Submissive
6 She Always On My Mind
Notas iniciais
" Eu não preciso mais de você;
Eu não quero ser ignorado,
Eu não preciso de mais um dia...
Sendo consumido por você. "
– Linkin Park
* * *
– Oque ele ta fazendo aqui? — Exclamei nervosa.
– Calma anjo... — Bill se aproximava de mim. — Eu voltei para cuidar de vocês.
Eu estava à beira do abismo. Sabe aquela frase que a esperança é a última que morre? Isso se aplicava a mim, mas eu acho que ela acabara de morrer. A primeira coisa que me veio a cabeça foi falar com Nico. Por algum motivo, eu precisava falar com ele agora. Não sei se ele me atenderia, afinal ele era o meu chefe, não tinha nada haver com a minha vida pessoal. Não sei se foi uma impressão minha, mas eu senti algo de diferente desta vez.
– Algum problema querida? — Mamãe apareceu na porta da cozinha com uma cara preocupada.
– Não, nenhum. Eu só... — Apontei para as escadas e subi rapidamente, trancando a porta do meu quarto ao entrar.
Me encostei na porta e deslizei pela mesma, chegando ao chão. Eu odiava aquele cara com todas as minhas forças. Ele tinha me tomado a infância, isso não tinha perdão. Peguei o celular e entrei no Registrador de Chamada, a primeira pessoa era Nico. Fiquei meio receosa se ligaria para ele ou não, no fim decidi discar.
" Nico? "
" Sim? "
" Ah... Você está livre agora? É porque eu realmente preciso falar com alguém e... "
" Hm, Thals... Espera um pouco. "
" Tudo bem... "
" Pode vir sim, eu tô saindo da Empire agora, sabe onde fica o restaurante Hallway? "
" Sim, a gente pode se encontrar lá? "
" Claro, daqui a pouco estarei lá. "
Bem, agora só me restava ter coragem para falar com ele sobre isso. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, vestindo um jeans e uma blusa folgada de mangas até os pulsos. Peguei meu celular e algum dinheiro, coloquei nos bolsos e desci às escadas rapidamente. Quando cheguei à sala, Bill estava tomando o controle da televisão de Jason.
– Ei, deixa ele assistir. — Peguei o controle de Bill e coloquei no canal de Jason.
Bill me avaliou de cima a baixo e sorriu.
– Aonde vai anjo? — Ele falou e começou a olhar para meus seios, mordendo os lábios.
– Não interessa à você. — Me dirigi a cozinha, onde mamãe se encontrava lendo o The New York Times. — Mãe eu vou sair com um amigo, volto já, tudo bem pra você?
– Claro querida. Vou ficar bem. — Mamãe sorriu fracamente. — Bill poderá cuidar de mim. Sem preocupações.
Assenti e voltei à sala, dando um beijo na testa de Jason, e logo saindo pela porta. Acenei para um ônibus, e logo subi no mesmo. Bem, oque eu iria dizer a Nico? Ah, meu padrasto voltou, sabe? E oque ele tem haver com isso? Eu precisava me abrir com alguém, todo esse tempo calada não me levou a nada. Mas eu não fazia a mínima ideia do que Nico pensaria sobre isso. O ônibus parou e eu puder ver ao longe o Hallway. Me aproximei mais e pude ver o Jaguar de Nico estacionado. Sorri pra mim mesma, ele havia vindo. Subi a pequena escadaria do restaurante, e pude ver Nico na mesa do canto, mexendo no celular.
– Ah, senhorita? — A atendente acenou a mão em frente a mim.
– Nossa, me desculpa, eu...
– Tudo bem. — Ela sorriu simpaticamente. — Está procurando alguém?
– Sim... — Busquei novamente Nico com o olhar. — Nicolas. Nicolas Di Ângelo.
Ela assentiu e entrou no restaurante, me guiando até a mesa. Quando chegamos perto, ela apontou para Nico, sorriu e saiu. Fui até a mesa, e me sentei a frente do moreno. Ele levantou o olhar para mim e sorriu.
– Você veio. — Falei envergonhada. — Pensei que não...
– Porque não viria? — Ele sorriu abertamente. — Você é importante para mim.
Ele abaixou a cabeça e fez uma careta confusa, o que o deixou fofo.
– Então, oque quer falar comigo? — Ele perguntou, com o cardápio em mãos.
– Eu... — Comecei. Acho que não teria coragem para falar com ele. Realmente, não teria. — Sei que não está num horário de trabalho mas eu queria tirar umas dúvidas com você.
– Que tipo de dúvidas? — Perguntou.
O observei. Os cabelos caiam rebeldes por sua testa, e ele tinha um ar descontraído. Ele levantou o olhar para mim e eu abaixei a cabeça imediatamente. Eu não gostava de olhar realmente para os olhos de Nico. Eles me intrigavam, e eu sabia que me investigavam. Eu não era boa em mentir, e oque eu sentia era facilmente visto em meus olhos. E ele era diferente, era uma caixinha de surpresas, que eu estava louca para o descobrir.
– O que desejam? — O garçom se aproximou da mesa com um caderninho em mãos.
– Rosbife Com Molho Tártaro. — Ele olhou para mim. — E você Thalia?
– O mesmo.
O garçom saiu e Nico sorriu fracamente para mim. Eu não sei oque realmente sentia por Nico, era complicado dizer. Nós não tínhamos começado com uma relação tão boa, então não sei oque ele pensaria se eu o contasse sobre Bill. Preferi não contar, se nos aproximarmos mais, talvez me abrisse para ele. O garçom chegou com os pratos, e eu e Nico não falamos durante esse tempo. Pude perceber que Nico estava pensativo. Seria algum problema com Hades, ou envolvendo Bianca? Além de que eu queria muito perguntar a Nico sobre Maddie. Se ele tinha algo com ela, ou se já havia tido. Mas estava receosa de estar sendo evasiva em sua vida pessoal. Quando terminamos, Nico chamou o garçom e tivemos uma breve discussão sobre quem pagaria. No final, ele ganhou.
– Quer carona para casa? — Nico perguntou destravando seu Jaguar.
– Não... — Eu apontei para uma direção contraria. — Tenho que fazer umas coisas para minha mãe.
Ele arqueou uma sobrancelha e assentiu, deu as costas para entrar no carro, mas parou no caminho e se virou para mim. Ele me puxou e me prensou entre o carro e ele. Estremeci.
– Tem certeza? — Falou rente ao meu ouvido.
Assenti lentamente. Nico colocou suas mãos em minha cintura e a apertou levemente. Guiou sua boca até a minha e começamos um beijo lento. Nico explorava cada canto de minha boca, sua língua era quente. Coloquei minha mão em seu pescoço e outra em seu cabelo, puxando-o levemente. Quando estávamos sem ar, Nico terminou o beijo com selinhos e se afastou de mim.
– Até segunda, então. — Ele deu a volta e entrou no carro.
Observei com o olhar o Jaguar branco virar à esquina e caminhei até o ônibus que havia parado. Subi no mesmo e peguei o celular, colocando algo para tocar. Ainda teria que andar os três bairros de sempre para chegar em casa. E encontrar Bill. Minha vida tava o inferno. Desci do ônibus no Upper East Side, e caminhei pelas ruas, que não estavam vazias, com seus bares de alta classe lotados. Andei rapidamente ignorando qualquer ato a minha volta.
Entrei numa rua que para me servia de atalho para chegar em casa sem precisar passar pelo Queens. A rua estava deserta, apenas comigo como pessoa, senti o ar frio movimentar meus cabelos, e abracei meu próprio corpo. Tive a sensação de estar alguém me seguindo, mas não me atrevi olhar para trás. De repente, senti uma pancada forte em meu braço, me empurrando para um beco escuro que havia à minha direita. Cai no chão segurando o mesmo e olhei para cima. Havia um sujeito gordo, mal alinhado, de moletom e barba para fazer. Era Bill.
– Era o seu namoradinho com você, Grace? — Ele deu aquele sorriso maníaco dele.
– O que você quer comigo seu psicótico? — Fiz menção de me levantar mas Bill se abaixou e me impediu.
– Vamos relembrar os velhos tempos, querida. — Ele sorriu e levou sua mão a barra da minha blusa, a puxando, tentei impedi-lo, mas isso levou a minha blusa virar farrapos.
Bill segurou-me pelo braço enquanto eu me debatia, tentando inutilmente me soltar dele. Ele levou as mãos a minha calça, e eu aproveitei para retirar sua mão do meu braço e chutei seu rosto. Ele rosnou e eu senti minha bochecha direita arder fortemente. Ele havia me dado um tapa. Ele puxou o cós da calça e ela foi ao chão, juntamente com minha calcinha. Olhei para Bill apavorada, e gritei. Ele tapou a minha boca com uma de suas mãos e a outra retirava sua própria roupa. Quando ficou completamente sem suas vestes, ele sorriu igual a um maníaco para mim, e abriu minhas pernas contra minha vontade. Senti uma dor percorrer por todo meu corpo, juntei minhas forças uma última vez, e gritei [...]
Ponto de Vista: Nico Di Ângelo
Percy havia me ligado para ir a um bar, disse que precisava falar urgentemente comigo. O bar ficava no Upper East Side, quando fui realmente saber, era uma Chopperia para os mauricinhos de plantão.
– O que foi cara? — Sentei na frente de Percy, em direção a rua. — Alguma garota te deu um fora? Olha Percy, sempre vai ter uma que...
– Não é isso cara. Não tenho essas dificuldades. — Ele fez uma pose do tipo " Eu sou o foda ". — É a Annabeth, ela quer algo sério, entende? Só que eu quero e ao mesmo tempo não.
– Continua assim que... — Meu olhar se direcionou a parede de vidro da Chopperia, onde pude reconhecer Thalia passando rapidamente, e havia alguém... Seguindo ela? — Vai perder a Annie.
Percy falava as coisas e eu apenas assentia. Minha atenção estava voltada para Thalia, e aquela pessoa que estava atrás dela. Eu não sabia se iria atrás dela, ou ficava com Percy, mas se fosse para eu sair teria que usar uma desculpa muito esfarrapada, aliás não seria tão difícil, Percy era meu melhor amigo, mas era lerdo.
– Percy... — Iniciei. Vamos Nico, diga algo convincente. — Tenho que comprar uma nova bombinha de asma para Hazel, Percy. Depois a gente se fala cara.
– Mas... — Não ouvi o resto. Saí daquela Chopperia e entrei rapidamente no carro, buscando Thalia por toda Upper East Side.
Entrei numa rua deserta, e passei rapidamente, dando vagos olhares. Percebi um movimento de caras drogados no beco da rua em que me encontrava, e resolvi dar a volta. Acelerei, e fiz a curva, logo voltando à rua deserta, fui lentamente e percebi que aqueles caras tentavam tocar em alguém, que estava encolhida ao chão. Parei o carro bruscamente e os caras se assustaram, e saíram. Desci do carro às pressas e fui até a pessoa, que reconheci ser Thalia. Ela chorava baixinho e tinha alguns restos de roupas tentando cobrir seu corpo. Uma raiva imensa subiu por mim e eu retirei meu paletó, cobrindo-a. Thalia levantou o olhar receosamente, e a olhei nos olhos. Estavam vermelhos e inchados. Ela se segurou em mim e a levantei, levando-a até meu carro, a coloquei deitada no banco de trás e ela abraçou a si mesma. Entrei no carro e dirigi em alta velocidade até minha casa. Chegando na mesma, peguei-a no colo e entrei dentro de casa.
– Mary, traga alguns remédios para dor e pílulas. — Mary assentiu rapidamente e se dirigiu a cozinha. Levei Thalia até meu quarto e a coloquei na cama, a cobrindo com um lençol. A morena olhou para mim e começou a chorar, me puxando, e me abraçando. Afaguei seus cabelos e ela parava de soluçar aos poucos.
– Quem foi o filha da puta que fez isso com você? — A observei e ela abaixou o olhar. — Eu vou acabar com ele. Me diz, Thalia!
– Não se mete nisso, por favor. — Ela disse fracamente, encolheu-se e fechou os olhos. Acariciei seu rosto e me levantei, Mary estava na porta.
– Obrigado Mary.
Coloquei os remédios junto a um copo d'água na cômoda. A observei dormir, se ela não estivesse toda roxa, diria que era um anjo. Fui para a sacada da casa e observei a Lua. Eu não sabia, ou não queria aceitar, um suposto sentimento por Thalia. Quando eu havia encontrado ela, senti uma raiva imensa por terem tocado-na daquele modo, modo que, em minha opinião, só eu poderia tocá-la. Ela estava frágil, e eu sabia que precisava de mim. Fui um idiota de não tê-la seguido no momento que vi aquele cara. Voltei ao quarto e Thalia dormia tranquilamente, agarrada ao meu travesseiro. Sorri. Me deitei no Pufe que tinha na extremidade contrária do quarto. Não deixei de pensar em Thalia, no cara que havia feito isso com ela, e como ele iria se arrepender de ter nascido um dia.
* * *
– Nico. — Eu ouvia meu nome várias vezes, num sussurro fraco. Me remexi desconfortável em cima do Pufe, me levantando. — Nico...
– Thalia? — Quando rapidamente despertei, corri até ela e me agachei ao seu lado, tirando uma mecha rebelde que acabara de cair em seu rosto confuso.
Ela respirou fundo, fechando os olhos e logo me fez ter a sensação de encarar os raríssimos diamantes azuis.
– Oque eu tô fazendo aqui Nico? — Thalia fez um gesto de se levantar, mas se contraiu em dor e voltou a se deitar. — Tá doendo muito, Nico.
Ofegou dolorosamente e levemente se contraiu na cama. Coloquei minha mão atrás da sua nuca enquanto deixava-a o mais confortável possível na cama. Fiquei preocupado.
– Onde está doendo? — Coloquei uma mecha atrás de sua orelha, afagando sua bochecha vermelho por aquilo que eu nem queria imaginar.
– Meu corpo todo, mais na parte baixa. — Tremeu murmurando algo inaudível e tentou relaxar.
– Vem, tome o medicamento que eu lhe darei um banho quente. — Entreguei-lhe em mãos e fui encher a banheira. Estava preocupado com ela, ao final de encher a banheira completamente voltei ao quarto em busca de Thalia.
– Vem. — A peguei delicadamente no colo e fui em direção ao banheiro.
– Porque está me tratando tão bem? — Sussurrou baixo quando delicadamente tirei seu roupão e deitei-a na banheira, me virando para pegar o sabão líquido. Aquela pergunta me surpreendeu, porque até eu mesmo não sabia. De todas as mulheres que transei, nenhuma foi tratada como Thalia está sendo.
–Eu... — Comecei, mas não sabia oque realmente dizer a Thalia. Eu estava confuso sobre meus sentimentos, e sobre ela, e se ela realmente sentiria o mesmo por mim. — Eu não sei. — Soltei ar que não percebi que estava segurando, Thalia virou a cabeça para o outro lado e fechou os olhos, suspirando tristemente.
– Porque me ajudou? — Perguntou.
Ela voltou a olhar pra mim, suplicando por uma resposta que eu não sabia qual era, mas ao mesmo tempo sabia. Encarei-a por um momento, Tão Linda. Morena cor pálida, que destacava seus carnudos e rosados lábios, nariz um pouco arrebitado, e por fim aquilo que mais me intrigava, seus lindos olhos azuis misteriosos e assustadores, como uma tempestade turbulenta.
– Nico, me responde. Porque me ajudou? — Perguntou pela terceira vez, com mais firmeza na voz.
– Porque... — Argh, droga Nico, inventa alguma coisa. — Eu não poderia ver uma mulher como você sendo tratada como aquele filho da puta te tratou. — Peguei em sua mão e abaixei o olhar, não era mentira, mas também não era verdade. A olhei vagamente e vi que ela tinha um olhar triste. Eu não sabia oque sentia por Thalia, e chegava a me odiar por isso.
– Quem fez isso com você? — Perguntei.
Mexeu umas das mãos lentamente sobre a água, criando pequenas ondas, mas continuou calada.
– Thalia, por favor, me responda. — Falei puxando levemente seu queixo em minha direção. Ela soltou um soluço.
– Meu padrasto. — Lágrimas grossas escorriam por suas bochechas, que fiz questão de pegá-las com o polegar. Minha cabeça foi dominada por raiva e ódio, tanto que nem percebi que larguei sua mão e apertava a borda na banheira até o nó dos meus dedos ficarem brancos. Relaxei quando ela afagou meu rosto, soltei a borda e minhas mãos automaticamente pegaram a esponja ensaboada e começaram a fazer movimentos circulares e leves em sua delicada pele. Eu não sabia o que dizer, a raiva me consumia. Eu queria espancar esse cara, mas sabia que ainda não era a hora. Quando terminei de ensaboar Thalia, consegui perguntar algo à ela.
– Foi a primeira vez que ele fez isso com você? — Me controlei e observei-a prender o cabelo em um coque. Ela mal levantava os braços, e decidi me molhar pra ajuda-lá a terminar o banho, encarando-a intensamente por outra afirmação.
Tirei minha calça e minha camisa, ficando de roupa íntima, entrando na banheira e levantando-a e a apoiando em mim enquanto a água quente do chuveiro molhava-nos.
– Não, não foi a primeira vez. — Sussurrou tensa quanto a meu ato, mas logo relaxou no meu peito, sendo segurada pela cintura.
– Desde quando ele faz isso? — Eu acho que eu deveria ter reparado, desde o primeiro dia que Thalia começou a trabalhar para mim ela tinha uma receosidade em quanto ao sexo. E agora eu tinha a conclusão que era por causa daquele filho da mãe. Comecei a passar a mão em seus cabelos e Thalia virou-se para mim.
– Porque está fazendo isso, se não temos nada? — Ela perguntou confusa.
– Não me respondeu, desde quando ele faz isso? — Em parte eu realmente queria saber, e também queria fugir da pergunta dela, porque eu não queria admitir um suposto sentimento por Thalia.
– Quando eu era pequena, ele começou a abusar de mim, e me dizia que se eu dissesse algo, mataria minha mãe. — Eu ia fazer outra pergunta, mas Thalia me interrompeu. — Porque está fazendo isso, se não temos nada Nico?
Não respondi desta vez, mas ela também não insistiu. Terminei seu banho e envolvi-a em uma toalha felpuda, não querendo mais perguntas. Não me importei de deita-lá em minha cama molhada, apenas pedi para que esperasse um pouco, ela assentiu fechando os olhos. Fui até meu closet e me enxuguei, saindo apenas com uma cueca e um short, com uma camisa minha na mão. Quando bati o olho nela, já estava ressoando serenamente, encolhida na toalha. Suspirei e cobri-a com o edredom, afagando sua bochecha e depositando um beijo em sua testa, sai procurando por Mary.
– Hey, Mary — Chamei-a entrando na cozinha. Ela estava fazendo o jantar, ás 21:00. Só ela mesma pra essas loucuras. Murmurou um "Diga-me criança". — Por acaso aqui tem algum remédio em spray ou comprimido pra dor?
Encostei-me na bancada, olhando Mary abaixar o fogo e se virar pra mim com um grande sorriso.
– Oh, aquela mulher mexe mesmo com você. — Abri a boca pra retrucar, mas ela me calou com um dedo. — Tem sim, pega um spray e outro de comprimido porque ás vezes não funciona.
– Mary, — Chamei manhoso. — Pega lá pra mim vai. — Em resposta fui agredido por um pano de prato e uma ordem. Bufei e fui pegar, mas tive uma ideia quando passei por Mary, baguncei seus cabelos rapidamente e sai em disparada.
Coloquei o spray e o comprimido sobre a cômoda e observei Thalia. Ela mexia comigo como nenhuma outra garota havia conseguido. Ela me intrigava, e não era do tipo fácil de lidar. Uma das coisas que eu mais gostava nela, seu caráter. Deite-me no Pufe que havia ali, e fechei os olhos. Mas como sempre, Ela em meu pensamento.
* * *
Estava com os cotovelos apoiados na mesa, abaixei o olhar e coloquei a cabeça sobre as mãos. Eu não estava conseguindo me concentrar. Já fazia dois dias desde que havia acontecido aquilo com Thalia. Eu havia pedido a ela que ficasse mais um tempo em minha casa, mas ela negou. Percebi a porta sendo aberta, Maddie. Ela entrou em minha sala e sentou-se na cadeira a minha frente.
– O que quer Maddie? — Perguntei com pouca paciência.
– Sabe Nico... — Ela falou, se apoiando na mesa. Foi notável os primeiros botões da camisa social de Maddie abertos. Mostrando uma boa parte de seus seios, quase descobertos. — Percebi que está preocupado com algo. E eu posso tirar essa tensão de você.
– É Maddie, realmente estou tenso. E eu realmente quero tirar essa tensão de mim. — Aproximei meu rosto do dela, tendo como vista principal seu sorriso malicioso. — Mas não é você quem eu quero que me relaxe.
Sentei-me na poltrona e dei um sorrisinho de lado. Maddie me olhou com raiva.
– Eu sei oque tá acontecendo aqui, Nicolas. — Ela se levantou da cadeira. — Você acha que a Grace sente algo? Não vê que ela faz isso por pura obrigação?
– Oque é que você sabe, Williams? — Rosnei, levantando bruscamente da poltrona. Maddie deu um sorrisinho de desdém. — Fala, caralho!
– Como sua secretaria, eu tenho que saber de tudo, lembra? — Disse e se virou para sair. — Aliás, vindo de você, não é nenhuma novidade.
E lá estava eu, paralisado. Eu não sabia oque fazer muito menos oque dizer. Oque Maddie havia dito era verdade. A própria Thalia havia dito, " Se você não percebeu, elas fazem isso por pura vontade, ao contrário de mim ". Eu poderia ter aparentado não ligar, mas aquela frase realmente marcou em mim. Peguei o celular e disquei o número bem conhecido. Eu queria esquecer tudo hoje, e nada melhor do que um amigo fiel.
" Percy, vamos naquele bar, hoje eu quero esquecer os problemas. "
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