Sua vitima

4 Minha herança


Notas iniciais
Eu sei que o Niccolas é um maldito, mas graças a ele nossa Sophie não teve outra alternativa! Espero que gostem, agradeço ao comentário que eu tive, espero que essa leitora continue comentando. Mas só teve um comentário. Tem 4 leitores. Poxa apareçam!

Tudo estava pior que nunca, passei o dia inteiro na cama, não comi nada além de um biscoito que estava no meu quarto, como Niccolas poderia ter feito algo assim. Eu não tinha escolha, não poderia ficar ali chorando esperando que alguém me levasse para uma clínica de reabilitação. Afinal eu tinha uma opção, que no momento era a melhor. Minha herança.

Era aproximadamente 3hrs MA, quando acordei, não me lembrava de quando eu tinha dormido, meu estômago tinha um buraco e eu estava tonta de fome. Acordei com o barulho de um carro entrando na garagem, olhei e era parecido com uma ambulância, minha tia estava conversando com um dos 2 homens de branco em frente a casa. Não podia acreditar. Meu cérebro funcionou por puro extinto, em questão de 5 minutos peguei minha bolsa coloquei umas 5 peças de roupa, o pouco dinheiro que me restava, um sobretudo, e meu celular, desci correndo as escadas e me escondi no porão com o meu cachorro, quando me viu começou a latir e meu sangue esfriou com medo que ouvissem eu o abracei implorando silêncio e ele ficou quieto finalmente. Vigiei pela janela do porão e quando eles entraram na casa eu sai pelos fundos correndo com Ralf. Eu corria mas não sabia pra onde, corri por 20 minutos sem parar, quando parei estava ofegante, quase desmaiando e sem forças o que ia fazer? Sentei na calçada, peguei o celular, sabia para quem devia ligar mas apesar da situação péssima me faltava coragem, procurei na agenda Justin e torci para que ele não tivesse trocado o número. Depois de duas tentativas.

# Alô. – Disse Justin com voz de sono.

# Justin, por favor, me ajude é Sophie.

# Sophie? Porque esta me ligando essa hora?

# Minha tia entendeu tudo errado, por favor, venha me buscar eu não tenho mais forças para correr, a qualquer momento eles podem me achar, eu estou em frente a loja de livro que você trabalha.

# Porque uma pessoa como eu ajudaria uma pessoa como você.

Eu não tinha mais forças, tudo estava perdido ele não viria me buscar, o celular descarregou, antes que pudesse implorar mais, eu apaguei ali, tentava manter a consciência e continuar segurando meu cachorro tinha medo de solta-lo e ele fugir.

Não sei quanto tempo depois, um carro se aproximou e Justin saiu de dentro dele meu olhos estavam pequenos e eu não conseguia me mexer, Ralf estava do meu lado dormindo. Justin me pegou no colo, arrancou minha mão da coleira de modo rude. E eu me queixei, ele me jogou no banco de trás, vi Ralf tentando entrar no carro, e ele empurrando meu cachorro, parece que aquilo me fez despertar, não faça isso, Ralf, eu gritava, e o cachorro conseguiu entrar.

# Esse pulguento não vai entrar aqui.

# Ele vem comigo. – Disse pegando o cachorro com o pouco de forças que tinha.

# Já estou me arrependendo. – Disse ele dando partida.

O carro parou entrou no estacionamento de um prédio no centro de Otawa, prédio muito bonito por sinal. Ele abriu a porta do carro, eu peguei minha bolsa e segurei na coleira de Ralf com dificuldade sai do carro estava tonta demais. Entramos no prédio pegamos o elevador, e soltamos no último andar, parece que o apartamento era na cobertura.

Entramos no elevador e saímos sem falar nada, ele abriu a porta, e era realmente bonito, nem parecia que ele morava sozinho, era tudo muito arrumado.

Entrei e me sentei no sofá encostei minha cabeça, e minha barriga roncou.

# Está com fome?

# Sim... – Assumi.

#A cozinha é ali. –Disse ele apontando para a cozinha e entrando no quarto.

Até parece que ele ia fazer um lanche pra mim, ele não fazia o tipo bonzinho, já estava fazendo demais em ter ido me buscar.

Levantei e fui até a cozinha, me surpreendi o apartamento era realmente mais bonito do que eu pensava. Fiz um omelete com 3 ovos, bacon, espinafre, e um suco de laranja bem forte. Comi tudo, acho que nunca fiz uma refeição tão boa.

Agora vinha a segunda parte, onde eu ia dormir, e o banheiro... precisava tomar banho. Teria que procurar fui procurando porta por porta, do lado da cozinha, era a lavanderia, do outro lado do corredor achei um escritório, e depois um banheiro tomei banho e coloquei uma roupa leve que havia trago. E aonde dormiria? Tinha uma porta do lado do quarto de Justin, mas fiquei receosa de entrar, vai que fosse um closet ou sei lá, alguma coisa que fizesse parte do quarto dele.

Dormi na rede que tinha na sala.

Devia ser aproximadamente 8hrs MA, quando eu de repente me vi no chão. Justin tinha virado a rede e me derrubado.

# Isso não é lugar de dormir, seu quarto fica ao lado do meu, achei que não precisava falar já que era obvio. – Disse ele saindo de casa, provavelmente para a faculdade.

Nem me lembrei da escola, faltei naquele dia, levantei e fui ver o meu quarto. Nossa, como aquilo era a minha cara, cada detalhe, tudo parecia comigo, como se fosse eu que tivesse comprado cada enfeite. Claro que quem escolheu tudo aquilo foi papai e mamãe. Eu estava muito emocionada com aquilo, me sentia como finalmente tivesse encontrado o meu lugar.

Fui para cozinha, preparei uns pãezinhos de queijo congelados no micro-ondas. Tinha que comprar a ração do Ralf, não ia sobrar muito, já que o que eu tinha já era pouco.

Fui na minha bolsa pegar algo pra mim ir, mas nem tinha opções, só tinha trago a camisa masculina de basquete que eu usava para dormir e estava usando, um short jeans, uma regata, e uma calça jeans. A roupa que eu estava usando no dia anterior estava suja, devido eu ter me deitado no chão igual uma mendiga. Lembrei da noite passada, apesar do jeito rude e ignorante de ser Justin tinha me ajudado, me sentia grata, não tinha visto esse lado dele ainda. Me arrumei e fui comprar a ração do Ralf, dei um pouco pra ele na praça mesmo, demos uma volta e de longe avistei Justin, fumando do lado de fora da loja de livros que ele trabalhava, apoiava o pé em um miniposte, senti vontade de ir lá, mas sei lá, acho que ele ia me dar um fora, ele olhou na minha direção, fingiu que não me viu e voltou a olhar para o lado, pensativo como sempre.

Fui embora pra casa, liguei o computador, já fazia um tempinho que não atualizava as redes sócias, postei no instagran e face 2 fotos que tirei na minha nova casa. E twetei: Muitas perdas, muitas decepções, coração tá confuso, mas pelo incrível que pareça feliz. Naveguei um pouco, conversei com alguns coleguinhas, e Joanna, nem falei sobre meus problemas pois ela só sabia falar da briguinha que teve com o namorado. Por um lado achava entediante, mas era tão lindo a forma que ela amava ele, e que ele amava ela. Me perguntava se um dia iria conseguir amar alguém assim, viver um romance assim, nunca tinha tido esse tipo de interesse por nenhum menino, Jason era um rapaz interessante, sentia vontade de conhecer ele melhor, mas agora se havia alguma esperança estava perdida, ele era amigo de Niccolas, e eu não queria olhar pra cara dele, não imaginava como seria minha vida na escola de agora em diante tendo ele como amigo de turma, iria pedir na secretária para que me trocasse de turmas. Justin teria que fazer isso por mim já que ele seria meu novo tutor, doía minha cabeça só de pensar nisso. Eu teria que enfrentar minha tia, pegar minhas coisas, será que ela tinha queimado tudo? Não. Nem sei porque isso se passou na minha cabeça, ela não é esse tipo de pessoa, a única pessoa culpada disso tudo é Niccolas, minha tia não era má pessoa.

Comi um sanduiche, e fui no escritório, pois vi na noite passada que tinha muitos livros lá, escolhi Sou louco por você que era a continuação de 3 metros acima do céu, eu gostava dessa história já tinha assistido os filmes mas o livro e bem melhor, parece que no livro conhecemos melhor os atores, estava no meu quarto era um pouco mais de 17hrs e a porta abriu, eu sai do quarto e fui ver, era Justin, meio obvio já que só morávamos nós dois.

# Já chegou? – Perguntei, puxando assunto.

# Não, eu ainda estou lá.

# Rude, como consegue ser tão rude. – Estava passada com o fora.

# Obrigada Justin, por ter me salvado das ruas perigosas e sujas, a qual eu estava desmaiada ontem a noite, obrigada por ter me dado abrigo e comida, e deixado eu trazer um pulguento fedorento dentro do seu carro. Você não é rude, é gentil.

# Você não me deu abrigo e comida, esse apartamento também é meu esqueceu?

# Mas a comida que tá aqui dentro quem comprou fui eu.

# Tá legal, agora você vai jogar comida na minha cara. – Eu estava chorando, como ele podia estar me humilhando daquele jeito. – Escuta aqui, final do mês minha pensão chega e como você vai ser meu tutor vai tudo pra sua mão, faça o que quiser, porque eu não faço questão disso.

# Eu tenho que pensar se quero ser seu tutor, você é uma pirralha muito chatinha e chorona.

# Foi você que fez o convite.

# E foi você que disse que não se envolvia com pessoas como eu.

# Mas eu não estou aqui? Então.

# Você tá aqui porque aconteceu alguma coisa. Que eu acho que deveria me dizer agora.

# Eu não acho que precisa saber da minha vida, apenas que minha tia fez uma confusão e eu não posso mais morar na casa dela.

# Confusão?

# Não foi você mesmo que disse que minha vida não te interessa, então porque a curiosidade?

# Nenhuma, apenas queria saber por que tenho que te aturar assim tão repentinamente. Mas não quero perder o meu tempo com você, tenho compromisso.

Ele disse entrando em seu quarto, não demorou muito e ele saiu com um quimono preto semi aberto e cabelo molhado. Por um momento corei. Ele nem olhou na minha cara, apenas saiu.

Eu comecei a pensar que isso não devia ter acontecido, eu sei que ele é irritante mas eu estou na mão dele, não há nada que obriga ele a me adotar e se minha tia me achar eu estou ferrada.

Tinha que fazer as pazes com aquele bruto. Pensei que como ele iria fazer muito exercício, ia chegar com fome, seria bom ter algo cozido em vez dessas coisas congeladas.

Fui na internet procurar uma receita, simples e gostosa. Optei por macarrão ao molho 4queijo e de sobremesa mousse de limão. Imprimi as receitas, e pus a mão na massa. Já devia ser uma 19hrs e pouca quando a porta abriu, antes que eu tirasse o macarrão do forno ele entrou na cozinha. Terminei de arrumar a mesa e sentei, ele assistia tudo quieto.

# Tá com fome? – Perguntei tentando ser gentil.

# Fez isso pra mim? – Fez cara de ironia.

# Acho que seria bom comer algo fresco, e como você também mora aqui, e eu estou te devendo um favor, fiz para dois.

# E isso é comestível. – Disse rindo

Não falei nada só olhei para ele com cara de poucos amigos. Ele sentou na mesa e colocou o prato dele, comeu feito um animal. E depois teve o descaramento de falar que não estava muito bom. Se levantou e quando estava indo embora avisei que tinha sobremesa.

Ele sorriu e abriu a geladeira, viu o mousse pegou a tigela, uma colher e levou para o quarto dele.

# Ei, eu não comi.

# Doce engorda, e você já não é magra... então veja como um favor.

Desde quando ele era tão engraçadinho?

Depois de uns minutos ele saiu do quarto apenas de toalha com a tigela vazia.

# Você tá lavando louça?

# Não, estou fazendo carinho no prato. – Estava usando a mesma artimanha que ele, piadinhas.

# HÁ-HÁ-HÁ.

Ele jogou a tigela na pia com pouca delicadeza, e saiu em direção ao quarto dele. Terminei de arrumar a cozinha e fui tomar um banho, peguei minha camisa de basquete do varal , era a única coisa que eu tinha pra dormir.

Fui pra sala assistir um pouco de novela, estava dando um filme muito engraçado eu estava morrendo de rir. Quando de repente, levo um susto.

# Você é mesmo igual uma criança, sua vida tá uma merda e você fica rindo de um filme sem graça.

# Melhor que fica com essa sua cara, de que alguém soltou pum perto de você. – Disse sem querer.

# Hipócrita. – Disse ele saindo com aquela mesma cara.

Ri muito, e não sei como mas peguei no sono.

POV Justin

Notas finais
Não sei se vocês entenderam, mais o próximo capítulo é os pensamentos de Justin, comentem para mim fica inspiradas. Deêm dicas do que vocês querem! O que vocês acham que está passando pela cabeça do Justin?