Sucessão ao Trono
2 Conhecendo As Candidatas
"É primorosa!" Pensava David. Durante toda a missa, o filho mais velho dos Coleman, não tirava os olhos da bela moça de pele morena...olhos castanhos, aparentava ter seus 18 anos. David nunca foi de prestar atenção em outra coisa na missa que não fosse a oração.
Mas particularmente hoje, esta garota o tirava do sério;
Seus traje não era comum, ( não para o século que estamos)por isso o mesmo deduziu, que fosse estrangeira.
Mas tarde descobriu que não era. Que ela apenas gostava de se vestir assim.
[...]
Estavam todos na sala de estar, da grande mansão Potter tomando chá, quando uma serviçal aparece na presença de Miss Katherine.
— Miss...A vossa alteza real príncipe David, está no jardim, e solicita sua presença. — anuncia a shra de cabelos brancos.
— Diga-o, que já vou recebê-lo Maria. — respondeu a miss gentilmente.
Katherine pede licença a Pearl, sua tia e responsável e se retira.
Ela vai a passos largos rumo ao jardim. Nunca quis tanto estar lá, não era só por que David era um príncipe, mais por ela ter uma paixão platônica, desde os dez anos por ele.
Ao ver a o príncipe, ela passa as mãos por seus longos cachos e prossegui. David assim que a vê não, parava de olhar pra bela moça vindo em sua direção...parecia uma musa.
[...]
Aeroporto de St. John
— Minha querida amiga! Não acreditei quando me ligou avisando que estava saindo de Missouri...
— Que bom vê-lo novamente! Nem nos meus melhores sonhos imaginei, Sammy Coleman o meu amigo, e não o príncipe...vindo fazer uma recepção tão perfeita! — diz a morena já o abraçando fortemente.
Há muitos anos eles não se viam pessoalmente, era uma amizade vinda desde muito criança.
— Tudo por você, Natasha!
— Sabe por quê estou aqui, não é? — Natasha se desvencilha, e segura o braço que lhe foi dado por Sam e prossegue. — Recebi um carta real, exigindo minha presença em St. John.
Sam passa a mão livre nos sedosos cabelo.
— Sim, sei o motivo. Por ser a primogênita da sua família...e por ainda ter dezessete anos, você se apresentará a corte real daqui uns cinco dias...
— Sério?
— Seríssimo!
Antes de chegarem ao carro, a morena se desvencilhia do príncipe mais jovem.
— Por que não me contou quando te liguei Samuel?
— Não havia necessidade...pensei que já soubesse. David já completou vinte e um anos em Setembro...e como manda a tradição, as... — Sam se interrompe ao ver a feição de mal humor de sua antiga amiga.
— Me desculpe, devia ter contado. -admite derrotado.
— Não omita mais nada de mim Sammy...por favor...
— Como quiser, Miss! — A morena lança um olhar incrédulo a Sam, assim que entram no carro. — Esqueceu...está em St.John, Nat... não em Missouri!
E os dois amigos vão gargalhando.
[...]
— David Coleman, ao seu dispor, Miss Katherine.
O mesmo oferece o braço a donzela assim que ela se aproxima. Ela faz uma mesura em sinal de respeito, e segura-o. David a levava para um passeio no jardim.
Katherine, sente o perfume, cítrico e embriagador da sua alteza, e tenta disfarçar o incômodo de ser pega em casa sem avisar.
Assim como ela, David se encanta pelo doce perfume que a mesma exalava.
— Não disse nada desde o momento que me viu...talvez a tenha pegado desprevenida.
Katherine, que andava olhando pro lago, baixou a visão pros seus saltinhos.
— Perdão, se pareci indelicada, alteza. É que só estou surpresa por sua aparição em minha casa... — David que até o momento não tinha parado de observa-la, parou e fez um gesto para que a mesma se sentasse ao seu lado no banquinho prata, pequeno mas elegante que havia no jardim.
O vento estava incrivelmente frio. Nessa época, St.John costuma receber muitas chuvas.
— Me desculpe por isso...de vir sem avisar... — desculpa-se se referindo ao incidente de aparecer sem aviso.
— Não por isso. -sorri gentil.
— O que tem feito nesse período de chuva fria, shrta Katherine?
— Estudando, lendo, visitando pessoas do meu círculo de amigos... coisas desse tipo.
— Entendo...
Assim eles prosseguem conversando amenidades, e como queriam que fossem suas vidas.
[...]
— Onde está o David, Mary? — as duas majestades, jogavam xadrez no solar do palácio.
— Na casa dos Potter. Bom, pelo menos foi isso que ele me disse, antes de jogar as pastas das participantes do baile em cima da sua mesa de escritório, e sair a toda velocidade rumo a garagem. — responde ela, semicerrando os olhos.
Jack respira profundamente, parecendo cansado.- Ele sabe não é? Que não pode conhecer nenhuma participante até o dia do Baile Real?
— Você me conheceu antes, Jack, uns dois meses antes do baile. — repreendeu a rainha.
Jack ignora seu comentário.
Mas era a mais pura verdade, foi em uma viagem pra Espanha, na recepção do hotel. Jackson foi resolver problemas de estado, em parceria com a distribuidora de Barcelona. E Marilyn não era muito de passar o verão com seus pais em Kansas, St.John, passava a maior parte do tempo viajando pra Europa, fazendo pesquisas pro seu livro. E foi lá, em um dia cheio de problemas e conturbações, que eles se encontraram pela primeira vez.
Faz-se silêncio até momento em que vêem, Sam entrando.
— Por onde andava, Samuel? Você não disse pra onde iria depois que saiu da igreja. — o mesmo extremece ao som de "Samuel" de sua mãe.
Sam para no meio da escada.
— Fui passear. Ficar um tempo sozinho. — quando sua mãe desvia atenção pro seu pai que estava roubando no xadrez.
Mary, acredita, afinal era muita coisa nova pro seu príncipe caçula raciocinar. E Sam não achou prudente dizer a verdade pra mãe.
David entra despreocupadamente, e o para com a seguinte afirmação.
— Mentira. Ele estava com uma garota.
Sam fica igual a um pimentão com a acusação do irmão.
— Do que você está falando, David? — Sam estava sem saber o que explicar, quando o pai interrompe sua conversação com o irmão.
— Até parece! O Sammy, com uma garota?
David balança a cabeça, enquanto Sam apenas confirma, afinal, era melhor que todos pensassem isso.
— E respondendo sua pergunta Samuel, você está com cheiro de perfume de mulher. O que é estranho, já que você é... você. — diz isso já subindo as escadas com o caçula no seu encalço.
— Haha. Muito engraçado, você!
Quando já estão no imenso corredor que já dão para seus devidos quartos, David para, interceptando também a Sam.
— Sério, quem era ela?
Sam rir contrariado. E fixa seu olhar na parede.
— Uma amiga de infância.
— E por que tanta enrolação, pra me falar da sua amiga? — indaga desconfiado.
— Vocês não entenderiam. — e encara o irmão com altivez. — Se não se importa Dave, tenho que fazer alguns telefonemas, com licença.
E passa esbarrando o irmão, -este que deixaria a história por suspenso, por hora.
[...]
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