Submissive
11 Always Something Bold
Notas iniciais
" Ela pode te ganhar de olhos fechados.
É insano.
O jeito como ela doma,
Ela pode te transformar num animal. "
– Enrique Iglesias
Era possível dizer que estava nascendo um pequeno ódio pelo Di Ângelo naquele momento. Resmunguei, com outra tentativa inútil de me levantar daquela maldita poltrona. Revirei os olhos, olhando para o relógio novamente. Vinte minutos. Fazia exatamente vinte minutos que Nico saíra, dizendo que ia comprar algum tipo de remédio que me ajudasse com o "pequeno" incidente que havia ocorrido. A culpa não é nada minha se ele é um troglodita enquanto transamos. Minha atenção foi tomada para a porta, que era destrancada. O pequeno nervosismo se esvaiu de mim ao ver que era Nico quem entrava na sala.
– Pelos Deuses, finalmente! — Dei um pequeno grito. Ele sorriu em forma de deboche, colocando uma sacola em cima de sua mesa. Veio em minha direção, segurando minha mão e me puxando da poltrona. Em um movimento rápido, se virou e sentou-se na poltrona, comigo em seu colo. — Por que demorou tanto?
– Problemas, morena. Meu pai está como um louco me ligando. Deve ser por causa do jantar de hoje à noite. — Colocou as pernas em cima da mesa, puxando a sacola para si. Remexeu lá dentro, tirando um tipo de spray. Jogou a sacola em cima da mesa novamente, colocando a mão entre minhas pernas e as afastando. Levantou a saia, aplicando o remédio naquele local. — Querem comemorar a volta de minha mãe. E as garotas provavelmente vão te arrastar até lá. Oque não é uma má idéia.
– Não. Elas não vão fazer isso. — Nico sorriu, acariciando minhas coxas. Coloquei o braço em volta de seu pescoço, retribuindo a carícia. Ele fechou os olhos, recostando a cabeça na poltrona. Suspirou pesadamente, abrindo os olhos e virando-se para mim. — Quer que eu vá?
Ele assentiu, me olhando e fazendo um bico. — Por favor. — Sorri, lhe dando um selinho. Colocou a mão em minha bochecha, passando o polegar, acariciando-a. — Te espero lá, então.
Nico levantou-se da poltrona, colocando o spray em cima da mesa. Me deu um beijo rápido, colocando o celular no bolso e pegando a chave do carro. — Onde vai?
– Resolver alguns problemas, aliás, precisa de algo? — Falou, apoiando as mãos na mesa, se recostando.
– Preciso das minhas pernas, ou melhor, preciso delas em ótimo estado, Di Ângelo. — Ele sorriu safado, vindo até mim e se abaixando. Passou as mãos com força em minhas pernas, dando um tapa forte. — Cacete! Você não tem consciência não?
Se levantou e deu de ombros, virando-se em minha direção. — Não vai fazer muita diferença, até porque hoje a noite você não tem como escapar de mim, Thalia. Então, acho melhor você ficar boa, certo?
O olhei indignada, e ele sorriu. Me deu um último selinho, saindo da sala. Bufei, olhando em volta. Me estiquei um pouco, pegando meu celular que estava em cima da mesa. Olhei as horas, 17h48min. Final do expediente. Se eu realmente iria para aquele jantar, teria que falar com alguém sobre isso. Disquei o número de Annabeth, colocando o celular no viva-voz e deixando-o em cima de minha barriga.
" Annabeth, eu preciso falar com você e... "
" Thalia! Também tenho algo pra te dizer, hoje vai ter meio que uma festinha na casa dos Di Ângelo. Vai ser tipo um jantar para a Maria, e óbvio, eu vou te levar você querendo ou não. "
" Obrigado pela não compreensão. E era sobre esse jantar que eu ia falar com você, mas esquece. "
" Lia, me encontra no shopping. Eu preciso te contar algo importante, ok? "
" Daqui a pouco eu chego, Chase. "
Nos despedimos e desliguei. Tinha o pequeno pressentimento que era sobre Percy. E talvez fosse uma notícia boa, pensei. Peguei minha bolsa, colocando o celular lá dentro. Me apoiei no braço da poltrona, me levantando. Andei devagar até a porta, saindo e fechando-a. Maddie não estava ali. Menos mal, então. Um pequeno choque de dor se passou pelo meu corpo, e eu corri até o elevador, me recostando na parede enquanto o mesmo fechava. Então, é assim que é sofrer as consequências. Não é realmente na hora, mas sim depois. Amaldiçoei Nico com todas as palavras possíveis em meu vocabulário, ouvindo o clique do elevador. Saí do prédio, pensando no jantar, e em Nico.
Que Deus tenha piedade de mim.
* * *
A maior atividade que eu fazia naquele momento era batucar os dedos na mesa tediosamente. Por incrível que pareça, eu havia chegado primeiro que Annabeth. Meu Deus, vai ser lerda assim em outro lugar. Mas no bom sentido, claro. Era meio constrangedora a sensação do garçom vier lhe perguntar qual o seu pedido pela terceira vez e você dizer que estava esperando alguém. Isso me recorda de filmes em que na verdade a pessoa leva um "fora", mas que ainda se conforma. Ou não.
– Estou esperando uma pessoa, obrigada mesmo assim. — Foi automático, e o garçom desculpou-se novamente. Que merda, Chase.
A cadeira foi arrastada, e uma bolsa jogada de qualquer jeito em cima da mesa. Levantei o olhar, observando Annabeth com um sorriso absurdamente grande. Arqueei a sobrancelha, me recostando na cadeira, e a loira chamou o garçom com um dedo. O mesmo veio, e anotou nossos pedidos no bloquinho. — Thalia. Você não vai acreditar, aliás, ninguém vai mesmo.
– O que aconteceu? — Perguntei.
– Percy me pediu em namoro. Eu ainda estou desacreditada, Grace! E muito feliz aliás, não sabia se esse dia existiria mesmo. E sabe o melhor? — Ela colocou as mãos em cima da mesa, mordendo o lábio inferior. — Foi tipo uma reconciliação com sexo, entende? Foi assim...
– Não, Annabeth. Sem detalhes, por favor. — Fiz uma careta, e o garçom colocou os cafés e donuts em cima da mesa. Beberiquei o café, e Annabeth me olhava. — Chateada?
– Não. — Ela sorriu, e eu retribuí o sorriso. Peguei um donut, mordendo-o. Annabeth bebeu o café, recolocando-o em cima da mesa. — Mas é que nós fizemos umas posições e...
– Deuses Annabeth! — Gargalhou, e eu bufei, gargalhando em seguida. Terminei o donut, limpando minhas mãos no guardanapo. — Guarde essas coisas para você. A propósito, eu sei algumas posições, ok?
– Sabe é? — Annie deu um sorriso safado, cutucando-me o braço direito. Depois de um pequeno período de tempo, havia percebido oque havia dito. Senti minhas bochechas arderem, e tomarem um tom avermelhado. — Nossa Thalia, não sabia que era tão safada.
– Digo... — Falei, percebendo que se dissesse algo a mais, poderia piorar a situação. Suspirei me entregando, Annabeth sorriu, pegando o café em mãos. — Esqueça, Chase.
– Não vou esquecer. Mas vou deixar para a posteridade. — Deu o último gole no café, colocando o dinheiro em cima da mesa e se levantando. Fiz o mesmo, e fui puxada por Annabeth em direção as lojas. — Não se sinta entediada. Não vou comprar nada. Eu acho. Mas tenho certeza que a tentação não deixa.
– Me sinto entediada quando estou com Rachel e Silena. — Falei, acompanhando-a. Annabeth entrou em uma loja, olhando um vestido azul. — Elas praticamente vão em todas as lojas desse shopping. E repito, em todas as lojas elas compram algo.
– A Silena tem a meta de lotar o closet dela. Super normal. — Respondeu, pegando o vestido e indo em direção ao provador. — Vai me aconselhar agora, Grace.
Assenti, olhando os pufes que estavam virados em direção aos provadores. Me sentei num deles, cruzando as pernas. Encostei a cabeça na parede, relaxando. O barulho das cortinas sendo abertas e os saltos de Annabeth me chamaram a atenção, fazendo-me abrir os olhos. Podia-se dizer que a Chase realmente havia acertado tanto na cor, como na estrutura do vestido. Tinha um decote no vale dos seios, e era preso até a cintura, soltando-se nas pernas. Sorri, aprovando. Annabeth virou-se para o espelho, analisando vestido.
– É para o jantar? — Perguntei a Annie, e a mesma disse que sim, entrando no provador. Olhei em volta, observando o pequeno fluxo de mulheres comprando vestidos. Suspirei, vendo Annabeth sair com o vestido em mãos. Veio até mim, segurando em meu braço e me guiando até o caixa. — Te espero no estacionamento, pode ser?
Annabeth confirmou com a cabeça, e eu saí da loja. Fiz um coque em meu cabelo, saindo do shopping. Já era noite, e eu não tinha a mínima idéia do que vestir para esse jantar. Mas admito que, eu não estava muito afim de ir mesmo. Me direcionei ao carro de Annabeth, me recostando no mesmo. Então, todos estariam lá. Agora que Hades me conhecia, ele provavelmente não iria gostar da minha presença ali. Uma dúvida me atingiu, ao pensar no que Annabeth havia me dito.
A festa ia ser na casa dos Di Ângelo. Bianca havia me dito que a casa deles era numa reserva florestal, à 140km de NYC. Então, não teria como voltar ainda hoje para casa. Pelo fato de ser uma rodovia bem perigosa, tecnicamente ninguém iria voltar para casa esta noite. Me virei meio assustada, sentindo a mão de Annabeth em meu ombro. Ela sorriu para mim, e eu entrei no carro. A loira deu a volta, sentando no banco de motorista. Ligou o carro, dando a volta e saindo do estacionamento.
– Annabeth... — A chamei, brincando com a barra de minha saia. A loira virou-se para mim, arqueando a sobrancelha, perguntando o quê era. — Disse que a festa iria ser na casa deles, não é?
– Sim, por quê? — Perguntou, franzindo o olhar.
– A casa deles não fica numa reserva florestal, digamos, meio longe da cidade? — Fiz uma cara confusa, vendo NYC passar rapidamente em meus olhos. — Bem, sendo direta, se formos a essa festa, iremos voltar que horas?
A loira riu, negando com a cabeça. — Não, Thalia. Não vamos voltar. Digo, não hoje. Vamos voltar amanhã, é claro, porque iria ficar muito tarde para voltarmos ainda hoje. Maria e Hades disseram que não há problema algum em dormirmos lá, até porque tem muitos quartos.
– Não posso dormir lá, Chase. — Falei, mantendo a voz num tom normal, não demonstrando meu pequeno nervosismo. — Eu não vou, melhor assim.
– Agora não tem como desistir, Grace. — Annabeth parou o carro, me fazendo observar a casa de Silena. Virou-se para o banco de trás, pegando uma sacola e jogando em cima de mim. Abriu a porta do carro, saindo. Fiz o mesmo, com a sacola em mãos. — Não faça desfeita do presente. Eu vi lá e pensei em você. Então, tenho toda a certeza de que vai ficar lindo, até porquê você vai, querendo ou não.
Annie acenou para Patrick, entrando na mansão Beauregard. A segui, indo pela trilha de pedras. Entramos na casa, e por incrível que pareça, ela estava vazia e silenciosa. A loira tirou os sapatos, largando algumas sacolas em cima do sofá, segurando apenas duas. Me chamou com um dedo, subindo as escadas. Abriu a porta que julguei ser o quarto de Silena, entrando no mesmo. O quarto estava numa total bagunça, com roupas jogadas em todos os locais. Estava coberto por fumaça, que vinha do secador, utilizado por Rachel.
– Vocês tem a mínima idéia de que horas são? — Silena indagou, parando de lixar as próprias unhas. Uma toalha lhe cobria a cabeça, e estava de roupão. — Sejam rápidas! Precisamos de cabelo, unhas e maquiagem. Adiantem, cacete!
– Isso é necessário? Silena, é só um jantar... — Falei, colocando as sacolas em cima da cama. Silena e Rachel me olharam indignadas, e a ruiva me pegou pelo braço, jogando-me dentro do banheiro. Rachel deu meia volta, me entregando um roupão. — Tudo bem! Sem grosseria.
Passei as mãos por meus cabelos, desfazendo o coque. Tirei toda a roupa, entrando no box. Abri o chuveiro, sentindo a água gelada explorar meu corpo. Abaixei a cabeça, permitindo a água ter mais contato com meus cabelos. Eu me indagava se realmente deveria ir. De certa forma, a festa era de Maria e Hades. E eles não haviam me convidado. Até porque, acho eu, Maria não me conhecia. Infelizmente, Hades sim.
Mas oque me deixava nervosa era o fato de ter que dormir lá. E as palavras de Nico em sua sala me deixavam claramente desconfortável de ficar naquela casa. Ele iria ficar me provocando, e eu sabia disso. Não que eu odiasse isso, mas não queria ser flagrada. Segundo informações, a casa estaria praticamente lotada. Passei as mãos dentre meus cabelos uma última vez, desligando o chuveiro e saindo do box. Peguei o roupão que Silena havia me dado antes de entrar, vestindo-o. Destranquei a porta, sendo surpreendida por Ella me puxando e sentando-me na cama.
– Quando você chegou? — Perguntei, sentindo ela pentear meus cabelos rapidamente. Ela se inclinou, olhando para mim. Sorriu, voltando ao trabalho. — Gente, não precisa de tanta pressa.
– Ah não? Olhe só para Ella, já está pronta. E olha que não teve a ajuda de ninguém! — Falou Silena, dando um último alisamento nos cabelos, e vindo em minha direção. — Quero colocar uma maquiagem preta em você. Vai ficar lindo!
Podia-se dizer que as únicas atrasadas ali éramos eu e Annabeth, resultado, todas elas puxando-nos para fazer alguma coisa. Clarisse disse que Bianca não estava conosco porque iria arrumar o jantar com os pais, para as coisas ficarem mais fáceis. Silena fazia algo em meu cabelo, enquanto Ella pintava minhas unhas. Suspirei, mostrando que estava entediada em meio aquilo tudo. Realmente? Eu não gostava disso. Mas valia a pena, e dava pra perceber isso.
Silena vestia um vestido rosa claro, que combinava com a maquiagem nude. Quem olhasse rapidamente, diria que Rachel era um borrão vermelho naquilo tudo. Estava completamente de vermelho. E terminava com Clarisse, com um verde escuro. A morena disse que não gostava de cores extravagantes, e eu pude concordar com ela. Annabeth terminou primeiro que eu, mexendo no vestido azul, que igualmente combinava com a maquiagem clara.
Ao terminar a maquiagem, Silena me entregou um salto negro, e a sacola que Annie havia me dado. Me direcionei ao banheiro, retirando o vestido da sacola e observando-o. A parte do busto tinha formas de renda negra, que parava no busto, e soltava-se num pano igualmente negro. O vesti, em seguida subindo no salto. Saí do banheiro, e por alguns segundos Silena sorriu satisfeita. Ella me puxou para as escadas, e descemos rapidamente.
– Meu Deus! — Rach gritou, mexendo freneticamente no celular. Nos olhou desesperada, empurrando-nos para o carro. — Já viram que horas são? Exatamente sete e meia! São quase duas horas pra chegar lá, merda.
– Não interessa. — Clarisse disse, abanando em descaso. Abriu a porta do carro, indicando para entrarmos. — O fato é, estou apressada por causa da fome. Eu necessito de comida.
E nisso tudo, a ida foi dividida em dois carros. Ella, Annabeth e eu fomos no carro da loira, e Clarisse, Rach e Silena foram no carro da ruiva. Ella conversava com Leo e Percy pelo WhatsApp, e os mesmos disseram que já haviam ido, e faltava só alguns minutos para chegarem. — Bem, agora é só esperar. Como eu não pretendo dormir cedo esta noite, vou dormir um pouquinho aqui. Quando chegarmos, me chamem.
Se recostou no banco de trás, fechando os olhos. Annabeth virou-se de esguelha para mim, dando um sorriso mínimo. Retribui o sorriso, encostando-me no banco. A paisagem passava como um borrão em minha visão, e meus olhos pesavam. O vento batia em meu rosto, me fazendo relaxar. Seria uma longa viagem, e eu realmente queria descansar.
* * *
Sentia algo me cutucar freneticamente. Resmunguei, estapeando a maldita mão. Virei-me para o lado, tentando voltar a dormir. Infelizmente, meu desejo não foi atendido. Agora tapas fortes atingiam meu braço esquerdo. Bufei, abrindo os olhos e observando Annabeth e Ella me amaldiçoando com palavras. Me ajeitei no banco, percebendo que já haviamos chegado. A casa era enorme, e ao seu redor só via o escuro das árvores. Retirei o cinto, saindo do carro. Elas fizeram o mesmo, e entramos na casa. Pude observar de perto a enorme piscina iluminada, com tendas e quiosques em volta. A área era realmente vasta de árvores, oque a deixava linda.
– Só moram eles aqui? — Falei baixo, a voz rouca pelo efeito pós-sono.
– Não. — Respondeu Ella, guardando o celular na bolsa. — Moram várias pessoas aqui, mas as casas são pelo menos dois quilômetros e meio longe uma das outras. Ou nessa faixa ai.
Balancei a cabeça afirmativamente, entendendo. Havia um grande fluxo de pessoas atrás da casa, oque me deixou com vergonha. Saber que era a última chegar deixava a pessoa destacada. Suspirei, abaixando a cabeça e abraçando-me o corpo. Uma mulher baixinha, com idade aparente à 50 anos se aproximou-se da gente, sorrindo. Tinha cabelos negros, e olhos da mesma cor. Maria Di Ângelo.
– Finalmente chegaram, meninas! — Parou-se a nossa frente, um sorriso enorme estampado em seu rosto pálido. — Que saudades, Annie. Ella, como está linda!
Maria olhou para mim, e dei um sorriso envergonhado. Balançou a cabeça, esticando os braços para um abraço. Me puxou, me apertando no abraço. Sorri, retribuindo o mesmo. Maria soltou-me, perguntando meu nome.
– Thalia. — Falei, e a mesma deu outro sorriso. Indicou com a mão para seguirmos, e paramos em frente a várias pessoas.
– Pai! — Ella gritou, indo em direção ao homem alto, de cabelos loiros encaracolados. Apolo, claro. — Disse que não vinha.
Ella soltou-se do abraço do pai, vindo em minha direção. Me sentei num dos pufes que havia ali, e a loira se sentou ao meu lado. Virei para ela, sussurando. — Me sinto estranha aqui.
– Hey, relaxa. Não são metidos, e acho que a maioria aqui você já conhece. — Falou, e um garoto que aparenta ter a mesma idade de Ella sentou-se a nossa frente. — Tyson. Papai ainda quer esfaquear você.
– Eu sei. E é por isso que eu não quero ficar sozinho com ele hoje, Ella. — Falou Tyson, em tom nervoso. Olhou para mim, dando um breve sorriso. — Thalia, não é? Prazer, Tyson.
Apertei sua mão, que estava suada. Dei uma risada baixa ao perceber, e ele colocou o dedo na boca, pedindo pra ficar quieta, logo rindo também. — Uma pessoa que salva vidas não seria capaz de matar, certo?
– Errado. Meu pai está odiando eternamente você, não é amor? Mas até que eu me canse de você, nada vai nos separar. — Ella aproximou-se de Tyson, lhe dando um selinho. Deram as mãos, e começaram a conversar sobre alguma série que eu não prestei a atenção de qual era. — Thals, Bianca está te chamando.
Virei-me para onde Bianca estava, observando ela acenar com a mão em minha direção. Me chamou com o dedo, e eu fui em sua direção. Parei ao seu lado, observando-a. Ela virou-se em direção à homem, que descobri ser Hades. — Pai. — Ele virou-se para nós, me olhando de cima a baixo. Seu olhar em mim era seco, e eu me sentia um nada em meio aquilo tudo. — Esta aqui é Thalia Grace, uma amiga minha. Eu a convidei sabe, porque somos bem chegadas, certo?
– Pode ser. — Falou, e deu de ombros em seguida, saindo do local, e entrando na enorme casa.
– Que demora, meu Deus! — Clarisse se juntou a nós, olhando para todos os lados. Bebeu o champanhe, colocando a taça em cima da mesa. — Nico disse que iria buscar Chris no aeroporto. Até agora nada. E olha que o Di Ângelo não é prudente quando se trata de velocidade no trânsito.
– Tenho a certeza que eles estão chegando, Clarie. — Disse Bianca, mordendo um canapé.
– Aleluia! — Clarisse gritou, me dando um leve susto. Saiu em disparada até a entrada, se jogando nos braços de Chris.
Mas não era o lindo amor dos dois que me chamava a atenção no momento. Nico vinha em nossa direção, vestindo um terno bem alinhado, e com um sorriso extremamente sexy no rosto, me fazendo imaginar loucuras com ele. Suspirei, abaixando o olhar, e o mesmo parou a nossa frente. — Hey! Olha, convidei a Thals, você sabia que ela iria vir?
– Não. — Falou, me olhando de cima a baixo, satisfeito. Mordeu disfarçadamente o lábio inferior, colocando as mãos nos bolsos. — Que surpresa, Srta. Grace.
– Sr. Di Ângelo, que prazer em revê-lo. — Falei, sorrindo minimamente. Bianca falou algo que eu não prestei a mínima atenção, e saiu. — Como o senhor está?
– Muito bem, agora. — Disse, observando em volta. Seu olhar voltou-se para mim, e deu um sorriso safado. — Não pense que vai escapar de mim, baby. Hoje você é a presa e eu sou o caçador.
Piscou para mim, e saiu em direção aos garotos. Suspirei, dando um leve sorriso. Ah, quem eu queria enganar? Eu estava loucamente anciosa para aquela festa acabar e ele me jogar em algum lugar, e me fazer completamente sua. Fui em direção à Silena, que conversava com uma mulher alta, com aparência de modelo. — Atrapalho, Si?
– Thals! Claro que não. Esta aqui é minha mãe, Afrodite Beauregard. Ela finalmente deixou a passarela por uns dias, em mamãe? — A mulher sorriu, e deu um beijo em meu rosto, seguido de um abraço. — Essa é Thalia, mãe. Aquela fora dos padrões da moda que eu te disse.
– Oh, sim! Silena me falou muito mal das suas vestimentas. — Falou animada me analisando. O que realmente eu estranhei foi que geralmente quando as pessoas se conhecem elas dizem que a outra pessoa falou bem de você. Mesmo que ela tenha se referido às vestimentas. — Estou de ferias por uns dias, porquê não vamos ao shopping algum dia desses?
– Totalmente sim! É só marcar mãe. Eu arrasto ela querendo ou não. — Cruzou os braços, e sorriu vitoriosa para mim. — Está combinado, Thalia. Nem tente fugir.
Um tipo de sino foi tocado, chamando a atenção de todos que estavam no local. Maria chamava todos para entrarem na casa, dizendo que o jantar já estava pronto. Afrodite colocou a bebida em cima da mesinha, colocando o braço entre o meu e o de Silena, nos segurando até a entrada da casa, onde nos soltou e foi em direção à sala de jantar. Nós a seguimos, arranjando lugares para sentar. Silena sentou-se ao meu lado, e Afrodite ao lado da filha. Percebi a cadeira ao meu lado esquerdo ser puxada, e Nico sentar-se ao meu lado. Ele sorriu, e passou a mão por minha perna, apertando-a com força.
Apoiei os cotovelos na mesa, o rosto escondido sobre as mãos. Mordia freneticamente o lábio, me segurando para não soltar algum gemido sequer. Nico subiu o vestido, colocando sua mão dentre minha calcinha. Suspirei apertando fortemente o pano que cobria a mesa.
– Nico, querido. Pode ver se Hazel acordou? — Tirou sua mão rapidamente de onde estava, assentido e indo ao andar de cima. Suspirei aliviada, recostando na cadeira. — Tudo bem, o jantar será servido.
Vários garçons colocavam inúmeros pratos em cima da mesa, e podia-se dizer que havia de tudo ali. Tanto a minha atenção como a de todos que estavam ali se voltaram a Nico, que descia as escadas com uma garotinha em seu colo. Hazel, só podia ser. A garotinha saiu em disparada do colo do irmão, correndo até a mesa, e recebendo boas vindas de todos. Nico voltou-se a sentar ao meu lado, e todos começaram a se servir.
O barulho de talheres e muita conversa dominava o local. Mas eu ainda estava extremamente desconfortável. Sentia Hades olhar cada milímetro meu, e isso me deixava mal. Eu sabia que ele estava assim pelo fato de Nico ter se sentado ao meu lado. Preferi não ligar, e focar naquela imensidão de comida à minha frente. Estava realmente deliciosa, e com toda a minha aprovação. Em alguns momentos ouvia Silena reclamar sobre sua mãe sentar-se no lugar de Charles, que no momento se encontrava bem longe da morena.
– E então, parabéns por mais uma vitória! — Disse Poseidon, se levantando para um brinde. O clássico toque das taças foi ouvido, e uma mistura de risadas em seguida. — Ainda vai viver muito, Maria. Ainda vou te importunar muito nessa vida.
O jantar passou-se tranquilamente, claro com umas briguinhas ali, outras indiretas aqui, alguns olhares assassinos lá, mas apesar de tudo, deu tudo certo. Quando acabamos a sobremesa, já era 22h43min e segundo Maria e Hades quem quisesse ir dormir, já poderia escolher seu quarto de hóspedes. Comentou que não teria problemas em hospedagem, porque na casa existia 13 quartos. E é claro, eu demorei certo tempo pra digerir a notícia.
Me levantei, sem uma direção exata naquela casa. Admito, não estava com sono. Andava calmamente pelos corredores, explorando cada canto do enorme lugar. Acho que eu estava perdida talvez. Virei para outro corredor, observando Nico sair de um quarto. Ele sorriu, vindo em minha direção.
– Veio me buscar? — Começou a beijar-me o pescoço, me arrancando suspiros. Agarrei seus cabelos negros, dando leves puxões a cada mordida. — Ironia, estamos bem na porta do meu antigo quarto.
Me deu um leve empurrão, e eu encostei na parede. Prendeu-me com as mãos, e segurou uma de minhas pernas em sua cintura. Buscou minha boca num beijo desesperado, nossas línguas brincando em uma só sincronia. Deu um puxão em meu lábio inferior, e eu gemi baixinho, enquanto Nico subia suas mãos por dentre meu vestido. Seus lábios gelados tomaram rumo ao meu pescoço, dando chupões e mordidas que provavelmente iriam ficar roxas mais tarde. Passei a mão por seu tórax, desabotoando a camisa social do moreno.
– Ah, pelos Deuses! — Empurrei Nico imediatamente, percebendo o moreno atordoado. Maria tinha um rosto espantado, e eu poderia jurar que estava pior que tomate ali. — Eu não queria atrapalhar, me desculpem...
– Mãe... — Nico coçava a nuca, nervoso. Me olhou, revezando o olhar entre mim e a mãe. Suspirou, entregando-se. — Conversamos depois, pode ser? Mas por favor, não diz a Hades que nos encontrou em tal estado...
Ela deu um sorriso compreensivo, olhando-me e sorrindo satisfeita. Deu meia volta, voltando ao andar de baixo. Nico voltou a me olhar, e começou a me dar selinhos. — Que merda, Di Ângelo! — Falei repreendendo-o, e ele fez um bico, me dando leves beijos no pescoço. — Acabaram de pegar-nos juntos, e você realmente quer piorar as coisas?
– Hey, minha mãe não vai dizer à ninguém. Aliás, ela gostou de você. — Deu de ombros, passando a língua disfarçadamente pelo lábio inferior. Me pegou pela cintura, tomando meus lábios num beijo lento, e totalmente prazeroso. — Vamos para o meu quarto, que eu quero te dar prazer.
– Eu vou para o quarto de hóspedes, Nico. Não quero problemas. — O empurrei, virando de costas e descendo as escadas. Rachel mexia no celular, mas ao me ver, guardou-o e sorriu.
– Quer dividir quarto comigo? Bem, estão dividindo porquê aí não vai ter problemas no caso de quantidade correta. — Disse, segurando-me pelo braço e me guiando para o andar de cima. Passou por alguns corredores, e entrou numa última porta. — Aqui está ótimo.
O quarto era nude, e continha uma cama de casal na extremidade do local. Havia uma penteadeira ao lado do banheiro, e alguns pufes espalhados pelo quarto. Rachel ligou a televisão que tinha suporte na parede, jogando-se na cama e tirando o salto. — Vou tomar um banho, certo?
– Tudo bem. Vou atrás de Bianca, ela disse que iria arranjar as roupas para nós. — Levantou-se, saindo do quarto.
Entrei no banheiro, e me apaixonei pela banheira que ali havia. Abri o zíper do vestido, deixando ele deslizar por meu corpo. Retirei a roupa íntima, entrando na banheira e me permitindo relaxar. Prendi o cabelo num coque, encostando a cabeça na almofada da banheira. Suspirei, sentindo os jatos fazerem massagem em meu corpo. Batidas na porta tomaram meus ouvidos, e Rachel avisou que as roupas estariam na bancada ao lado da porta do banheiro. Gritei um "sim", e depois não se foi ouvido mais nada.
Olhei para o teto, pensando no ocorrido que acontecera minutos atrás. Não sabia realmente se Maria diria alguém ou não, e isso me atormentava. Mas falando a verdade, ela era bem melhor do que Hades. Isso era inegável para qualquer pessoa que os vissem. Então me sentia mais relaxada pelo fato de ter sido ela quem nos flagrou, não outra pessoa. Precisava ficar longe do Di Ângelo por hoje, não queria problemas maiores. Suspirei, me levantando da banheira e me enrolando na toalha que ali havia.
Abri a porta, pegando a roupa e vestindo-a rápido. Constava em uma blusa negra de alças, e um short de pano branco, que em minha humilde opinião, não precisava ser tão curto. Saí do banheiro, e Rachel se preparava para entrar no mesmo. — Ei, caso queria, tem chinelos ali.
Apontou para os mesmos, e entrou no banheiro. Fui até os chinelos, calçando-os e saindo do quarto. Precisava urgentemente de ar fresco, e já que aqui é uma área aberta, não seria algum problema encontrar um lugar calmo. A sala ainda estava cheia, mas cada um devidamente pronto para dormir. A conversa era o barulho central, que agradeci a quem pudesse por não ser percebida enquanto saía da casa. Andei até as árvores, e as adentrei, não ligando se estava escuro. A luz da lua iluminava a floresta, oque a deixava linda.
Ouvi passos sobre as folhas, e me virei assustada. Nico se encontrava com uma camisa cinza, e uma calça moletom. Veio em minha direção, passando o braço por meus ombros, e começamos a andar. Me virei para ele, encarando os profundos olhos negros. — Onde estamos indo?
– É mais ao fundo. — Disse, e segurou a minha mão, me puxando em meio as altas árvores. — Você vai gostar, e é lindo.
No meio tempo da caminhada, conversamos muito, aliás, como nunca antes. Nico era realmente uma caixinha de surpresas, que me surpreendia a cada ato seu. De vez em quando, parava e me dava um beijo, oque me deixava nas nuvens. Era um ato tão fofo, mas tão errado ao mesmo tempo. E era isso que me passava medo. Por ser tão errado para outras pessoas. Nico sussurou meu nome, e eu pude observar o local. Em meio as árvores, havia um pequeno lago de água cristalinas. A cachoeira era alta, e eu poderia ficar a noite toda ali, apreciando o vento, e me encantando com a paisagem.
Nico me abraçou por trás, enrolando meus cabelos, e segurando-os enquanto inclinava meu pescoço e o beijava. Sua boca deslizava por meu pescoço, me causando arrepios. Desceu suas mãos para minha blusa, segurando a barra da mesma e a subindo. A blusa foi jogada no chão, deixando meus seios à mostra. Fiz o mesmo com a sua blusa, jogando a longe. Ele sorriu, me empurrando contra uma pedra, e me beijando intensamente. — Sempre quis transar com alguém dentro deste lago, Thals.
– Aí dentro? — Me afastei dele, desacreditada. Ele me olhava nos olhos, e deu de ombros. — Não haverá problemas?
– Não, morena. Ninguém vai vir aqui a essa hora. — Disse, descendo meu short. Abaixou-se quando o mesmo chegou ao chão, e eu o chutei para o mesmo lugar da blusa. Nico começou a beijar a área entre minhas pernas, e me segurou, fazendo-me sentar em cima das pedras. — Vai ficar tão linda gemendo à luz do luar.
Sorri, dando um tapa em seu ombro, buscando apoio com as mãos, abrindo minhas pernas para mais contato com Nico, ele me olhou malicioso, balançando a cabeça, e se levantando. Fiz um bico, e o mesmo riu. — Por quê? Quando se começa uma coisa, se termina, entendeu? Aprendi isso com você.
– Eu adoraria fazer isso em você agora, mas aqui não. Quem sabe amanhã. — Bufei, aceitando sua decisão. Minhas mãos desceram sua calça rapidamente, revelando a box negra. — Espero que ninguem sinta nossa falta.
Me colocou em seu colo, entrando no lago. Não sabendo como, a água estava quente, e relaxante. Nico me soltou, e pude perceber que não era tão funda, mas nem rasa. A água ainda conseguia cobrir meus seios, e Nico me empurrou até a enorme parede de pedra que ali havia, ficando a poucos metros da cachoeira. Me virei para olhá-lo, e lhe dei um selinho. — Um lugar meio estranho para sexo, mas ainda sim bonito.
O moreno atacou minha boca, as mãos passeando inquietas por meu corpo, dentro d'água. Nico tirou minha calcinha, dando o mesmo destino das roupas. Fiz o mesmo com sua box, e levantei o rosto, enquanto ele deliciava-se de meus seios. Soltei um gemido, e agarrei seus cabelos, pressionando-o mais para meus seios. De surpresa, Nico me penetrou, fazendo-me soltar um pequeno grito. Inclinei minha cabeça para trás, e o moreno colocou seu rosto em meu pescoço, mordendo-o, para abafar seus gemidos. Os movimentos ficaram mais fortes, e Nico me segurava contra as pedras, para melhor apoio. Entrelacei minhas pernas em sua cintura, percebendo-o ir mais fundo.
– Ah, Nico... — Gemi o seu nome, prolongadamente. Revirei os olhos em prazer, descontando com arranhões em suas costas nuas.
Senti algo revirar-se em meu ventre, e apertei Nico mais contra meu corpo. Meu orgasmo não estava longe, e Nico intensificava mais os movimentos de vai e vem. Segurei Nico pelo pescoço, beijando-o para evitar os gemidos. Deslizei a mão por seu tórax, e numa única sincronia, o orgasmo chegou ao mesmo tempo para os dois. Soltei um gemido alto, e Nico foi em busca de minha boca, para um último beijo. Despenquei contra seu corpo, sentindo minhas pernas fraquejarem. O moreno segurou-me pela cintura, impedindo-me de cair. Levantei o olhar, observando Nico ofegante. Ele sorriu, me pondo em seu colo.
– Cansada? — Balancei a cabeça afirmativamente, e Nico saiu do lago, comigo em seus braços. Me colocou em cima de uma pedra, pegando nossas roupas e vestindo-se. Fiz o mesmo, me recostando na pedra. Fechei os olhos, apreciando o vento. — Como eu disse, ficou linda gemendo.
Sorri, abrindo os olhos. Me levantei da pedra, e Nico passou sua mão por minha cintura. Fizemos o mesmo percuso de antes, e muitas luzes ainsa estavam acesas. O fluxo de pessoas que conversavam na sala havia diminuído, apenas com Ella, Tyson, os Jackson, e Hermes na sala. Nico virou-me para si, acariciando meu rosto. Fechei os olhos, apreciando o ato. Senti seus lábios nos meus, e entrelacei meus braços em seu pescoço, aprofundando o beijo. Nico segurou-me pela cintura, depositando um beijo em minha testa.
– Meu quarto fica no andar de cima, então... — Começou, mas eu o cortei.
– Não vou dormir com você. — Falei, e ele me olhou confuso. — Já disse que não quero problemas, Nico. Mesmo que eu queira ficar mais com você.
– Ah não, Lia. O que é uma cama daquele tamanho sem a minha rainha? — Disse, segurando meu rosto com as mãos. Neguei com a cabeça, retirando suas mãos. Dei-lhe um último selinho, indo em direção à casa. Ele segurou meu pulso, e eu revirei os olhos. — Eu sou chato, sei disso. Mas tudo bem, você já me usou o bastante, agora não quer mais.
Fez um bico, e eu o olhei indignada. — Eu usei você? — Assentiu, fazendo um gesto triste. Me aproximei dele, beijando-lhe o pescoço. Suas mãos abraçaram-me pela cintura, e Nico beijou-me novamente. — Boa noite, Nico. Até amanhã.
Me soltei de seu abraço, indo em direção à casa. Entrei, fazendo de tudo para ninguem perguntar. Fui até o quarto em que estava hospedada, e Rachel ainda estava acordada. Ela me olhou maliciosamente, me puxando para a cama e se sentando a minha frente. — Conta! Sei que estava com o Nico, até porque esse roxo no seu pescoço não estava antes.
– Nada a dizer, Rach. — Falei, sorrindo em seguida. A ruiva gargalhou, deitando-se completamente.
– Meu Deus! — Falou alto, virando seu rosto para mim. — Como podem ser tão safados?
– Olha quem fala. — Dei de ombros, virando-me para dormir. Apaguei as luzes, fechando os olhos. — Não era eu que estava sendo observada por um loiro de olhos azuis. Que sinceramente, estava te comendo com o olhar.
Mesmo não vendo, sabia que Rachel havia ruborizado. Até porquê, ela tinha visto Luke secando-a. — Estraga prazeres, eu odeio ele. Vai se foder com o Di Ângelo, Grace.
– Hoje mais não. Eu tô cansada. — A risada dupla ecoou pelo quarto, e não foi dito mais nada.
Depois disso, me permiti relaxar. Realmente, estava muito cansada para fazer quaisquer coisa. E é claro, eu queria dormir com Nico, mas era quase impossível. Fechei os olhos, percebendo a respiração pesada de Rachel, que já dormia. Sorri involuntariamente, buscando fazer o mesmo. Seria um dia longo amanhã, até porquê Nico não mede os lugares para me provocar. Então, eu precisava me preparar fisicamente e psicologicamente, e nada melhor que uma relaxante noite de sono para isso.
Fale com o autor