Suicidal Love

3 Posso confiar?


Notas iniciais
Desta vez não demorei, mas um capitulo para vocês. Se divirtam !

P.O.V Amber Clark

Fiquei ali por não sei quanto tempo chorando, eu queria tomar um banho, tirar aquele cheiro de Justin que estava em mim, eu precisava sair daquele lugar que agora o cheiro era de sexo. Eu não sei se era da minha cabeça ou coisa do tipo, mas o cheiro ficava cada vez mais forte cada vez que eu respirava o ar daquele local.

Ouvi um barulho na porta, me encolhi mais ainda, se era possível, eu estava amedrontada, nunca havia passado por tantas coisas ruim em toda a minha vida, e eu perguntava o por que de aquilo está acontecendo comigo. Desta vez não era o Justin, era um outro cara, o qual eu nunca tinha visto. Ele entrou e deu uma bela olhada por aquele local e depois para mim, que estava no canto chorosa.

— Está tudo bem? – Eu apenas balancei a cabeça que sim, quem se importava se estava tudo bem ou não comigo?

Ele apenas balançou a cabeça em negação e se aproximou de mim, eu solucei alto. E juntei minhas pernas ao meu corpo. Aquele rapaz tinha um rosto familiar, mas de onde eu o conhecia?

— Calma, eu não vou machucá-la – Disse ele sentando ao meu lado — Eu sou o Chaz, Chaz Somers – Disse ele esperando que eu dissesse alguma coisa – Vamos lá Amber, fale comigo. Assim que eu soube que você estava aqui eu fiz de tudo para poder vim aqui te ver, você não lembra de mim? – Eu apenas balancei a cabeça com um não – Droga! – Ele disse meio alto e eu me assustei.

Eu não sei porque estava daquela forma, mas tudo me assustava ou me fazia querer recuar.

— Okay! Eu morava com o seu pai, meu pai trabalho para o Sr. Clark sua vida inteira, meu pai sempre foi fiel a ele, mas as coisas não vão como queremos, meu pai falhou e seu pai não o perdoou – Eu o interrompi.

— Como seu pai trabalhou para o meu pai a vida inteira e agora você está aqui? – Eu falei?

— Você fala? – Disse ele sarcástico. – Me deixa continuar – Sorriu – Enfim, meu pai falhou, nós erramos isso acontece, não acontece? – Ele olhou nos meus olhos e eu apenas balancei a cabeça em confirmação – Então porque o seu pai não perdoou o meu e simplesmente tirou a vida? Eu fiquei revoltado, eu tinha seu pai como inspiração sabe, eu o admirava muito, eu sai daquela casa e vim parar aqui, e hoje trabalho para o Justin. Eu a via quase sempre andando por aquela casa, você parecia não vê muita coisa que estava acontecendo a sua volta, mas eu estava sempre lhe vendo Amber.

— O que meu pai era Chaz? – Eu não sabia se deveria confiar nesse Chaz, mas ele até agora foi o único que pareceu se importar de verdade comigo. O seu olhar, a forma como ele falava, eu poderia confiar nele?

— Seu pai Amber, era um dos maiores traficantes do Canadá, O Sr. Clark e o Sr. Bieber estão sempre nessa rincha, pra vê quem é o melhor, eles tem os maiores império e comanda a maior exportação de armas, drogas, mulheres e tudo o que você imaginar – Sorriu de lado.

— Meu pai? Mas...

— Mas nada Amber, é muita coisa para sua cabeça, você viveu a vida toda num contos de fadas achando que seu pai era um grande empresário, se podemos chamar isso de empresa ele é um dos melhores.

— E qual a divida que meu pai tem com os Bieber? – Eu estava muito curiosa, não era possível que passei 20 anos da minha vida vivendo em uma mentira, eu era muito burra mesmo, como nunca desconfiei, era muitos seguranças para um senhor que tem muito dinheiro, era muita coisa errada envolvida, e que empresa era esse que meu pai tinha que entrava tanta grana, uma grande empresa de têxtil? Não daria tanto dinheiro assim, ou daria?

— Seu pai desviou uma carga do Sr. Bieber que estava equivalendo dois milhões de dólares, era uma carga importante sabe Amber? Não era uma das maiores, mas era importante.

Eu fiquei tentando digerir tudo o que estava ouvindo, e ele parecia compreender que era muita coisa para minha mente. Mas eu queria confiar nele, eu precisava ter alguém que não quisesse me matar ou me estuprar.

— Eu estou com fome – Disse por fim, o que fez com que o Chaz desse uma gargalhada boa.

— Vou vê o que posso fazer, te trago roupas também – Disse ele olhando para mim ao vê a minha situação.

Eu estava suja de sangue, o Justin havia me judiado. Eu não era virgem, mas algo forçado e de qualquer forma, machuca e muito. E aquele dia parecia que eu havia perdido a minha virgindade outra vez, essa porra já dói e ainda de qualquer forma, dói pra caralho.

— O Justin não é tão ruim assim não Amber – Revirei os olhos ao ouvir o que Chaz dizia, ele queria que eu acreditasse nisso mesmo – É que às vezes, quando as coisas não vão bem, ele exagera nas drogas.

Disse por fim e saiu porta a fora. Eu só queria que ele não demorasse a voltar com a comida, tinha muita fome. Ouvi a porta abrir e me coloquei de pé, queria muito que fosse a figura do Chaz ali, mas não era, era o Justin. Ele estava meio perturbado.

— O Chaz me falou que esteve aqui, relembraram o passado? – Ele disse se aproximando.

— O que você quer comigo? Porque você não acaba logo com isso? Eu já estou cansada.

— Amber, Amber. Você tem muito o que aprender ainda, você acha que só isso vai fazer o seu pai sofrer o suficiente? Não, ele me deve muito, eu vou tirar tudo o que é dele e ai vou pensar se a deixo viva, ou não, mas enquanto isso, como eu não sou uma pessoa tão ruim assim, vou lhe levar para outro lugar.

Ele puxou pelos meus cabelos e me levou quarto a fora, assim que meus olhos entraram em contato com a luz, por um momento pensei que iria ficar cega, eu caminhava cambaleando em meus pés por não consegui enxergar um palmo do que estava na minha frente. Eu caminhada por aqueles corredores com cara de desespero, e mesmo com a vista embaçada conseguia enxergar todos me olhando angustiados, outros com olhar de curiosidade. Por um momento, ou todo o tempo, pensei que o Justin estava me levando para a sala de de tortura ou algo do tipo.

Muita gente perambulava por aquela cara e ao me ver passar sendo guiado pelo o Justin com total destrato como se eu fosse um animal. Eu já não conseguia chorar mais, apesar de ter vontade. Ainda me debati nos braços de Justin para, numa tentativa mais burra do universo, tentar fugir, mas iria dá muito certo, tinha gente por todos os lados. E essa ideia genial só fez com que o Justin puxasse mais o meu cabelo.

— Sua vadia do caralho – Ele cuspia as palavras em minha cara – Eu ainda estou sendo bondoso com você e você está resistindo, não me faça te jogar naquele lugar de novo.

E sua mão foi certeira em meu rosto fazendo com que eu caísse. Ele puxou pelos meus cabelos novamente fazendo com que eu me levantasse. Paramos em uma porta, o Justin abriu dando passagem para um quarto, minhas vistas percorreram por aquele local e se eu não o odiasse tanto, o abraçaria. Era um quarto enorme, com uma enorme cama, que parecia bastante confortável, no centro, havia um criado-mudo ao lado da cama, um enorme guarda-roupa do lado oposto da cama, era um quarto bem arrumado, com varias coisas, e o que não me escapou do meu campo de vista foi um banheiro. Havia janelas no quarto, e quando o Justin viu que minha visão havia pousado sobre as janelas, acredito que ele leu a minha mente.

— Nem pense em fugir, eu estou sendo um amor de pessoa em te deixar ficar aqui, se eu sonhar Amber que você pensou em sair desse quarto, eu vou fazer você desejar a morte, mas não vou entregá-la, entendeu? – Disse ele ríspido entre os dentes.

Notas finais
Ai, ai gente, o que vocês acharam disso tudo hein? kkkkk espero que vocês tenham gostado. Beijos e até o próximo capitulo :D