Suicidal Love
15 Eu te amo
POV Amber Clark
Estava definitivamente tudo ocorrendo da melhor forma possível, eu me sentia viva, o Justin estava me tratando muito bem e o pessoal daquela casa não me tratava diferente, se isso era bom eu não sei, mas prefiro acreditar que sim, já que uma parte de mim estava saltitando de tanta felicidade.
Deitei-me na cama tirando os sapatos e fiquei olhando para o teto pensando em tudo o que estava me acontecendo. Um sorriso bobo brotou em meu rosto só de pensar no Justin e em como ele tinha me tratado durante todo o dia. Existia uma parte de mim que dizia que ele ia voltar a ser como antes e até mesmo que ele iria me evitar como a maioria das vezes.
— Pensando em mim? – Olhei para porta e lá estava o Justin com uma calça de moletom, os cabelos molhados e despenteados.
— Quanto tempo fiquei deitada? – Disse rindo – Você já está todo arrumado.
— É Amber, parece que se perdeu no tempo – Disse sorrindo e caminhando meio arrastado para dentro do quarto
Ele se jogou em minha cama, ao meu lado e colocou os braços por trás da cabeça e ficou fitando o teto assim como eu fazia antes.
— Estou cansado, esse negócio de fazer compras definitivamente não combina comigo – Ele fez com que eu desse uma risada desconfortável – Está vendo Amber fiz um sacrifício por você.
Eu não sabia o que dizer com aquilo, então me levantei e fui até o guarda-roupa pegar alguma coisa para vestir. Peguei uma toalha e fui ao banheiro tomar um banho.
Liguei o chuveiro e deixei que aquela água morna caísse em meu corpo levando todo cansaço consigo pelo ralo. Fiquei alguns minutos de olhos fechados pensando no que o Justin havia me falado. A minha mente estava tão confusa que cada palavra que o Justin pronunciava que demonstrassem qualquer tipo de afeto por mim, mesmo indiretamente, ela convertia tudo em uma declaração de amor. Eu tentava convencer a minha mente que ela estava criando coisas às quais não existiam, mas tenta convencer um coração apaixonado algo que sua mente quer que você acredite. Não vai dá muito certo. E sim, eu já tinha aceitado que o que eu sentia pelo o Justin não era apenas um gostar ou um desejo, era muito mais que isso, eu estava apaixonada por ele. Era isso paixão. Eu percebi quando comecei a sentir falta dos seus sorrisos, dos seus olhos me fitando, dos seus beijos, da sua voz rouca que em que apenas uma palavra dita fazia com que o meu corpo todo fervilhasse, sentia falta dos seus toque, eu sentia falta dele por completo.
— Está muito pensativa Amber, o que anda acontecendo? – Eu quase cair do susto que eu havia tomado, o Justin estava escorado no batente da porta.
— Justin! – O repreendi – Eu estou tomando banho!
— Eu estou vendo – Ele dizia com a maior naturalidade possível – Amber, por favor, eu já vi tudo isso ai. E outra, tudo isso é meu.
— Mas... Mas... – Eu não sabia o que dizer, mas uma vez a minha mente me pregou uma peça e gritava “Ele te ama, ele te ama” que bobagem a minha pensar assim.
Depois, com muita luta, consegui expulsar o Justin do banheiro. Terminei de tomar meu banho tranquilamente e coloquei uma roupa para dormir. Não esperava que ele estivesse mais ali, até porque quando ele saiu do banheiro saiu bufando e resmungando.
— É isso que dá dar muitas liberdades as pessoas, elas lhe expulsam dos cômodos da sua própria casa.
— Puta que pariu Justin – Eu havia me assustado, até porque não esperava mais sua presença ali. Ele estava deitado em minha cama e olhava para o nada – Você vai dormir aqui? – Eu não sabia se deveria fazer aquela pergunta, mas a fiz.
— Sim, por quê? – E lá estava aquele Justin frio e calculista de sempre.
— Nada – Eu realmente não tinha nada para dizer.
Vi o Justin caminha até a minha direção, eu conhecia aquele olhar a quilômetros, beirava pura malicia. Eu fui me afastando até bater contra uma superfície dura.
— Sabe Amber – Disse assim que seu corpo estava próximo ao meu – Eu queria brincar com você naquele banheiro, te foder todinha, mas você me expulsou – Ele sussurrava aquilo contra meu pescoço e se eu disser que somente esse ato seu fez a minha intimidade pulsar, eu seria considerava como uma ninfomaníaca? – Mas a minha vontade de está dentro de você ainda não passou – Senti ele chupar meu pescoço, com toda certeza aquilo ficaria marcado, mas não era o momento de contestar, sim!
Justin me beijou com tanta urgência como se não fizéssemos aquilo há um bom tempo, eu correspondi, seus beijos desceram pelo meu colo. Eu gemia abafado ao sentir os seus toques. Meu corpo implorava pelo Justin, eu queria sentir os seus toques, seus beijos, senti-lo dentro de mim, parece que tudo o que eu tinha do Justin não era o suficiente, eu queria sempre mais, eu queria ele para mim. Eu queria que ele dissesse que me pertencia, que eu era só sua e que ele era só meu, revirei os olhos, tanto de prazer, tanto pelo meu pensamento idiota. O Justin não diria aquilo pra mim.
Suas mãos foram até a minha coxa apertando-as com firmeza, gemi outra vez, ele deu impulso para que eu subisse em seu colo, o fiz, entrelacei as minhas pernas em sua cintura fazendo com que nossas intimidades se chocassem, um gemido abafado surgiu de ambas as partes. O Justin foi cambaleando comigo até a cama, jogando o meu corpo contra o colchão macio. Ele ficou por cima de mim, e ao partir o beijo olhou em meus olhos, um nó formou em minha garganta e de repente as palavras pularam de minha boca.
— Eu te amo Jus — Me praguejei mentalmente por tal ato.
Suas orbitas saltaram pelo susto e ele se separou de mim, sentando ao meu lado passando a mão pelos cabelos. Eu me odeio só isso. Porque eu tinha que dizer essas coisas, porque eu tinha que expressar meus sentimentos. Droga, droga, droga!
— Desculpa Justin — Disse sentando ao seu lado.
Uma lágrima teimosa insistiu de sair dos meus olhos, eu estava mal, não por ter dito a verdade, mas por saber que aquele sentimento não seria correspondido.
— Você não tem que se desculpar Amber, é só que... — Pela primeira vez eu havia visto o Justin sem palavras e uma pontada de esperança acendeu em meu peito, será que ele sente algo por sim.
— Então vamos apenas dormir? — Olhei para o seu rosto, que mais parecia uma pintura. Como eu não poderia me apaixonar? Alisei seu rosto, fazendo uma carícia, sorri ao vê-lo fechar os olhos, sua mão posou sobre a minha, que estava em seu rosto, levando-a até a sua boca e beijando-a em seguida, sorri abobalhada com seu ato e acho que ele percebeu pelo sorriso que brotou em seu rosto.
Ele me beijou de uma forma diferente, e boa, era calmo como se quisesse aproveitar aquele momento ao máximo, retribui, pois era aquilo que eu queria que acontecesse. Eu não queria que aquele beijo acabasse, eu queria beijá-lo para o resto da minha vida. Quando ele separou seus lábios do meu uma sensação de vazio me invadiu. Nos deitamos abraçado logo após o Justin depositar um beijo estalado sobre a minha bochecha.
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