Suicidal Love
1 Prólogo
Notas iniciais
Como é o nome daquela doença mesmo que as pessoas de apaixonam por seu seqüestrador? Ah sim Síndrome de Estocolmo.
Na Síndrome de Estocolmo o raptado passa a admirar e até mesmo amar a pessoa que a sequestrou, tudo como parte de uma doença desenvolvida por um transtorno mental.
Aquilo era loucura de mais, está apaixonada pelo seu próprio sequestrador, mas foi o que aconteceu com a Ashley, coitada. Uma garota com princípios, caráter, simplesmente deixou tudo isso de lado para servir os caprichos de um rapaz mimado que tinha o mundo em suas mãos.
Stratford, Canadá
24 de dezembro, 23:46 pm
P.O.V Ashley Clark
Estávamos todos sentados a volta da mesa, numa animada ceia de natal. Era difícil conseguir reunir eu, o papai e a mamãe, mas naquela data sempre nos reuníamos. E para ficar melhor o dia o Dylan, meu irmão estava conosco, junto com a sua esposa a Francy, não gostava muito dela, mas meu irmão a amava e se isso o deixava feliz, quem sou eu para contradizer? Enfim, e não acaba por ai. Estava o meu tio o John com uma mulher que aposto que não duraria mais de uma semana, então não fiz questão de gravar o nome daquela ruiva, a qual tinha mais plástica do que se pode contar, coitada, mal conseguia sorrir.
Meu tio contava mais de uma de suas aventuras mundo a fora, dessa vez ele tinha ido para o Egito, estava um clima tão suave, tão ameno, como nunca esteve naquela cara. A maioria das vezes eram homens entrando e saindo, meu pai 24 horas cuidado de seus negócios e além daqueles passos fortes e apressados dos homens que frequentavam a minha cara, o silêncio sóbrio e os olhares frios eram a única coisa que permanecia ali.
Parece que tudo nessa casa não deve acabar bem, ouvimos um barulho estrondoso que vinha do lado de fora da casa, e logo após um baque na porta. Meu pai tirou uma arma debaixo da mesa e logo se levantou para vê o que é, meu tio e o meu irmão Dylan, fizeram o mesmo e caminharam em passos lentos até a porta. Ouvi outro barulho agora mais perto, minha mãe levantou aos prantos, enquanto eu podia ouvir meu pai gritando que era para ela ficar sentada.
Dessa vez pude ter certeza do que eu ouvia, um tiro alto e ensurdecedor e minha mãe levou a mão em sua boca chorando e tremendo. Pude vê o corpo do meu tio, o Jack, estirado no chão enquanto o sangue escorria pelo piso daquela sala de jantar, os homens que trabalhavam com o meu pai apareceram, mas já era tarde de mais. Tudo aconteceu muito rápido, mas rápido do que meu cérebro pode acompanhar, em um momento estávamos todos ali feliz e no outro uma desgraça acontecendo bem na noite de natal.
Seja lá quem estivesse fazendo isso já imaginava que essa data era “especial” e que era o momento perfeito para acabar com a minha família. Em apenas uma noite perdi meu tio, minha mãe e presenciei o meu pai sendo ameaçado com uma arma na cabeça.
— Ashley, seu pai a ama mais que tudo nesse mundo certo? – Dizia uma voz grossa e fria enquanto a sua arma ainda estava apontada para a cabeça do meu pai.
Eu só conseguia chorar, com o corpo frio e coberto de sangue da minha mãe em meus braços. Eu queria muito que fosse eu, queria mesmo. Meus olhos não sabia aonde fixar, entre aquele cara nojento e o corpo sem vida da minha mãe.
— Eu te odeio – Cuspi as palavras como se fosse servir de alguma coisa – Você é um filho da puta sem coração, mal amado. O que você ganha com isso, hein?
— Ô Ashley, o seu pai não lhe contou que nos temos conta a acertar? Eu só vim buscar o que é meu. E seu ódio não vai fazer as coisas ficar bem querida, então seja uma boa menina, não é assim que moças fazem? – Ele continuava com aquela voz fria.
— Pelo amor de Deus Ashley, não fale mais nada – Disse meu pai m com um olhar de suplica.
— O que foi Drake, achei que amasse a sua filha ao ponto de contar sobre os nossos acertos de contas.
— Não fode! Justin, o que você quer? – Disse meu pai por fim.
— Eu quero a sua linda filha.
Dois de seus caras que estavam ali me puxaram pelo braço, eles beijavam o meu pescoço enquanto sorriam, passavam a mão pelo meu corpo. Eu só sentia nojo e a vontade de ter ido no lugar da minha mãe só crescia. Eu já não chorava mais, eu só estava sendo consumida pelo o ódio.
— Parem! – Gritou o tal Justin – Essa aí é minha.
A ultima coisa que vi foi o corpo de meu pai cair no chão e eu ser arrastada casa a fora.
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