Sublime Amor.
11 No.
Notas iniciais
– Ainda estou curioso pelo fato de você estar fazendo meu prato preferido, e ainda estou curioso por um amigo seu vir jantar. O que você anda aprontando? — Meu pai falou tomando seu suco.
– Só achei que você gostaria de comer lasanha a bolonhesa, pai. — Eu disse de costas para ele. O mínimo de contato visual naquele momento seria ótimo.
Quando eu tirei a lasanha do forno e depositei no centro da mesa de jantar, a campainha tocou. Fiquei parado por alguns segundos, em choque, encarando meu pai. Até que a campainha tocou novamente.
– Tá esperando o que? Vá atender Stiles! — Meu pai disse.
Joguei o pano de prato em qualquer lugar pela cozinha e caminhei com passos firmes até a porta. Quando abri, Derek estava com uma camisa social meio amassada branca e uma gravata azul. Sorri na hora. Eu nunca tinha visto ele assim, estava lindo.
Em suas mãos continha uma torta de frutas. Ele segurava meio desajeitado.
– Eu não sabia se deveria trazer flores. Acho que assustaria seu pai. — Falou sorrindo, aparentemente ele também estava nervoso.
– Am... Claro. Entre. — Falei abrindo caminho e fechando a porta ao ver que ele tinha entrado. Peguei a torta de suas mãos, evitando o contato físico e ele percebeu, porém, não disse nada. Caminhamos até a cozinha, e eu os apresentei.
– Pai, esse é o Derek Hale. Derek, esse é o meu pai.
– Muito prazer em conhecê-lo, Sheriff. — Derek disse sorrindo, apertando firmemente a mão do meu pai. Eu realmente achei que ele iria quebrá-lo.
– Prazer. Por favor, me chame somente de John. — Meu pai falou, estranhando a força do aperto de mão.
Jantamos em silêncio, até que meu pai resolveu quebrá-lo.
– Bom, primeiro o Stiles faz minha comida predileta que é lasanha, que eu não posso comer a propósito. Convida um amigo pra jantar, coisa que nunca fez antes. Agora esse silêncio e essas caras de enterro. Preciso saber o que esta acontecendo. — Meu pai disse.
– Certamente, John. — Derek depositou os talheres ao lado do prato. — Eu vim pedir a mão do seu filho em namoro.
Derek falava com uma calma tão enorme, que quase parecia que ele não estava dando treco por dentro. Eu fiquei mais nervoso do que eu já estava. Meu pai o encarava por alguns segundos.
– Vocês devem estar brincando com a minha cara. — Meu pai falou soltando uma gargalhada forçada.
– Não, John. Isso não é uma brincadeira. — Derek disse sério.
– Não é uma brincadeira, pai. — Eu não deveria ter aberto a boca. Minha voz saiu fina, meio lenta, meio baixa. Eu parecia uma criança com medo.
– Se esse é o seu pedido, minha resposta é não. E peço, por enquanto com educação, que você — meu pai apontou para o Derek — se retire da minha casa, e você — meu pai apontou para mim — suba para o seu quarto.
Derek assentiu, e eu fiquei incrédulo. Como meu pai poderia fazer isso comigo?
Quando Derek levantou, eu levantei junto. E ignorando todos os gritos do meu pai, eu o levei até a porta, com lágrimas nos olhos.
– Por favor, bebê, não chore. — Derek disse com um semblante triste.
– Não tem como Derek. — Falei com a voz embargada.
– Deixe a janela do quarto aberta. — Derek sussurrou, e ao ouvir mais um grito do meu pai, deu meia volta, entrou no seu Camaro e foi embora.
Eu senti como se uma parte da minha alma tivesse sido arrancada naquele momento.
Fui até a cozinha com passos firmes e duros, com raiva e com os olhos cheios de lágrimas. Eu estava destroçado.
Arrasado.
Abalado.
Como meu pai, meu próprio pai, poderia dizer não a minha felicidade? Ninguém nunca me fez feliz como Derek Hale me faz. Meu pai parece não enxergar.
– Por que você fez isso comigo? Por que você não o aceitou? Você esta dizendo não a minha felicidade pai! — Falei gritando.
– Sua felicidade é ao lado de uma mulher, Stilinski! Uma mulher que possa te dar filhos e aumentar nossa família! Eu só tenho você Stiles! Como iriamos dar continuidade a linhagem? — Meu pai falou ficando cada vez mais vermelho.
– Eu não preciso de uma mulher, eu não preciso de filhos! Eu preciso do Derek! — Falei em meio a soluços.
– Não, você não precisa. Você acha que precisa! Agora já pro seu quarto que eu não quero mais discutir. eu já disse não e ponto! — Meu pai deu seu último grito.
Dei meia volta e corri para o meu quarto tropeçando em tudo o que via pela frente. Eu não vou conseguir viver minha vida sem Derek Hale.
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