Streets Of Philadelphia

23 22 - Quem Quer Viver Pra Sempre?


Notas iniciais
Oi meu povo lindo *--* Demorei mas cheguei *---* Hoje teremos alguma reação do Brian e tal, ele tem que acordar né? Vamos ver um pouco da história dele, sobre a mãe e o pai. O porque o pai fugiu? Quem é ele? E um gato vai entrar na história, ele vai ser importante o/ Mas por que? Que gato é esse? Essas perguntas vão decidir o fim da história.. E tem a Mayara a cada vez mais próxima da morte...
Tá acabandooooo HAUAHSH *todos choram, ou não* kkkkk Bom hoje tem música pra vocês lerem com o capítulo, vamos de Queen - Who Wants to live Forever http://www.youtube.com/watch?v=_Jtpf8N5IDE Ela é a cara desse capítulo, é linda e emocionante. Eu amo mto mto, afinal Queen é soda demais u.u... Obrigada por tudo pessoal, boa leitura! Let's play the game *--*

22 – Quem Quer Viver pra Sempre?

POV Mayara

Meus dias estavam piores à medida que passavam. Minha rotina se resumia a ir ao hospital e voltar para a casa dos meninos. Brian se afastara muito de mim, ainda mais agora que eu estava com uma aparência diferente e não muito bonita. Não havia cabelo algum e eu usava perucas para tentar disfarçar.

Eu já havia abandonado a escola e provavelmente perderia o ano, mas amigos como os meus era o que me mantinha viva. Eu me sentia viva com eles ao meu lado, mesmo não sabendo se aquelas sessões de quimioterapia iriam me salvar.

Naquele momento, no quarto de Jimmy, eu me olhava no espelho. Via meu reflexo e toda a doença consumir meu corpo, a magreza e fragilidade tomaram conta das minhas curvas.

- May? – Stella bateu na porta e me chamou – Vamos almoçar? – sequei minhas lágrimas e fingi estar bem. Ela não resistiu e abriu a porta. Ao seu lado estavam todos menos Brian

- Eu já vou pessoal eu... Ah me desculpem, não quero que me vejam assim – levei minhas mãos ao rosto e comecei a chorar. Stella me abraçou e Jimmy sentou-se ao meu lado na cama

- May, você vai conseguir... Depois das sessões você vai estar curada e... – Eu me irritava por ser tão fraca e por não ter contado aos meus amigos sobre a operação.

- Vocês não entendem! Só as sessões de quimioterapia não irão me salvar! – gritei

- Como assim? – Rodrigo, que estava escorado á porta, perguntou

- Eu terei que operar se quiser ser salva! Alguém terá de doar a medula pra mim. Meu câncer é mais conhecido como leucemia... – a palavras saiam de minha boca com força e revolta

- Por que nunca nos contou? Isso é grave demais Mayara! – Matt me repreendeu

- Agora não adianta! Não há mais chance pra mim, eu vou morrer! – Abracei Stella enquanto ela enxugava as minhas lágrimas que saíam sem controle.

- O que podemos fazer? – Johnny perguntou

- Todos terão de fazer teste de compatibilidade com a Mayara e encontrar uma medula. Quanto tempo temos? – Jimmy perguntou. Ele parecia entender do assunto

- Como sabe disso amor? – Stella perguntou

- Minha irmã morreu dessa mesma e maldita doença! Tentei salva-la, mas nem pra isso eu prestei. Minha medula não serviu... – Jimmy estava quase chorando, mas se conteve e voltou a me olhar – Quanto tempo Mayara?

- 1 mês... – sussurrei aos prantos – Me perdoem...

- Muito bem, nós vamos fazer esses testes hoje mesmo, amanhã sei lá! O mais rápido possível! – Zacky disse – Não se preocupe, vamos salvar você! – eles me abraçaram, todos choravam como se fossem eles que sentissem a dor. Quando abri meus olhos pude ver Brian na porta do quarto. Ele estava estarrecido com o que ouvira, não conseguia dizer nada.

- Brian? – Jimmy chamou, mas ele havia corrido dali

POV Brian

- Não, não... Morrer? Não... O que eu fiz? – eu dizia á mim mesmo. Tranquei-me no sótão e joguei-me no chão. Como me sentia fraco, ainda mais com Mayara naquele estado. Muitos pensavam que eu não me importava, mas sim, eu a amava. Só não entendia a dificuldade que tínhamos em ficar juntos e ela... Catharina, o que aquela mulher tinha?

Em meio aos pensamentos eu entrei em uma crise de choro, não percebendo que um gato entrara pela janela. Ele era amarelo, tinha olhos vívidos e parecia me chamar para segui-lo. Ele andou até o armário e sentou-se em frente a ele.

- O que? Quer que eu abra? – perguntei – Que ridículo! Eu conversando com um gato! – fui até o armário e o abri, dei de cara com uma caixa roxa. Eu mesmo a havia deixado ali quando nos mudamos. Meses depois eu me deparei com ela novamente, eu queria me esconder dela, fugir das memórias que estavam ali.

O gato miou, como se me desse forças para abri-la novamente. Peguei a caixa e sentei-me ao lado dele no centro do sótão.

Abri a caixa e lá estavam as fotografias de minha mãe e meu pai. Ela nos tempos que estava feliz ao lado dele, quando não havia sido traída, quando eu ainda não existia.

- Sabe gato, meu pai era um cafajeste com ela... Batia nela quando ficava bêbado e fugiu assim que nasci. Ele tem outra família agora sabia? – eu disse chorando – Nunca tive um pai. Ele não gostava de mim e desapareceu quando minha mãe contou da gravidez. – o gato andou até a caixa e a derrubou, ela caiu de lado e as fotos espalharam-se no chão – Ah, olha o que você fez! – eu disse enquanto recolhia as fotografias. Travei quando vi uma em que eu estava abraçado á minha mãe e Jimmy estava ao meu lado. Éramos pequenos, uns 8 anos talvez. Só naquele momento percebi a burrada que eu estava fazendo esses anos todos, fugir de casa e deixar minha mãe sozinha... Que espécie de filho eu era? Que espécie de amigo eu era? Que homem eu era? – Estou agindo como meu pai... Meu Deus... – sussurrei com as mãos na cabeça – Abandonando quem amo, traindo a confiança deles... – O gato andou até a janela e ficou a me observar, como se esperasse pare ver o que eu faria a seguir

Peguei meu celular e disquei aquele número antigo, aquele que eu havia apagado da memória e fingia não lembrar

- Alô? – uma voz feminina e cansada atendeu

- Er... Oi, é , quem fala? – perguntei sem graça

- Cristina Haner, por quê? – sorri e deixei algumas lágrimas escaparem

- Oi, mãe... Sou eu, Brian... – pude perceber um espanto da parte dela

- Filho? Meu filhinho?

- Sim, mãe que quero te ver, quero te encontrar e dizer o quanto fui um idiota com você

- Venha meu anjinho... Estarei te esperando, como sempre estive... – eu estava chorando e ela também.

- Estou indo mãe, me espere. Eu te amo tá? – ela desatou a chorar e eu também

- Oh meu anjinho como eu te amo! – não agüentei ouvir sua voz tão falha e cansada, desliguei o celular e caí derrotado no chão. Naquele momento comecei a pensar nas meninas, como se eu precisasse de forças para seguir. Lembrei dos rostos de Nicole, Rebeca, Anita e Emily. Elas me disseram para pensar nelas e assim poderíamos conversar, eu só não sabia como.

- Me ajudem... – Toquei em meu pescoço e senti a falta da correntinha. Resolvi olhar para a janela e o gato havia desaparecido, como ele entrara ali? E por que me seguiu?

Sem querem algumas frases vieram á minha mente, como se fossem vozes

Tenha coragem Brian, não deixe que enganem você. Mayara precisa de ti... Seus amigos precisam de ti e ela também.”

Nunca podemos virar as costas para quem amamos Brian...

Força e honra você se esqueceu disso não é? Não se lembra mais de quem é! Quem é você?

Eu devia estar maluco, mas as vozes ficavam mais altas em minha mente, como se fosse uma bronca. Eram elas, as meninas estavam falando comigo em pensamento,parecia loucura, mas era real.

Levantei do chão, joguei a caixa no armário e o tranquei, fui até a porta e saí daquele lugar. Subi até a sala e vi todos conversando com Mayara. Fingi não vê-los e peguei a chave do meu carro, até ser repreendido por Johnny

- Vai sair? Aonde vai Haner? – eles me tratavam assim desde o dia que abandonei Mayara, mas eu merecia aquele desprezo não é?

- Preciso resolver um assunto...

- Ah claro, aposto que vai comer alguma vadia por aí! É só o que você sabe fazer não é? – Zacky disse. Suas palavras me machucaram, mas eu as ignorei e saí de casa.

Eu tinha que reconquistar todos que eu magoei, um por um. Minha mãe seria a primeira, depois meus amigos e por fim Mayara.

Todos continuaram a falar, mas ignorei aquelas provocações, entrei no carro e arranquei dali. Refiz o trajeto, aquele velho trajeto que me levaria de volta pra casa. A nostalgia e o remorso me corroíam, quando parei em frente á casa de minha mãe foi pior. Senti uma dor, uma culpa que eu teria de enfrentar. E eu faria isso, afinal ainda restava em mim alguma dignidade não é?

Não há chance para nós, é tudo decidido para nós. Quem quer viver para sempre? Quem ousa amar para sempre? Quando o amor deve morrer? Sempre é o nosso hoje.(Queen)

Notas finais
É VAMO AGITAR! VAMO ANIMAR PESSOAL QUE TÁ ACABANDO! HAUAHSH brincadeira, mas tá acabando mesmo u.u
Obrigada vcs são sodas pra baralho