso acolhedor. Logo em seguida vejo William se aproximar dela ficando na posição original. Começo a notar que Fel ganha pouco a pouco espaço na conversa com William tentando ser seu amigo e não impondo sua presença. Ela realmente tem uma facilidade em lidar com crianças que nem sabia que ela tem acho que nem ela mesma sabe.

--- Me conte William o que você gosta de fazer? Felicity continua a conversa.

--- Eu adoro ler gibis, quadrinhos, assistir desenhos, jogar videogame, xadrez, montar quebra-cabeças e ouvir histórias antes de dormir. Ele fala agora um pouco mais descontraído.

--- Poxa que legal, eu também adoro ler quadrinhos, jogar games e praticar xadrez. Sabia que eu tenho alguns troféus da escola jogando xadrez? Ganhei alguns campeonatos.

--- Que massa, bem que você podia me ensinar algumas jogadas. Ele pareceria realmente animado.

--- Claro William quando quiser. Você gostaria de ser meu amigo? Felicity pergunta de forma genuína.

--- Você está falando sério? Ele pergunta acanhado. Observo ele abaixar a cabeça e encolher o corpo. Notei ser uma ação normal dele quando está nervoso.

--- Sim, porque? Temos tanto em comum, adoraria passar um tempo com você. Felicity fala abrindo um sorriso.

--- É que eu nunca tive um amigo de verdade sabe. William fala corando violentamente. Vejo seus olhos ficarem marejados.

--- Ei, não fica assim campeão. Eu vou ser sua primeira amiga, então o que acha? Felicity pergunta acarinhando de leve sua bochecha. Vejo William suspirar e se entregar ao carinho, logo em seguida algumas lágrimas brotam de seus olhos. Assim que Felicity cessa o carinho vejo os olhos de William suplicarem por mais. Pedirem por mais momentos como esse. Tudo isso faz meu coração se apertar. Vê-lo ali tão frágil e extremamente carente fez me sentir muito mal. Só imagino o quanto ele não deve ter sentido a ausência de um pai e agora da mãe. Ele parece largado e descuidado. Viveu seus três últimos meses em um hospital um lugar nada propicio para uma criança. Teve que ser forte e aguentar toda pressão sozinho com apenas cinco anos, de certa forma tudo isso me lembrou da história que Felicity me contou sobre seu passado. Por isso achei ela a escolha mais perfeita para ter essa conversa com ele.

--- Sim eu quero ser seu amigo, obrigado Fel você não vai se arrepender. Ele falou lhe dando um beijo na bochecha. Não pude deixar de dar uma risada com a situação.

--- Eu tenho certeza que não William. Não se cobre tanto baixinho, tente relaxar mais. Ela fala bagunçando seus cabelos.

--- Fiquei sabendo que sua mãe morreu, você gostaria de compartilhar com sua mais nova amiga? Felicity disse continuando a conversa.

--- E o que você entende sobre morte? William pergunta um pouco grosseiro. Com tudo sendo muito recente esse é um assunto bastante delicado e eu sei que esse vai ser o ponto mais crucial da conversa.

--- Na verdade quase nada, porém eu também tive problemas quando era pequenininha assim como você. Mesmo com a mudança repentina no tom de voz de William Felicity continua com tom compreensível e amigável.

--- E o que foi? William pergunta curioso.

--- Bem quando tinha mais ou menos a sua idade meu pai abandonou a mim e a minha mãe. Depois disso eu nunca mais o vi. Minha mãe teve que trabalhar mais tempo para nos sustentar e por isso eu passei a maior parte do tempo sozinha. Nessa hora vejo os olhinhos de William se espantarem com a história.

--- Você não tem curiosidade de tentar encontra-lo novamente? Você sente falta dele? William bombardeia Felicity de perguntas.

--- Na verdade eu não sei, acho que tenho medo de me frustrar quando o encontrar. Eu sinto muita falta dele, mas do pai que eu conheço. Aquele que me ensinou muitas coisas que brincava comigo e me ajudava nas horas difíceis. Do meu fiel companheiro nas partidas de xadrez e na hora de montar um computador. E você o que está sentindo?

--- Eu estou muito triste. Me falaram que minha mãe virou uma estrelinha lá no céu e que eu nunca mais vou poder vê-la. É verdade Fel? Novamente os olhos de William se enchem de lágrimas.

--- Infelizmente sim. Ela nunca mais vai voltar, mas ela estará sempre em seu coração William. Todas as lembranças que tem dela vão fazer com que você jamais se esqueça de tudo que passaram.

--- Eu sinto tanto a falta dela, porque doi tanto Fel? Nesse momento vejo que até Felicity está mexida com essa conversa. William é uma criança muito esperta para sua idade e já faz perguntas um tanto complicadas de serem respondidas.

--- Eu não sei. Mas sabe o que me ajudou a superar minha perda?

--- O que Fel? Nessa hora a voz de William estava toda embarga sai totalmente rouca.

--- Eu tenho um amigo, que me ajudou a me levantar e a me tornar mais forte. Ele me mostrou que não podemos desistir diante dos problemas e sim enfrentá-los. Cative boas amizades em sua vida William vai te fazer muito bem.

--- Você pode me ajudar Fel já que é minha primeira amiga? Ele pede entre soluços.

--- Claro que sim. Vem cá William acho que você precisa de um abraço.

William encosta sua cabeça no peito de Felicity e desaba a chorar descontroladamente, de início observo ela ficar sem saber o que fazer, porém logo em seguida Felicity embala William em seu colo e fica ali alguns segundos apenas lhe fazendo um cafuné e um carinho em seu rosto. Me aproximo lentamente dos dois e percebo que William se encontra bem sonolento e está quase a entrar em sono profundo.

--- Oliver, sei que esse jantar é em homenagem a William, mas ele não está em condições psicológicas para ir. Ele está bem cansado a viagem foi longa e teve também essa conversa. Coitadinho ele está muito abalado. Acho melhor ele ficar dormindo no seu quarto.

--- Você tem razão Fel. Muito obrigado por tudo, sei que não foi fácil.

--- De nada Oliver estarei aqui sempre que precisar. Cuide bem de William ele vai precisar. Ele está com medo e desconfiado de tudo. Tente ir aos poucos.

--- Obrigado pela dica vai ser valiosa. Se não for muito incômodo posso dormir na sua casa essa noite com William? Eu briguei com minha mãe de novo.

--- Sem problemas Oliver, vai ser um prazer receber os dois em minha casa.

Como isso fomos em direção ao jantar. Eu sei que vou ter de acalmar os ânimos da minha mãe. Ter o neto ausente em seu próprio jantar vai ser considerado um ultraje e um desrespeito. Só que estou disposto a enfrentar o que for para cuidar e proteger meu filho.

Notas finais
Me digam ficou muito grande?? E ai o que acharam desse capítulo? Quem sabe não rola uma recomendação ou mais favoritos.Tudo isso ajuda a atrair novos leitores. Muito obrigada de verdade a quem está acompanhando até aqui :)