Sublime Amor.
12 Declaration.
Notas iniciais

"Ser profundamente amado por alguém nos dá força; amar alguém profundamente nos dá coragem."
– Lao-Tse
– Stiles, querendo ou não, temos que aceitar. É seu pai, é a opinião dele. — Derek dizia tentando me acalmar.
– Não dá, Derek! Simplesmente não dá! Como ele pode fazer isso comigo? Como ele poder ter vergonha de mim? Eu não pedi pra ser gay, Derek. Eu não pedi pra gostar de você, mas eu gostei. E é a coisa mais pura que eu já senti na minha vida! Eu não me arrependo de ter te conhecido, eu não me arrependo de ter consertado o maldito Camaro, eu não me arrependo de não ter inventado uma desculpa para não ir trabalhar naquele dia. Eu não me arrependo de ter te conhecido Derek. Sabe por que? Porque desde então eu tenho sido a pessoa mais feliz do mundo. Eu não tenho mais pesadelos, ataque de pânico, nada. Por causa de você. Você é minha âncora, Derek. Você já é minha vida. — Eu falei, sem tomar fôlego, com os olhos cheios d´água e de angustia. Eu amava Derek, meu pai não iria mudar isso.
Derek me olhava também com lágrimas nos olhos, e a boca semi-aberta.
– Você... Eu... Nós... — Derek tentou achar as palavras. — Eu também não me arrependo de ter te conhecido, Stiles. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Você, com essa sua boca inteligente e falante. Você que é cheio de defeitos e pintinhas. Você é a minha vida. Eu nunca pensei que iria gostar de um garoto, mas eu gosto. Eu gosto de você Stiles, como nunca gostei de alguém antes. Na verdade, é como se eu nunca tivesse gostado de ninguém antes. Você apagou totalmente minhas mágoas do passado, você me fez reviver Sti. — Derek falou com a voz embargada. Minha vontade era de pegá-lo nos meus braços e nina-lo, então eu o fiz.
Nos juntamos na cama, enrolados um no outro, com edredom, pernas, braços, tudo enroscado. Eu o puxava para mim como se o mundo fosse acabar e eu nunca mais fosse toca-lo. Derek era meu tudo. Naquele momento eu percebi isso. Eu estava apaixonado por Derek, e ele por mim. Foi a negação do meu pai, a rejeição, que me fez enxergar. Eu dependia dele para ser feliz. Eu precisava de Derek na minha vida, e, pela primeira vez, era recíproco.
Nos aconchegamos mais um no outro, e dormimos juntos. Em um mundo somente nosso.
*
Acordei sentindo frio, Derek não estava mais lá. Olhei para a janela e ela estava semi-aberta, sorri. — Vou passar a deixar a janela aberta -, pensei.
Se isso vai dar certo, tenho que fazer meu pai acreditar que não estamos mais juntos... É, farei isso.
Levantei, cocei meus olhos e bocejei. Meu rosto estava inchado, consequência do choro de ontem. Fiz careta com o pensamento. Chorei igual mocinha na frente do Derek... Que vergonha.
Caminhei até o banheiro tirando minhas roupas pelo caminho, entrei no box e abri o chuveiro. Esperei a água bater no meu rosto, depois no meu corpo, lavando qualquer resíduo de tristeza. Eu tinha Derek, não precisava de mais nada.
Coloquei qualquer roupa, já que tinha acordado cedo e estava de ferias. Eu só teria que começar a trabalhar la pelas 13h na oficina, então eu tinha tempo. Desci e meu pai estava tomando café na sala. Calado eu estava, calado eu fiquei.
– Stiles... — Meu pai me chamou.
– Fala. — Eu disse seco.
– Pode, por favor, tomar cuidado? Nas ruas, por onde você for... Cuidado.- meu pai falou, e parecia apreensivo
– Cuidado com o que? Ah, esquece. Vou ter. — Sai com um sanduíche e um copo de leite na mão. Eu não queira muita conversa com meu pai após o show de ontem. Liguei a TV do meu quarto e fiquei assistindo Tom e Jerry...
O tempo passou e eu fui para o trabalho, mais um dia chato. Trabalhar na oficina é um tédio! Não há quem aguente! Porém, não posso reclamar, preciso do dinheiro pra comprar meus livros e minhas HQ'S do Batman. Fora os bonecos, as roupas... Eu sou uma criançona presa no corpo de um adolescente de 18 anos. Ri com a ideia.
O dia por fim terminou, e eu podia ir para casa. Eu queria evitar ao máximo ficar com o pack, já que meu humor estava péssimo e a ultima coisa que eu precisava era de pessoas ao meu redor fazendo mil perguntas.
Peguei meu jipe e fui dirigindo pra casa. Do nada me veio a estranha sensação de estar sendo observado. Olhei para um lado, olhei para o outro e não vi ninguém. Joguei esse pensamento pro ar e deixei pra lá. Isso é tudo coisa da minha cabeça.
Chegando em casa, jantei um sanduíche qualquer e subi para o meu quarto. Tomei um banho, escovei os dentes, tranquei a porta e coloquei uma samba-canção. Deixei a janela aberta como de costume, para receber minha visita de todas as noites.
A tão esperada visita de Derek Hale.
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