Suicidal Love
16 O que está acontecendo comigo?
Notas iniciais
POV Justin Bieber
Eu não sei o que de fato estava passando pela minha cabeça, era tudo muito novo para mim e confesso está gostando de tudo o que eu estava passando. Eu estava conhecendo um novo “eu”. Um eu que se importava com alguém, que queria está com outro alguém. Eu sempre me considerei frio e calculista e sempre tive muito orgulho da minha personalidade, mas não era só eu que endeusava esse Justin Bieber, muitas outras pessoas, o Jeremy, às vezes, até me elogiava por eu sempre manter meu pés nos chão quando o assunto era mulheres, já tive várias, e nenhuma que passou por mim serviram para nada além de uma boa foda.
Mas desde o dia em que meu pai inventou esse negócio de sequestro da Amber, que eu comecei a observá-la para saber quando seria o melhor momento para agir, eu comecei a vê-la de uma forma diferente. Ela era espontânea, tímida, um jeito de menina, sempre tratava as pessoas a sua volta bem e não que eu fosse esse tipo de pessoa, eu era totalmente o oposto da Amber e acho que foi isso que me fez vê-la de uma forma diferente, mas até ai tudo bem, eu ignorei tudo o que passava em minha mente, mas quando ela veio para essa casa, que eu pude me aproximar da Amber, eu me sentia atraído, e não me orgulhava disso, mas era mais forte do que eu, eu queria está perto, eu queria cuidar. Eu ainda não me orgulho, eu tenho vergonha desse sentimento, mas eu já não consigo mais fingir que ele não está ali.
Meu pai está me ameaçando todos os dias por está tão próximo da Amber, mas todas as ameaças não parecem ser o suficiente para me fazer afastar dela. Eu já não me conhecia mais. Era visível todo o medo que a Amber sentia de mim, e agora cabia a eu fazer de tudo para que ela não se sentisse assim em relação a mim.
Mais uma vez eu havia dormido com a Amber depois de uma boa transa, isso era mais um ponto positivo daquela garota. Além de uma pessoa incrível, era espetacular na cama, e isso fazia com que eu quisesse apenas ela, ela era completa. Aquela manhã pela primeira vez nós havíamos conversado como pessoas civilizadas, isso nunca havia acontecido entre a gente, tínhamos “nossos momentos”, mas nenhum o qual pudéssemos falar sobre a nossa vida e aquele dia, pela primeira vez, eu me senti um monstro. Por tudo o que havia acontecido com a sua família e com ela, por ela está aqui por ter perdido a sua mãe e não ter tido nem o direito de ir ao velório dela. Eu havia prometido a ela que hoje, no fim da tarde, que eu a levaria para visitar o tumulo de sua mãe. Eu sei que se hoje eu decidir virar a melhor pessoa do mundo, nada vai reparar meu erros, por mais que eu peça perdão, por mais que eu implore, eu já fiz mal a muita gente e estava conformado com o meu destino. Ir para o inferno, mas mesmo sabendo que se eu fizesse de tudo eu não iria conseguir o perdão de ninguém, nem o meu perdão, eu queria que apenas uma pessoa me perdoasse, a Amber, eu sei que isso nunca vai acontecer, o que foi feito nunca vai ser desfeito e a Amber vai carregar essa dor para sempre.
— Aonde vai? – Ouvi uma voz atrás de mim assim que saí do quarto da Amber
— Pode dizer Jeremy – Virei para poder olhar aquele cara que eu era denominado como meu pai.
— Saindo do quarto da Amber mais uma vez e... Vejamos – Ele coçou o queixo e me analisou de cima a baixo, eu estava apenas com uma calça moletom e sem camisa – Parece que a noite foi boa.
Eu revirei meus olhos e quando ia me afastar o ouvi me chamar
— Aonde pensa que vai? Quando vai decidir acabar com essa brincadeira Justin – Ele já parecia levemente irritado.
— Brincadeira? Eu não estou brincando, e pensando bem eu acho que estou apaixonado pela Amber – Eu não tinha certeza do que eu estava dizendo, mas eu estava de saco cheio do Jeremy, e sabia que dizer que o que eu sentia era paixão iria lhe afetar de alguma forma. Era sempre uma cobrança, ele queria que eu fosse à merda dos cem por cento, eu não consigo ser perfeito e eu nunca vou ser ele.
Quando eu era criança eu o admirava, meu pai me apresentou armas e ao mundo do crime quando eu tinha apenas cinco anos de idade, fiquei completamente alucinado com tudo aquilo, eu adorava ser completamente diferente dos meus colegas de colégio no jardim de infância, eu era o que batia nas outras crianças e cresci com esse instinto animal, de me sentir superior das outras pessoas.
Lembro como se fosse hoje, um tal de Drake, ele se achava o “o melhor” do colégio, eu havia acabado de entrar naquele colégio, ia cursar meu primeiro ano. Eu inventei de procurar briga com aquele garoto, apanhei feio, nunca havia apanhado de ninguém, estava acostumado a bater. Eu jurei vingança ao Drake e depois de torturar até a morte aquele filha da puta, sua cabeça amanheceu hasteada junto com a bandeira do Canadá que ficava na frente da escola. Bom, procuraram provas para me incriminar, mas nada foi achado, claro. E bom eu passei a ser o rei daquele colégio. Eu gostava dessa sensação de ser superior, de ter tudo em meu controle, mas hoje, tanto faz. Já perdi coisas demais na minha vida e nunca vou recuperá-las.
— Eu já entendi a sua jogada Justin, já entendi – Meu pai estava completamente transformado. Parecia outra pessoa – Você tem muito ódio de mim, isso eu já entendi. Agora usar a vadiazinha da Amber para me atingir, mas pensando bem, seria até legal se o pai dela descobrisse que a vagabunda da sua filha está com o garanhão do Justin, é seria interessante, faz um vídeo transando com aquela vadia e manda para o pai dela...
— Chega Jeremy! Eu quero que você se foda, eu não estou nem ai para o que você pensa ou o que você está achando sobre tudo isso. Sabe o que eu quero? Que o Clark estoure essa sua cara na bala, eu quero que você morra. Eu estou de saco cheio de viver debaixo da suas asas, de fazer as suas vontades. Você é um zero a esquerda, um perdedor a Pattie só está com você por pena. Por pen... – Senti um soco me atingir em cheio no rosto. Eu cambaleei, mas não cai, antes que eu conseguisse me recuperar outro soco me foi acertado, e outro, e mais outro, e mais outro, e quando já não me aguentava em pé fui ao chão, senti o Jeremy me chutando, nas costas, na barriga, na cara, eu queria levantar e revidar, mas meu corpo não correspondia as minhas vontades. Ouvi alguém gritar um “Para você vai matar ele”, mas a minha visão estava escura o suficiente para não ver mais nada e por fim apagar.
Acordei com a Amber e a minha mãe ao meu lado, elas me olhavam com desespero na esperança que eu acordasse logo, tentei me levantar de uma vez, mas fiquei tonto então voltei a me deitar naquela superfície dura.
— Justin? – Ouvi a sua voz me chamar, ela tinha a voz preocupada e doce.
Aos poucos a minha visão foi voltando e pude sentir o quanto meu corpo estava dolorido. Mas uma vez tentei levantar, e desta vez eu não me senti tonto.
— Justin não senta, fica deitado até você se sentir melhor.
— Eu já estou melhor – Eu odiava essa sensação de está franco ou impotente, ignorei o que a Amber dizia e logo me coloquei de pé, tentei sair daquele lugar que eu reconhecia muito bem, o quarto da Amber, pude vê-la, tanto ela quanto a minha mãe, me olhando preocupadas. – O que foi porra? Por que está me olhando assim? – Eu estava ficando irritado com aquelas caras de pena olhando para mim. Revirei os olhos e sai do quarto sentindo como se eu fosse cair a qualquer momento e muita dor pelo meu corpo.
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