Suicidal Love

14 Um dia especial


Notas iniciais
Olá meninas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Então, eu to escrevendo uma nova fic, e já comecei a postar. Não é essa a qual eu mencionei da outra vez, tive um bloquei de criatividade naquela kkkk. Mas comecei a escrever outra, e bom... Se vocês quiserem dá uma lida ficarei muito grata. https://fanfiction.com.br/historia/682819/Aurora/

POV Amber Clark

Eu pensei que estivesse sonhando, mas uma vez Justin deitou-se ao meu lado e dormiu comigo, eu não sei explicar o turbilhão de emoções que passa dentro de mim, uma parte de mim estava feliz por tal atitude dele e outra parte tem repugnância por eu está feliz, eu não deveria odiá-lo? Eu já deveria ter parado de pensar assim, já que todo o meu corpo saltava de alegria quando ele está por perto, quando ele está comigo.

Abri meus olhos e passei a mão pela cama, é o Justin não estava lá, era de se esperar que no outro dia ele não estivesse ali, as lágrimas escorreram do meu rosto e eu me praguejei por ter essa atitude. Levantei-me da cama e fui fazer a minha higiene pessoal, vesti uma roupa confortável e desci as escadas para comer alguma coisa.

Diferente do que eu estava pensando, que não veria o Justin mais aquele dia, ele estava lá muito lindo por sinal, sentado a mesa enquanto olhava para um ponto fixo.

— Justin! – Balbuciei, por um lado eu tinha medo de sua reação, mas eu poderia falar com ele, não poderia?

— Oh Amber, venha comer comigo – Ele estava empolgado e aquilo era totalmente estranho.

Sentei ao seu lado e ele me surpreendeu quando juntou seus lábios ao meu. Justin sempre insaciável, me beijou como se precisasse daquilo para sobreviver. Eu amava seus beijos desesperados, mas eu estava com vergonha pela Dalva que estava na cozinha presenciando tudo, e aposto que, assim como eu, ela estava extremamente assustada. Na verdade eu não estava, o meu estomago revirava de uma forma como se houvesse uma escola de samba ali. Ele se separou de mim e deu um beijo estalado em meu rosto e me olhou sorrindo.

— Tenho planos para nós dois para hoje – Meus olhos saltaram no susto. Eu queria perguntar se ele estava bem mesmo, se eu não estava sonhando, se era ele mesmo que estava ali, mas se eu estava sonhando preferia não acordar – Amber? – Ele ainda sorria.

— Ah sim, o que?

— Eu quero que você compre umas roupas e depois almoçaremos juntos... E ai... Vamos assistir a um filme e por fim jantaremos juntos – Ele dizia sem muita importância, como se aquilo fosse à coisa mais natural do mundo, que todos sequestradores fosse acostumado a fazer com a sua vitima. Mas acho que isso não se enquadra mais entre a gente, já que a maioria das coisas a qual fazemos não se enquadra no perfil vilão e vitima. Coisas do tipo transar, a não ser que seja estupro. O que não era nosso caso.

Eu não sabia se eu saía pulando de tanta felicidade ou se eu saía correndo de medo do Justin, o que é isso, uma hora dessas? Cadê as câmaras? É alguma pegadinha?

— Hmm... Okay!

Eu comi em silêncio e logo depois ele disse que ia se arrumar e eu resolvi fazer o mesmo. Na verdade eu abri a porta do guarda-roupa e fiquei olhando pensando no que eu vestiria, não havia muita coisa ali, mas como iríamos ao shopping eu resolvi colocar uma calça boyfriend desbotada que tinha ali, com uma regata preta e uma blusa de frio branca de tecido, era o que me tinha disponível. Nos pés coloquei uma sapatilha, nos cabelos apenas os deixei solto passando a mão tentando abaixar alguns fios.

Desci as escadas e fui para a sala, sentei no sofá e enquanto esperava o Justin eu fiquei olhando o movimento daquela casa, quase sempre movimentada, como homens, tão grandes quanto um armário, que andavam de um lado para o outro e a minha existência ali parecia quase imperceptível, isso tudo parecia tanto com a minha casa. Cansei de tanto olhar para aqueles caras e voltei a minha visão para as minhas mãos e vez ou outra para a escada esperando que o Justin descesse. Eu já estava ficando impaciente, eu já estava pensando que tudo não passou de uma loucura da minha cabeça e que além de está apaixonada por meu sequestrador eu estou me tornando maluca. Quando estava me levantando e indo para o meu quarto, eu o vi lindamente descendo as escadas, o Justin estava com uma camisa de manga branca enrolada até os seus cotovelos, deixando suas tatuagens a mostra, uma calça preta e um sapato preto nos pés, seus cabelos penteados. Estava irresistível.

— É você realmente precisa de roupas – Disse dando uma breve olhada em mim.

Eu apenas acenei com a cabeça que sim e sorri sem graça.

— Mas continua linda – Ele me deixou mais uma vez sem reação, fiquei olhando enquanto ele saia caminhando em direção a porta – Não vem?

— Ô sim! – Saí caminhando atrás dele, mas a minha vontade era de dançar naquela sala.

O caminho para o shopping estava um silêncio insuportável, então resolvi quebrar o silencio com a pergunta que não queria calar.

— Justin – Chamei-o, mas não me ousei a olhá-lo

— Sim!

— Por quê? – Olhei para ele que fez a cara de quem não estava entendo nada. – Porque você está agindo assim?

— Amber, não dificulta as coisas okay? Eu disse que ia tentar, estou tentado. Se eu sou grosso questiona, se eu tenho ser legal questiona também, que caralho! – Disse ríspido.

Murmurei um desculpa e o silêncio voltou tomar conta do carro.

Sabe uma sensação estranha de que tudo não está se encaixando? É o que eu estava sentindo nesse momento. Após estacionar o carro em uma vaga vazia (óbvio) daquele enorme shopping, o Justin saiu andando na minha frente até o elevador do estacionamento. Ficamos em silêncio dentro daquele quadrado e nada foi pronunciado nem dá minha parte, muito menos da parte do Justin. Assim que saímos do elevador o Justin me olhou e sorriu. Eu tive vontade de sorrir também, de demonstrar o quanto eu estava grata, mas tudo o que saiu foi um sorriso forçado.

— Amber, desculpa. Esse é o meu jeito, eu não estou acostumado com essas coisas e você também não colabora.

— Desculpa – Foi a única coisa que eu consegui dizer.

Ele sorriu e segurou meu rosto e selou nossos lábios. – O Justin fez isso mesmo? No meio do shopping? Em lugar público? – Eu apenas sorri boba e acho que ele percebeu o quanto eu fiquei feliz por aquilo, então o Justin apenas sorriu nasalado balançando a cabeça negativamente e pegou em minha mão, quando o fez eu saltei em um susto e minha boca formou um “O” perfeito com o ato. Eu estava assustada com as suas atitudes, era uma mistura louca dentro de mim, de uma felicidade imensa misturada com medo. É estranho, às vezes eu tenho vontade de mergulhar de cabeça em tudo o que está acontecendo, mas o resto de sanidade que me resta não me permite que eu o faça.

O Justin andava comigo de mãos dadas como se fosse um casal de namorados, vez ou outra me beijava e me abraçava, e na hora das compras ele me ajudava a escolher as roupas e estava paciente. Almoçamos juntos e foi uma demonstração de afeto atrás da outra. Eu queria simplesmente mostrar o que eu estava sentindo, mas sempre me retraia. Por fim, o Justin estava um amor de pessoa, era bom tê-lo daquele jeito, e eu estava extremamente feliz. O Jantar foi o melhor que eu já tive, as coisas estavam correndo devidamente bem e eu tinha um pouco de medo disso. Eu tenho que deixar de ser pessimista, de pensar que as coisas não podem dá certo. Talvez esteja mais que na hora de algumas peças da minha vida começarem a se encaixar, até porque eu mereço coisas boas, ou não mereço? Fizemos várias compras e eu estava morta de cansada quando chegamos em casa.

Notas finais
E ai, me digam o que acharam! Então, por hoje é só e até o próximo capitulo. Beijão ^^