Notas iniciais
ESTE CAPÍTULO CONTÉM CENAS INAPROPRIADAS PARA MENORES DE 16 ANOS.

POV Justin

Ela parecia ser indefesa a todo tempo, qualquer coisa abalava ela, e qualquer coisa fazia ela feliz, ela era estranha, não tinha como saber o que ela estava pensando, o modo dela agir era muito sincero como uma criança, o jantar com certeza foi porque ela estava com medo de eu não adotar ela, estava tentando puxar o meu saco, mas não durou muito para voltar a me tratar mal. Não consegue esconder sua intenções e nem seus sentimentos.

Parece uma criança, mas não é, e isso tá nítido em cada perímetro de seu corpo, em cada gesto apesar de ser tão meiga era tentadora. De manhã quando estava indo para a faculdade, ela estava na sala dormindo igual um anjo a camisa que era curta em seu corpo estava para cima deixando a mostra suas pernas, seu bumbum, tão linda ali na minha frente, nunca me senti tão tentado por uma mulher. Tinha tido poucas experiências com mulheres, apenas com prostitutas nunca quis me envolver com nenhuma mulher. Não sabia porque ela me perturbava tanto, sua inocência me irritava, sempre irritou, mas será que ela já não sabe que é uma mulher e que eu sou um homem. Será que ela não sabe que deve se comportar.

Depois estava rindo na sala feito louca.

# Você é mesmo igual uma criança, sua vida tá uma merda e você fica rindo de um filme sem graça.

# Melhor que fica com essa sua cara, de que alguém soltou pum perto de você.

# Hipócrita. – Como ela pode ser tão irritante?

Já devia ser mais de 00hrs, e a tv estava ligada, ela devia ter esquecido de desligar, fui na sala e quando olho pro sofá lá está ela do mesmo jeito de quando a encontrei de manhã. Só que agora de frente, dava pra ver uma altura visível na sua parte íntima e a rachadinha em baixo. Eu me sentia um tarado olhando pra ela dormindo daquele jeito, eu olhava pra ela com desejo meu corpo não obedecia eu pulsava e a curiosidade de ver ela nua doía dentro de mim. Como seria ter ela dentro da minha casa se ela continuasse se comportando assim, taquei ela no chão, ela gritou e se levantou rápido ficando por alguns instantes de 4 na minha frente, estava ficando difícil, o volume na minha calça era nítido e eu pulsava feito louco, fui pro quarto antes que ela percebe-se.

Estava sendo difícil ter que dividir aquele apartamento, eu nunca gostei de ter que dividir minha vida com ninguém, e agora tudo era muito pior, depois que meus pais morreram, tudo se tornou ainda mais difícil pra mim, e aquela garota sempre perturbou minha mente, penso ter sido um erro ter trago ela para morar aqui, talvez isso comprometa todos os meus planos, ela me irritava, para mim era detestável! Por mais que todo o meu corpo disse-se ao contrário eu sabia dentro de mim que ela seria um grande problema na minha vida, e eu já odiava por isso. Mas simplesmente não conseguia tirar ela da minha cabeça. Desde aquela discursão no corredor daquela escola, eu simplesmente não consigo esquecer de nenhum detalhe do seu rosto.

POV Sophie

Grosso, ele tinha me tacado no chão de novo e foi embora antes que eu pudesse reclamar.

Fui para o meu quarto, no outro dia teria que perder mais um dia de aula, estava sem meu material, com poucas roupas, teria que resolver o lance das turmas, muitas coisas para fazer, Justin era o único que poderia resolver tudo isso.

Dormi, quando acordei devia ser umas 9hrs e pouco, tomei café, o celular tocando, como sempre devia ser minha tia, olhei e era Jordan.

# Alô.

# Alô mocinha, abandonou a escola e as aulas de violão?

# Ah... não, você ainda não esta sabendo? – Será que Niccolas não contou?

# Sabendo do que ?

# Eu não estou morando mais com minha tia.

# Sério? Está morando aonde agora?

# No meu apartamento, que meu pai e minha mãe deixou como herança.

# Mas você não é de menor?

# Sim, é uma longa história. Mas vou voltar para a escola... – Não queria falar sobre as aulas, sei que ele ia me odiar depois que eu contasse sobre Niccolas.

# E as aulas? Não gostou, sou tão mau professor assim? – Disse, fazendo voz de coitado.

# Não, não é isso, é que, aconteceu muitas coisas nesse final de semana.

# Tipo o que mocinha? O que foi tão importante ao ponto de você abandonar um professor ótimo como eu. – Disse se gabando.

# Tipo, eu peguei o Niccolas usando droga. Tipo, depois ele teve um ataque de ciúmes por eu ter tido aulas com você, tipo ele ter me beijado e eu recusado, ele ficado com muita raiva e contado pra minha tia que eu que uso drogas, e tipo eu fugir no meio da noite porque ela mandou uma ambulância de uma clínica de reabilitação me pegar, tipo isso mais ou menos. – Disse tudo como se fosse a coisa mais normal do mundo.

# Hãm... o sinal tocou, depois te ligo, e você me explica isso tudo com calma, mas não some viu... isso seria chato sabe ... até.

# Até...

Ele não ia ligar mais, ele me odiava, eu sabia que isso ia acontecer.

2 dias depois

Já era quinta feira, eu faltei quase uma semana de aula, não tinha falado nada com Justin, de hoje não podia passar.

Sentei no sofá, já estava quase na hora dele chegar, passaram-se alguns minutos e então ele chegou. Fingiu não me ver e eu comecei a falar mesmo assim.

# Quando vai me adotar, eu já perdi quase uma semana de aula, amanhã com certeza não vou, não posso ficar faltando tanto.

# Segunda feira você começa.

# Hãm? E como? Pode me explicar.

# Amanhã vou assinar os papeis e pegar sua tutela provisória, até a oficial sair deve durar alguns meses. Até lá terá que andar na linha e nada de se envolver com drogas e drogados.

Fiquei sem palavras o que ele estava querendo dizer, acho que ele sabia de mais coisas do que eu podia imaginar. Ele entrou no quarto e eu fiquei alguns segundos chocada, mas quando ele ia fechar a porta eu o impedi.

# Vem cá, do que você tá falando pode me dizer?

# Que abuso é esse garota. – Me empurrou para trás e fechou a porta.

Continuei batendo e gritando.

# Escuta aqui, não me venha falar de coisas que você não sabe, eu não sei o que te contaram, mas você está muito enganado, não é nada disso, eu nunca usei drogas, e sim, fiquei perto de uma pessoa que usou mas...

Ele abriu a porta.

# Não me interessa nada disso.

# Então me diz, como ficou sabendo disso.

# Fui falar com sua tia e ela pareceu estar com medo, sei lá talvez pense que vou matá-la, falei que sábado iria pegar seus pertences e que era para ela organizar tudo. E que esperava que ela não quisesse lutar na justiça pela tutela, ela concordou com tudo, e apenas disse que eu precisava te ajudar pois você estava viciada em drogas. Como eu não me importo com isso... – Fechou a porta.

Fui pro meu quarto em meio as lágrimas, como isso pode ser mais injusto?

Era cerca de 21hrs e eu estava sem fome, porque tudo tinha que dar tão errado pra mim. Justin bateu na porta. Eu não atendi. Ele abriu, e eu fingi estar dormindo.

# Está dormindo?

Ele entrou e sentou na cama, passou a mão em minhas bochechas molhadas pelas lágrimas, e secou.

# Você estava chorando não é mesmo? – Disse em tom baixo, como se não quisesse me acordar. E depois saiu.

Eu estava chocada, não conseguia entender porque ele fez aquilo. Meu coração estava meio acelerado. Esperei cerca de 20 minutos e sai do quarto com cara amassada, nem precisei fingir.

Ele estava vendo aquelas lutas super agressivas e que me deixavam nervosa, fui para a cozinha ver alguma coisa pra comer, fiz um arroz, uma saladinha, grelhei um filé, prontinho.

Estava terminando de comer quando senti uma respiração quente no meu pescoço, me arrepiei, e então ouvi a voz rouca perto do meu ouvido,

# Também estou com fome.

Era difícil manter a concentração daquele jeito.

# É... é, grelha o seu filé. – Levantei, tomei um copo de suco e fui pro meu quarto.

Será que... Não, não pode ser isso Justin é um grosso, animal e jamais seria carinhoso ou gentil.

Acordei e dei uma geral no apartamento, não tinha muita bagunça, mas por debaixo das coisas tinha bastante poeira, lavei toda a roupa inclusive a dele, o que me custava? Já estava tudo limpíssimo, tinha limpado todos os cômodos, menos... Senti uma curiosidade, o quarto do Justin, ele era fechado com a chave mais minha porta era igual à dele, provavelmente a chave também.

Certo, era isso mesmo, entrei no quarto dele, era diferente do que eu pensava muito diferente. Tinha uma cama de casal, um saco de areia pendurado no teto, isso era típico dele. Mais o resto não parecia com ele, tinha uma mesa com muitas fotos, a maioria ele estava junto com papai e mamãe outras ele estava sozinho ou com o uniforme de jiu-jitsu ao lado de outros talvez seu treinador não sei, tinha uma mesa grande com notebook, impressora, e muitos livros, muitos papeis, dava dor de cabeça só de olhar. Olhei alguns papéis e não entendia nada que estava escrito ali, eram coisas jurídicas papelada desses negocio de Justiça. Tinha livros da faculdade, e outros, muito antigo, eram... Diários oficiais. Mas isso não era de sigilo publico? Tinha também uma gaveta grande guardada por cadeado. Fiquei curiosa demais pra saber o que tinha ali, onde será que ele guardava a chave, procurei em tudo e não achei, mais achei outras coisas, um caderno com uma caneta no criado mudo, com poemas, nem dava pra acreditar, depois tinha cifras, será que eram músicas ao invés de poemas? Eram lindas. Na gaveta do criado mudo tinha um álbum de fotos, com mais fotos de mamãe papai, e eu, mas o que me surpreendeu foi uma foto que eu conhecia uma foto que ele estava abraçado com Tyler, estava rasgada, ele rasgou Tyler da foto. Abri o guarda-roupa, nada demais apenas roupas, sapatos, uniformes de luta, e uma gaveta de cuecas e meias. Encima do guarda roupa tinha um baú, mais era alto demais para mim o baú também era grande. Fui à área peguei uma escada e subi. Eram nossas coisas de quando éramos crianças mamãe e papai guardavam, mas eu imaginei que tinham se perdido, mas estava lá, roupinhas de bebê, documentos, brinquedos, boletins, foto da formatura, eu estava emocionada, eu estava lá, eu vi, tinha tanto tempo, mas consigo lembrar dessa janelinha sorrindo pra foto. Ja estava descendo quando vi alguns cadernos de desenhos, a maioria já tinha acabado com as folhas, eram desenhos realmente profissionais. Mais tinha um caderno novo, eu abri e me surpreendi muito. Do inicio ao fim tinha desenhos meus, cerca de 10 desenhos apenas meu... o que aquilo significava? Guardei tudo do jeito que estava e fui embora.

Passou algum tempo e ele chegou, foi pro quarto colocou o uniforme como sempre e saiu.

Eu estava sem saber como reagir com ele, o que fazer depois do que vi? Isso significava que ele estava apaixonado por mim?

Notas finais
Então, eu estava querendo postar esse cap sexta, mas por ironias do destino não deu. Mas esta semana quero recompensar então devo postar 2 ou 3 caps, isso se eu tiver um incentivinho, porque está difícil, somente uma leitora comenta (AGRADEÇO). Mas enfim, o desânimo tá começando a bater, mas vou persistir um pouco mais. Por favor comentem nem que seja para dizer que odiou, e o que quer para ser mudado!