Submissive
7 I Can Not Deny
Notas iniciais
" Eu Necessito Ter De Volta O Seu Calor
Sua Boca É Minha,
Domina A Minha,
E Oque É Que As Duas Estão Fazendo Tão Sozinhas? "
– Gusttavo Lima
* * *
Eu havia me surpreendido muito esses dias. Comigo mesma, com a vida, como um relacionamento inocente poderia ser tão odiado pela própria família, e é claro, me surpreendi bastante com Nico. Também havia voltado a trabalhar, e realmente achei um absurdo o Nico me dar folgas. Segundo ele, era porquê eu precisava descansar muito pelo meu acontecido, e só um chefe irresponsável não teria dado um descanso plausível, e que também, ele era muito bondoso e isso era inegável. A parte do bondoso foi Nico que se autonomeou, não que eu não o ache bondoso, mas foi só para esclarecer. Mas voltando ao assunto " Eu me surpreendi ", foram com motivos meio óbvios.
Comigo mesma: O fato de ter que encarar Bill todos os dias, com o sorriso cínico de " Bom dia, anjo ", já é realmente uma característica de que meu auto-controle ainda existe, mas claro, não é exatamente em todas as ocasiões. Sobre eu já ser uma mulher, poderia denunciar Bill por estrupo, mas não o fiz. Nico havia me dito para falar com minha mãe, mas não quero a encher de problemas, que já são muitos. Parecia que minha infância e adolescência havia voltado a florescer, isto é, com Bill me espionando pela casa, tentando entrar em meu quarto, ou até me ver nua. Era irritante e ele sempre queria saber com quem eu saía, não por interesse, mas sim para saber se era algum cara, porquê ele dizia a minha mãe que, eu poderia sair com homens que Bill gostasse ou apoiasse. Resumindo, nenhum.
Com a vida: A sua vida pode estar uma merda, infernal. Mas eu percebi que sempre vai ter aquela luz no fim do túnel te incentivando a continuar com a corrida da vida. E eu prometi para mim mesma que, nem Bill, nem Maddie, iriam me abalar com palavras fáceis. Palavras são apenas palavras, não atitudes. Eu até tentei melhorar meu relacionamento trabalhista com a Maddie, mas ela não quis. Então, quando um não quer, dois não ficam. Por isso meu relacionamento com ela ficou tão " seco " quanto antes.
Com o relacionamento: Ella me contou que, havia um passeio que seu colégio estava realizando. Os alunos iriam passar um final de semana em ambiente florestal, mas sem tecnologia. É claro que eu pensei: " Ah, ela não vai ir, não consegue ficar sem o celular por dois minutos ". Errado. Ella foi ao passeio e subornou Tyson a ir com ela. Contou a mim que, o Treinador Hedge escolheu uma atividade em dupla e que Tyson e ela haviam ficado juntos. Eles seguiram pelo caminho de segundo Ella, uma cachoeira. Falou que os dois sentaram-se nas pedras que contornavam a cachoeira, e começaram a conversar. Daí a pessoa me chama para contar sobre um pedido de namoro, e quando chega em tal parte diz: " A gente começou a conversar, e aí ele disse uma coisa e eu disse outra, entende? Ai ele me pediu em namoro ". Vai entender adolescentes. Mas o fato é, Apolo proibiu Ella de sair de casa ao descobrir. Desnecessário. Ella comentou que, o pai havia dito que não aprovava tal relacionamento por ser Incesto, já que ambos eram primos. Então, Tyson e Ella agora namoram escondidos. Não que eu apóie, mas Apolo devia entender tais sentimentos que ambos sentiam.
Com Nico: Eu não sei se ele havia realmente mudado ou se era seu humor temporário. Quando Bill me estrupou, ele estava ali pra me ajudar, a pessoa que eu menos esperava que aparecesse para me ajudar naquele momento. Além de querer que eu ficasse em sua casa, sem interesses maiores, segundo ele. A parte que me surpreendi foi que, na primeira vez em que tive em sua casa ele só faltou me jogar pela janela do quarto. Eu havia conversado com Silena, Rachel e Clarisse, e as mesmas me disseram que Nico tinha um temperamento explosivo e era obsessivo. Mas na maioria das vezes, a sua " obsessão " por algo não acontecia muitas vezes. Diferente do temperamento explosivo, que quase sempre o dominava. Perguntei à elas sobre Maddie Williams e Rachel me respondeu que, Maddie era um dos novos " brinquedinhos " sexuais do Nico. Mas teve uma época que Maddie havia se apaixonado pra valer por Nico. E que o moreno não sentia o mesmo e havia desapegado de Maddie, mas ela pediu pra continuar com o emprego, e Nico consentiu. Segundo Silena, Nico nunca havia se apaixonado " de verdade " por alguma garota, e que Maddie ainda era louca por ele. Realmente, isso é inegável.
Meus pensamentos se dedicaram muito ao que Rachel havia me dito sobre os " brinquedinhos " de Nico. Então, era assim que ele realmente era? Usava as mulheres e depois as dispensava? Como se fossem um lixo que já foi usado? Eu não sabia se minha teoria sobre Nico voltava a inicial, que era a de um canalha, ou se eu realmente acreditava que o Di Ângelo era uma boa pessoa. Optei por ficar no muro e, daqui a uns dias eu teria a resposta concreta sobre ele.
Olhava pro teto branco e sentia meus cabelos serem acariciados, me relaxando intensamente. Eu ouvia as vozes femininas falarem sobre diversas coisas, mas eu não as entendia, não estava prestando atenção. Elas falavam comigo as vezes, mas a única coisa que eu fazia era assentir. Ele não saía de meu pensamento. " Você é importante para mim ". Eu não conseguia tirar aquela frase de minha mente, nada a afastava de mim. Isso se tornava insano e consumidor. Porque ele havia dito aquilo pra mim? Ele estava conseguindo tomar controle da situação e eu apenas deixava. Eu estava lá, eu fazia. Ele me guiava e eu realizava.
– Porra Thalia! — Annabeth deu um tapa em meu braço e eu voltei a atenção para ela. — Eu tô falando com você!
– Desculpa, eu... — Me sentei no sofá, prendendo meu cabelo em um coque malfeito e sorri constrangida para Annabeth. — Eu não estava prestando a mínima atenção para oque você estava dizendo, desculpa Annie.
Observei as cinco mulheres que me olhavam, Silena e Rachel me olhavam com os olhos semicerrados, enquanto Bianca e Clarisse apenas observavam, com um sorriso minimo escapando de seus lábios. Annabeth passou a mão em frente ao meu rosto, novamente levando minha atenção à loira. Pedi para que ela repetisse oque havia me dito e tentei demonstrar interesse sobre os desempenhos e projetos da A.F.O.C. Não era nada pessoal, eu gostava de ver as casas, prédios e obras municipais de Atena Chase, mas eu não entendia nada sobre como fazer aquilo, e não era Arquitetura o meu forte.
– Thalia, não dá para você disfarçar mais. — Bianca deitou-se no enorme sofá, colocando suas pernas em cima de Clarisse. — Está claramente na sua testa que tem algum cara na tua vida.
Elas se entreolharam e dividam um sorriso malicioso. Eu confiava nelas, mas eu não ia chegar e dizer: " Bianca, seu irmão me obriga a transar com ele, legal não? ". Além de ser estranho, não queria sair com a fama de vadia. Elas eram as únicas amigas que eu tinha e não podia perder-las por isso. Então prefiro guardar minhas experiências com o Nico só para mim. Era inegável que eu precisava de alguém para desabafar, mas não era a hora. Não agora.
– Não, não tem. Apenas estou pensando em umas coisas aqui. — Elas arquearam uma sobrancelha e o sorriso safado permaneceu. Bufei. — E isso não envolve nenhum ser do sexo masculino, entenderam?
Elas deram de ombros e voltaram a conversar sobre tendências do verão. Eu queria estar ali, participando daquela conversa. Me divertindo com elas o máximo possível. Mas não, eu estava preocupada com um cara que eu nem sabia se havia pensado em mim alguma vez hoje. Eu queria decifrá-lo. Saber oque ele sentia através daquela imensidão negra. Ele sabia oque se passava por mim, e sabia disso facilmente. Era intrigante e ao mesmo tempo insano. Era algo inexplicável, que ele fazia como se não fosse nada de importante, como se fosse algo que você aprende no seu próprio dia-a-dia.
– E então, vocês já compraram seus vestidos? — Rachel perguntou animada. — A festa é hoje à noite e eu não posso faltar! Por isso, eu tô indo comprar agora.
Pois é, a festa havia sido confirmada tinha alguns dias. Eu não estava com ânimo para ir, mas seria inútil dizer que eu não queria ir. Elas provavelmente iriam me arrastar até lá, fazendo chuva ou sol. Finalmente poderia conhecer o Hades Di Ângelo e sua esposa, Maria. Bianca havia me dito que a mãe era simpática, mas eu devia evitar o Hades. Segundo ela, ele era curto e grosso, que não fazia a menor importância se acontecesse algo com alguém, e se importava apenas com sua empresa. Bianca também comentou sobre Hazel, sua irmãzinha mais nova, com seis anos. Disse que, ela e Nico eram bastante apegados a pequenina, mas só ficavam com ela em finais de semana, porquê Hazel morava com os pais e, eles moravam em um residencial florestal, que tinha seus 140km de NYC.
– Eu não... — Silena não me deixou terminar a frase, e constatou que eu iria, querendo ou não. — Sério isso?
– Claro que sim! Vamos agora ao shopping, certo meninas? — Elas assentiram e eu bufei, aceitando a decisão. — Então podemos ir em dois carros.
E eu fui com Bianca e Clarisse, com a primeira a dirigir. A Mercedes negra reluzia ao sol, enquanto o Camaro de Silena chamava toda a atenção por ser rosa, era louca a paixão da Beauregard pela cor. A ida até o shopping foi tranquila, e passou-se rápido. O estacionamento do shopping estava lotado, e convenhamos, eu não gostava de excesso de gente em um único local. Saí do carro contra a minha vontade e coloquei os óculos escuros, tentando esconder o meu olhar entediado. O ar condicionado passou por meu pescoço ao entrar no shopping, vendo um enorme fluxo de pessoas entrando e saindo de lojas. Entramos em uma, e observei um vestido negro, sem alças e que deixava amostra a perna direita. Eu havia gostado do vestido, então fui olhar seu preço, ficando arrependida. R$ 1.899,90. Cara, isso era um absurdo para pessoas como eu. Uma das coisas que Thalia Grace quer e não pode ter.
– Você gostou desse? — Silena chegou perto de mim e começou a observar o vestido, sorrindo em seguida. — Realmente é lindo.
– Não, ele é muito caro pra mim... — Expliquei e ela riu.
– Qual é Thalia, eu levo pra você. — Quis contestar sua decisão mas a mesma não deixou. — Considere como um presente, tudo bem?
Assenti e Silena sorriu, indo à um caixa, com dois vestidos em mãos. Ela finalizou a compra e veio até mim, entregando-me uma sacola. Fomos em direção à praça de alimentação e Annabeth se juntou a nós, sentando em uma das cadeiras presentes ali. Começamos a conversar e Silena me contou sobre seu relacionamento com Beckendorf. Segundo ela, os dois haviam começado a namorar na quinta, depois de uma breve discussão dos dois, que foi finalizada em cima de uma cama.
– Rachel me disse que iria esquecer Luke, mas parece que está meio difícil. — Disse Clarisse, sentando-se à minha frente. — Amar é a porra mesmo.
– Eu já conversei com ela. É jogo baixo do Luke. — Disse Silena, abrindo sua bolsa e retirando a carteira. — Quando ela diz à ele que não quer mais, ele vai lá, a seduz e a trata com carinho. Depois a dispensa. Sempre a mesma coisa.
Silena se direcionou à um Starbucks presente na praça, e fez uns pedidos. Bianca e Rachel chegaram com sacolas e me passaram uma. As mesmas me disseram que não iriam me pressionar para me arrumar com elas, mas era uma obrigação estar lá às 23h00min. Bem melhor que ser apressada por Rachel e Silena, que insistiam em me tratar como uma bonequinha, quando se tratava de se arrumar.
A morena chegou e, junto com ela, a mesma trazia seis Cappuccinos e Croissants. Comemos e jogamos conversa fora. Quando passava um homem bonito, era o coro de seis pessoas olhando na mesma direção. Mesmo não sendo educado, era divertido. Ainda mais quando os caras se viravam para olhar e davam uma piscadela. Eram únicos esses momentos, e eu os adorava. Eu as amava.
* * *
Se tornava até estranho como o mundo dá voltas. Um dia você estava por cima, no outro, embaixo. E apesar de tudo que eu havia dito sobre Nico ter entrado na minha vida e isso ser " A pior coisa que me aconteceu ", agora eu admito que não foi exatamente assim. Foi complicado no começo, sim, mas a gente se acostuma. E não foi o fim do mundo como eu achei que seria me relacionar com ele. É até... Bom. Mas o único problema que nós temos é o orgulho. Eu sei que ele quer me dominar, mas eu também quero dominá-lo.
Eu odeio quando eu quero um tempo só pra mim e as pessoas ficam me incomodando. Principalmente as pessoas que eu odeio. Caralho, eu não posso ficar um tempo sozinha nessa casa sem Bill me enchendo o saco e esmurrando a minha porta? Não existe Puteiros não? Desde o dia que Bill havia me estrupado eu e ele não estamos num relacionamento bom. Algo que nunca tivemos mesmo. Mas agora ele ficava me caçando pela casa e isso era monótono, e muito chato. Por isso que, eu diminui o meu fluxo de ficar andando pela casa. Ou eu ficava em meu quarto, ou eu ia pra algum outro local, com muita gente claro. Além de que Nico não queria me deixar sozinha à noite, e fazia questão de me deixar em casa. Era bem protetor, e eu gostava. O modo de carinho que me proporcionava, que eu nunca havia tido, vindo de um homem. Meus ouvidos tomaram atenção para Someday, que estava tocando de algum canto da cama. Ao achar o telefone, vi quem me ligava.
" Fala Bianca. "
" Grace, merda. Eu preciso da tua ajuda, tipo, agora. "
" Aconteceu alguma coisa? "
" Sim. Eu preciso de você naquela festa mais cedo. Por favor, vai às 22h00min? "
" Tudo bem... Mudanças de horários? "
" Não, é o mesmo. Começa às onze, mas eu preciso de você lá esse horário. "
Se despediu e desligou. Não poderia ser um problema tão grave, certo? Era 20h34min agora. Eu teria que me virar, pra chegar lá às dez. Certo, hoje é sexta e é um dia útil, que quer dizer que eu trabalho. Mas olhando por um lado, quase ninguém foi à empresa hoje, por causa dessa maldita festa. Eu não tinha um desconto nisso não? Entrei no banheiro e me despi, entrando no box e relaxando ao sentir a água escorrer por todo meu corpo. Era uma sensação boa que o chuveiro lhe presenteava. É um ótimo local para você poder pensar no que está fazendo, e se isso era o certo ou o errado.
Me enrolei numa toalha, e saí do banheiro. Olhei pro espelho a minha frente, observando a mim mesma. Oque eu faria? Era uma festa de classe alta e, eu não me encaixava nela. A única coisa de classe que tinha em meu quarto era o vestido que Silena havia me presenteado. O observei em cima da cama e me imaginei nele. Tudo oque eu não era, eu imaginei nele. Me enxuguei completamente e vesti apenas uma camisa folgada, jogando coisas que eu poderia ultilizar em cima de minha cama.
* * *
Era incrível como a maquiagem e uma roupa bonita poderiam mudar você. Me observei no espelho mais uma vez, tentando reconhecer algo meu ali. A maquiagem negra em torno de meu olhos destacava a cor intensa do azul. O vestido também negro modelava o meu corpo, se soltando apenas na parte das pernas, uma delas à mostra. O batom vermelho destacava meus lábios, me deixando... Sexy? É, eu tava me sentindo assim. Deixei meu cabelo preso, apenas com algumas mechas soltas. Subi no salto e sorri convencida pra mim mesma.
Bianca havia me ligado, dizendo que Nico passaria em minha casa para me buscar. Talvez eu quisesse provocá-lo. Talvez. Desci as escadas e mamãe lia um livro, enquanto Jason e Bill assistiam. Os três voltaram a atenção para mim. Mamãe sorriu e se levantou.
– Se estiver assim para impressionar alguém, — Mamãe começou, sorrindo abertamente. — Acredite, vai fisgá-lo.
Bill olhava pra mim com uma cara safada e eu tive nojo. Ele se levantou e eu me virei pra ele.
– Grace... — Ele aproximava-se de mim, mordendo seu lábio inferior. — Nossa, está realmente linda.
Sorri cinicamente e me direcionei a porta, virando-me e dando um tchauzinho para Mamãe e Jason. Eles retribuiram e sorriram pra mim. Saí e fechei a porta, sentindo o vento passar por meu pescoço descoberto. Suspirei. Olhei para à esquina ao longe, e percebi um carro negro se aproximando. O carro parou a minha frente e eu o pude examinar melhor. Mais que porra. Eu realmente tinha um fetiche por carros, isto é, eu conhecia quase todos. E eu tinha a certeza que eu tava sonhando agora. Meu sonho de consumo é dirigir um Porsche, mas eu não sei dirigir. Uma das coisas que eu preciso aprender. Mas voltando ao sonho, havia um Porsche 918 Spyder bem na minha frente. Os vidros do carro desceram e Nico sorriu pra mim.
– Não vai entrar? — Ele tinha um sorriso divertido, e abriu a porta. Entrei em seguida, o observando abobada.
Convenhamos, certo, ele é rico e tem condições de comprar um carro desses. Mas como ele sempre ficava com o Jaguar, eu pensei que ele só tinha aquele, sem noção, mas é. Ele arqueou uma sobrancelha para mim e sorriu abertamente. Observei o painel do carro, praticamente babando sobre ele. Nico passou a mão em frente ao meu rosto, me chamando a atenção. Eu sabia que eu estava com uma cara de retardada, e a minha vontade de parecer sexy para Nico provavelmente havia se esvaído. Mas vamos olhar o meu lado, eu era apaixonada por aquele carro.
– Olha se você quiser dirigir é só dizer, certo? — Ele sorriu de lado e fez menção de sair. Apressei-me, dizendo que não. — Por que?
– Eu... — Comecei meio envergonhada. Nico ligou o carro novamente e se virou pra mim, buscando uma resposta. — Eu não sei dirigir.
Ele deu uma gargalhada alta e colocou o rosto no volante. Era frustrante, não engraçado. — Não seja por isso. Eu te ensino. — Ele parou de rir aos poucos e encostou a cabeça no banco.
Eu tinha quase a certeza de que meus olhos estavam brilhantes. Eu nunca tive uma oportunidade de saber dirigir, e ele vem e me diz que vai me ensinar? Eu queria abraçá-lo, beijá-lo e agradece-lo por toda as gentilezas que ele fazia por mim.
– Sério isso? — Ele assentiu e eu mordi meu lábio inferior, a excitação por aprender me consumindo. Estava parecendo aquelas crianças que estavam prestes a ganhar algo. O puxei, e o mesmo se assustou. Passei minhas mãos em torno de seu pescoço e o abracei fortemente. — Ah, Nico, obrigada!
– Sem problemas. — Ele se encostou no banco arfante. Bagunçou os cabelos e deu a partida. — Eu gosto de colecionar.
– É, eu também. — Falei meio inocente ao assunto. Ele sorriu e me olhou. — Eu coleciono pedras, aquelas que variam em cores extravagantes.
– Na praia? — Assenti e ele balançou a cabeça, entendendo. — Eu coleciono carros.
– De brinquedo? — Falei confusa. Nico sorriu pra mim e seus olhos negros, tomaram um tom brilhante, como eu nunca os vi, se encontrando com os meus.
– Não. — Franzi o cenho fazendo uma pergunta silenciosa, que o mesmo havia entendido. — De verdade. Tenho uma garagem cheia deles. Depois te mostro.
Eu tava boquiaberta ali. Que pessoa normal colecionava carros? Não que eu estivesse reclamando, nunca. A vontade de ir lá estava enorme, e eu concerteza iria cobrar. Estava na cara que eram carros de luxo, até porque aquele cara tinha grana até demais. O olhei de esguelha e senti sua mão em minha perna, apertando-a. O olhei e ele virou-se para mim, mordendo o lábio inferior. Suspirei, quando sua mão se aproximou de minha calcinha, pela abertura do vestido. Ele aproximou seu rosto do meu, roçando nossas bocas.
Mas sempre a minha alegria dura pouco e ouço o celular de Nico tocar. Ele bufa e pega o mesmo, atendendo-o. Sua expressão de tédio se tornou uma postura ereta, e relutante. Nico tomou uma expressão triste. Percebi que era Hades a partir do momento em que Nico falou " Certo Pai ". Nico tirou o celular do ouvido e colocou em seu bolso. Suas mãos apertaram fortemente o volante, fazendo seus dedos perderem a cor. Ele mordia o próprio lábio, mostrando que estava nervoso. Queria falar com ele, entende-lo. Mas ele parecia tão distante, diferente do jeito que estava a pouco.
Me encostei no banco e me permiti olhar a paisagem. Não foi muito útil, porque as luzes que vinham do enorme salão tomaram toda a minha atenção. Tinha um fluxo de pessoas em frente, que descobri serem os garçons. Bianca estava lá também, falando com uma moça, que anotava suas palavras em uma prancheta. Nico se dirigiu ao estacionamento coberto e deixou o carro lá, saindo sem falar absolutamente nada. Fiz o mesmo, o vendo se afastar de mim rapidamente. Abaixei o olhar e me direcionei a Bianca.
– Thalia! — Bianca vinha às pressas até mim. — Onde está o Nico? Meu deus, vai ser irresponsável assim na puta que pariu.
Ela me guiou até o salão e me deixou lá. Observei os detalhes. Havia um palco enorme no final do salão, com as cortinas vermelhas cobrindo o outro lado. Mesas estavam espalhadas por todo salão, me fazendo escolher uma quase oculta. Me direcionei até lá e me sentei, batucando os dedos sobre a mesa. Olhei no relógio, 22h57min. Muitas pessoas chegavam, ocupando as mesas ali presentes. Os garçons começaram a servir as mesas e uma música clássica tocava ao fundo. Observei Nico e Maddie entrarem no salão, conversando. Minha atenção estava totalmente neles, tentando inutilmente descobrir sobre oque conversavam.
Pode-se dizer que eu senti uma pontada de ciúmes quando Maddie deu um selinho em Nico. Minhas mãos estavam inquietas, e ele se aproximava da mesa, olhando ao redor. Quando chegou perto sentou-se ao meu lado e pôs seu braço em meus ombros. Fiquei indiferente e ele roçou seu nariz em meu pescoço. Me fazendo arrepiar. Ele sorriu e suas mãos deslizavam por minhas pernas. Nico virou meu rosto e fez menção de me beijar, mas virei rosto, fazendo o moreno me olhar.
– Algum problema? — Ele arqueou uma sobrancelha. Neguei. — Porque me negou um beijo?
– Pessoas querem fazer isso por mim. — Falei seca, fazendo Nico soltar uma gargalhada.
– Ciumes? Sério isso? — Ele tentava controlar as risadas, enquanto eu me sentia idiota ali. Porque eu estava sentindo ciumes? Ele era algo meu? Não. Ele se aproximou de meu ouvido e mordeu o lóbulo, sussurando em seguida. — Tudo bem então. Mas não foi ela quem eu escolhi.
Se levantou e saiu. Me deixando com perguntas que eu estava louca para fazer. Porque eu? Não bastava ser provocada pelo prazer que ele me dava todo santo dia? Por que ficar com Maddie se sabia que ela não gostava nem um pouco de mim, e vice-versa? Por pura provocação? Levantei meu olhar e vi Clarisse e Annabeth sentarem a minha frente. As mesmas sorriram.
– Vai dar merda... — Clarisse olhava para os lados, preocupada. — Eu sei que vai Annie.
– Relaxa. — Annabeth tentava formalizar sua respiração e eu queria saber oque estava acontecendo. — Vai dar tudo certo.
– Oque aconteceu? — Perguntei.
As duas se viraram para mim e me estudaram, sorrindo nervosamente em seguida. Clarisse estava com as mãos inquietas e observava ao redor, enquanto Annabeth bebia algo, tentando se acalmar. Elas se entreolharam e Clarisse olhou pra mim, tentando dizer algo.
– Hades. — Começou. — Eu acho que você já percebeu que o Hades não tem uma boa relação com o Nico. Eles estavam discutindo lá atrás, só faltavam se esmurrar. Mas Hefesto e Ares não deixaram. Hades está atrás de Nico, eles vão se matar hoje, tô sentindo isso.
– Não, não vão. — Annabeth sorriu esperançosa. — Ares está na cola de Hades, do mesmo jeito que Charles não desgruda de Nico. Ainda não chegou o dia.
Elas conversavam sobre o assunto e eu olhava para o nada. Porquê Nico e Hades não se dão bem? Eu queria correr pro moreno, e levá-lo para um local onde estivessemos sozinhos. Queria que ele contasse seus segredos mais sombrios rente ao meu ouvido, me excitando. Coloquei o rosto entre as mãos e tentei me acalmar. Falei para Clarisse e Annabeth que iria ao banheiro, saindo do local onde estava, frustrada por não poder tê-lo, agora.
Entrei no banheiro e o mesmo estava vazio, me fazendo relaxar. Me observei no espelho e suspirei, passando a mão em meu pescoço, pensando em seu toque frio. Me apóio na pia existente ali e desço minha mão em meu próprio corpo, querendo que fosse ele quem estivesse fazendo isso.
De repente, ouço a porta do banheiro ser aberta e trancada. Antes de me virar, fui jogada contra a parede e um cheiro amadeirado com um toque de perfume italiano masculino invadiu minhas narinas.
Eu já sabia quem era.
– Hum, — Nico passou a ponta do nariz pelo meu pescoço, me fazendo arfar muito mais do que um susto. Uma sombra de um sorriso foi perceptiva. — Só por causa de uma mulher qualquer você fica com ciúmes, não? — Soltou uma curta risada rouca, juntando nossos corpos com violência, apoiando um de seus braços na parede e outro na minha cintura.
– Ah, claro. De repente você sai do carro sem mim, e quando eu olho pra porta, aquela vadia te rouba um selinho. Não sou mulher que aguenta calada, você devia saber disso, Di Angelo. — Em um surto de coragem, rosnei de olhos fechados, sentindo-o parar e puxar meu rosto em direção a seus diamantes negros.
– E é por isso que você me impressiona, Grace. Além de ter dotes impressionantes, — Sussurrou com sua boca muito perto do meu ouvido, descendo sua mão e infiltrando-a na fenda do meu vestido, sapateando minhas pernas trêmulas com um sorriso. — Sabe quando falar e agir, magnífica.
Colocou suas mãos na minha cintura e me puxou para um beijo lento e intenso, afastei meu lado idiota e entrelaçei seu pescoço, nossas línguas dançando um só ritmo. Encostei minha testa em seu ombro, derretida pelo prazer que me proporcionava ao acariciar meu clítoris por cima de tantos panos que eu começava a ter ódio. Depositei alguns beijos e mordidas em seu pescoço, mas nada que marcasse.
– Não dá pra fazer aqui, podem bater a qualquer minuto na porta. — Se afastou hesitante de sua posição, e eu também não estava satisfeita com sua opção. Eu estava muito, muito, muito acesa. — Vamos para o carro, agora.
Um vislumbre de sombra passou rapidamente em seus olhos e um sorriso malicioso cresceu em seus lábios vermelhos. Saímos escondidos do banheiro, e agimos como se nada tivesse acontecido, acredite eu estava me esforçando muito mesmo. Ele me puxou pelo braço, me guiando pelos cantos do enorme salão. Quando chegou num corredor com iluminação precária, eu ouvi o meu nome, num grito. Virei-me para trás e encontrei Spencer, um colega que trabalhava na Empire.
– Spencer... — Me soltei de Nico e olhei para o mesmo. Ele tinha um olhar desconfiado e arqueou uma sobrancelha para Spencer.
– Algum problema Sr. Parker? — Disse Nico.
– Eu... — Spencer falou com um pouco de vergonha na voz. — Eu queria falar com a Thalia. É que ela me pediu pra avisá-la quando eu fosse embora, porquê eu vou deixá-la em casa.
– Eu vou deixá-la em casa Sr. Parker. — Respondeu Nico, indo à frente. — Algum problema com isso?
– Não, nenhum... — Spencer acenou fracamente para mim e virou-se para sair. — A gente se vê, Lia.
Acenei de volta para Spencer, que claro que não o viu. Nico segurou os meus pulsos e me jogou na parede. Minhas costas arderam ao toque do concreto. Me atrevi a olhar para Nico. Os olhos dele estavam negros, similares ao carvão. Ele apertou fortemente meus pulsos e eu tentei me soltar dele.
– Eu não quero você falando com ele, certo? — Ele me olhou e engoli em seco quando apertou-me mais fortemente contra a parede. — Você me entendeu Grace?
– Tudo bem... — Falei um pouco assustada com sua reação possessa com Spencer. — Mas porque essa reação com Spencer, se nós não temos nada?
– A partir do dia que você aceitou trabalhar pra mim, — Ele me olhou com uma cara de deboche. — Você é exclusividade minha.
Ele deu um sorriso cínico e me soltou. Eu estava arrependida do dia em que aceitei trabalhar para ele. Ele era frio, e ao mesmo tempo quente. Ele sabia como me deixar louca. E eu havia me viciado nele, e principalmente em seu sexo. Senti sua mão envolver meu braço e Nico me puxava para um local desconhecido.
– Aonde a gente vai? — Perguntei apreensiva.
– Sabe quando você fica chapado e tem uma vontade louca de fazer sexo? — Ele me olhou e deu um sorriso, mostrando seus caninos brancos. — Eu estou exatamente assim.
A partir do momento que Nico entrou no elevador, eu não fiquei muito confiante. Ele me puxou para dentro do elevador e prendeu-me com ignorância entre ele e a parede, atacando com ferocidade minha boca. Quando fui colocar minhas mãos em seus ombros, ele segurou meus pulsos e colocou minhas mãos acima de minha cabeça. Nico mordeu meu lábio inferior e eu gemi baixo. Ele soltou meus pulsos, e deslizou suas mãos por minha cintura, chegando em minha bunda e apertando-a. Quando ouvi o clique do elevador se abrindo, Nico se afastou de mim e saiu. O estacionamento estava silencioso, vazio. Apenas ouvia o barulho dos meus saltos ecoarem pelo local.
– Aonde a gente vai Nico? — Ele virou-se e deu um sorriso torto, lindo.
– A lugar nenhum.
Nico aproximou-se de seu carro e abriu a porta de trás do mesmo, mandando-me entrar. O observei, e ele tinha um olhar intimidador, o mesmo afrouxou sua gravata e arqueou uma sobrancelha.
– Entra. — Disse, havendo uma ordem em seu tom de voz.
Entrei, e ele veio logo em seguida, tirando o próprio paletó e logo me beijando fervorosamente. Nossas línguas brincavam em sincronia. Minhas mãos foram automaticamente para sua camisa social, desabotoando-a. Nico deitou-se sobre mim, buscando o zíper de meu vestido com suas mãos. Ao achá-lo, o descia lentamente, me deixando frustrada. Para acabar com a demora infernal, desci o zíper e deslizei o vestido pelo meu corpo, chegando aos pés e chutando-o para algum local do quarto. Nico deu uma gargalhada.
– Calma Grace. — Sua voz estava rouca, excitante. — A gente vai chegar lá, é só ter calma.
Ele roçou nossas bocas e eu o empurrei, sentando em sua barriga, arranhando seu tórax. Ele mordeu o lábio inferior e passou as mãos por meus seios, massageando-os, os mesmos já descobertos. Um gemido escapou de meus lábios, e eu finquei minhas unhas em seus ombros, fazendo Nico soltar um gemido contido. Saí de cima dele e ajudei-o a retirar a calça, desafivelando seu cinto primeiro. Realmente havia um volume notável na box de Nico. E isso me deixou mais excitada, se era possível. Ele colou nossos corpos e olhou em meus olhos, estudando os meus sentimentos.
– Você é como uma droga para mim. — Ele mordia minha clavícula e roçava sua boca na curva de meu pescoço. — E cara, eu tô completamente viciado em você.
– Nico... — O beijei e mordi seu lábio.
Ele se inclinou sobre mim e começou a brincar com os elásticos de minha calcinha, enquanto a descia lentamente, me torturando. Resmunguei e Nico deu um pequeno sorriso. Quando ele finalmente retirou a minha calcinha, eu fui retirar sua box. Só que aquele filho da mãe não deixou. E cada vez mais eu me surpreendia com a minha louca vontade de querer aquele homem dentro de mim. Daí eu tive um surto de loucura misturada com desejo de tê-lo exatamente agora e o empurrei fazendo-o sentar, retirando sua box com certa rapidez.
– Apressadinha. — Falou, mordendo o lábio inferior. Ele apertou minhas nádegas e me levantou.
E finalmente Nico me preencheu, coloquei minhas mãos em seus ombros para melhorar o apoio, e me sentei completamente sobre ele, arrancando um gemido de ambos. Quando fiquei segura de me movimentar sobre Nico, o mesmo segurou em minha cintura, me ajudando com os movimentos de sobe e desce. Cada vez mais os movimentos se tornavam mais intensos. Nico passava as mãos por minhas pernas, apertando-as. Colei nossas testas e ele me observava, roçando nossas bocas.
– Oh, Nico. — Gemi o nome dele lentamente, fazendo-o colocar a cabeça na curva de meu pescoço. Nico abafou um gemido entre meus cabelos.
Os movimentos ficaram mais rápidos, e nossos corpos deslizavam, colados em sincronia. Nico me beijou, sugando meu lábio inferior. Ele apertava minha bunda e me beijava com ferocidade. Senti algo se contrair em mim e percebi meu orgasmo perto, fazendo os movimentos ficarem mais rápidos. Ele colocou seu rosto na curva de meu pescoço, mordendo-o e deixando chupões lá. Comecei a arranhar os ombros de Nico e inclinei minha cabeça para trás. Nico mordeu meu queixo e eu coloquei minhas mãos em seu peito, sendo consumida pelo prazer. O beijei para abafar um último gemido de prazer, explodindo em um intenso orgasmo. Me movimentei um pouco mais, fazendo Nico chegar a seu ápice logo em seguida.
– Thalia... — Nico gemeu e encostou sua cabeça no vidro do carro, seus lábios estavam vermelhos e inchados, sua boca entreaberta. — Porra.
Ele encostou nossas testas e me deu um selinho. Passei a mão em seus cabelos macios e Nico ronronou, abraçando minha cintura. Relaxei minha cabeça na curva de seu pescoço e passei a mão por seu tórax. Ele depositou um beijo em minha testa e se levantou, vestindo suas roupas, busquei as minhas e fiz o mesmo. Os cabelos negros caiam sobre sua testa e ele os bagunçava a todo momento. Eu não podia negar que estava tendo um sentimento forte por Nico, estava bem óbvio. Mas o fato dele ser o meu chefe, ou superior a mim, me deixava calada sobre isso. Minhas relações sexuais com Nico mudavam de acordo com seu humor. Resumindo, quando ele estava com raiva eu o evitava, por ele ser uma pessoa explosiva e bipolar, mas mesmo assim ele me atraía. O seu jeito de ser, o seu físico, o seu instinto. O modo como me deixava louca apenas com palavras, e me fazia perder a sanidade quando fazíamos sexo.
– Você vai me deixar em casa? — Perguntei e Nico passou a mão em seu pescoço, suspirando.
– Quer ir mesmo pra casa? Hoje é sexta, e bem... Você poderia passar o final de semana comigo. Você poderia dormir na minha casa, entende?
– Quer que eu durma na sua casa? — Perguntei e Nico abaixou o olhar. Ele mordeu seu lábio e fez uma cara confusa.
– Mas é só se você quiser. — Acrescentou. — Eu não vou te obrigar a fazer nada, sério.
– Tudo bem. — Sorri pra ele e o mesmo sorriu de lado. — Só preciso falar com a minha mãe, certo?
Nico assentiu e eu coloquei meus saltos. Saímos do carro e eu dei uma disfarçada em meu cabelo, e retoquei a maquiagem borrada. O moreno colocou seu braço em minha cintura e entramos no elevador. Ainda havia o discurso de Hades, Nico e Bianca, para realmente encerrar a noite. Era exatamente 01h14min da madrugada, e a festa estava bem movimentada. Nico me virou para olhá-lo e juntou nossos corpos. Meus braços entrelaçaram em seu pescoço e nos beijamos. Mordi o lábio inferior do moreno e o mesmo sorriu, me levando junto. Ele terminou nosso beijo com selinhos e roçou nossos narizes. Nico olhou para mim e suspirou. Ele passou seu polegar por minha bochecha, me abraçando em seguida.
– Você me faz tão bem, Lia.
E ali tinha caído o meu muro de defesa. Não tinha mais dúvidas para dizer que não. Eu já sabia, só não queria aceitar. Ele se encaixava em mim perfeitamente, e seus defeitos cobriam as suas qualidades. Ele sabia cuidar realmente de mim, e esteve comigo quando eu precisei. Não dava mais pra esconder meu sentimento por ele. Nico era exatamente a pessoa de que eu precisava, e eu demorei certo tempo pra perceber isso. Mas agora estava claro para mim, eu era louca por ele, e nada ia mudar isso. Então sem mentiras agora, eu havia me apaixonado.
Eu Amava Nico Di Ângelo.
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