Strange In The World Behind My Wall

28 Capítulo 26. No quarto do tour bus


Notas iniciais
Liebes, apesar dos pouquíssimos reviews que eu recebi eu decidi continuar escrevendo essa fic.
Eu nem ia postar nada hoje mas a Noite do Metal no Rock'n Rio de hoje me deixou tão animada que resolvi escrever um capítulo curtinho com continuação amanhã.
Já vou avisando que ele ficou super sem-graça mas tinha que ser assim para dar um suspensezinho para o próximo capítulo. Enjoy õ/

Nada de muito interessante aconteceu depois que eu parei de chorar. Bill só ficou me enchendo o saco falando que agora o Jost estava desesperado porque eles já perderam cerca de cinco horas de viagem. Estava pouco me fudendo. Em nenhum momento eu havia dito para me levarem para um hospital e me darem soro.

Mas graças a Deus o soro acabou em pouco tempo. Eu não ia agüentar mais essa encheção de saco do Bill não. Eu podia o amar com cada mínima celular de meu ser, mas, quando ele queria, ele sabia ser a coisa mais chata do universo! Exceto Tom. Esse conseguia se superar sempre.

Quando eu saí do quarto de hospital – que por uma incrível coincidência era o numero 483 – Bill estava me segurando pela cintura. Eu realmente fiquei grata por isto, eu estava morrendo de medo de não ter forças para andar sozinha e, se isso realmente acontecesse, eu temia ter que injetar soro de novo.

Jost estava nos fazendo literalmente correr para dentro do ônibus, pois ele não queria perder mais nem um minuto de viagem. Sorri para ele. Ele era outro chato que eu amava. Apesar de parecer ser sempre muito ocupado com a banda e preocupado com as coisas ele era bem diferente.

Ele me lembrava muito meu pai. [n/a: tio Freddy] Ele era super gente-boa e descolado também. Para ser sincera ele parecia mais ser um adolescente que curtia muito musica — de ótima qualidade por sinal – do que um produtor super atarefado de quase 40 anos – 39 na verdade.

Eu havia ficado em silencio esse tempo todo. Eu estava com vergonha demais para falar com alguém. Vergonha demais para ficar perto de alguém. David me mostrou onde ia ser meu quarto. Era o mesmo que o de Bill – que surpresa! Era o único com uma cama de casal porque Tom fez o favor de trocar de quarto com o Bill. Mas David deixou claro que era proibido sexo no tour bus. Como se ele seguisse essa regra. ¬¬

Sentei-me na cama abraçando meus joelhos. Eu não sabia muito bem o que fazer agora. Não queria conversar com ninguém e Bill pareceu perceber isso, pois ele não permanecera no quarto comigo. Peguei meu Ipod e comecei a ouvir Slipknot. Mortal Games traduzia tudo o que eu mais precisava naquele momento. Suicídio... Se eu ao menos tivesse coragem o suficiente.

Respirei fundo e balancei minha cabeça como se isso fosse afastar meus pensamentos para longe. Comecei a contar. Quando cheguei a 49587 Georg entrou no quarto com Tom. Eles estavam rindo de algo que eu não sabia o que era e depois me encararam. Eles sentaram-se na cama. Um em cada ponta.

Olhei pela janela sem a mínima vontade de conversar ou olhar para eles. A vergonha ainda não havia me abandonado de todo. Tom – ou Georg, eu não sabia – pigarreara, me fazendo encará-los. Tom sorriu e Georg passara a mão em meus cabelos de um jeito fofo. Sorri contra minha própria vontade.

- É verdade o que Bill disse? – Georg perguntou.

- Depende do que ele disse. – respondi simplesmente.

- Ele disse algo sobre bulimia e anorexia. – Tom disse sério, mas ao mesmo tempo gentil.

- Talvez. – eu disse sorrindo de lado – Ele falou sobre os motivos?

- Ele disse que não sabia. Ele mentiu? – Georg perguntou.

- Eu não sei. Eu pelo menos não me lembro de ter contado para ele os MEUS motivos. – eu disse pouco à vontade.

- Você quer contar agora? – Bill disse surgindo de repente na porta.

- Não. – eu disse simplesmente.

- Você sabe que pode contar pra gente Mi. – Tom disse fofamente. Concordei com a cabeça.

- Está ouvindo o que Mi? – Georg perguntou já pegando meu fone de ouvido e encaixando-o em sua orelha. – Você curte Metal? – ele disse surpreso.

- Com certeza! – eu disse sorrindo e fazendo os chifrinhos do rock com minha mão esquerda. Ele encarou a cicatriz. Era por isso que eu odiava ser ambidestra. Eu amava escrever com a direita, mas todo o resto eu fazia com a esquerda. Abaixei minha mão.

- Curte Metallica? – ele perguntou no exato momento em que começou a tocar The Judas Kiss. Começamos a rir. Neste momento percebi que os Kaulitz haviam saído do quarto.

- Agora me conta Mi. – Georg disse sério.

- Me conta o quê? – perguntei ainda rindo.

- O porquê de você ter todas essas merdas que Bill me contou. – ele disse me fazendo parar de sorrir.

Notas finais
Liebes me mandem reviews?? Por favor!! Pode ser só uma carinha sorridente, ou falar que esta fic está horrível, não tem problema... Beijos