Depois de um tempo Shurui e Yujim se separam.

_Yujim; Achei que ficaria bravo comigo por eu ter saído, afinal, meu irmão vive enfiando minhocas na sua cabeça.

_Shurui: Como você é boba. Sabe bem que eu jamais deixarei que nada do que seu irmão diga nos separe, até porque ele não tem muito interesse de que isso aconteça.

_Yujim: Realmente não seria bom para ele (diz ela sorrindo).

_Shurui: O seu irmão me vê como um garoto ingênuo e que não tem experiência. Ele pensa que através do nosso casamento ele unificará novamente os três reinos. Ele está muito enganado.

_Yujim: O que pensa fazer a respeito Shurui?

_Shurui: Não deixarei que ele governe meu reino. Ele acha que mesmo que eu esteja vivo deixarei que ele comande já que eu não tenho experiência alguma. Mas não será tão simples como ele pensa mas deixemos isso pra depois agora vamos aproveitar nosso pouco tempo juntos já que terei que voltar logo para Wu. Venha comigo (diz Shurui puxando a garota pelas mãos).

_Yujim: E onde estamos indo?

_Shurui: Descobrirá já já.

Shurui leva Yujim a um lugar onde ela nuca estivera. Era próximo a seu castelo. O lugar era bastante feio Yujim ficara sem entender porque Shurui a levara a um lugar daqueles.

_Yujim: Mas que espécie de lugar é esse. As arvores estão todas mortas e o solo completamente seco (diz ela olhando em volta).

_Shurui: Feche seus olhos (diz ele tapando os olhos dela).

Shurui da alguns passos com ela com muita cautela para que não caísse.

_Shurui; Pronto. Pode abri os olhos agora.

_Yujim: Que árvore linda (diz Yujim mirando uma imensa árvore que se escondia atrás de todas as outras arvores que não tinham mais vida).

Era uma arvore realmente bonita. Tinha folhas pequenas meio arredondadas. As flores da arvore eram bem maiores do que as folhas, tinham um formato de cone no começo mas no final tinham longas pétalas que curvavam como se a flor estivesse se virando pelo avesso.

_Shurui: Esta é a *Negai no Ki. Essa árvore está aqui à gerações. Diziam meus antepassados, que ela realiza qualquer desejo feito em baixo dela

_Yujim: É realmente linda (diz Yujim olhando para cima ainda admirada).

_Shurui: Sabe porque eu lhe trouxe aqui? (diz Shurui segurando as mão da garota).

_Yujim: Não (ela responde com uma expressão confusa.

_Shurui: Se essa árvore realiza mesmo qualquer desejo é aqui que vou desejar ficar com você até o ultimo dia da minha vida.

_Yujim: ...Shurui (diz ela com os olhos lacrimejando).

_Shurui: Não chore (diz ele acariciando o rosto de Yujim com uma das mãos). Nós nos amaremos até o ultimo de nossas vidas esse será o nosso desejo tudo bem?

_Yujim: Claro... Eu desejo isso também. Com todo o meu coração.

_Shurui: Minha pequena... (ele põe a outra mão no rosto da garota o segura fragilmente e olha nos seus olhos). Nunca se preocupe com o que o seu irmão diz. Não pense que ele pode nos separar porque a partir de hoje isso não será possível para ninguém.

Shurui puxa levemente o rosto de Yujim e o aproxima ao seu, fixa ainda mais o seu olhar no dela e a beija.

Enquanto isso cai da árvore uma flo,r que antes de tocar o chão, deixa cair sobre Yujim e Shurui um pólen brilhante que eles nem ao menos sentem cair sobre si. Ao tocar o chão, a flor murcha e se torna negra como as tantas outras que por ali estavam espalhadas.

Nesse espaço de tempo Kohaku já estava chegando a casa de vovó Kaede.

_Kaede: Veja Subarashi. Kohaku já voltou (diz ela apontando para o céu).

_Subarashi: Que bom. Vou pergunta-lo se Yujim ficou bem. Fico preocupada com ela pois seu irmão é um tirano.

Kohaku desce de Kirara e Subarashi se aproxima dele.

_Kohaku: Está preocupada com sua amiga não é? Não fique. Ela está muito bem, quando eu subi com Kirara ela estava com um garoto de cabelos negros e vestes estranhas, ao que tudo indicava era o noivo de quem ela havia me falado antes.

_Subarashi: A sim. Com certeza era o Shurui. Eu não o conheço mas pela sua descrição com certeza era ele mesmo.

_Kohaku: Subarashi...Quer dar um volta comigo?

_Subarashi: Eu?... Para onde vamos? (pergunta ela com as bochechas rubras).

_Kohaku: Quero que perca seu medo de altura, assim, quando precisar, poderá andar com a Kirara sozinha.

_Subarashi: Ah não. Isso não Kohaku. Eu jamais terei coragem para isso.

_Kohaku: Não precisa ter medo. A Kirara não vai derruba-la. Vamos. Dê uma chance a ela.

Subarashi olha para Kirara que agora estava em tamanho pequeno.

_Subarashi: Bem... Se você está dizendo vou acreditar em você.

Kirara se transforma.

_Kohaku: Venha. Suba primeiro.

_Subarshi: Como assim? Você não vai também?

_Kohaku: Vou sim porém quem indicará a direção a ser seguida será você.

Kohaku sobe em Kirara. Passou-se um tempo e continuarão ali parados.

_Kohaku: A kirara não sabe para onde você quer ir. Diga a ela.

_Subarshi: A sim. Claro. Kirara vamos para o oeste.

_Kohaku: Mas porque o oeste? Se não me engano foi lá que encontrei você.

_Subarashi: Quero saber como estão os meus pais. Só deixei um bilhete para avisa-los. Não se preocupe. Vou vê-los de cima. Não descerei até minha casa.

_Kohaku: Há algo que queira me dizer?

_Subarashi:Não. Nada (diz ela surpresa com a pergunta que Kohaku fizera).
_Kohaku:Certo. Vamos para o oeste então Kirara.
Kirara sobe com muito cuidado para que Subarashi não se assuste.
_Kohaku:Viu que não foi tão difícil como voce pensava.
_Subarashi:Realmente. Não foi (diz ela em voz baixa ao sentir o rosto de Kohaku tão proximo ao seu)
O dois ficam em silencio por um tempo mas logo o quebram. Kirara voou por mais ou menos 1 hora e enquanto isso Subarashi apreciava a beleza da floresta vista de cima.
_Kohaku:Vamos demorar muito ainda?
_Subarashi:Não. Ja estamos quase lá. O vilarejo fica logo depois daquelas árvores (diz ela apontando)
Kirara voou mais alguns metros e logo estavam sobre o vilarejo dos pais de Subarashi.
Assim que olha para baixo, Subarashi faz Kirara parar abruptamente.
_Kohaku:O que está fazendo? (diz Kohaku com o rosto praticamente colado ao dela).
Ao ver que Kohaku esta ainda mais próximo dela,Subarashi o empurra.
O garoto se desequilibra e cai, porem, usa as correntes de sua arma e as prende em uma árvore, antes que seu corpo se espatife no chão.
_Kohaku:O que há com você? Quer me matar é? (grita ele para Subarashi).
Subarashi desce até onde esta Kohaku para que ele suba em Kirara novamente.
_Subarashi:shiuuu ( ela pede silencio ).
_Kohaku:Porque preciso fazer silêncio?
_Subarashi:Olhe (ela aponta para uma pessoa que vê bem perto a cabana de seus pais).
_Kohaku:O que há de errado?
_Subarashi:Meu pais vivem praticamente isolados das outras pessoas do vilarejo.
Não é comum vir ninguém por aqui. Vou me aproximar mais.
Kirara se aproxima lentamente para que sua presença nao seja notada porém Subarashi salta dela ao reconhecer a pessoa que por ali estava.

Subarashi:O que você faz aqui? (pergunta ela ao individuo que estava de costas)
Ele se vira penetrando seu olhar acinzentado no rosto dela .Kakuna era um mal caráter mas sua aparência era muito encantadora. Tinha cabelos castanhos bem claros, uma franja sobre os olhos e o restante do cabelo rebeldemente arrepiado, o que combinava perfeitamente com seu gênio. Trajava roupas bem chamativas, um sobretudo dourado e
prata sobre um kimono preto.

_Kakuna: Ora, ora. Aí está você. Pensei que tinha fugido de mim (diz ele ironicamente ).

_Subarashi: você não respondeu a minha pergunta (diz Subarashi enfurecida).

_Kakuna: Pergunta com uma resposta bem óbvia não? Vim lhe ver é claro.

_Subarashi: Como disse? A onde quer chegar com isso? Outro dia mesmo você tentou me matar, acaso não se lembra?

_Kakuna: Sinto muito, a principio fiquei irritado pelo fato de minha irmã me desobedecer, mas acredite, eu não queria lhe fazer mal (diz ele o mais sério possível).

_Subarashi: Não estou entendendo. Acha mesmo que vou acreditar nisso?

Antes de receber a resposta de Kakuna, Shigoto, o pai de Subarashi, aparece.

Shigoto era um pobre aldeão já com a idade bastante avançada, ele se alegra muito ao ver a filha.

_Shigoto: Minha filha! Por onde andou o dia todo? Acordei hoje de manha e vi seu recado dizendo que iria sair com sua amiga, mas você demorou muito...Vejo que já conheceu o senhor Kakuna. Ele se ofereceu para ajudar a encontrar você.
_Subarashi: Esse homem não presta papai. É um oportunista. Ele estava me procurando apenas porque queria o meu … (Subarashi se cala de repente).

_Shigoto: O seu o que minha filha?

_Subarashi: Nada papai. Não é nada.

_Shigoto: E quem é esse garoto que está com você? (pergunta ele olhando para Kohaku).

_Subarashi: Esse é o Kohaku. Ele me salvou hoje de alguns youkais. Ele é muito forte papai (diz ela com orgulho).

_Kohaku: Olá (diz Kohaku um pouco tímido).

_Shigoto: Olá meu jovem. Obrigada por cuidar da minha filha.

_Kohaku: Não precisa agradecer, só peço que me deixe continuar cuidando dela. Ela ficará na casa da Vovó Kaede por um tempo e enquanto ela estiver lá eu cuidarei dela.

Nesse momento Kakuna interfere.

_Kakuna: Não há necessidade disso. Eu colocarei meu guardas para protege-la. Não precisas se preocupar garoto (diz Kakuna em tom de desafio para Kohaku).

Subarashi sequer permite que Kohaku responda e já entra no meio da conversa.

_Subarashi: Me proteger? Você? Nunca vou me esquecer que você me obrigou a usar aquele maldito po...( ela da uma pausa e logo retoma a fala). Não preciso de proteção. Vocês dois podem me deixar em paz (diz ela enfurecida e sai).

Kohaku ficou calado apenas observando Subarashi entrar na casa de seus pais.

_Shigoto: Desculpem a minha filha. Não sei o que há com ela hoje. Ela é sempre muito adorável.

_Kohaku: Eu sei que ela é adorável senhor Shigoto. Esperarei que ela volte ao normal. Diga a ela que estarei aqui fora.

_Shigoto: Tudo bem. Eu direi a ela.

Shigoto entra dentro da pequena cabana deixando Kakuna e Kohaku a sós.

_Kakuna: Qual é a sua ligação com Subarashi? (pergunta ele encarando Kohaku).

_Kohaku: Estou apenas protegendo ela de pessoas como você, se é que se pode chamar alguém como você “pessoa”, e tem mais, eu sei muito bem o que você quer dela. Esta enganado se acha que roubará o poder dela.

_Kakuna: Ora. Vejo que são bastante íntimos, já que ela te contou um segredo desses (ironiza ele).

_Kohaku: Ela não me contou, mas eu sei que ela esconde dentro de si um grande poder.

_Kakuna: Então você já sabe também que não deve interferir em meus planos se não quiser que ela morra não é mesmo? (ameaça kakuna).

_Kohaku: Pois saiba que não me amedrontam suas palavras (se defende Kohaku).

_Kakuna: Garoto ousado você. Mas veremos quem conquistará o coração de Subarashi primeiro.

_Kohaku: Não estou interessado. Quero apenas protege-la.

_Kakuna: Pode mentir para quem quiser, mas para mim isso não é possível garoto (diz kakuna dando as costas a Kohaku).

Kakuna se retira deixando Kohaku ali parado. Já estava anoitecendo e Kohaku precisava levar Subarashi de volta. Ele se senta em baixo de uma árvore e fica à espera dela.

Não demorou muito para que ela saisse.

_Subarashi: Kohaku. Você ainda esta ai? Achei que tivesse ido embora.

_Kohaku; Não posso ir embora sem você. Prometi a vovó Kaede que você ficaria lá. Como iria explicar se chegasse lá e ela não lhe visse comigo?

_Subarashi: não entendo porque se preocupam tanto comigo? Isso começa a me assustar.

Kohaku solta uma gargalhada.

_Kohaku: Não vejo uma senhora como vovó Kaede assustando alguém. Eu talvez até assuste, mas ela.... é impossível.

_Subarashi: Por que diz que você pode me assustar?

_Kohaku: Esquece isso (diz Kohaku se levantando). Vamos.

Kohaku monta em Kirara e espera Subarashi se despedir de seus pais.

Na volta pra casa de vovó Kaede...

_Kohaku: Subarashi... você pode confiar em mim pra contar o que quiser tudo bem?

Subarashi fica atônita com o comentário de Kohaku.

_Subarashi: Porque diz isso Kohaku?

_Kohaku: Por nada. Estou apenas deixando você saber que pode confiar em mim(diz ele lançando um sorriso para a garota).

_Subarashi: Tudo bem... “Ele tem se mostrado tão gentil, eu deveria mesmo confiar nele?... Não, agora não posso confiar em ninguém. Preciso encontrar logo essa sacerdotisa Kagome”.

_Kohaku: Ficou calada de repente. Algum problema?

_Subarashi: Estou apenas pensando em meus pais...Minha mãe reclamou muito porque eu os estou deixando. Eu era a única ajuda que eles tinham. Mas eles ficaram melhor sem mim... (subarashi poe as mãos na boca tapando-a ). Digo, não é o que eu atrapalhe mas é que...

Kohaku interrompe.

_Kohaku: Eu disse que pode confiar em mim quando você quiser Subarashi. Esperarei esse momento, portanto, não se preocupe. Não vou ficar te interrogando.

Subarashi sorri. Era um sorriso doce como todos os outros mas esse demonstrava um certo alívio.

A volta para casa parecia mais demorada. A explicação para tal demora, era que Kohaku, Subarashi e Kirara estavam perdidos. Sem perceber Kohaku, entrou em um território proibido. Ele estava preso em meio a centenas de pequeninas mariposas, tão pequeninas que ele nem as viu quando entrou em seu território. O pó que soltavam de suas azas era extremamente venenoso. Quando sentem o poder que emanava de Subarashi logo começam a atacar Kirara para que Kohaku e Subarashi caíssem.

Kohaku além das armas poderosas que tinha ainda tinha sua Kusarigama, era uma arma especial pra ele pois foi com ela que ele aprendeu a exterminar youkais. Ele a lança na direção das mariposas fazendo com que a arma lhe abrisse caminho. Subarashi já não aguentava mais. O veneno das mariposas havia afetado ela.

Ao sair do território proibido Kohaku percebe que Subarashi ardia em febre.

_Subarashi: Estou com muito frio Kohaku (sussurrava ela que já não tinham mais força nem para falar)

_Kohaku: já já chegaremos no vilarejo aguente só mais um pouco.

Kohaku envolve Subarashi com um dos braços a deixando bem próxima dele. Subarshi estava sentada de lado e segurava com a pouca força que restava na roupa de Kohaku.

Ao chegar no vilarejo Kohaku pega Subarashi no colo e a leva para dentro da casa de Kaede.

_Kaede: O que aconteceu Kohaku? (pergunta Kaede preocupada).

_Kohaku: Uns youkais mariposa. Vovó Kaede, ela está com muita febre. Pode dar um jeito nisso?

_Kaede: Claro. Só preciso ir pegar uma erva que se encontra numa floresta aqui perto. Você fica com ela até que eu volte?

Kohaku faz sinal positivo com a cabeça.

Vovó kaede sai as pressas para buscar a erva que serviria de remédio para Subarashi.

Enquanto isso Subarashi suava ainda mais. Depois de um tempo pegou no sono.

Kohaku pede Kirara para deitar em volta dela para que se aquecesse mais.

_Kohaku: “Não há duvidas de que essa garota é muito forte, se fosse qualquer outro humano já teria morrido...”

Kohaku para por um instante de pensar e começa a olhar fixamente para Subarashi. A claridade da lua entrava pela janela e recaia sobre o rosto do garota.

_Kohaku: “Não havia reparado o quanto ela é bonita” (pensa Kohaku enquanto suas bochechas coram).

Na floresta, vovó Kaede já havia encontrado a erva para o preparo do remédio e já estava voltando para casa.

Enquanto isso Subarashi ainda dormia. Kohaku enxugava o suor que brotava no rosto dela.

Vovó Kaede chega.

_Kaede: já já ela estará sem febre Kohaku. Vou preparar o remédio.

Vovó Kaede termina com o remédio e faz com que Subarashi beba mesmo dormindo.

Passam-se alguns minutos e ela acorda.

_Subarashi: Onde estou. O que aconteceu?

_Kohaku: Não se lembra? Fomos atacados por uns youkais mariposas. Eles te envenenaram.

_Subarashi: A sim. Agora me lembro (diz Subarashi pondo a mão na cabeça como se estivesse com dor).

_Kohaku: Mas graças a vovó Kaede você está bem. Descanse. O dia hoje foi muito cansativo para você.

_Kaede: você já vai Kohaku?

_Kohaku: Sim vovó Kaede. Tenho a missão de proteger um castelo essa noite. Isso me trás más lembranças, mas é o meu dever de exterminador proteger os humanos dos youkais...ja vou indo.

_Subarashi: Ah. Kohaku...Obrigada por tudo (diz Subarashi com a voz um pouco falhada).

_Kohaku: Não precisa me agradecer. Como eu acabei de dizer...Esse é o meu trabalho.

Kohaku se despede de todos parte para o castelo.

Notas finais
*Negai no Ki= Arvore dos desejos.