Três dias se passaram, depois do encontro de David e Katherine.

O príncipe se encontrava maravilhado com a moça. Ou por assim dizer, apaixonado por Miss Katherine.

Depois de longos detestáveis minuto no aeroporto, enfim chegaram! Pensou o rei, que esperava por seus sobrinhos Italianos.

David e Sam, que estavam conversando, se viram dando atenção aos Lordes de Salvatore...pois é, são Lordes graças a Harry que deu a Gabe, irmão da rainha, esse título de nobreza, pois sim, ele era um bastardo. Mas era um Salvatore, de outra grande família renomadíssima da Itália Renascentista.

Dhário vem sorridente, rumo ao seu tio e primos, seguido de Raphael.

— Vossa majestade.

O aeroporto estava movimentado, e os vinte e cinco seguranças, dos monarcas, não estavam sendo muito discretos com seus ternos pretos impecáveis. No entanto apesar de chamar atenção, ninguém chegava muito perto, pra ver o que aconteceria.

— Lorde Salvatore. — cumprimenta o rei.

— Parem de ser formais. Ninguém está ouvindo vocês. — se manifesta o sucessor.

— Tem razão, meu primo. Como vai David?

— Vou bem, Dhário. — e aperta a mão que lhe é estendida. E então se vira pra Raphael que está entretido no seu Smarthphone sorrindo.
— Ralph.

— Ah...você. Olá David. -e força um sorriso convivente. Mas frio impossível.

— Sim. Eu.

— Oi Raphael...Dhário... -cumprimenta Sam, mas amável possível, pra ver se acabava com a guerra fria de olhares.

Os Lordes acenam com um breve sorriso. Logo atrás, podia se ver os dois seguranças dos mesmos colocando suas malas em uma limousine cinza bem polida.

— Espero que esteja confortável, em minha presença, Lorde Raphael. — alfineta David assim que entra no carro seguido de Sam, Dhário e Raphael.

— Por que não estaria, alteza? Afinal, é sempre uma honra está em sua presença. — responde sínico.

Um silêncio cortante se instala. Cada um com seus pensamentos.

Raphael estava furioso com as insinuações de seu primo. Há cinco anos dura essa falta de respeito de David para com ele. Quem sabe da história, pensa que é só um capricho seu, que ele tem ciúmes, mas não é a realidade. Depois daquele trágico dia, Rafael teve sua primeira noite com a atual namorada de David, Lya Victória, apenas uns três anos mais velha, foi uma forma de se vingar dele. E David nunca entendeu o por que de ter sido traído, afinal ele é um príncipe, e todas querem ter um príncipe em suas vidas.

— Cadê o tio?

— Acho que você esqueceu sua irmã no avião Dhário. E papai foi buscá-la. — brinca David.

— Digamos que Sara demora a descer as escadas do avião.

Foi impossível todos presentes no veículo não rirem.

Sara era muito caprichosa. Adora impressionar a todos, e nutri uma paixão de anos pelo Sam. A moça se atrapalhou para achar suas bagagens, por isso ficou pra trás. Jackson foi lá recebe-la, com devidamente. Até por que faz mais de anos que o tio não ver a sobrinha.

Após os obrigatório cumprimentos aos recém chegados, com a futura hóspede da mansão Coleman, Sara Salvatore, eles seguem rumo ao tradicional Palácio Coleman. Era chamado assim, pois nunca passara por outra mão. Mudara tudo em St.John, menos a casa dos majoritários da cidade desde a fundação.

[...]

Assim que os rapazes, chegam Mary vai eufórica atendê-los. Raphael é o primeiro a entrar na sala de estar. Com seu cachecol azul e seu terno três cortes, mal percebe o quanto seu sobrinho está musculoso.

— Ralph! Não via a hora de ver você! -os dois se abraçam esmagadoramente. Já tinha se passado um ano desde que se viram pela última vez. — Ah meu garoto! Está tão... — e pausa analisando o quanto ele havia crescido. — Forte.

— É só impressão sua minha tia. Estou o mesmo.

Mary se vira ao ouvir um limpar de garganta forçado, e se depara com o sorriso mas charmoso da sua família. E seu sorriso cresce ainda mais.

— Dhário! Mas que prazer vê-lo novamente!

Os dois se abraçam sorrindo.

— Meu bom menino.

— É muito bom ver a senhora!

— É, eu sei.

E é a vez dos três rirem.

— Vejo que já os recebeu. — a voz grave de Jackson, ecoa pelo enorme salão de amarelo e branco. Ele se joga no estofado branco. — Fico muito feliz em saber que você aprecia a presença deles.

— Vai ser sempre, minha visita favorita.

— Não me diga. — corta seu herdeiro, ao entrar em claro gesto de irritação.

— David...

— Sim, mamam? -faz manha no francês.

— Não me leve a brincadeira! -o repreende séria.

Ele passa por ela e vai rumo aos lances de escadas, e joga as mãos pra cima em rendição. — Tanto faz mamam.

Sam deixa as mãos descansando no bolso do seu jeans preto, pensativo. Estava alheio ao que acontecia. Do jeito que chegou ficou no batente da porta. Jackson liga a televisão. E Marilyn puxa seus sobrinhos pra tomar café na sua estufa de flores, enquanto põe a conversa em dia.

A estadia dos Salvatore ficava cada dia mais ruim, por David não gostar de Raphael, as palavras dele sempre salpicava de alguma forma em Dhário.
Era uma quinta-feira, na véspera de viagem dos lordes. Em um papo descontraído, estava Dhário, Marilyn e Jackson. Na biblioteca, estava Sam e Sara.

Por obra do destino, David decide tomar um vento no roll da casa, na mesma hora que Ralph. Já era umas cinco da tarde, quando o lorde ficou trocando conversa com uma garota pelo WhatsApp.

— Com tanto lugar, veio justo pra esse? -exaspera Ralph.

O príncipe rir sem humor, e balança seu copo de whisky na mão. -Eu moro aqui lembra? Eu que deveria te fazer esta pergunta.

— Tem razão. Já vou indo. — diz com um nó na garganta.

— Pra quê a pressa? Já me incomodou mesmo. — faz pouco caso.

— Por quê você faz isso, David? — e escora na barra de ferro. E encara o pôr do sol.

— Te irritar? Te encher a paciência? — faz deboche.

— Isso. O que está fazendo é juvenil, me trata como se eu fosse uma criança, que se não brincar um pouco, chora.

— Foi você que começou isso cinco anos atrás. Quando transou com a Lya Victória. Foi a namorada que tive mas apego...

— Eu também era muito afim de me apegar a Giovanna. Mas fez isso no meu lugar.

— O que fez para a Vick querer ficar com você? -desconversa o príncipe.

— Por quê não pergunta a ela? -rir de escárnio, agora encarando David que estava somente a há alguns passos de si. Seu olhar estava longe. E pela sua roupa, estava jogando tênis. -Ou ela não te atende mais?

— Na verdade, ela virá daqui uns sessenta dias. E sim, converso vez ou outra com ela. Soube que ela é nutricionista. O palácio precisa de profissionais competentes.

— E o que isso tem a ver?
— Ela se instalará no palácio, e eu estarei perto o suficiente para fazer muitas outras coisas do que perguntar do passado. Vamos fazer um flashback, em vez de uma coletiva.

Raphael rir em desdém.

— Parabéns Dave, quando penso que você está melhorando, aí então você vem, e me mostra o jeito troglodita de ser. Uma vez imbecil, sempre imbecil.

E sai a passos largos da presença da pessoa menos agradável da residência.

[...]

O tão esperado dia das 11 primogenitas entre 15 e 21 anos, chegou.

Estavam todas lá para as devidas apresentações, faziam testes e exames, se estava tudo em ordem, de acordo com as 10 regras do formulário:

1- Ser Virgem.
2- De boa conduta para com a sociedade.
3— Primogênita.
4— Ter 15-21 anos.
5- Ser fértil.
6— Que não tenha tido namorado (relevam ser for moça.)
7— Tem que gostar de leitura clássica.
8- Preferência por cabelos grandes e não tingidos.
9— Comportamento de Miss.
10— Lembrar que as atividades valem pontuação, e as que se sairem melhores, serão as participantes.

Onze se saíram maravilhosas.

Os príncipes estavam sentados, na sala de estar esperando as escolhidas, quando o mordomo começa a chamar as garotas.

— Miss's gostaria para seu próprio bem, que sejam respeitosas com suas Altezas; David e Samuel. — dita o mordomo, que não parecia ter mais trinta anos.- Se apresentem, cada um vai está em um espaço diferenciado da sala, por tanto sejam discretas, e se retirem para seus aposentos no segundo andar, seus nomes estarão na porta do quarto, se apresentem para o jantar as 19h30. Não se atrasem. E o toque de recolher é as 22h00. Todo o guia do que podem ou não fazer, estão na lousa, ao lado da entrada da área de banho.

Assim que terminou seu discurso Albert começou anunciá-las. Por ordem das fichas em suas mãos.

— Miss Nádia Harcker. -brada Albert com sua voz grave.

A moça entra graciosa, chamando atenção do príncipe mas velho.

Faz uma mesura e se senta na confortável poutrona na frente do rapaz.

— Alteza David.

— Miss Harcker. — se pronuncia David, sem interesse. — Espero que sua estadia aqui seje agradável.

— E será alteza.

Ele sorri. Ela retribui.

— Com sua licença, príncipe.

— Fique à vontade.

[...]

— Bem vinda Miss Nádia! Sou Samuel, o príncipe mais jovem, e o próximo na linha de sucessão. — Sam revira os olhos ao lembrar que Albert disse que era necessário esse discurso.

— Sim, eu sei alteza.

— Fique à vontade. E tenha uma boa sorte nas competições do palácio.

— Obrigada. Com sua licença.

Sam apenas anui, enquanto ela da a volta pra subir as escadas.

[...]

— Miss Rebekah Johnson. — apresenta o mordomo.

David fica encantado para loira que entra, a mesma repete a mesura da anterior e se senta.

— Olá alteza. Sou Rebekah, e estou honrada em conhecê-lo.

— Acredite, estou da mesma forma. E seja bem vinda, a minha residência.

— Obrigada, alteza.

[...]

— Sou Rebekah Johnson.

— Seja bem vinda, srta Johnson. — cumprimenta Sam, formal.

Rebekah gostou dos dois. Achou David mais conversa fácil do que o Samuel, que sorria mecânico e parecia desconfortável com sua presença. Talvez fosse a pressão da coisa toda de ser príncipe.

[...]

—Miss Lena Fleming. -pela voz estava cansado.

E vai altiva se apresentar ao príncipe, e faz uma reverência.

— Alteza.

— Shrta Lena. Seja bem vinda.

— Obrigada.

David estava cada vez mais impressionado com as garotas que estava para dividir sua casa. Eram muito belas e cultas.

[...]

Passaram-se todas as restantes. Mas logo depois, aparece uma morena baixinha, mal humorada, de vestido preto solto de alcinha, tinha uma maquiagem pesada, olhos bem marcados, batom nude.

Ela continuava séria, ao parar perto de Albert. A morena batia o pé esquerdo no chão impaciente, com seu salto carmim.

— Miss Natasha Dereck. — vocifera o mordomo.

Ela anda até David que agora bebia água.

— Alteza. — reverencia, seca, ao parar na frente dele, com a clara evidência de que queria ir logo pra próxima etapa.

— Shrta Dereck. — responde, massageando as têmporas. Ele estava morrendo de dor de cabeça. Era um início de uma enxaqueca. — Seja bem vinda.

— Acho pouco possível, mas obrigada pelo seu tempo por me oferecer uma estadia agradável, mesmo que mecânica.

O príncipe se sente insultado pela inconveniente resposta de Natasha. E sorrir frustrado. Mas levaria do seu jeito.

A morena de olhar verde envolvente, não estava no melhor estado de espírito. Foi obrigada a participar da competição, só por ter nascido no lugar errado, ou seja Clínica Joshua Coletore, em breve palavras St.John. Era rica, bem nascida, sempre com o do bom e do melhor, não teve quem a apoiasse com a decisão, de ir viajar pro Japão. Com habilidade e tempo de sobra, Natasha terminou sua paixão; Relações Públicas. Sua faculdade de Artes Cênicas, ficou interrompida — , com o convite da família real, — e já tinha se inscrito em mais duas. Ela queria sair o mais rápido possível, tinha uma amiga e um namorado em Missouri, e também não lembrava de ter dado seu endereço aos seus pais. Se arrependeu de não ter tido sua primeira noite com seu namorado. Agora não estaria nessa enrascada.

— Vejo que não está em seu melhor tempo. — cruza os braços. E Natasha não pôde deixar de notar, os músculos saltando pra fora da sua camisa vinho social. É seu ar sério, só serviu pra deixá-lo mais...Lindo.

—Está aqui contra a minha vontade alteza, traz o pior de mim. — diz repetindo o jesto do mesmo revirando os olhos.

— De onde você é? -ele parecia não se importar com a acidez da moça.

— Por quê isso importa? Não tem minha ficha...alteza?

— Por que não se senta Dereck? — roga-se o príncipe se levantando.

Estava sendo a conversa mais longa com uma participante. Ela relutante se senta. Pega uma xuxa e amarra seu pouco cabelo.

— Sou de Missouri. Só estou aqui por ordem da coroa.

— Entendo...mas por que eu tenho a impressão de que você é a única que não quer está aqui?

— Não quero está aqui. Não gosto desse lugar,só me trouxe lembranças ruins. Não entendo por que de fazerem tanta questão da minha presença. — ela pensa alto, e David se diverte com isso. Até sorrir.

— Posso tornar sua estadia agradável, shrta Dereck.

Natasha gargalha. Uma pequena risada. A mesma não pôde negar que seu coração deu uma leve descomparssada com a forma que o príncipe a olhou.

— Não sei se está na minha ficha mais, tenho um namorado, e não pretendo sair daqui desonrada, e com minha reputação manchada.

— Quem aqui falou em tirar honra? — questiona, com uma falsa inocência no olhar, enquanto a encarava.

Ele queria tirá-la do sério. E estava conseguindo.

— Vossa alteza insinuou isso. Mas claro seria impossível.

— Estou ofendido... -faz uma careta de falsa indiguinação.

— Não se faça de rogado príncipe, o senhor pode ter quem quiser aos seus pés, não perca seu precioso tempo, tentando me conquistar. Como disse antes, se estou aqui é por ordem da coroa. -responde ácida e se levanta. — Agora, com sua licença, alteza.