Notas iniciais
Ta ai o primeiro capítulo, ele é mas explicativo para vocês entenderem a história. Espero que gostem, se não gostar fala pra mim o que é preciso para melhorar! Sem vocês quem sou eu? /DRAAMABÁSICO rsrsrsrsr

Agosto de 1997

Eu era pequena demais para lembrar, mas sei que esse foi o ano que eu fui abandonada em um orfanato. Ainda recém-nascida, fui criada pelas freiras daquele orfanato. Mas isso para mim não é um drama. Aos 4 anos, fui adotada, e sinceramente acho que tive sorte em ter sido abandonada porque não poderia existir pais mais perfeitos do que os meus.

Eles sempre me amaram incondicionalmente e aos 9 anos quando vim para esse internato de moças, não me revoltei por estar indo ao internato, muito pelo contrário todo final de semana eu passava com meus pais. Eu tinha amigas de verdade, não colegas que agente conhece e pensa que são nossas amigas de verdade, eu tinha amigas que sempre estiveram comigo acima e além de tudo sempre formos nós três. Alice, Cassidy e eu Sophie que aos 14 anos se sentia plenamente feliz, e completa. Logo estava chegando meu aniversário de 15 anos, e eu iria passar aquele dia em casa com minha família, meus pais e meus irmãos Justin e Tyler. Apenas Justin era filho legítimo, Tyler e eu fomos adotados ele era 2 anos mais velho do que eu, e Justin 4 anos.

Tyler sempre foi extremamente centrado em seus estudos e namorava sério desde o ano passado com minha amiga Cassidy. Eu e ele tínhamos uma amizade estável nada de muitas intimidades sempre fui muito tímida. E apesar dele ser meu irmão, eu não sabia interagir direito com meninos. O motivo disso talvez seja os cinco anos frequentando uma escola que só tinha moças.

Já meu outro irmão Justin sempre foi o mais problemático, ele simplesmente não conseguia ser feliz com os pais que tinha, achava tudo que eles faziam errado, achava que eu e Tyler éramos extremamente desnecessários, porque papai e mamãe precisavam adotar, se podiam ter quantos filhos quisessem, ele não concordava com o fato de eu estudar numa escola de moças, achava que eu deveria morar com eles, e que eles deveriam arcar com as consequências de ter me adotado, sempre chamava eles de covarde por acharem que eu não estaria segura próxima de Justin.

Justin nunca namorou sério pouquíssimas vezes vi ele com meninas, acho que ele não conseguia manter nenhum tipo de relação com alguém por mais de 1 semana porque ele era simplesmente problemático.

Mas ele era inteligente sem fazer nenhum esforço sempre vencia tudo, e tinha as melhores notas, troféus de Jiu-Jitsu decoravam todas as prateleiras de seu armário.

Tyler tentava mas nunca conseguira chegar aos pés de Justin, sempre tentou de tudo para ser bom nas mesmas coisas que ele, talvez como uma forma de se aproximar, mas ele era impenetrável, e invencível. Pelo menos aos olhos de nós meros humanos. ( Exagerada eu sei.)

Mas apesar dos problemas contínuos nós éramos felizes juntos. Até o chato do Justin já era aceitável. A felicidade faz essas coisas.

Era meu aniversário de 15 anos, eu já tinha feito aniversário mas como estava no internato só poderia comemorar naquele dia, estava tudo lindo eu estava como uma princesa. Enxergava todas as luzes e pessoas a minha volta embaçadas atrás das lágrimas de mais pura emoção, piscava aleatoriamente no intuito de secar as lágrimas e não borrar minha maquiagem, a valsa iria começar e eu olhava fixamente para meu pai que se aproximava para me acompanhar. Quando ouvi um disparo.

No banheiro do salão, todos correram, menos eu e meu pai que estava no centro da pista de dança, e então depois de menos de 10 minutos outro disparo, mas esse tão próximo que doeu no fundo dos meus ouvidos, e logo depois no fundo de minha alma.

Não conseguia me recuperar daquilo que tinha visto e então em completo desespero trazem minha mãe com a marca de um tiro no peito, assim como meu pai acabara de ser atingido, o chão se perdeu, e a minha consciência também.

Acordei no hospital com cerca de 10 pessoas todas familiares dentro do quarto, todos com caras indescritíveis pareciam tão tristes que não conseguiam se expressar. Aquiles rostos eram a prova de que não foi um pesadelo.

Depois de 1 mês nada havia mudado a tragédia era maior do que todos podiam aguentar a policia não havia descoberto nada além de que o assassino foi um convidado, pois era impossível entrar sem o convite e a segurança era intacta, mas não precisa ser policia para saber disso, pararam de me interrogar quando disse que eu não sabia de nada além de que eles eram incapazes de ajudar.

No velório ninguém parecia conformado, minha única tia Kátia, parecia louca e não conseguia entender assim como eu e todos ali, era impossível entender como alguém poderia fazer mal a Catheryne e Philipe Cannon. A polícia não achara ninguém mas a família tinha um suspeito estampado e todos os olhares naquele velório, não havia ninguém ali que não olhava suspeitosamente para Justin, o único que não havia nem chorado. Eu achava que um clima tão tenso como aquele era o suficiente para a cabeça de um ser humano explodir. Mas tudo pode piorar.

Minha vó levantou foi em direção a Justin deu um tapa na sua cara e disse:

#Sua revolta foi tão longe que é inexplicavelmente impossível acreditar.

Logo depois ela saiu, deixando um Justin ainda mas alheio do que antes, ele carregava aquela mesma expressão de desdém de sempre, mas desta vez parecia confuso e quando abaixou a cabeça pude jurar que iria nascer uma lágrima bem ali. Mas ele colocou seu óculos escuros e continuou como uma estátua.

Aquilo tudo era mais que um ser humano poderia aguentar, eu vi em apenas um dia toda minha vida ir por ralo abaixo. Minha tão plena felicidade parecia uma lembrança impossível de um dia ser atingida novamente. Eu não iria suportar ficar lembrando daquilo dia após dia, então fiz o que todos pareceram fazer, esquecer. Não esquecer de verdade, apenas fingi que uma hora tudo ia passar. Mas no fundo sabíamos que aquilo não era verdade. Mas precisávamos tentar, ou enlouquecer. O Tyler preferiu a segunda opção.

1 ano depois

Eu tentava desesperadamente estudar , o barulho da bateria não deixava, era assim todos os dias desde que vim mora com minha tia a 1 ano atrás, meu primo é baterista de uma banda de rock e ele e seus amigos ensaiavam no porão que alegremente fica debaixo do meu quarto. Na casa da minha tia adotiva, única irmã da minha mãe, tudo era barulhento apesar de gostar de rock as vezes irritava não conseguir refletir, queria estudar para um teste importante mas já via que era impossível, então resolvi descer e participar do ensaio.

Niccolas meu primo era o baterista, Joanna era a vocalista, e Christian era o guitarrista, a banda era mais como uma distração, eu escrevia algumas músicas e eles pareciam gostar muito me faziam se sentir componente da banda, Joanna virou minha amiga ela e Christian eram namorados de infância naturalmente ele vinha junto todas a vezes que eu e ela íamos fazer um programa me sentia meio que de vela, mas eles não eram desse tipo de casal que se agarram o tempo todo e ele acabou se tornando meu amigo também. Meu primo era da mesma idade que eu, mais era um pouco infantil para um menino de 16 anos, acho que deve ser verdade esse lance de que as meninas amadurecem mais rápido, hora ou outra ele me dá cantadas e faz insinuações descabidas, seria chato ter que atura-lo na mesma escola, mas procurava tratar ele bem somente por causa da minha tia e por educação.

Faltava meia hora para o resultado do teste, para ver se eu ia passar para escola federal nesta cidade. Pois não poderia ficar mais um ano no internato, era caro demais, e como o ensino era um dos melhores do país com certeza tinha chance de passar neste teste mesmo não tendo estudado quase nada. Nunca fui uma aluna boa sempre fui aquela que ficava sempre em recuperação pelo menos em uma matéria, mas nunca repeti, e sempre fui comportada, então era quase uma boa aluna. Seria uma boa ficar nesta escola, aqui do lado no mesmo gramado é a faculdade federal a melhor do estado e eu acho que assim tão pertinho é mas provável que eu consiga um dia entrar. Bobagem talvez.

Entrei numa sala onde iriam chamar a frente os aprovados para se dirigir a secretaria com a documentação para a matricula, minha tia estava ao meu lado confiante. Começaram a chamar pela ordem de melhores notas, e na minha turma acho que fui a oitava a ser chamada, acho que minha tia esperava mais, para mim já bastava, peguei meu envelope e fui em direção a secretária, quando passei em frente a sala que chamava pelos novos universitários, e então vi um rosto conhecido entre eles... logo depois ouvi a mulher chamar por ele... Justin Cannon em primeiro lugar para a faculdade de direito, ele se levantou com o mesmo rosto de desdém de sempre, enquanto batiam palmas, pegou o envelope e saiu dando de cara comigo e minha tia, não falou nada apenas saiu, olhei para minha tia e ela deu um sorriso amarelo dizendo para esquecermos disso.

Cheguei em casa fui direto pro quarto doía demais lembrar do passado, mas já estava na hora disso acontecer eu não podia me fechar e fingi que nada aconteceu, abri a gaveta da escrivaninha e peguei meu álbum de fotos, procurei a foto mais dolorosa de todas, a primeira que tirei era pequena demais para lembrar, estava do lado de minha mãe. Meu coração parecia afundar, mas queria superar mesmo que fosse difícil, colei em meu fichário que eu iria usar naquele ano, assim iria ver todos os dias quem sabe assim a lembrança pudesse se tornar mais... comum. Pois sabia que além da foto todos os dias iria ver o meu passado na minha frente o suposto assassino dos meu amados pais.

Notas finais
Comenteem, mesmo que seja pra falar o que vocês não gostaram, eu estou aqui e preciso ouvir vocês!