Submissive
3 I Lose My Sanity
Notas iniciais
“ Garota, esta noite você é a presa e eu sou o caçador
Te pego aqui, te pego lá, te pego embaixo
Me imagine sussurrando no seu ouvido, depois eu quero
Tirar toda a sua roupa e colocar algo em você. “
– Usher
Terminei de enviar aquelas planilhas, e olhei para o chão, eu tinha que me pôr em meu lugar, o que eu realmente estava pensando? Que eu era importante para o Sr. Di Ângelo? Pelo amor de Deus, eu tenho que acordar para realidade, e uma prova de que ele não liga pra nada em mim, é que mesmo depois do que aconteceu aqui nesta sala, ele saiu sem mesmo ligar pelo que seria possível se ninguém aparecesse na sala dele.
No final, acabei sabendo que a Royal Sea era de propriedade de Perseus Jackson, um amigo do Sr. Di Ângelo, e também identifiquei ser o tal “ Percy “ por quem a Annabeth morre de amores. Revirei os olhos com tais pensamentos. Olhei no telefone: 18:02 P.M. Levantei preguiçosamente da cadeira e comecei a arrumar minhas coisas, não voltaria pra casa, iria direto pra faculdade. Minha cabeça tava cheia e, depois do meu “ Choque de Realidade “ eu tava mais magoada do que eu já tivera antes.
Uma coisa é você ser desejada, outra coisa é você ser usada e ser tratada como um nada depois. Ouvi o clique do elevador se abrir e entrei. A música de Jazz voltou, mas desta vez como um Jazz Contemporâneo de John Pizarrelli. Fechei os olhos e apreciei a música, me balançando levemente. O Elevador abriu e eu saí rapidamente, logo abrindo a grande porta de vidro e sentindo o ar puro de NYC balançar meus cabelos. Sorri levemente, e olhei para meus pés, caminhando. Vi o ônibus chegar e corri meio cambaleante, por causa saltos. Subi no mesmo e me sentei, pensando em coisas aleatórias. Minha vida tava uma merda, e eu pensei que ia melhorar, mas outra vez, estava enganada. Como sempre.
* * *
Desci do ônibus e caminhei pelo campus da universidade, eu achava aquele local lindo, principalmente pelas árvores, era bom sentar embaixo de uma delas, e observar a paisagem do céu. Cheio de estrelas, perfeito. Inspirei aquele ar puro e entrei no Bloco de Administração. Encontrei Clarisse na porta da nossa sala, me esperando.
– E então, Como foi? – Perguntou Clarisse sorrindo.
– Normal. – Suspirei olhando para baixo. – Annabeth já chegou?
– Não, ela saiu com o Percy. Chega dá enjoo do amor da Annie pelo Jackson. – Revirou os olhos.
– Vem cá, eles namoram?
– Não, cara! Já falei pra Annie não se iludir com o Percy, porque ele é o maior cafajeste, depois do Luke e do Nico. – Falou confusa. – Na verdade nem sei qual é o mais cafajeste, só sei que todos são.
– Percy e Nico são amigos? – Perguntei. – Quem é Luke?
Ouvi passos de saltos baixos ecoarem pelo corredor e me virei para trás, dando de cara com uma Annabeth andando rapidamente, ela parou em frente à nós e a avaliei. Ela tinha os cabelos soltos totalmente embaraçados, estava completamente suada e tinha a blusa branca de botões completamente amassada. Clarisse riu, logo em seguida dando um sorriso malicioso me levando junto consigo.
– O que foi? – Perguntou Annie olhando para baixo e ajeitando a roupa.
– O que foi? – Clarisse explodiu em risadas me levando junto consigo no ato. – Cara só um retardado não perceberia que você está numa situação pós-sexo.
Annabeth fez uma careta.
– Estou tão ruim assim?
– Pelo menos prende o cabelo e troca de blusa. Tenho um casaco aqui, tu quer? – Annie assentiu rapidamente.
Clarisse tirou o casaco e deu para Annabeth que o vestiu rapidamente o mesmo.
– O Percy me ligou hoje. – Clarisse falou meio relutante, olhando para mim. – Disse que ia sair com a Calipso...
Annabeth parou de remexer na bolsa e olhou para nós. Ela abaixou a cabeça e passou uma mão nos olhos, que julguei ser limpando as possíveis lágrimas que estavam caindo. Se eu senti pena? Muita. A Annie não merecia isso, não mesmo.
– Ele me disse que ia sair com o Leo e o Luke... – Ela falou olhando para todos os lados, nervosa. – Filho da puta.
– Não fala assim da Sally, já não basta a Ella chamar o Tyson de filho da puta também, a Tia não fez nada. – Clarisse falou abraçando Annie. – Só pôr no mundo, mas isso não vem ao caso.
Eu sorri, e consegui levar Annie numa risada também. O sinal tocou e fui em direção à sala, Annabeth foi para o prédio de Arquitetura e Clarisse entrou comigo, começando com a aula de Gestão de Pessoas, com a Sra. Dodds. Eu realmente gostava do curso que fazia, mas as aulas da Dodds eram entediantes. E a Clarisse não parava de entrar no WhatsApp pra falar com sei lá quem. Revirei os olhos, como ela poderia falar dos “amores” da Annabeth, já que ela estava a mesma coisa com um tal de Chris? Comecei a rabiscar coisas aleatórias no caderno, quando eu ouvi o sinal tocar. Dei graça aos Deuses, pus minha mochila nas costas e saí. Encontrei Annie e Clarisse discutindo algo e gesticulando com as mãos, aliás, quando ela passou por mim?
– Qual o motivo da discussão? – Perguntei à elas.
– Não estamos discutindo, apenas estou dando hipóteses à Annabeth para esquecer o Jackson, mas se ela quer ser chifruda a qualquer custo, então foda-se. – Clarisse disse e se retirou, indo para a praça de alimentação.
Olhei pra Annabeth e ela remexia os dedos com a cabeça baixa, envergonhada. Não poderia culpá-la, sabia muito bem como era gostar de uma pessoa e ela não lhe dar a mínima, e não, não estou falando do Sr. Di Ângelo. Você confiar muito em uma pessoa e ela trair sua confiança... Não era nada boa a sensação, além de ser iludida, ingênua e fazer tudo aquilo que aquela pessoa lhe mandava.
– Ei, não fica assim... – Comecei, tocando no ombro da loira. – Eu sei como é, mas se tu quiser dar outra chance à ele tudo bem Annie, mas você não vai ficar assim a vida toda não é? – Ela assentiu. – Fale com ele, diga que não aceita ser tratada desta forma, e se ele não aceitar, acredite, ele não é o homem certo para você.
Ela balançou a cabeça afirmativamente e buscou o celular no bolso, olhei para trás e Clarisse observava tudo de braços cruzados. A morena me chamou com o dedo indicador e me direcionei à ela.
– Explicou a ela? – Perguntou.
– Não mandei ela esquecer ele, Clarie. Não faz assim, ela tem que dizer à ele que não quer ser tratada assim, e se ele não aceitar, ele não é o cara certo. – Expliquei.
– Porra, Thalia! Você sabe quem é o Percy? – Neguei. – Ele fica com a Annie, quando ela vira as costas ele já vai atrás de um rabo de saia. Ele não presta, mesmo sendo meu amigo... Ele não presta.
Eu não iria me meter mais nesse assunto, aquilo era entre a Annabeth e o tal Percy, sabia que a Clarisse não falaria mal de alguém à toa, então resolvi acreditar nela. Mas eu considerei as opções, Perseus era filho de um cara rico, provavelmente era um mauricinho que gostava de gastar o dinheiro do pai, e ficava comendo várias mulheres.
– Desculpe. Não vou mais me intrometer neste assunto. Isso não tem haver nada comigo então... – Observei Clarisse, ela olhava preocupada para algo atrás de mim, que julguei ser Annabeth. Virei-me e a vi discutindo com alguém ao telefone. Ela gesticulava com as mãos rapidamente e eu me virei para Clarisse.
– Ele não aceitou, e você sabia disso. Agora é que a Annabeth se destrói mesmo. – Falou a morena e saiu.
Realmente achava que Perseus iria aceitar só ter a Annabeth, mas superei-me. Eu que havia dito à Annie para ligar para ele. Eu que havia mandado Annie perguntá-lo quem ele queria. E eu que ferrei a Annabeth. Cara, quando eu iria fazer uma coisa certa? Me virei, ajeitei a mochila em minhas costas e saí daquele local. Quando eu saí dos portões da faculdade, caminhei em direção à esquina, mas invés de um ônibus havia um Jaguar naquele lugar.
Não cara, me diz que não é ele que está aqui.
Desejo não atendido. A porta do carro foi aberta e de lá saiu o Sr. Di Ângelo, com uma blusa de botões branca, e o blazer negro em seus ombros, sendo segurados pela mão direita. Ele sorriu e veio até mim.
– O que está fazendo aqui? – Perguntei desconfiada.
– O que? – Ele sorriu. – Não posso fazer uma visita?
– Não estou em casa. O que quer?
– Diretamente então? Ok, vamos para minha casa. – Sorriu maliciosamente, observando meu corpo.
É, eu odiava a minha vida, eu odiava as injustiças da vida, e eu odiava ainda mais meu emprego. Ou nem tanto assim.
* * *
Eu não consegui sair daquele carro quando vi a casa à minha frente. Não duvidei que fosse a mãe de Annie, a Atena, que tenha arquitetado toda a casa. O trabalho dela era bem feito. Muito mesmo.
– Vem. – Ele me chamou e foi em direção à casa.
Eu estava tremendo por dentro, e por fora também, isso era inegável. Eu nunca me sentira assim, e logo agora? Eu não sabia o porquê de sentir aquelas coisas, era só um homem. Não que fosse a minha primeira vez e tal, não, não era. Eu já tinha sido forçada a fazer sexo várias vezes.
Mas não com um cara tão gostoso assim.
Também tenho que parar de me iludir com o Di Ângelo, já está ficando monótono isso. O mesmo abriu a porta de entrada e ligou as luzes. A casa era completamente branca, com móveis da mesma cor, ou parecidos. Ele jogou o blazer no sofá e subiu às escadas.
– Você não vem? – Falou sério.
Assenti e subi às escadas. Teria que dar uma explicação bem falsa para mamãe quando chegasse em casa, e eu não gostava de mentir para minha mãe. Não mesmo. Me distraí tanto que eu já estava entrando em um quarto, que estava completamente escuro.
– Ahn..? – Disse com a maior cara de mongol.
Sem mesmo perceber, fui prensada na parede, e logo senti lábios gélidos em meu pescoço. Deuses, eu vou morrer hoje! É claro que eu sabia que era ele, mas eu ainda não tinha coragem para reagir. Eu sabia que agora não teria ninguém para atrapalhar. Percebi que estava sendo empurrada para a cama e logo caí em cima dela. Observei o ser que me olhava de cima.
Nico estava sem camisa e tinha um sorriso de lado. Ele subiu em cima de mim e me beijou. Senti suas mãos passearem em meu corpo, e quando o mesmo chegou a barra de minha camisa, a tirou rapidamente, logo voltando a me beijar ferozmente. Ele tinha mãos geladas, e quando chegaram ao fecho de meu sutiã, estremeci. Ele o retirou rapidamente, e começou a mordiscar minha clavícula, logo descendo pelo vale entre meus seios, os observando.
Sem menos esperar, ele começou a morder e a chupar os meus seios, massageando o outro, arrancando-me gemidos. Depois de deixá-los vermelhos e sensíveis, ele retirou a própria calça, e fez o mesmo comigo. Só que em vez dele retirar a minha calçinha, ele a rasgou. Nico olhou para mim e deu de ombros, retirando sua box. Inclinou-se e começou a remexer em algumas gavetas, logo tirando uma camisinha de lá de dentro. Ele abriu o pacotinho, e a colocou rapidamente em seu membro, já ereto.
Ele se aproximou de mim e ficou entre minhas pernas, coloquei minhas mãos em seus ombros, para um apoio, e ele me penetrou. Soltei um alto gemido que a vizinhança provavelmente, havia ouvido.
– Shh, não faz barulho, caralho. – Ele rosnou em meu ouvido.
Ele começou com movimentos de vai e vem, rapidamente. Nico colocou a cabeça na curva de meu pescoço, abafando seus gemidos. Ele estocava fortemente em mim, e eu transbordava de prazer. Quando senti que logo vinha o orgasmo, o mesmo foi fazendo movimentos mais rápidos, e como se fosse sincronizado, gozamos juntos, dando um ultimo gemido de prazer.
Nico saiu de cima de mim, retirou a camisinha e a jogou no lixo. Levantou-se e vestiu a box que antes usava, virou-se para mim e fez uma cara séria.
– Vai embora. – Disse.
Eu fiquei estática. Cara, a gente tinha acabado de fazer sexo, e ele me manda ir embora? Me senti como um lixo, que já tinha sido usado e já era para jogar fora. Assenti, me levantei e vesti minha roupa, abrindo a porta e saindo rapidamente dali. Abri o portão que dava para a saída da casa, e quando estava virando à esquina, as lágrimas desceram. Não era um choro silencioso, mas sim magoado, talvez desesperado. Ele tinha sido superficial, e eu devia saber disso.
Acenei para um ônibus que passava e o mesmo parou, me deixando subi. A viagem foi curta, até porque eu não parava de pensar nas palavras. Eu não era nada. Já devia ter esperado aquilo. E o que eu realmente pensei? Que eu iria dormir ali? Com ele? Bufei.
Desci do ônibus e me direcionei a porta de casa, ela estava silenciosa, então fiz de tudo para não acordar minha mãe, não queria perguntas agora. Não estava com cabeça para responder. Subi às escadas, tomei um banho e troquei de roupa. Me aconcheguei no edredom, e fiz de tudo para logo dormir.
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