Suicidal Love

10 Eu vou tentar


Notas iniciais
E aí amores da minha vida. Preparadas para mais um capitulo? Então vamos :D

P.O.V Amber Clark

Se eu contar que nós dormimos e para meu maior susto quando acordei estava nos braços de Justin, com a cabeça em seu peito, eu podia ouvir seu coração. Minhas mãos foram em seu abdômen definido e quando fiz menção de acariciá-lo o Justin segurou firme em meu pulso. Levantei minha cabeça para olhá-lo e vi que ele me observava com olhar de repreensão. Eu apenas me afastei e virei para o outro lado. Era demais pensar que eu poderia tocá-lo?

O ouvi resmungar alguma coisa e depois encostar seu corpo no meu, me abraçando, ficamos ali naquele típico “conchinha” até que ele começou a beijar meu pescoço e me virou de frente para ele selando os nossos lábios até iniciar um beijo calmo e sem malicia, pela primeira vez da parte do Justin.

— Amber, me diz, o que está acontecendo com você? – Disse assim que terminamos o nosso beijo.

— Eu não sei – Disse escondendo o meu rosto na curvatura de seu pescoço. Ele segurou meu rosto em sua mão e olhava em meus olhos em busca de uma resposta – Eu tenho medo.

— Medo de que? – Ele dizia ainda encarando meus olhos que a essa altura já estavam marejados.

— Medo do que eu estou sentindo Justin, estou muito confusa.

— Estamos – Ele disse por fim, se levantando e pegando suas vestimentas e a vestindo, dando um fim naquela conversa.

Eu fiquei apenas analisando tudo o que eu havia feito naquela manhã, eu apanhei, fui xingada e depois me deitei com o autor da agressão, onde estava a minha cabeça? Mas como se não fosse o suficiente para odiá-lo, a minha mente não cansava de passar aquilo como se fosse um filme me fazendo sorri vez ou outra quando lembrava o Justin dizendo “estamos”, aquilo soava como música em minha cabeça e minha mente começou a cogitar a possibilidade de está apaixonada por ele. Eu perdi a noção do tempo que eu estive ali pensando em tudo o que me aconteceu e que talvez, novamente, o Justin fosse começar a me evitar como fez antes, era engraçado como eu de uma hora para outra comecei a aceitar coisas que eu julgava nunca permitir que nenhum homem fizesse comigo, que banal.

Mas dessa vez foi diferente, o Justin não fugiu de mim. Logo após tomar um banho, lavar meus cabelos e vestir uma roupa descente desci as escadas e fui procurar o que comer, eu posso parecer uma morta de fome, e sou mesmo. Qualquer coisa eu sinto fome, se fico triste tenho fome, se fico com raiva eu como para passar a raiva, se estou entediada eu também como para passar o tempo e qualquer coisa me faz querer comer, comer é vida, vocês não entendem? Continuando... Desta vez ele não fugiu de mim, assim que tracei a entrada da cozinha vi sua figura masculina e muito linda por sinal sentado a mesa comendo. Não vou mentir que fiquei receosa de sentar ali e ouvir um “sai” e ficar por não sei quantos dias sem comer, então para não arriscar resolvi da meia volta e saí dali, e o fiz, quando ia fazendo o caminho de volta ao quarto pude escutar o Justin dizer um “aonde vai?” então voltei, não queria contrariá-lo.

Vocês devem está me achando uma babaca, por está sempre fazendo as vontades dele, e fiquem sabendo que não é só vocês que estão achando isso não, eu também estou achando a mesma coisa de mim, podem me rotular com ESTÚPIDA, pois não teria palavra melhor para me descrever, ou talvez um babaca, otária, idiota, ou derivados, também cairiam bem para mim.

— Não vai comer? – Perguntou a Dalva

— Vou? – Disse e olhei para o Justin, depois me praguejei por tal ato. E sabe o que ele fez? Riu. Isso! Ele riu de mim, mas não foi apenas uma risada. Foi uma gargalhada, e alta. A Dalva o olhou sem entender, e ao mesmo tempo com cara de espanto, coitada, nunca deve ter visto aquele monstro sorri quem dirá gargalhar.

— Senta Amber – Disse ele ainda se recuperando da crise de risos – Coma! – Falou por fim voltando a postura.

Eu apenas me sentei ao lado do Justin, assim como ele me pediu, e agora completamente envergonhada e pus-me a comer. Estava concentrada no que eu estava comendo, quando o Justin se pronunciou.

— Porque fez aquilo? – Disse segurando o riso. Eu apenas revirei os olhos.

— Você é estranho sabe, tem dias que está de bom humor, outros nem tanto, outros parece o próprio diabo e eu não consigo adivinhar quando você vai está bem ou não, vai que eu me sentasse a mesa e você resolvesse me agredir ou algo do tipo porque eu não devia está naquele lugar, naquela hora? – Disparei a falar e o Justin apenas me ouvia sem expressão nenhuma – Prefiro não contrariá-lo, e sim, estou me odiando por isso.

— Gostei da ultima frase, inteligente você – Disse sorrindo – Eu não sou tão péssimo assim e vou tentar – Deu ênfase na palavra “tentar” – Não variar de humor, pelo menos com você.

A Dalva deixou um prato cair no chão, acho que se assustou com o que o Justin havia dito e eu também estava chocada. Ainda bem que a Dalva derrubou esse prato, porque eu tive uma desculpa para o meu susto e por ter ficado boquiaberta.

— Você está cega caralho, porque não faz seu trabalho e deixa de prestar atenção nas conversas dos outros. Se cuidasse mais no que estava fazendo não teria feito essa merda – Disse o Justin levantando já alterado.

— Calma Justin – Atrevi-me a falar – Ela não deve ter feito por mal.

Justin apenas suspirou revirando os olhos, pensei que ele iria me bater ou me xingar por ter me metido aonde não era chamada, mas ele simplesmente suspirou um “foi mal” e passou a mão pelos cabelos.

Eu não vou dizer que não estava gostando do Justin assim, mas era estranho vê-lo daquele jeito, todo calmo e me tratando bem. Será que ele estava tramando alguma coisa? Sei lá, fazer acreditar que ele mudou e depois me matar, na melhor das hipóteses. Vindo do Justin somente coisas ruins se passavam em minha cabeça.

E como o Justin havia dito, ele o fez. Havia se passado uma semana desde o acontecido, e desde então ele tem sido constante, não tem essa variação de humor, e me tratado muito bem, bem até demais. Tinha horas que chegava a me assustar. Um dia desses o Justin me chamou para ir ao shopping, no começo eu até relutei para não ir, mas por fim acabei aceitando. E foi extremamente estranho, ele andou de mãos dadas comigo, e me comprou presentes, foi a coisa mais tosca e mais legal que me aconteceu esse tempo que estou aqui, eu não fui tratada como lixo, eu sei que não estou sendo tão maltratada assim, mas a forma como estou sendo tratada desta ultima semana para cá só me fez comprar o que eu estava sentindo, estou completamente apaixonada pelo Justin, e a única coisa que concluir com isso é que eu estou com sérios problemas psicológico.

Notas finais
Awwn eu gostei desse capitulo HAHAH' Agora alguém avisa ao Justin para parar com essa oscilação de humor ¬¬ ? kkkkk Por hoje é só e espero que vocês tenham gostado. Um grande beijo e até o próximo capitulo