Suicidal Love
2 Tirem-me daqui!
Notas iniciais
P.O.V Ashley Clark
Eu não fazia ideia de quanto tempo eu já estava naquele lugar. Depois do acontecimento em minha casa, lembro-me de acordar em uma sala escura e úmida, havia apenas um colchão no chão, fazia estilo de uma sala pequena e que muitas pessoas já haviam passado por ali, e parece que o fim destas pessoas não foram os melhores pelas marcas de sangue que manchavam a parede daquele lugar, havia também um banheiro, mas eu preferia fazer a minha necessidade na roupa ao usar aquele lugar, não havia um vaso era só um buraco no chão, e havia um cano no lugar de onde deveria está o chuveiro. Estava em estado de calamidade aquele local, um nojo.
A minha cabeça latejava de tanta dor que eu estava sentindo, eu sentia vontade de chorar por tudo o que havia acontecido, a perda da minha mãe, meu pai e o meu tio. Era muita coisa para um dia só e agora eu estava nesse lugar imundo, sem ao menos ter o direito de saber se era dia ou noite. Ouvi um barulho na porta e logo me pus de pé, analisando os fatos em que me encontrava eu só tinha uma certeza: iria morrer.
—Mas que merda, porque não me mataram junto com os meus pais? – Disse assim que abriram a porta.
O meu desespero era perturbador, e isso era visível, mas eu precisava saber o que eles queriam fazer comigo, me torturar até a morte? Meu pai não sentiria mais a minha perda, ele já havia ido, e eu? E eu estou aqui, sem saber qual será o meu fim, prevejo que não seja um dos melhores.
Entrou dois caras por aquela porta, um mais novo e ambos parecidos, eles me olhavam sorrindo, logo o mais novo, o qual eu reconheço, jamais esqueceria daquele rosto, o autor da morte da minha família, o Justin, veio em minha direção.
— Calma Amber, porque quer morrer? A vida é tão bela, deveria aproveitar sabia? – Agora, ele já havia sacado uma arma e passava pelo meu rosto enquanto falava – Uma garota tão linda como você não deveria querer morrer e sim aproveitar os benefícios que essa sua beleza pode trazer.
Eu não respirava, nem sequer piscava, era como se eu estivesse naquela de “guia de sobrevivência” aonde não se mexer seria a escapatória, mas claro que não seria, ele não era um urso ou um tigre e sabe muito bem diferença entre uma pessoa viva de uma pessoa morta.
— Pensamos que estivesse morta – Disse o mais velho se aproximando – Já estivemos aqui por três dias seguidos e você só dormia, o que aconteceu? – Disse ele se aproximando.
— Como se isso importasse em eu está morta ou viva
— Bom trabalho filho. Aquele filha da puta do Clark vai me pagar tudo o que me deve com juros e correções.
— Vocês já o mataram, sim? Como vai fazer sofrê-lo ainda mais – Eu não sei de onde vinha tanta coragem para poder dizer aquelas palavras, eu só deveria ficar quieta, somente, mas porque diabos não conseguia ficar calada?
— Matar? Porque acharia que iríamos fazer isso, você acha que iríamos matá-lo, aquele vagabundo iria para o inferno e do jeito que é ia se tornar amigo do capeta e iria ficar tudo bem. Não, as coisas tem que dançar conforme a minha música – Disse o mais velho, saindo.
Fiquei encarando-o até que o vi sair pela porta. A minha mente já não conseguia assimilar mais nada. Vamos tentar organizá-la. Primeiro, eu já estava ali fazia três dias; segundo, meu pai não estava morto; terceiro, esses caras sabem do meu pais mais do que eu; quarto, que divida era essa que meu pai tinha?; e quinto, o Justin é filho desse cara.
— Jeremy – Disse o Justin que ainda estava ali – Jeremy Bieber, você ainda vai ouvir muito falar nesse nome.
— Vai a merda Justin – Eu gritei as palavras como se fosse fazer eu me aliviar de alguma coisa que eu não sei o que era.
Ele estava com cara de poucos amigos. Eu o vi sorrir e logo senti uma coronhada em minha cabeça, assim que pus a mão no local aonde vinha a dor senti molhado, olhei e vi que era sangue, as ultimas palavras que eu ouvi antes de minhas vistas ficarem escura e eu apagar novamente foi “Você vai ter que aprender muita coisa por aqui” vinda do Justin e logo a sua silhueta desapareceu por entre a escuridão.
Esse negócio de desmaia e acorda já estava me deixando cansada, eu nunca havia desmaiado e de repente isso parecia ter se tornado parte de mim, eu sei que é exagero, que até agora eu só tinha desmaiado duas vezes e a outra foi quase um coma, mas a sensação era horrível e eu não queria mais, mas todas as duas vezes que eu os vi eu desmaiei, sabe-se lá até quando eu iria ficar nesse local, e quantas vezes eu iria desmaiar. Eu só queria a minha casa e a minha família.
Novamente a porta abriu e era o Justin, que merda, ele não é uma pessoa ocupada, porque ele não vai cuidar do que tem que cuidar e me deixa aqui, eu já não aguentava mais vê aquele rosto, o qual já havia decorado milimetricamente.
— Parece que está mais tranquila – Disse ele se aproximando – Sabe eu to com puta tesão da porra e você é a vadia gostosa que eu queria agora, sabia?
Eu não consegui responder nada, a essa altura eu já me sentia fraca o suficiente para não movimentar nenhum músculo se quer, meu corpo estava dolorido, eu sentia fome e sede. Sim, eu estava me sentindo mal, por mais que eu estivesse “dormido” a maior parte do tempo, mas as minhas necessidades naturais deveriam ser atendidas.
Eu senti meu corpo ser jogado contra o colchão duro que havia no chão, e senti o corpo do Justin sobre o meu, sua mão passeava pelo meu corpo e eu tentava empurrá-lo, mas eu não tinha forças suficiente para me movimentar quanto mais para empurrá-lo. Ele beijava meu pescoço e massageava meus seios, eu nunca senti tanta vontade de morrer em tão espaço curto de tempo, mas desde o dia em que aquele garoto cruzou a minha vida era só isso que passava em minha cabeça, talvez porque a sua presença ali o cheiro de morte era o único que predominava.
Sem que eu esperasse, sem mais delongas ele me penetrou, gemi, eu não sei se foi de dor ou outra coisa, mas saiu um gemido abafado da minha boca o que fez o Justin sorri e achar que era de seu direito beijar a minha boca, mordi os seu lábio com força ate senti o gosto de sangue, senti um tapa forte em meu rosto o que me fez chorar mais ainda. Ele aumentava as suas estocadas, atrevi-me olhar em seus olhos e ele queimavam de tanta luxuria e ódio. Eu só chorava e torcia para que aquilo acabasse logo.
O Justin despencou por cima de mim, avisando que já havia chegado ao seu ápice. Assim que ele saiu de perto de mim, me encolhi naquele colchão e chorei, chorei como se aquilo pudesse lavar a minha alma.
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