Notas iniciais
Era pra ser um capítulo extra de meio de semana, mas acabei atrasando um pouco, em compensação o próximo virá logo. Se alguém aqui assistiu Azul é a Cor Mais Quente talvez lembre de um trecho do começo, anyway, boa leitura!

Parece que o primeiro amor começa com essa sinceridade, talvez a doçura de amar interrompa a preocupação de ser amável. O olhar dela era diferente dos outros, era mais modesto, e ainda assim, mais atencioso. Finalmente, saímos da igreja, senti falta do lugar que estava deixando e que estava indo com algo faltando no coração, mas não sabia o que era. Digo que não sabia, mas talvez soubesse, pois enquanto saia me virei várias vezes, para olhar a moça que eu tinha deixado para trás, mas não acreditei que fazia isso por ele.

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– Você podia prestar um pouco mais de atenção nos votos do seu casamento, Jane, não é como se fosse ouvi-los todos os dias – murmurou Frost, alto o suficiente para que Jane ouvisse mesmo com o barulho da festa de casamento entrando em seus ouvidos.

– Apesar de estar de vestido branco, se não me disse que era meu casamento não teria reparado, muito obrigada, detetive! – respondeu fingindo surpresa – O que quero saber é quando será resolvido nosso pequeno problema chamado Dr. Pike e sua tão esperada aposentadoria.

– Hey, não está trabalhando sabia? É o seu casamento Jane, esqueça isso, além de que... – Frost parou de falar para observar uma das primas de Jane que passava com um copo na mão, mas foi interrompido por Jane que bateu no braço do colega para que o mesmo continuasse o que dizia – além de que o Cavanaugh já está resolvendo nosso pequeno problema, disse que tem entrado em contato com alguns possive... Jane? Pode me dizer o que está havendo? Estou falando com você, deveria me dar o mínimo de atenção – Frost cruzou os braços mostrando que estava irritado com a falta de atenção da outra.

– Sim... Eu já volto... vou ali ver... – e saiu sem dar atenção, totalmente perdida, Frost deu de ombros e saiu a procura da prima de Jane.

Jane foi em direção a mesa onde avistou uma loira sentada sozinha, ao notar a aproximação a loira levantou-se arrumando o vestido – Olá! ­– a loira suspirou e sorriu para Jane, começou a se sentir estranha... um pouco mais estranha.

– Olá! – Jane não sabia o que fazer, não sabia como tinha chegado até aquela mesa, nem o que pensava quando simplesmente foi até a mesa, fez sinal para o garçom que a ignorou, pois estava correndo para reabastecer sua bandeja, sorriu sem graça – Eles não são muito bons. – a loira continuava sorrindo, mostrando que estava tudo bem, Jane voltou a achar incrível o fato de achar que entendia o que a loira queria dizer apenas com um sorriso.

– Parece apertado, o vestido, parece estar dificultando sua respiração – as palavras saíram da boca da loira e Jane sorriu, achou graça no modo que a outra falou com tanta naturalidade.

– Está! Digo, o vestido, está realmente apertado... estou me sentindo como se estivesse sendo comprimida. – a loira olhou como se checasse se a outra estava sendo realmente “comprimida” pelo vestido.

– Refere-se ao vestido ou ao fato de parecer perdida na comemoração do seu casamento e isto a deixar mal? – era louco e extremamente maravilhoso que a moça sentada em sua frente, ao qual acabara de trocar algumas palavras, parecia entrar em seu intimo e fazer com que finalmente sentisse que estavam acordando sua alma de uma forma tão preciosa e tão arriscada. – Me desculpe, não quero ser impertinente.

– Não é! – Jane apressou-se em responder – É só que... isso deveria ser algo diferente, especial, sem tanta gente... olhe essas pessoas... meu noivo, ele... não acho que realmente conheça essas pessoas – apontou para algumas pessoas que estavam paradas perto da mesa principal, no fim do salão.

– Acho que porque são os organizadores da sua festa, as pessoas que estão cuidando para que tudo saia perfeito.

– Então que alguém os demita – respondeu sarcasticamente – Você não é daqui não é? de Boston?

– Sou de Londres

– Dá pra notar, pelo modo que fala, sabe? – Jane sorriu se sentindo meio boba – Mas está para ficar? – continuou, já que a moça sentada na cadeira em frente a sua sorria abertamente

– Sim, eu estou para ficar, recebi uma proposta de trabalho aqui – respondeu a loira

O silêncio reinou, apenas se olhavam e transmitiam o que se passava por suas mentes sem precisar dizer uma palavra.

Seu silêncio foi cortado por um Casey que chamava por Jane, se aproximando da mesa que as duas mulheres estavam e lançando um sorriso pouco simpático para a loira e chamando sua, agora, esposa para se despedir de sua família e se retirarem da festa.

Jane levantou-se de forma rápida, como se tentasse esconder do marido a tensão que havia no ar entre elas – A propósito, sou Jane... Jane Rizzoli.

Notas finais
Os próximos serão maiores, então até o próximo!