Bae estava do lado de fora brincando com seu único amigo naquela vila. Todos o temiam, por causa do seu pai. Gabe era seu amigo desde seus 3 anos. Eles praticamente viveram juntos.

Rumplestiltskin estava calado e observando seu filho, enquanto pegava alguns pedaços de lenha para a sua lareira. Estava chegando o inverno.

– Bae! Venha aqui. — O pai avistou uma tropa de cavalos negros com uma carruagem preta enfeitada com pequenas cortinas e uma mulher meio assustadora sentadada no banco da carruagem. Os homens que estavam nos cavalos falavam alguma coisa entre si.

– O que foi papai? Quem são aqueles? — disse o menino confuso. — Por favor, não faça nada com eles! Por favor...

– Bae. Entre.

– Pai, não faça...

– Entre! — disse Rumplestiltskin sendo um pouco mais rigoroso. Ele não gostava de ser rude com seu filho, mas naquela hora era necessário. Ele estava com medo que fosse alguém que pudesse tirar seus poderes.

Bae entrou um pouco triste com o pai, e fechou a porta.

Rumplestiltskin guardou algumas coisas que estavam perto da porta e aguardou a chegada da mulher misteriosa que estava vindo.

Os homens chegaram com a carruagem, e as cortinas estavam fechadas. Eles desceram e um deles começou:

– A Rainha quer falar com o senhor. E com ele.

– A... Rainha? — disse Rumplestiltskin nervoso.

– Onde ele está?

– Quem? Os únicos homens que existem aqui na vila sou eu, meu filho e o amigo dele. Muitas pessoas saíram daqui.

– Seu filho. — disse a Rainha. Ela saira da carruagem. Estava com um vestido roxo escuro e um chapéu preto que combinava com as estampas do vestido. Seu batom era tão vermelho quanto sangue, e seus olhos estavam com uma cor escura e elegante que a deixava bonita e ao mesmo tempo assustadora.

– O que? — Ele não costumava ter medo de ninguém. Ele era o Senhor das Trevas, mas aquela mulher lhe trazia arrepios.

Rumplestiltskin já ouvira falar da Rainha, mas nunca pensou que ela fosse tão...

– Tão o que? Diga. — disse a Rainha. — Sabe... Eu não sou apenas uma Rainha. Eu ganhei alguns... Poderes da minha mãe. Eu vi o que você pensou.

A Rainha olhava para um pequeno espelho que tinha nas mãos sem que ninguém percebesse. Era seu espelho mágico. Ela tinha mentido sobre seu poder de ler mentes, na verdade o espelho mágico que podia ver tudo aquilo.

– Então... Onde está seu filho? — falou a mulher.

– Não! Você não vai ter meu filho!

Ela andou até Rumplestiltskin lentamente. Seu passos eram tão pesados quanto a nuvem escura que cobria o céu naquele momento.

– Você não sabe do que eu sou capaz. Afinal... Qual é o seu nome?

– Rumplestiltskin.

– Muito bem... Rumplestiltskin. Seu filho tem uma coisa valiosa que deixei cair no caminho. E quero de volta.

– Ele não tem nada! Meu filho é bem educado! Ele não rouba ninguém!

– Eu nunca disse que ele roubou. Você está sendo rude. — disse a Rainha num tom irônico. E sendo ameaçadora ela olhou para os lados e disse: — Me traga o seu filho! Ou o estrago será bem maior.

– Não!

A Rainha fez um sinal para os guardas que fez com que eles entrassem na casa.

Bae estava sentado na mesa preocupado com o pai. Quando ouviu os homens entrando ele pulou da cadeira e assustado tentou ir pra porta dos fundos.

Os guardas tentaram pegar o menino, mas ele foi mais rápido. Correu até a casa do vizinho e se escondeu atrás do feno antes que os homens o alcançasse.

Bae estava com uma capa nas costas. Quando se escondeu, esqueceu de esconder também a sua capa, deixando-a do lado de fora do esconderijio.

Os guardas viram e correram atrás de Bae. Ele só se deu conta quando já estavam perto demais.

Ele não sabia o que fazer. E começou a chorar. Suas lágrimas caíam na grama e a fazia fica mais escura.

Tentou correr, mas um dos homens o pegou pela roupa, o sufocando um pouco por causa da capa que estava sendo puxada.

– Eu não peguei nada! Por favor!

E então, apagou.

Notas finais
Gente, esse capítulo está na parte do mundo dos Contos de Fadas, por isso coloquei em itálico, para diferenciar. Como uma lembrança. Espero que gostem! :)