Sua vitima

3 Discussão a primeira vista!


Notas iniciais
Esse é um capítulo de transição, ele é extremamente importante para a história começar de verdade.

Acordei com o despertador, era o meu primeiro dia de aula. Me arrumei com maquiagem leve e cabelo solto, era legal não ter que usar aquele uniforme ridículo do internato, optei por calça Jeans e uma regata, meu fichário, e desci, meu primo me esperava já arrumado, peguei uma caixinha de leite e uma maça. Não tive nenhuma dificuldade em achar salas e nem nada porque meu primo fez questão em me colocar nos mesmos horários que ele e eu tinha que assistir todas as aulas tendo ele como parceiro de turma.

A escola era bem diferente do internato, ainda estava me acostumando com a ideia de ter meninos ali, e era um pouco mais barulhento. Enquanto meu primo tagarelava algo sobre a professora de geografia ser um cão. Eu só conseguia pensar em Alice e Cassidy, principalmente em Cassidy, pois depois de ter sido largada por Tyler que enlouqueceu completamente depois de... tudo. Ela conseguiu desencanar meses depois e começou a namorar o primo dela, isso mesmo que você está pensando Cassidy é a safada do grupo. E digamos que ela não demorou meses pra desencanar de Tyler foram apenas 2 meses.

No entanto eu estava preocupada porque o combinado entre eles é que se eles fizessem 1 ano de namoro, teriam que assumir o namoro, e isso seria este final de semana, e a Cassidy e a Alice ficarão detidas durantes 2 finais de semana, devido à alguma travessura. Então eu só poderia falar com ela esse final de semana e seria bem encima do grande dia. E eu queria estar apoiando ela nesse momento difícil. E também porque eu não estou tão animada como quero passar, pra falar a verdade o internato era a minha vida, era algo que tinha sobrado da minha vida perfeita, sem ele eu era só a nova Sophie que vive apenas por viver.

Mas eu tinha que foca na minha nova realidade e parar de suspirar pelo passado, porque ele já ficou pra tráz.

No intervalo sentei junto com Niccolas e mais 3 garotos, sendo a única garota fiquei meio por fora do assunto Britney a nova universitária é muito gostosa. Enquanto comia, esse era o único assunto, de como o peito dela era grande e de como ela era sexy... era engraçado ver pirralhos se interessar por mulheres do tipo dela, estava chato mas ficou mais chato quando o assunto partiu pra mim, começaram a perguntar da minha vida e fazer comentários um com o outro dizendo que eu era linda e todas essas coisa, o assunto acabou rápido porque Niccolas mandou eles calarem a boca em tom agressivo, o clima ficou pesado depois disso. Testosterona, quem diria que elas eram assim tão chatas e extravagantes.

Fomos para o lado de fora, aproveitar alguns minutos que restaram no intervalo, deitamos na grama tocaram um pouco de violão, eram realmente bons naquilo me empolguei e tentei arriscar umas notas com Jason, esse foi o único nome que eu gravei dos 3 amigos de Niccolas, talvez porque ele tinha o rosto masculino mais lindo que eu havia visto. Tudo bem devo admitir que tanta testosterona está atingindo minha sanidade mental. Ele me ensinou o inicio de uma musica da Colbie, fiquei empolgada queria aprender mais, e ele disse que ele dava aulas de música na casa dele pra crianças, eu ri alto, ele estava me comparando com uma criança. O sinal tocou.

A semana passou devagar, quase arrastada, durante a semana não vi o Justin até a sexta que ele passou por mim no gramado e fingiu não me ver, toda vez que eu o via algo em mim doía, era a lembrança, o rosto dele me fazia lembrar a cena de meus pais morrendo bem na minha frente, definitivamente eu precisava superar.

Vi ele entrando no prédio do ensino médio, me perguntei o que ele fazia ali no meu prédio depois disso andei pelos corredores com cuidado para não encontrar ele, obtive sucesso, e então fui pra minha última aula.

Estava aliviada por não ter encontrado Justin, até que na hora que eu estava saindo da sala, ele estava lá do lado da porta me encarando, rompeu o silêncio

# Você vai?

# Vou para aonde ?

# Pro apartamento que mamãe e papai deixou pra gente. Nossa herança. Eu me mudo hoje se quiser vem comigo.

# Sou de menor. – Disse algo, mas minha ficha não estava caindo, estava flutuando sem entender, perdida eu não tinha ido pra divisão de bem nem sabia o que estava escrito naquele testamento.

# Posso pegar sua tutela.

# Hum? Quer me adotar?

# Não. Mas essa devia ser a vontade deles já que deixou o apartamento para nós. Mas você pode fazer o que você quiser da sua vida já está grande apesar de não ter feito 18 anos ainda. Não quero me envolver com sua vida, não me importo com você.

# Não quero dividir um apartamento com uma pessoa como você. – Eu estava chocada era muita informação ao mesmo tempo.

# Uma pessoa como eu?

# Sim, não costumo conviver com pessoas do seu tipo. – Não queria falar mais para não ofender, apesar de tudo...

# Você não me parece se importar com suas companhias já que é a única mulher no meio de tantos drogados, passou a se esconder nas drogas depois que papai e mamãe morreu?

# O que... – Eu estava chocada demais como ele podia tá falando tudo assim tão rápido, me chamar de drogada e... aqueles meninos. Falar de meus pais assim tão descaradamente. As lágrimas começaram a vim.

Ele me deu as costas, me chamando de pirralha, eu estava com raiva. Fui pra casa antes do Niccolas. Cheguei e fui direto pro quarto disse pra minha tia que estava com dor de cabeça, e depois esquentava minha comida.

Tudo bem minha vida não estava as mil maravilhas morando com uma tia que eu não conhecia direito e um primo que era meio tarado eu acho, minhas melhores amigas viviam no internato, Joanna era legal mas ela vivia pro namorado dela não tinha tempo suficiente para mim, minha maior companhia era Ralf meu cachorro que ganhei no meu aniversário de 16 anos. Mas como eu poderia viver com o suposto assassino dos meu pais?

Estava fora de cogitação, deitei um pouco acabei cochilando quando acordei era quase 15hrs da tarde, desci e fui esquentar comida para mim, não tinha ninguém em casa, me sentia melhor assim. Comi e depois fui tomar um banho. 17hrs começava o ensaio da banda, até lá minhas tardes eram tão vazias, foi então que lembrei do que Jason me disse em relação as aulas de violão, acho que eu realmente estava precisando de algo pra me distrair.

Fui atrás do Niccolas pedi o número, e quando entrei no quarto dele, ele estava fumando na janela.

# Não sabia que você fumava. – Disse em tom ameaçador.

# O que? Mas que merda porque não bateu? – Disse ele apagando a maconha e guardando na gaveta.

# Desculpa não ter batido, só queria o número do Jason. – Disse tentando mudar o assunto, que era difícil pra mim, não entendia muito sobre esse lance de droga.

# Pra que quer o número dele? – Disse ele com o tom mais alto.

# Pode me dar o número? – Disse o ignorando.

Ele pegou o celular e logo depois meu celular bipo, ele tinha mandado pelo whatsapp.

# Obrigada. – Disse saindo sem ouvir mais nenhuma palavra.

Cheguei no quarto e liguei.

# Alô.

# Jason? É a Sophie.

# Sophie? – Ele disse e logo depois pigarrou como se quisesse falar mais legível. – Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

# Não, não é nada é só sobre aquelas aulas de violão, sabe eu estou interessada.

# Sério? – Disse em tom muito animado.

# Sério. – Disse entre risos.

# Bem você pode começar quando quiser. Totalmente grátis, veja como uma bolsa.- Disse rindo.

# Fico feliz, amanhã que hora? – Disse animada.

# 15hrs certo?

# Certo, abraços. Tchau. – Disse desligando.

Foi então que comecei a pensar em Niccolas e no que Justin tinha dito, será que ele tinha razão? Será que eu deveria contar para minha tia, afinal ela tinha direito de saber. Mas como faria isso?

O despertador tocou, acordei pegando a calça, quando lembrei que era sábado. Tentei ligar para Cassidy, mas continuava dando desligado. Então liguei pra Alice.

# Alô, Alice como está a Cassidy?

# Alô, eu estou bem muito obrigado por perguntar, e a Cassidy, bem os pais delas já vieram busca-la.

# E ela vai contar?- Ignorei o drama que ela fez de inicio.

# Sim, o Styver veio junto com eles, mas não contou nada veio apenas como primo. Eles vão contar juntos, claro que eu queria ir, e estar lá para ver todo o barraco. Mas meus pais vão para casa da vovó esse final de semana e eu... sou obrigada a ficar com eles naquele brejo.

# Parece que o final de semana não está sendo bom pra ninguém.

# E a nova escola?

# Está indo tudo bem.

# Como assim? Quer dizer que não está tudo uma porcaria sem a gente? Já encontrou amigas substitutas, eu te odeio.

# Boba, claro que sinto falta de vocês, o próximo final de semana vamos se encontrar sem falta!

# Com certeza amiga! Sentimos sua falta em tudo, estamos extremamente deprimidas. Vou ter que desligar, meus pais chegaram e a madre já está aqui... O celular não pega naquele fim de mundo então... até final de semana que vem, beijos te amo!

# Também te amo. Tchau.

Alice era muito dramática, acho que nunca vi alguém tão dramática. Também era espevitada.

Dormi mais um pouco e quando acordei sentei na cama procurando o que fazer, então me arrumei e fui levar meu cachorro pra passear. Passeamos na praça aqui perto ele corria, brincava sem parar, enquanto eu já estava exausta de tanto andar, parei pra tomar um sorvete sentada em um banco, quando de longe olhei uma loja de livros, amava ler, mas tinha pouco dinheiro, a pensão que meus pais deixavam não ia para minhas mãos, e minha tia usava para comprar roupas para mim, outras necessidades e ajudar nas despesas da casa já que ela era separada e sobrevivia da pensão do ex-marido. Mesmo assim fui la ver se tinha algo que cabia no meu bolso, foi então que ouvi uma voz masculina arrogante dizendo que animais não podiam entrar, quando olhei era Justin, ridículo de avental com uma caixa de livros empoeirados passando espanador, não contive a risada alta, ele me olhou feio e parece que seu patrão percebeu quando disse que não deveria tratar assim as clientes e pediu para que eu amarrasse meu cachorro do lado de fora para que pudesse entrar, eu recusei, seilá tinha medo de deixar Ralf e alguém rouba-lo. E também não sabia se iria comprar algo, fui embora com um sorriso debochado saindo do rosto de canto a canto.

Cheguei em casa ainda sorrindo. Minha tia e Niccolas não estavam deviam ter saído para comer fora com o pai de Niccolas e como eu nunca quis ir, nem se deram o trabalho de me chamar. Fiz um almoço rápido, dei um banho em Ralf, e fui tomar banho para ir para minha primeira aula de violão.

Marcamos de nós encontrar em frente a escola quando cheguei ele já estava la me esperando com um skate na mão e sem camisa, ele era realmente bonito. Cumprimentamo-nos e seguimos conversando. Chegando lá me assustei tinha umas 5 crianças a mais velha devia ter uns 10 anos, a mãe de Jason servia biscoitos e suco para elas sorridente. Olhou para mim e perguntou se eu era a nova aluna, sorri corando confirmando com a cabeça. Jason riu e disse para me sentar. Eu esqueci que não tinha um violão e eu era

a única ali que não tinha. Jason riu percebendo minha percepção se levantou e trouxe um outro violão que devia ser dele e me deu o que ele estava usando. Eu era mesmo uma idiota. A aula começou, fiquei meia perdida no inicio, difícil admitir mas as crianças eram boas, mas depois tudo ficou bem Jason percebeu onde tinha dificuldades e me ensinou tudo atenciosamente. Ficamos lá a tarde toda, até que as mães das crianças começaram a aparecer, e eu me toquei que estava na hora de ir embora. Levantei e ele me disse para esperar que ele ia me levar em casa, eu confirmei com a cabeça e esperei no sofá até que ele fosse buscar algo no quarto dele, voltou vestido já que estava sem camisa antes, e com um skate bem grande na mão.

Chegamos do lado de fora e ele subiu no skate, não entendi nada ele disse para mim subi eu fiz que não com a cabeça como se aquilo fosse um absurdo. Ele segurou minha mão e mandou eu subir em tom encorajante, estava com medo mas subi, ele me abraçou, eu corei, ele sorriu e começou a andar, andava devagar, mas a sensação era boa demais, eu sentia que queria ir mais rápido, comecei a rir feito boba e ele riu junto da minha risada sem sentido, fiquei tímida.

Chegamos e ele me abraçou em despedida foi embora dizendo, segunda no mesmo horário gatinha, deu uma piscadinha e aumentou a velocidade.

Quando entrei Niccolas estava sentado na escada.

# Gatinha? Quanta intimidade, o que rolou entre vocês? – Disse quase gritando.

# Nada, porque esta gritando feito louco, o que isso te envolve?

# Envolve muito pois gosto de você, e não quero ver você dando mole pra outro.

# O que? Ta ciente do que você ta falando menino? Vai pensar que o seu mal é loucura.

# Não, meu mal não é loucura, eu estou apaixonado por você e você já deve ter percebido porque não sou do tipo que disfarça. – Ele levantou e me beijou.

Depois de alguns segundos recuperei os sentidos e empurrei ele.

# Você está louco ?

# Sim. – Disse e me agarrou de novo, dessa vez mais intensamente.

Empurrei ele e dei um tapa em sua cara, ele ficou uns segundos com a mão aonde eu tinha batido.

# Vai me pagar por isso garota. – Disse subindo as escadas.

O que ele devia estar pensando, e aquela ameaça? O que será que ele pensava em fazer. Fui dormir pensando em tudo que estava me acontecendo ultimamente.

Acordei e levei um susto, minha tia estava sentada no pé da minha cama com um monte de pacotinhos na mão, o rosto sério.

# Pode me explicar o que é isso? – Ela jogou encima de mim pacotes com droga, pó, maconha, e até algumas balas de êxtase, só sabia pois tinha visto algumas vezes no jornal.

# Tia, eu ia te contar. – Ela tinha descobrido o Niccolas.

# Não há explicação, não tem como você continuar aqui, isso pode servir de mau exemplo para Niccolas.

# O que? Você acha que isso é meu? – Meu Deus.

# Não adianta negar, Niccolas me contou tudo, até que tinha visto você usando e te avisou que iria me contar, mas você não deu ouvidos para ele, Sophie eu realmente queria te ajudar, mas tenho um filho adolescente em casa e isso vai prejudicar ele, como é de menor eu sou sua tutora, decido por você e decidi que vou te internar em uma clínica de reabilitação, andei pesquisando e com sua pensão posso te internar em uma muito boa, fica aqui perto você pode nos visitar de vez em quando... – Eu a interrompi

# Tia você precisa acreditar em mim, isso não é meu, isto tudo é do Niccolas, ele sim precisa de ajuda.

# Isso já é demais. – Disse ela quase gritando – Não tem lógica você falar isso do meu filho.

# Tia... me desculpe.

# Tudo bem, sei que no seu estado tudo deve ser mais difícil, irei providenciar isso tudo para esta semana.

# Você não pode fazer isso... – Disse chorando e ela saiu.

O que eu faria ?

Notas finais
Gente, eu sei que está só no inicio mas agora que é a hora, dêem dicas, digam o que vocês acham, afinal a história está sendo escrita pra vocês! Beijooos, acho que vi uma gatinha(o) acompanhando a história, espero que goste, participe, me dê ideias eu quero ouvir!