Strange In The World Behind My Wall

29 Capítulo 27. A culpa não é toda dele...


Notas iniciais
Capítulo curtinho "/ To desanimada com a falta de reviews mas vou continuar postando... Se alguém ler me manda review please?? Enjoy o/

Eu continuava a encará-lo. Eu não acreditava que ele tinha dito aquilo. Poxa! Nós estávamos num clima tão legal, curtindo a música, rindo, e ele acaba com tudo assim, me perguntando o porquê das “merdas”? Hunf!

- Não chame elas de merdas... – eu disse com raiva, afinal, elas me ajudavam.

- Então como é que você quer que eu as chame? – ele perguntou irônico.

- Anna, Mia e Tinna. – eu disse de cabeça baixa.

- Então, por que você as tem? – ele perguntou calmo.

- Eu não vou te contar! Eu não contei nem para o Bill...

- Por favor... Eu prometo que não conto nada a ninguém. – ele pediu tentando me convencer a contar toda a verdade. Funcionara.

- Promete mesmo? – perguntei desconfiada. Ele cruzou os dedos e os beijou.

- Se você amasse mesmo uma garota, o que você estaria disposto a fazer por ela? – perguntei a ele.

- Se eu realmente a amasse eu faria qualquer coisa. – ele respondeu sincero.

- Você já se sentiu como se não fosse digno de estar em algum lugar ou com certo alguém, como se fosse tivesse que melhorar muito para estar merecer estar ali? – continuei a indagá-lo.

- Varias vezes.

- É assim que me sinto perto do Bill... Como se eu não merecesse ele, como se tivesse que não ser magra, mas perfeita, para poder ficar do lado dele. – eu respondi triste. A verdade dói. Essa é a mais pura verdade.

- Então quer dizer que você quer ficar cadavérica para estar com o Bill? Isso é estupidez! – Georg disse meio indignado.

- Eu sei... – eu disse sorrindo de lado.

- Mas isso explica a anorexia... Mas por que os cortes e os vômitos? – ele perguntou ainda em duvida.

- Simples, para emagrecer eu paro de comer, se eu como eu vomito para me livrar das calorias, e me corto... Bem, como forma de me punir... Sem falar que é mais fácil saber que a dor é física do que emocional. – eu disse de uma única vez. Era como se, uma pausa se quer que eu desse, eu nunca mais fosse falar. Ele me olhou abismado...

- Mi... – ele começou a dizer.

- Que?

- O Bill... Hum... Acho que ele ouviu tudo. – ele disse meio sem jeito. Quando olhei para a porta Bill estava parado com os olhos cheios de lágrimas.

P.D.V Bill

Cara, minha vida é mesmo uma droga! Eu tenho tudo o que eu sempre quis ter — fama, dinheiro, sucesso, a garota dos meus sonhos – mas a coisa mais simples delas, poder amar alguém sem a destruí-la, eu era incapaz de fazer.

Midori me olhava com uma cara desesperada e ao mesmo tempo envergonhada. Como uma criança que fora vista roubando doces de uma loja. Seus olhos se encheram de lagrimas e eu pude perceber que os meus não estavam muito diferentes.

Uma parte de mim queria bater nela por ser tão estúpida a ponto de parar de comer para ficar “perfeita” para mim. Será que ela não percebia que ela já era perfeita?? Mas essa era uma parte muito pequena de meu ser.

Outra parte queria abraçá-la, dizer que ela não precisava fazer nada daquilo, enquanto outra parte queria me matar por fazer ela sofrer tudo isso por MINHA causa. Essas eram partes maiores de mim. Mas, surpreendentemente, outra mínima parte pode ver Georg saindo do quarto enquanto fechava a porta silenciosamente. Nos encaramos.

P.D.V Midori

Eu não acreditava que Bill tinha ouvido minha conversa com Georg. Eu estava me sentindo extremamente culpada por isso. Começamos a nos encarar em um silencio torturante.

- Desculpa... – dissemos ambos ao mesmo tempo. Bill veio correndo se sentar ao meu lado na cama.

- Me desculpa Mi... – ele disse segurando um choro.

- Pelo que Bill? Responda-me! O que você fez de errado? – perguntei com raiva. Não dele, mas de mim mesma.

- Eu te fiz sofrer... – ele disse baixinho.

- Eu não sei como! – eu disse exasperada. Ele olhou para mim confuso. Então de repente tocou em minhas cicatrizes.

- A culpa não foi sua... Eu que sou estúpida o suficiente para me cortar... – eu estava mentindo, não era estupidez, era necessidade, mas temia que Bill fosse se sentir mais culpado ainda. A culpa realmente não era dele.

- Foi sim... – ele disse de cabeça baixa.

- Shhhhh! – eu disse tampando sua boca com minha mão. Eu não queria continuar a ouvi-lo. Simplesmente comecei a beijá-lo e ele retribuiu o meu beijo.

Notas finais
Nada a falar... Mandem reviews liebes...por favor