Subarashi E A Promessa De Casamento
6 A promessa de casamento
Depois de uma longa noite, o sol finalmente raiou. Os raios que entravam pela janela ofuscavam os olhos de Subarashi, a fazendo acordar.
_Subarashi: “Já é dia! Achei que o dia de ontem não ia mais acabar. Que alívio ver que eu estava enganada”.
Subarashi esfrega os olhos ainda sonolenta, faz sua cama e sai para tomar um pouco de ar. Ela estava sozinha em casa pois, como de costume, vovó Kaede e seu esposo (o avô de Kagome), tinham saído para colher ervas e também fazer estudos sobre coisas antigas.
Depois de uns minutos ao sol Subarashi entra novamente. Ela observava cada detalhe da casa completamente encantada. Nunca havia visto uma casa de verdade já que naquela época ainda existiam apenas cabanas. Seu momento de solidão é interrompido por uma voz que ecoava la da fora. “Vovó Kaede. Preciso de sua ajuda”, era o que dizia a voz, ela então sai para fora para ver de quem se tratava.
_Kagome: Vovó Kae... Me desculpe mas, você conhece a vovó Kaede?
_Subarashi: Sim. Estou aos cuidados dela, porém ela não se encontra no momento, ela saiu com o marido.
_Kagome: Ai! Esse vovô não tem jeito mesmo. Sempre arrastando a vovó Kaede para estudar coisas esquisitas.
_Subarashi: você disse seu avô?
_Kagome: Sim.
_Subarashi: Então isso significa que você também sabe fazer coisas tão maravilhosas como ele faz?
_Kagome: A que coisas você se refere?
_Subarashi: Coisas como essa casa. Fiquei muito encantada com todos esses detalhes.
A casa do senhor Higurashi era bem detalhada, como a própria Subarashi havia dito.
O teto era semelhante ao teto de sua casa da era atual. Tinha uma mesa bem no centro da sala e até mesmo um fogão. Tinha também seus artefatos que ele trouxera da era atual, não para vender, mas para estar sempre protegido. Era realmente uma bela casa.
_Kagome: Ah. Isso? Meu avô tem umas ideias bem mirabolantes, não ligue, ele inventou agora de ajudar todos do vilarejo a construírem casas como essa (diz Kagome rindo). Mas me diga. Qual o seu nome?
_Subarashi: Subarashi.
_Kagome: Bom conhece-la Subarashi. Eu sou...
Kagome é interrompida por Inuyasha que chega de repente.
_Inuyasha: O que faz aqui? Não disse para você não sair e deixar o Shikõ e a Shiawase sozinhos?
_Kagome: Que isso Inuyasha! Fala como se eles fossem colocar fogo na casa (diz Kagome ironicamente).
_Inuyasha: Vamos logo embora, vamos.
_Kagome: Como você é chato Inuyasha...(diz Kagome o ignorando). Subarashi, foi bom conhece-la mas agora tenho que ir. Deixei meu filho e minha sobrinha em casa sozinhos e eles não se dão muito bem. Quando a vovó Kaede voltar diga que estive aqui, por favor.
Kagome dá tchau à garota e sai acompanhada de Inuyasha porem deixara Subarashi com uma dúvida.
_Subarashi: “Como avisarei a vovó Kaede que ela esteve aqui sendo que nem deu tempo dela me dizer seu nome (Subarashi coça a cabeça). Essa mulher é esquisita e aquele meio youkai é mais esquisito ainda. Ah. Isso me faz lembrar da sacerdotisa que tenho de encontrar. A Yujim me disse que ela vive com um meio Youkai. Isso já está me preocupando, preciso encontra-la logo, cada vez mais youkais me perseguem e ninguém aqui pode saber sobre mim, especialmente o Kohaku (diz ela em tom triste).
Subarashi nem imaginava que a garota com quem acabara de conversar era a pessoa que ela procurava. Sem mais o que fazer, Subarashi apenas continuou ali a observar as “velharias” do avó de Kagome que se encontravam em uma estante no canto da parede.
Enquanto isso na casa de Kagome...
_Shiawase: Seu meio youkai nojento...vou acabar com você.
_Shikõ: Olhe para você! Não sei se percebeu, mas você também é meio youkai (diz Shikõ colocando língua para Shiawase).
_Shiawsae: Mas meu pai me disse que sou descendente de uma raça superior, e mesmo que eu tenha o sangue humano da minha mãe, ainda assim, sou superior a você, pois, você é filho de um meio youkai com uma humana enquanto eu sou filha de um youkai completo com uma humana. Estou em vantagem (se defende Shiawase).
_Shikõ: De qualquer maneira, isso não torna você um youkai completo.
Shiawse mostra suas afiadas garras e vai com a super-rapidez ,que herdara de Sesshoumaru, para cima de Shikõ.
Shikõ por sua vez usa um ataque que aprendera com Inuyasha.
_Shikõ: “Sankon Tessou” (Garras retalhadoras de almas).
E assim os dois rolam pelo chão. Como eram crianças seus ataques eram inofensivos, logo estavam rindo juntos.
Kagome e Inuyasha chegam minutos mais tarde e se deparam com Shikõ e Shiawase dormindo. Os dois estavam bastante cansados. Shikõ dormia de barriga para cima totalmente desajeitado, e do seu lado, estava Shiawase dormindo agarrada a uma “manta” bem felpuda que ganhara do seu pai.
Kagome e Inuyasha ficam aliviados ao verem que tudo estava bem.
_Kagome; Viu? Você se preocupou a toa.
_Inuyasha: Verdade. Desculpe ter apressado você.
_Kagome: Tudo bem. Talvez se eu tivesse ficado lá, eu poderia não ver como eles são lindos quando estão juntos assim.
Inuyasha poe a mão nos ombros da amada e a abraça por trás, e juntos, ficam ali observando o sono das crianças.
No vilarejo onde estava Subarashi, vovó Kaede já havia retornado.
_Kaede: Vejo que se encantou pela casa Subarashi.
_Subarashi: Sim. Muito. É algo incrível. Nunca vi nada parecido antes.
_Sr Higurashi: Ora minha filha. No meu mundo tem muitas outras coisas que te encantariam ainda mais.
_Subarashi: Mesmo? (pergunta ela com um grande sorriso).
_Sr Higurashi: Mesmo. Qualquer dia a levo lá.
_Subarashi: Ficarei muito agradecida.
Sesshoumaru se dirigia à casa de Inuyasha para buscar Shiawase, ao que tudo indicava iria ter confusão como sempre. Ele andou durante um tempo até que chegou.
_Sesshoumaru: Vim buscar minha filha (diz ele em tom arrogante e entrando sem pedir licença).
Inuyasha e Kagome que ainda observavam as crianças dormirem, se viram no susto).
_Kagome: Não seja tão barulhento. Não vê que eles estão dormindo?!( diz Kagome se aproximando de Sesshoumaru e o encarando).
_Sesshoumaru: Saia da minha frente. Preciso ir embora (diz ele afastando Kagome com a mão e indo em direção a Shiawase).
_Inuyasha: Devia pelo menos agradecer por temos cuidado dela (diz inuyasha o ignorando).
_Sesshoumaru: Não é como se eu tivesse pedido isso a vocês. Rin a deixou aqui sem minha permissão, portanto, não devo agradecer por nada.
_Kagome: Mas onde mais iriam deixa-la? Vocês não estavam em casa.
_Sesshoumaru: ( Ele da um sorriso de canto). A Shiawase é forte. Não é uma fracote como seu filho. Ela poderia ter enfrentado a batalha conosco. Ela está aqui por vontade de Rin, e não por vontade minha.
_Inuyasha: O filho de quem que você chamou de fracote? (Inuyasha rosna).
_Sesshoumaru; Não tenho tempo a perder com você Inuyasha.
Sesshoumaru cruza a porta com sua filha nos braços. Com sua super velocidade ele se vai voando em uma bola azul.
_Kagome: Eu em... Que bicho mordeu ele?
_Inuyasha: Creio que o de sempre (diz Inuyasha rindo).
Sesshoumaru não havia mudado muito. Era apaixonado por Rin e por sua filha, porém, não demonstrava isso a terceiros, mas todos sabiam que dentro do peito dele havia um coração que aprendeu a se preocupar com o próximo, e isso graças ao carinho que Rin sempre demonstrou por ele.
Chegando em casa...
_Sesshoumaru: Rin (ele grita).
_Rin: Sim (responde ela)
_Sesshoumaru:Não quero que deixe a Shiawase com o filho de Inuyasha. Não quero que ela seja uma fracote como ele.
Rin da um sorriso.
_Rin: Não se preocupe Sesshoumaru (diz ela indo em direção a ele). O amor da sua filha, ninguém vai lhe tomar. Sei que você tem medo (diz ela pegando Shiawase, que ainda dormia, dos braços de Sesshoumaru).
_Sesshoumaru: Não diga tamanha besteira Rin. Eu não me importo com essas coisas.
_Rin: Sei. Então está bem. Não se importa se alguém roubar o meu amor também não é mesmo? (diz Rin em tom sério).
_Sesshoumaru: Eu não quis dizer isso. Pare de colocar palavras em minha boca.
Rin coloca Shiawase na cama e anda em direção a Sesshoumaru.
Ela olha fixamente para ele com expressão séria e logo após começa a rir. Ela gargalhava, o que o faz ficar nervoso.
_Sesshoumaru: Posso saber qual é a graça? (pergunta ele grosseiramente).
_Rin: você tinha que ver sua cara quando eu disse que outra pessoa poderia roubar de você o meu amor (diz ela ainda rindo).
_Sesshoumaru: Acha mesmo que fiquei preocupado? (ele da um sorriso de canto).
_Rin: Então você realmente não se importa? (pergunta Rin desfazendo o sorriso).
_Sesshoumaru: Eu quis dizer que não me preocupo, e não que não me importo.
_Rin:E qual é a diferença? Porque para mim é a mesma coisa (diz ela com os olhos lacrimejando).
_Seshoumaru: Claro que eu me importo (diz ele aproximando seu rosto ao dela). Eu não me preocupo porque sei que ninguém jamais ousaria tentar tirar você de mim, e se tentasse, seria a ultima coisa que tentaria na vida (diz Sesshoumaru puxando a garota pela cintura e a colocando bem próxima a ele). Nunca mais repita isso. Enlouqueço só de pensar que algum outro homem possa tocar em pelo menos um fio de cabelo seu.
Seshoumaru sobe as mãos ,que estavam na cintura da garota, para suas costas.
Podia se ouvir o coração de Rin acelerar as batidas. Seu rosto corava. Era como se naquele momento lhe faltasse o chão.
Sesshoumaru então aproxima seu rosto ao de Rin até o ponto de seus lábios se encontrarem.
Passaram-se alguns semanas desde que Subarashi tinha ido viver com Kaede.
Ela já havia se acostumado bastante.
Em uma manhã, ela corda e vai colher algumas ervas para Kaede.
Era primavera na era feudal, as árvores mostravam toda a sua beleza através de lindas flores que desabrochavam.
Subarashi se encontrava agachada apanhando as ervas, quando é surpreendida por alguém.
_Kakuna: você me parece muito bem (diz ele colocando uma linda flor que arrancara de uma árvore, nos cabelos de Subarashi).
_Subarashi: O que faz aqui? (pergunta ela tirando a flor do cabelo e a devolvendo a ele).
_Kakuna: Achou que eu não a encontraria, não é mesmo? Seus pais me disseram onde você estava, então resolvi lhe fazer uma visita.
_Subarashi: Me diga... O que quer de mim? É o meu poder? Acredite, se pudesse já o teria dado a você só para me livrar dele (diz Subarashi nervosa).
_Kakuna: Não precisa se alterar. Não vim aqui para brigar com você (diz ele se aproximando de Subarashi).
Kohaku surge entre as árvores.
_Kohaku: Se afaste dela (diz ele sério).
_Subarashi:Kohaku! (diz ela abrindo um sorriso).
_Kakuna: Quem é você para me dizer o que fazer garoto?
_Kohaku: Apenas não se aproxime dela. É só um conselho (diz Kohaku o encarando). Vamos Subarashi (diz ele puxando a garota pelo braço).
Kakuna não interferiu pois sabia que se fizesse mal a Kohaku Subarashi o odiaria ainda mais, então, para poder prosseguir com seu plano, ele permite que Kohaku a leve.
Já a uma certa altura.
_Subarashi: Kohaku. Você está me machucando (se queixa Subarashi).
_Kohaku: Me desculpe. Eu não tinha percebido ( diz ele soltando o braço da garota).
As marcas dos dedos de Kohaku no pulso de Subarashi estavam bem visíveis.
_Kohaku: Eu não queria machucar você. Mas aquele cara... Odeio vê-lo perto de você.
_Subarashi: E porque? (pergunta ela confusa).
_Kohaku: Não sei dizer. Sinto que ele quer te fazer mal.
Kohaku e Subarashi andaram até certo ponto e logo pararam em baixo de uma grande arvore.
Kohaku se senta. Subarashi se senta ao lado dele.
Depois de um tempo calados.
_Kohaku: Subarashi. Quer ir a um lugar comigo? (pergunta ele fitando o céu).
_Subarashi: Que lugar? (pergunta ela curiosa).
_Kohaku: Venha... (diz ele oferecendo a mão para que ela se levantasse).
Os dois montam em Kirara.
O lugar em que Kohaku a estava levando, era o vilarejo onde estavam enterrados seu pai e os outros exterminadores de youkais. Miroku havia feito um santuário no vilarejo. O lugar estava sempre bem cuidado e com flores por todos os lados. Kohaku carregava a grande culpa por ter matado seu pai e seus companheiros. Isso o corroía por dentro dia após dia. Era uma dor que pesava até mesmo em seu olhar.
Kirara desce assim que chegam.
_Subarashi: Que lugar lindo Kohaku (diz ela girando e observando tudo a sua volta).
_Kohaku: É aqui onde meu pai está enterrado. Não só ele, mas como todo o clã de exterminadores de youkais que viviam aqui.
_Subarashi: Mas... Não entendo. Morreram todos de uma só vez?
_Kohaku: Sim isso mesmo. Foram todos assassinados (diz ele com tristeza).
_Subarashi: E quem foi que os matou Kohaku?
Kohaku vira as costas para Subarashi e se abaixa pondo os um dos joelhos sobre o tumulo do pai.
_Kohaku: Meu pai e os exterminadores mais fortes foram mortos por mim. Os outros foram mortos por youkais que atacaram o vilarejo enquanto eu, minha irmã e meu pai estáva...
Kohaku é interrompido por barulhos de passos rápidos. Quando ele se vira Subarashi já estava descendo uma colina. Ela corria muito rápido.
Kohaku corre atras dela.
Quando a alcança, se lança em cima dela.
Os dois rolam sobre a grama. Kohaku segura o braço de Subarashi que tentava fugir.
_Kohaku: Espera. Você não me deixou terminar de contar o que aconteceu.
_Subarashi:Eu não quero ouvir Kohaku. Foi por isso que você disse que podia me assustar não foi? Se era isso que queria, conseguiu.
_Kohaku: Eu não os matei porque quis Subarashi, Eu fui controlado. Havia um youkai chamado Naraku. Foi tudo um plano dele para pegar os fragmentos da joia de 4 almas. Na verdade. Naquele dia eu também morri.
_Subarashi: Como morreu? Se fosse mesmo assim, você não deveria estar aqui agora (diz com expressão de espanto).
_Kohaku: Minha vida era sustentada por um fragmento da joia de quatro almas que estava em minhas costas. Naraku precisava de mim, por isso ele não me matou.
_Subarashi: Mas pelo que fiquei sabendo, a joia de quatro almas foi completada e logo depois desapareceu desse mundo. Se isso aconteceu , como você ficou vivo sem o fragmento?
_Kohaku: Uma sacerdotisa chamada Kikyou. Ela me salvou. Nem eu mesmo sei explicar como.
_Subarashi: Então foi isso que aconteceu! Me desculpe Kohaku. Nem me dei conta de que você estava querendo dividir um pouco do seu sofrimento comigo. Sai correndo sem esperar sua explicação (diz ela se lançando aos braços de Kohaku).
Subarashi chorou como nunca, pois sabia que Kohaku sofria muito com tudo aquilo e que ela contribuiu para que ele se sentisse ainda pior quando fugiu dele.
Subarashi o abraçou forte e ele que estava de joelhos, correspondeu ao abraço dela.
_Kohaku: Não precisa chorar. Sei que não fugiu por medo de mim. É absolutamente compreensível o fato de você ter reagido daquela maneira (diz ele acariciando os cabelos dela).
O abraço foi longo e confortador.
Logo depois disso, Kohaku explicou com mais detalhes toda a historia do seu passado para Subarashi.
_Subarashi: Sinto muito mesmo Kohaku. Fui egoista fugindo daquele jeito. Mas é que não podia imaginar você como um assassino. Doeu muito pensar isso. Fico feliz por estar enganada (diz ela sorrindo).
_Kohaku: Eu também fico muito feliz (diz ele segurando as mãos de Subarashi).
Ao notarem que estão próximos os dois viram as costas um para outro, ambos com as bochechas coradas.
Os dois decidem voltar para o vilarejo. Montam em Kirara e logo chegam.
Subarashi pula para o chão.
_Subarashi: Obrigada Kohaku. Obrigada mesmo por dividir comigo algo tão importante sobre você (diz ela já correndo para casa e acenando para ele).
Os dias passavam, e as visitas de Kohaku a Subarashi se tornavam mais frequentes.
Enquanto isso no vilarejo dos pais de Subarashi, uma grande quantidade de youkais atacavam.
O ataque fora ordenado por kakuna.
_Shigoto: Aisuru, venha rápido. Se ficarmos aqui vamos morrer. Precisamos fugir (diz Shigoto puxando Aisuru para fora de casa).
_Aisuru: E para onde iremos? Não há um lugar seguro agora. Eles nos seguiriam.
Enquanto Shigoto e Aisuru discutem uma forma de fugir, um youkai centopeia vem com fúria para cima deles, ambos se abaixam e se abraçam esperando a morte. De olhos ainda fechados, Shigoto e Aisuru sentem alguma coisa cair ao redor deles, quando abrem os olhos, estava a frente deles Kakuna ,em posição de ataque. Ele reduzira os youkais aos pedaços que estavam ali espelhados em volta de Shigoto e Aisuru.
_Shigoto: Senhor Kakuna. O senhor salvou nossas vidas ( diz Shigoto se curvando a Kakuna).
_Kakuna: Não há necessidade disso. Se levante (diz ele sorrindo gentilmente para Shigoto).
_Kakuna: Não se preocupem. Acabarei com todos eles. Se afastem.
Kakuna desembainha sua espada e a aponta para os youkais que logo são pulverizados com a forte energia que emanava dela.
Shigoto e Aisuru ficaram espantados com o quão rápido Kakuna matou os youkais.
_Shigoto: Como podemos agradecer por nos ter salvo senhor Kakuna? (pergunta Shigoto agradecido).
_Kakuna: Não precisam me agradecer eu já disse, mas há algo que eu gostaria muito e só vocês podem me ajudar.
_Aisuru: Pois nos diga como podemos ajuda-lo. Ficaremos felizes se pudermos ajuda-lo.
Kakuna vira as costas para Shigoto e Aisuru. Ele da um sorriso de canto. Seus olhos estavam com um brilho pavoroso. Logo se vira para eles novamente.
_Kakuna: Eu quero me casar com a filha de vocês. Por favor, me permitam isso (diz ele se curvando para Shigoto e Aisuru).
Aisuru se espanta com o pedido de Kakuna, pois jamais imaginara que sua filha despertaria o interesse de um principe.
_Aisuru: Nós ficaríamos honrados em ceder a mão de nossa em filha ao senhor.
_Kakuna: E prometo a vocês. Vou protege-los sempre contra esses youkais. Nunca mais vocês serão atacados.
Ao ouvir tais palavras, Shigoto e Aisuru se emocionam.
_Shigoto: Faremos de tudo para que nossa filha o aceite (diz Shigoto com determinação).
_Kakuna: Esperarei por isso acinosamente. Preciso ir agora (diz Kakuna se retirando).
Os planos de Kakuna estavam se concretizando mais rápido do que ele imaginava. Estava sendo bem fácil também. Se aproveitar da ingenuidade dos pais de Subarashi foi o primeiro passo.
Enquanto Kakuna concretizava seus planos, Kohaku e Subarashi ficavam cada vez mais próximos.
Era uma linda manha. O tempo estava um pouco fosco mais mesmo assim Subarashi decide dar uma volta pela floresta.
Ela olha para um lado, e depois para outro e quando vê que ninguém a observa, ela decide brincar um pouco com seus poderes, já que não os usaria para fazer mal a ninguém, ele não se corromperia dentro dela. Subarashi começa a correr velozmente. Ela sentia o vento brincar com seu grandes cabelos negros. Ela corria sem destino, até chegar perto de uma imensa arvore. Ela etão para e fica a observar a árvore. A arvore tinha apenas uma flor. Subarashi se encantara com o formato da flor, já que não conhecia a árvore dos desejos, tudo ali era surpresa para ela. Ela se quer notou as outras arvores mortas. A flor que ela mirava se desprende da árvore e cai diretamente em suas mãos. Olhando encantada pra a flor ela sai andando sem destino novamente.
_Subarashi: “ É o formato de flor mais estranho que já vi, e ao mesmo tempo, é tão linda”.
Subarashi vê cair sobre a flor, um pingo de chuva. Ela levanta os olhos e percebe que as nuvens já estavam descarregando suas “lágrimas”. Era assim que ela chamava as gotas de chuva.
Sua visão de repente é tapada, assim como todo os seu corpo.
_Subarashi: Ei. Pare com isso...(ela da uma pausa e logo retoma a fala) Kohaku?
_Kohaku: O que você pensa que está fazendo pegando toda essa chuva? (pergunta ele terminando de cobrir Subarashi com sua capa de exterminador).
_Subarashi: Não. Não me proteja da chuva (diz ela tirando a capa). Eu gosto de senti-la (diz ela abrindo os braços e deixando a chuva molha-la por completo).
_Kohaku: Já que quer assim, posso me juntar a você então?
_Subarashi: Claro. Venha. Deixe as lagrimas molharem você.
_Kohaku: Lágrimas? A que lagrimas você está se referindo? (pergunta ele confuso).
_Subarashi: Creio que as gotas de chuva sejam lagrimas. Quando está nublado todos se sentem um pouco tristes não é mesmo? A única explicação que achei para tal reação das pessoas é essa. Acho que em dias nublados o céu fica triste, os pingos de chuva, para mim, são as lagrimas de nossos entes queridos que já partiram.
_Kohaku: você diz coisas muito estranhas (diz Kohaku sorrindo).
A chuva caia sem pressa para cessar. Os dois já estavam completamente “ensopados”.
Kohaku olhava incansavelmente para Subarashi. Ela estava com uma expressão que ele nunca tinha visto. Os olhos dela brilhavam ao contemplar a chuva, seu sorriso era agradável e mais doce do que nunca.
Quando os dois finalmente cansaram de brincar sob a chuva e se jogam no chão.
Subarashi segurava no alto a flor que caíra da árvore, em suas mãos.
O que faz dispertar a curiosidade de Kohaku.
_Kohaku:Onde apanhou essa flor?
_Subarashi: Foi em uma árvore aqui por perto. Eu não a apanhei. Ela caiu em minhas mãos. É linda não é mesmo? (diz ela virando o rosto para Kohaku que estava deitado ao seu lado).
_Kohaku: Realmente. É bonita (se enrubesce ele ao ver que ela olhava diretamente nos olhos dele).
Os dois descansam por um tempo. A chuva ainda não havia cessado.
Subarashi se levanta em um pulo.
_Subarashi: Kohaku?... pegue-me se puder (diz ela pegando a capa de Kohaku e jogando em cima do rosto dele).
Ele tira a capa do rosto e sai correndo atras de Subarashi. Ela era super veloz. Estava sendo dificil para ele acompanha-la.
Ele com uma certa dificuldade,consegue alcança-la.
_Kohaku: Te peguei (diz ele se lançando sobre ela).
Os dois rolam pela grama molhada até que seus corpos param por si próprios.
Kohaku para involuntariamente por cima de Subarashi.
Ela ficara presa entre os braços dele. Subarashi olha assustada para Kohaku. Sua mente naquele momento se esvaiu e ela já sentia completamente dominada por aquele sentimento que nem ela mesma entendia.
Kohaku olha dentro dos olhos da garota. A respiração dos dois começa a ficar ofegante.
Kohaku, por um instante deixa a timidez de lado. Ele abaixa seu rosto lentamente, aproximando-o ao da garota, e em baixo da chuva que agora estava um pouco mais agressiva, os dois selam seu primeiro beijo.
Era uma beijo apaixonado. Kohaku sentia o frio dos lábios de Subarashi. A chuva estava bastante gelada.
A flor que Subarashi ainda segurava em suas mãos, se torna negra, e seu polem se espalha por todo o lugar.
A árvore dos desejos desaparece, e todas as outras arvores mortas ganham vida novamente. O lugar se torna totalmente mágico, enquanto Kohaku e Subarashi realizam o desejo que guardavam em seus corações.
A lenda da árvore dos desejos dizia, que quando o ultimo desejo fosse realizado, ela desaparecia para sempre e a pessoa que conseguisse realizar esse ultimo desejo além de ser feliz durante toda sua vida, seria feliz também nas demais vidas que viveria e amaria para sempre a mesma pessoa e também seria amada por ela.
Kohaku e Subarashi continuavam o beijo quando de repente, kohaku sai de cima dela e se põe de costas muito constrangido.
_Kohaku: Me desculpe Subarashi. Foi apenas um equivoco. Por favor não fiquei brava comigo.
Subarashi com as bochechas rubras diz:
_Subarashi: Não é como se eu não tivesse gostado.
Ao ouvir isso, Kohaku se constrange mais ainda, mas não podia deixar de manisfestar um risinho de canto.
_Kohaku: Precisamos ir agora. Ficamos na chuva tempo demais. Isso pode causar um resfriado (diz Kohaku levantando Subarashi pela mão).
_Subarashi: Sim. Vamos. A vovó kaede deve estar preocupada também. Eu não disse para ela que estava saindo.
Os dois saem andando, sem muita pressa, e se dirigem para o vilarejo.
Chegando lá, Subarashi tem uma grande surpresa.
_Subarashi: Mamãe, Papai e... você? (diz ela fixando os olhos em kakuna). O que fazem aqui?
_Shigoto: Minha filha. Viemos lhe dar uma boa notícia.
_Subarashi: Do que se trata? E afinal de contas... Como sabiam que eu estava aqui?
_Aisuru: O senhor kakuna nos trouxe minha filha. Ele é mesmo um bom homem.
_Subarashi: Me digam. Que boa noticia é essa? (pergunta Subarashi já impaciente).
_Kakuna: Deixem que eu mesmo explico (interfere Kakuna). Subarashi...( diz ele se ajoelhando aos pés da garota). Quero que seja minha esposa. Já conversei com os seus pais, eles aprovaram, agora só falta você me aceitar é claro. Me diga, aceita ser minha esposa para juntos governar o reno de Wei,que logo se juntará novamente aos reinos de Wu e Shu?
Subarashi da alguns passos para traz e logo se exalta.
_Subarashi: Do que vocês estão falando? Eu não pretendo me casar com esse miserável.
_Shigoto: Minha filha. Nunca vi você falar assim com ninguém. O que há de errado com senhor kakuna?
_Kakuna: Isso mesmo. O que há de errado comigo Subarashi? E tem maus mais, eu prometi a seus pais que protegeria o vilarejo deles de todos aqueles youkais que os atacam, e falando nisso, eles não atacam mais tão frequentemente (kakuna se aproxima de Subarashi e sussurra aos seus ouvidos). Você sabe o que isso significa não sabe?
Subarashi estava sem saída. Kakuna poderia revelar seu segredo a qualquer momento sem contar que se acaso ela dissesse “não”, ele poderia descontar a frustração nos pais dela.
_Subarashi: Me deixe pensar mais um pouco Kakuna (diz ela com um olhar triste). Me dê uma semana. Depois disso te darei uma resposta.
Kakuna sabia que Subarashi não arriscaria a vida de seus pais e por isso sua resposta seria “sim”.
_Kakuna: Claro que espero. Por você eu espero o tempo que for ( diz ele dissimuladamente).
_Shigoto: Sabia que não nos decepcionaria minha filha. Garantimos que ele a fará feliz.
_Subarashi: “ Isso é impossivel papai. Sem contar que meu coração já pertence a outro” (pensa ela enquanto segura a mão do pai e desvia seu olhar triste para Kohaku).
Kohaku até pensa em intervir, porém ela faz sinal com a cabeça para que ele não o fizesse.
_Kakuna: Voltarei em uma semana. Espero ansiosamente que sua resposta seja sim Subarashi (diz kakuna se retirando).
Shigo e Aisuru logo se retiram também deixando a Subarashi sozinha com Kohaku.
Vovó Kaede também se encontrava no local e percebendo a necessidade de conversa entre Subarashi e Kohaku ela se retira.
Ao ver que estavam a sós não houve palavras, não houve conversa alguma. Subarashi apenas olha para Kohaku e logo se lança aos seus braços deixando suas lagrimas molharem a roupa do garoto.
Kohaku abraça forte a garota, não encontrou palavras para dizer já que também estava inconformado com a situação. Ele sabia que Subarashi não negaria a proposta de casamento de kakuna, pois ela se preocupava com os pais e também pelo fato de ser teimosa e não querer envolver ninguém para que não se machucassem por causa dela.
Depois de chorar tudo que se achava no direito, Subarashi se solta dos braços de Kohaku e chama para acompanha-la até a beira de um rio que tinha ali por perto do vilarejo.
Kohaku a acompanhou.
Chegando lá Subarashi se escora com os cotovelos na pequena ponte que cruzava o rio, Kohaku se põe ao lado dela fazendo o mesmo.
_Subarashi: Sabe Kohaku. Creio que não fui sincera com você todo esse tempo. Há algo sobre mim que você precisa saber, mas tenho muito tempo de como irá reagir.
_Kohaku: Pode me dizer sem se preocupar com minha reação (diz ele a encorajando).
_Subarashi: Eu não sou uma garota comum Kohaku, bem, eu era, até alguns dias atras. Eu tenho um poder oculto, aliás, para mim é uma maldição. Se o usar ele começa a se corromper dentro de mim. Eu tinha a esperança de encontrar uma sacerdotisa chamada Kagome para que ela me ajudasse de alguma maneira. Mas não consegui encontra-la e agora terei que ir para o castelo daquele maldito (dizia ela fechando os punhos). Não sei o que me acontecerá por lá. Não sei o que ele pretende fazer comigo para que consiga o poder que está dentro de mim.
Subarashi havia acabado de contar seu segredo a Kohaku, porém, ele não demonstrava qualquer surpresa ao saber daquilo.
_Subarashi: você não vai dizer que sou um monstro?
_Kohaku: Não seja parva. Eu jamais diria isso de você. Eu já sabia sobre seu poder, desculpe não ter dito que sabia mas é que eu queria que você confiasse em mim para contar isso.
Subarashi se vira para o garoto e começa a bater suas mãos contra o peito dele.
_Subarashi: Seu idiota. Você me fez sofrer todo esse tempo pensando que você me odiaria.
Kohaku segura a garota pelos braços.
_Kohaku: Eu sou a ultima pessoa desse mundo quem poderia te julgar Subarashi. O monstro aqui sou eu. Mas depois que lhe conheci, sinto-me um pouco mais aliviado. Você me transmite confiança e coragem para seguir em frente.
Kohaku a puxa contra o peito e a abraça acariciando seus cabelos.
_Kohaku: Vá para o castelo de Kakuna. Eu tenho um plano para que ele não possa te fazer mal algum para roubar seus poderes.
Subarashi se solta do abraço bruscamente.
_Subarashi: você tem um plano? Me diga, qual por favor ( diz ela sorrindo).
Kohaku lhe devolve um sorriso de canto.
_Kohaku: Venha comigo. Vou lhe apresentar a pessoa que irá nos ajudar.
Subarashi e Kohaku se dirigem ao vilarejo próximo ao de Kaede, mal sabia Subarashi que a pessoa a quem ela iria ser apresentada era Kagome.
Chegando no vilarejo Inuyasha estava ensinando Shikõ a usar a Tessaiga.
Kohaku e Subarashi são recebidos por uma “Ferida do Vento” que Shikõ acabara de fazer com a espada, “ferida do Vento” essa que quase os atingiu.
Kagome que se assustara com o barulho, sai para fora de sua casa para ver o que estava havendo.
Ao ver o rastro deixado pela Ferida do Vento feita por Shikõ ela já se vira para Inuyasha.
_Kagome: Quantas vezes eu já lhe disse para tomar cuidado quando o Shikõ for usar essa espada. Ele ainda é só uma criança Inuyasha (diz ela gritando).
Inuyasha se encolhe atrás de Shikõ.
Kohaku interfere.
_Kohaku: Vocês dois não mudam nunca (diz ele balançando a cabeça negativamente).
_Kagome: Ora. Mas é você mesmo Kohaku? Quanto tempo não nos vemos.
_Kohaku: Andei um pouco ocupado por esses dias.
Kagome direciona o olhar para Subarashi.
_Kogome: você é a Subarashi não é? Aquela garota que eu vi na casa da vovó kaede.
_Subarashi: Sim. Sou eu ( diz ela sorrindo para Kagome).
_Kohaku: Espera ai. Vocês duas já se conheciam? (diz Kohaku desapontado).
_Kagome: Sim. Eu a via na casa da vovó Kaede outro dia, mas nem tive tempo de dizer meu nome a ela porque o Inuyasha atrapalhou como sempre (diz ela lançando um olhar nada agradável para Inuyasha).
_Kohaku: Está explicado então.
_Subarashi: O que está explicado Kohaku.
_Kohaku: Essa é a sacerdotisa a quem você procurava Subarashi.
Subarashi arregala os olhos.
_Subarashi: o que? Essa é a kagome?
_Kohaku: Exato.
_Kagome: você estava a minha procura Subarashi? Em que posso ajuda-la?
_Subarashi: Bem eu... É melhor você explicar Kohaku ( diz ela empurrando Kohaku pelas costas).
_Kagome: Não me deixem curiosa. Digam logo.
_Kohaku: Creio que você já deva ter notado que Subarashi não é uma garota “comum” Kagome.
_Kagome: Sim. Notei isso quando a vi.
_Kohaku: Esse poder que você sentiu dentro dela é o poder de um dos cinco elementos. Eu já conhecia essa historia e a vovó Kaede me disse que a contou a vocês.
_Kagome: Sim. Ela nos contou, mas eu jamais imaginaria que esse poder que Subarashi carrega é o poder de um dos elementos.
_Kohaku: Há um homem chamado Kakuna. O príncipe do reino de Wu. Você já deve ter ouvido falar dele. Ele quer o poder desse elemento que está com Subarashi a todo custo. Ele usou das artimanhas mais sujas para isso, conseguiu convencer os pais de Subarashi que ele era uma boa pessoa e sendo assim os convenceu também a conceder mão de Subarashi em casamento a ele. Agora Subarashi precisa aceitar esse pedido de casamento para que seus pais não sofram nas mãos dele.
_Inuyasha: você sabe muito bem que podemos acabar com esse cara rapidinho Kohaku.
_Subarashi: Não. Por favor. Não façam isso. Ele pode matar meus pais ou até mesmo fazer mal a Yujim por minha culpa (implora Subarashi).
_Inuyasha: Humanos são muito medrosos.
_Kagome: Inuyasha...
_Inuyasha: O que você quer?
_Kagome: Senta.
_Inuyasha: Maldita.
_Kagome: você pode continuar agora Kohaku.
_Kohaku: O que eu tenho em mente é o seguinte kagome: você purifica o poder de Subarashi, assim kakuna não poderá usa-lo para o mal e se acaso ele conseguir os demais poderes, eles se purificarão também.
_Kagome: Que ótima ideia Kohaku (diz kagome cruzando as mãos).
_Subarashi: Acham mesmo que isso irá funcionar? (diz Subarashi desacreditada).
_Kagome: Claro que funcionará. A vida o Kohaku foi salva assim.
_Subarashi: Ele me contou sobre a sacerdotisa que o salvou.
_Kohaku:Então vamos logo com isso, em uma semana aquele maldito virá busca-la.
Kagome faz sinal positivo com a cabeça.
O plano de purificar o poder do elemento do fogo havia dado certo, agora era só esperar que fosse completamente concretizado.
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