Submissive
4 Domination
Notas iniciais
“ Eu digo porque é tão bom?
É tão bom ser mau?
Conseguindo o que eu quero garota,
Porque isso te deixa tão louca? “
– David Guetta
Com o recesso de Natal, graças aos Deuses eu não trabalharia. Mas como sempre a minha alegria dura pouco, eu praticamente fui obrigada por Rachel e Silena a ir para uma festa particular de ambas. Eu a tratava como irmãs, já que eu sempre quis ter uma. Não que eu não amasse Jason, por outro lado, eu daria a minha vida por ele. Eu até me alegrei no momento em que fui convidada, pensei que ia ser só uma festa de mulheres, como na outra vez. Até aí, tudo bem. Mas conversa vai, conversa vem, e descobri que mais seis caras iam para essa festa. E como eu sou uma sortuda que dá para ganhar na Mega-Sena, descobri que um dos caras seria o Sr. Di Ângelo.
De primeira, fui saber quem seriam os tais caras.
– Charles Beckendorf
– Chris Rodríguez
– Leo Valdez
– Percy Jackson
– Luke Castellan
– Nico Di Ângelo
Eu não teria problemas em vê-lo, bem, mais ou menos. O único problema seria olhar para a cara cínica dele, e ainda ter que cumprimentá-lo. Bem de qualquer forma, eu teria que fazer isso uma hora ou outra. Eu trabalho para ele. Como era uma festa só entre amigos segundo Silena, eu teria que ir bem-vestida, o que nunca se aplica ao meu caso. Silena disse que, seria uma Ceia para os mais íntimos a ela, já que a mãe, Afrodite Beauregard, que descobri ser dona de uma das empresas mais cobiçadas de modelos do mundo, não parava uma hora sequer em casa.
Rachel e Bianca haviam me convidado para ir fazer compras com as mesmas, mas o problema é meio que óbvio, eu não tenho dinheiro. Quando disse isso, elas fizeram questão de dizer que iam pagar tudo. Eu não gosto que pensem que eu sou coitadinha, que quero lascar o dinheiro dos outros, mas bem, foram elas quem me convidaram para as compras. No fim, aceitei.
– Está longe, em Grace? – Disse Rachel fazendo uma cara de deboche, sentando-se na cadeira em frente à minha.
– É bom parar de vez em quando, para saber se o que você está fazendo é realmente o certo. – Refleti.
Em minha opnião, eu estava fazendo o errado. Não era novidade mesmo, eu fazia de tudo por mamãe e Jason.
– Sabe... – Ela suspirou tristemente. – Eu já devia ter feito isso há muito tempo. Não sei se estou certa em sempre correr atrás do Luke, tenho que me conformar que ele nunca vai mudar. Cafajeste não muda.
Essas três palavras me fizeram refletir rapidamente. Isso, cafajeste não muda. Isso se aplica a Nico também. Eu deveria ter percebido o que ele era desde a primeira vez que o vi. Desde pequena minha mãe me disse que homens só se reuniam para falarem de quatro coisas: Carros, Dinheiro, Bebidas e Mulheres. Ela começou a dizer isso quando eu completei sete anos, quando meu padrasto, o Bill, começou a passar o dia inteiro bebendo, e quando chegava em casa, batia em mamãe.
– Vou analisar o Luke nessa festa. – Dei uma risada, sendo acompanhada por Rachel. – Não se rebaixe ao nível dos homens, eles nunca vão ser melhores que nós.
Essa era uma frase que eu levaria para minha vida toda. Seria uma raridade encontrar um homem que se importe com você de verdade, que não fosse um cafajeste.
– Sabe, não precisa. Eu vou tentar esquecer ele, Thals. – Ela deu um sorriso fraco. – Não quero que se preocupe comigo assim.
– O que vão querer? – Olhei para o lado e encontrei uma garçonete do Starbucks.
– Um Donut e um Caputtino. E você, Lia? – Perguntou Rachel virando-se para mim.
– O mesmo. – Respondi.
Depois de tomarmos café, decidimos ir à casa de Silena, já que a mesma insistiu, porque estava muito atarefada e não sabia o que escolher para colocar nos cômodos. Segundo Rachel, toda comemoração Silena trocava a decoração da casa.
– A Silena só tem a Afrodite de parente? – Perguntei à ruiva.
– Na verdade não, ela tem uma irmã de outro casamento da mãe, a Drew, só que ela é um saco, então nem adianta querer conhecer ela. – Ela fez uma cara de nojo e eu ri.
– Ela é tão ruim assim?
– Ruim? Deuses ela é o demônio em pessoa. Mimada demais. Acredita que ela tem 23 anos e nunca trabalhou, nem nada do tipo? – Fiquei boquiaberta. – A Tia Dite que manda o dinheiro para ela se manter e tal, mas... – Ela me chamou para mais perto. – Às vezes eu acho que ela ganha uma cotinha extra como prostituta. Nunca se sabe, né?
Eu não me aguentei, explodi em uma risada exageradamente alta, levando Rachel no mesmo tom, comigo.
– Porque acha isso? – Tentei dizer, controlando minha respiração, parando de rir aos poucos.
– Sei lá, meus palpites, talvez porque o Nico, o Luke, e o Percy já tenham comido ela... – Ela tentava controlar a respiração também. – E eu não posso listar todos porque senão eu não terminaria esse ano.
Não deixei de perceber quando ela citou “ Nico “ na frase. Acho que sou eu quem vai começar a listar, só que listar quantas mulheres aquele cara já comeu. Porra, será que dá menos de quinhentas? Olhei para a janela do carro e me deparei com a mesma casa por quem tinha me apaixonado. Sorri quando avistei Silena na porta, acenando para nós. Andamos um pouco, e quando chegamos perto da mansão, Silena veio correndo nos abraçar. Devolvi o abraço.
– Deuses, pensei que não viriam! – Ela começou a falar, virando-se de costas e indo em direção à sala da casa. – Sabe, eu estou indecisa se uso o branco ou o preto.
– Pensei que a “ Cor Símbolo “ do Natal fosse o vermelho. – Fiz uma cara confusa.
Silena virou-se para mim e inclinou a cabeça um pouco para o lado fazendo uma cara confusa. Na mesma posição, subiu os olhos ao teto e estalou os dedos. Dei um pulo.
– Obviamente? – Ela começou a remexer em alguns catálogos e jogou uns para Rachel. – Não é disso que estou falando, Lia. Bem, em parte, é claro que o vermelho é essencial, mas só vermelho é muito... Óbvio?
– Só ter o vermelho na decoração é um Clássico, Si. – Falei.
Rachel havia me falado que Silena não seguia os padrões normais de festa. Ela fazia uma incrível mistura de cores, criava o impossível, e no final ficava tudo bonito.
– Eu acho o preto uma cor linda Si, mas é uma festa animada, não acha? Então eu acho melhor o branco. – Disse Rachel, olhando alguns tecidos.
Eu apenas observava as duas jogando tecidos de um lado ao outro, correndo pela casa, discando para Buffet. Pera, elas iriam contratar garçons?
– Vai ter garçom aqui? – Perguntei curiosa.
Rachel que falava ao telefone virou-se para mim e balançou a cabeça negativamente, logo colocando o telefone fixo no lugar.
– Não, Lia. O Buffet é só a comida mesmo, porque a gente não sabe cozinhar... – Ela fez uma cara envergonhada. – Digo, pelo menos eu não, e a Si também não. De nós, acho que só a Bianca sabe cozinhar mesmo. Eu realmente, nem sei fritar um ovo.
– Eu estou me sentindo como se estivesse sido atropelada por um caminhão. – Me virei para trás e reconheci à morena atrás de mim, Clarisse.
– Ai amor, eu dou um diagnóstico daqui a pouco para você, deixe eu só ligar pro Chris, quero confirmar uma coisinha. – Rachel foi pulando em direção ao telefone.
Clarisse deu um pulo no lugar que estava e correu até a ruiva, tomando o telefone da mesma.
– Não ouse. – Semicerrou os olhos, e colocou o telefone no lugar de antes.
E bem, a minha tarde se passou assim, com elas, mesmo com aquelas briguinhas bestas, eu amo elas de coração. Faz pouco tempo sim, mas elas ganharam a minha confiança tão rápido que até eu mesma me surpreendi com isso. Segundo todas elas, já tinham seu vestido, resumindo, eu era a atrasada nisso tudo. Rachel e Bianca me disseram que iriam me levar ao Shopping ainda hoje, já que a Ceia da Si seria hoje à noite. Ou seja, Natal. Eu realmente queria passar o Natal com minha mãe, mas ela insistiu em que eu teria que ir, e se eu não fosse ela iria ficar com muita raiva de mim. Disse que eu realmente precisava sair mais, e precisava ter amigos.
* * *
– Não sei por que você não gostou deste vermelho, ele é tão lindo. – Disse Rachel mexendo no vestido.
Tá, o vestido era bonito, o porém é, ele era muito curto, e eu não gosto de usar shorts curtos na frente das pessoas, imagine vestidos vulgares, ainda mais vermelhos, que os deixam mais vulgares. Sem falar no decote que eu tinha acabado de reparar, esvaziando todas as chances mínimas de eu usar aquele vestido. Neguei rapidamente com a cabeça e Rachel bufou.
– Cadê a Bianca? – Tentei mudar de assunto, indo para a saída da loja.
– Não sei, e não é isso que vamos falar agora, Thalia! – Ela aumentou a voz quando disse meu nome, o que me assustou.
– Então é o que? – Me fiz de retardada.
– Qual é o problema de usar vestidos curtos, ein? Seu corpo é perfeito cara, e aquele vestido vai modular a suas curvas e... – A cortei com a mão.
– Quanto mais folgado melhor, eu não quero vestidos curtos, nem apertados. – Dei um sorriso sem dentes e me virei, para a outra extremidade da loja, procurando um vestido decente.
– Volta aqui, Caralho! – Ouvi Rachel gritar, mas dei de ombros.
Comecei a olhar alguns vestidos, uns até eram bonitinhos, mas todos, digo todos, tinha um decote aqui ou ali. Eu já estava impaciente com a demora de Bianca, cara pra onde ela foi, pelo amor de Deus?
– Thalia! – Bianca vinha sorrindo em minha direção, com uma garota com seus quinze anos, ao lado. – Poxa, que demora pra escolher um vestido, ein?
– É por causa da Rachel e os vestidos vulgares que ela escolhe. – Observei a garota. Ela era loira, e tinha olhos claros. Sorriu pra mim, e devolvi o mesmo. – Quem é?
Bianca fez uma cara confusa mas depois se tocou.
– Ah! Desculpe, essa aqui é Ella Olympus, minha prima. – E sorriu. – Ela veio nos ajudar, mas não é muito chegada em roupa.
– Sério? Pelo menos alguém com quem conversar que não seja sobre assunto de roupa. – Elas sorriram. – Pera, eu já ouvi falar de você... Ah, sim, foi você quem chamou o Tyson de filho da puta.
Ela revirou os olhos e sorriu.
– Ele mereceu. Aquele moleque não para de me encher o saco. Não tem quem aguente. Não foi por mal, eu adoro a Tia Sally.
Nós três demos uma risada em uníssono.
– Ainda quero conhecer essa Tia Sally. Me disseram que ela faz comidas azuis. – Arqueei uma sobrancelha, perguntando se é verdade.
– É sim. Na verdade é pro Percy, porque ele tem uma frescura que quando é pra comer só comida azul, ele come só comida azul. – Ela fez uma careta. – O Percy é estranho.
Eu ri.
– Vem, eu quero ir para casa logo, tenho que encontrar esse vestido, senão elas não vão largar do meu pé hoje.
* * *
Ella era uma pessoa interessante. Mesmo tendo seus quinze anos, ela não era a típica adolescente americana que gostava de sair para shoppings e comprar roupas. Segundo ela, preferia ficar em casa, jogando VideoGame, comendo, e dormindo. Ela me falou sobre Tyson, que tinha a mesma idade que ela. Disse que ele era insuportável, mas às vezes era legal, o que o fazia ser seu melhor amigo, e primo.
– Quem são seus pais? – Perguntei vagamente à Ella, que me arrastava por todo Shopping, procurando um Bob’s.
– Só tenho pai. Ele se chama Apolo. É um médico do St. Olympus. – Respondeu, olhando para todos os lados.
– Entendi.
– Mas eu não fico muito em casa, não gosto de ficar sozinha. – Fez uma careta. Sorri. – Eu geralmente durmo na casa da Bianca. Quando ela não está com o Leo, obviamente. Já tive essa experiência, não é muito boa.
Ela riu, me levando junto consigo. Ela me falou sobre todos eles.
Disse que o pai de Leo e de Charles, era Hefesto Valdez, um grande empresário no ramo de tecnologia robótica e variadas. O pai de Luke, Hermes Castellan, era dono da Companhia de Correios dos EUA. O pai de Chris era do ramo da medicina, mas Chris não era muito chegado ao pai, então mal se falavam. E o pai de Percy era Poseidon Jackson, que era dono da Royal Sea, e estava passando para o filho.
– Charles e Leo são irmãos? – Fiz uma cara confusa.
– Na verdade não, quero dizer, só por parte de pai, quando a mãe de Charles estava grávida, Hefesto deu uma puladinha na cerca e engravidou Esperanza, a mãe de Leo. Só que Esperanza morreu quando Leo ainda era pequeno, num incêndio. Os dois tem, sei lá, três meses em diferença de idade? É deve ser isso. – Respondeu.
Quando Bianca e Rachel chegaram ao carro, já era 18h46min, dizendo que a festa de Silena começaria às 21h00min. Elas justificaram que estava difícil encontrar um vestido que eu me agradasse, me deram um sermão, dizendo que eu estava com frescura e mais outras coisas que, elas que me perdoem, eu não prestei atenção.
* * *
No final eu havia achado o vestido que elas escolheram decente para mim. Não era nem curto, nem longo. Ele era colado até meu busto, e depois ficava soltinho. Antes de me deixar em casa, Bianca havia me jogado um par de scarpins pretos. Eu achei aquela coisa tão grande que eu peguei até uma régua para medir. Doze centímetros, se eu caísse daquilo, quebraria o pescoço. Outro problema, é que eu era uma merda andando de salto, então eu passei o resto da tarde andando no mesmo, o que resultou em seis quedas de cara, e dois escorregões.
– Querida, uma amiga sua está aqui e... – Mamãe parou na porta do quarto, olhou para mim e abriu um largo sorriso. – Está tão linda, Thalia.
Sorri. Eu realmente não me reconheci quando me olhei no espelho. Tinha deixado o cabelo solto, não tinha nada para fazer com ele, e eu achava interessante meu cabelo, por ele ser liso no começo e terminar em alguns cachos. Mamãe me abraçou forte e eu retribuí.
– Vai ficar bem, Mãe? – Perguntei, olhando-a com um ar preocupado.
– Claro que sim. Jason está comigo, se acontecer alguma coisa, ele vai resolver. Ou ligar para alguém. Nada com o que se preocupar, querida.
Assenti para ela, e desci às escadas, dei um Tchau para Jason e ele o retribuiu. Quem dirigia o carro era Clarisse, com Annabeth logo atrás. Fiz uma cara confusa. Cadê Bianca?
– A Bianca não vinha com a gente...? – Perguntei a elas.
– Sim, mas ela resolveu ir com o Nico, já que estava mais perto e tal... – Respondeu Annie.
A viagem até a casa de Silena foi bem tranquila, eu pedi desculpas a Annabeth por causa do que mandei ela fazer em caso a Percy, a mesma disse para eu não me preocupar, porque já estava tudo bem. Clarisse disse que hoje iria beber até dizer chega, ou até acabar o álcool, o que eu acho muito impossível, mas depois considerei a ideia que ia ter homens na festa, e que ser humano bebe mais álcool do que homem em festa? Silena havia avisado que em Ceias de Natal dela não entrava suco. Seria só álcool ou refrigerante. Optei por ficar com o refrigerante. Não queria sair bêbada dali.
– Até que enfim, chegaram! – Disse Rachel, caminhando rapidamente até nós.
Olhei para ela. O salto de Rachel era bem maior que o meu, e eu ainda estava reclamando. Bem, ela escolheu usar aquilo, eu acho. Entrei na casa e vi que estava toda arrumada, de Branco e Vermelho, como Rachel havia dito. Havia ficado lindo, Silena realmente era boa no que fazia. Ela me disse que queria ser igual a mãe, uma estilista de sucesso. Olhei para a outra extremidade do local, onde havia três homens, um moreno, com os cabelos cheios de cachinhos, o que eu achei muito fofo, outro loiro, com olhos azuis claros, com um topete perfeitinho no cabelo, e outro moreno também, só que em vez de cachos, havia um topete baixo no cabelo do garoto. Eles caminharam até mim e me cumprimentaram, cada um. O de cabelos cacheados, que mais parecia um elfo, por causa das orelhas, inclinou-se para frente e beijou minha mão.
– Senhorita, é uma honra. – Falou o garoto, que se apresentou como Leo Valdez.
– Relaxa, Thalia. Ele é assim mesmo, dá em cima de todas, ninguém quer. – Bianca abanou a mão em direção a ele, e o mesmo bufou.
– Ninguém quer? Não foi o que pareceu ontem, enquanto você gemia o meu nome. — Respondeu Leo com uma cara de deboche para Bianca.
A mesma ruborizou no mesmo momento e foi em direção a cozinha, falar com Clarisse. Toquei-me que Bianca havia vindo com Nico, mas onde estaria ele? Andei mais para frente e olhei para cima. Lá estava ele, apoiado na barra de proteção do segundo andar. Ele tinha um sorriso de lado no rosto, como sempre, e acenou vagamente para mim. Não fiz nada, apenas abaixei a cabeça e andei em direção a cozinha onde se encontrava Bianca, Clarisse e outro garoto, que se apresentou como Chris.
– Vocês viram o Charles? – Perguntou Chris.
Charles era o garoto moreno que mais cedo um pouco havia me cumprimentado.
– Ainda pergunta? – Falou Clarisse. – Segundo andar, terceira porta à esquerda. Melhor não incomodar, a Silena também está lá.
Os três sorriram maliciosamente e voltaram a conversar. Repeti o mesmo ato de antes, só que desta vez mais escondida, olhei para cima e ele ainda estava lá, com um copo que julguei ser Uísque, na mão. Ele bebeu um gole e olhou para baixo, em direção a cozinha, me escondi rapidamente, dando de cara com Bianca.
– Algum problema? – Ela fez uma cara confusa.
– Não, nenhum. – Menti. – Está tudo bem, só estou com um pouco de calor.
E aquela foi à mentira do século, porque a casa da Silena era toda fechada, por causa do Ar-Condicionado, que sempre estava no mínimo. Saí logo daquele local antes que Bianca se tocasse e fui em direção aos fundos da casa. Ali havia um jardim, e uma área só com árvores, parecendo uma floresta. Perto da mesma, havia uma grande piscina. Sentei-me em uma das espreguiçadeiras e tentei relaxar.
Acalme-se, Thalia.
A festa ainda nem havia começado eu já estava assim. Olhei no celular: 22h52min. Eu iria ficar aqui até mais de meia-noite, e já estava nervosa, por causa de um cara que nem do meu lado estava. Não ainda. Eu pressinto que ele vai tentar se aproximar de mim.
– Está com calor, Grace? Eu também. – Ouvi a voz dele e me arrepiei.
Virei-me para trás e dei de cara com ele, estava com uma camisa negra de botões, com os dois primeiros abertos, um jeans surrado, e um All Star. Ele caminhou até mim, e do mesmo modo, eu andava para trás. Ele riu.
– Ah! Que isso, está com medo de mim? Eu não mordo. – Ele continuou a caminhar. – Só se você quiser.
Ele sorriu safado para mim e me observou atento a cada detalhe em mim, dividindo a visão entre minhas pernas e meus seios.
– O que quer? – Perguntei ríspida.
– Sabe, você é tão sem graça, geralmente as garotas com quem transo gostam de brincar antes. – Ele parou e deitou em uma espreguiçadeira.
– Se você não percebeu, elas fazem isso por pura vontade. Ao contrário de mim. – Falei, mas me arrependi.
Ele virou a cabeça em minha direção e levantou uma sobrancelha. Levantou-se da espreguiçadeira e veio em minha direção, pegando-me pela cintura e colando sua boca ao meu ouvido.
– Foda-se o que você quer, Grace. Eu que mando em você, e sabe disso. Não conteste, não vai querer ficar de castigo. – O mesmo falou com a voz rouca ao meu ouvido, logo o mordendo, se afastou, fazendo um bico, e entrando na enorme casa.
Eu realmente estava arrependida do dia em que disse “ Sim “ para aquele cara. Eu preferia ser garçonete em um bar, em que homens passavam a mão em você toda hora, do que trabalhar para ele. Mas eu não iria desistir facilmente assim, ele iria ver o que eu posso fazer, e que eu não vou ser dominada por ele tão fácil. Eu é que vou dominá-lo. Custe o que custar.
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