Storybrooke
5 Capítulo 5
Os homens levaram Bae até o castelo, onde a Rainha o esperava na sala de estar.
Ele ainda estava desmaiado, então a Rainha ordenou que os guardas o colocassem no divã que ficava na frente da lareira e perto de duas poltronas de couro.
- Pode deixar comigo. Vão e fechem a porta. — disse a Rainha. E assim fizeram.
Bae começou a se acordar lentamente. Ele observou a lareira e se sentiu aconchegante, até que percebeu que aquela não era a lareira velha e empoeirada da casa dele. Então, assustado, fez força para abrir os olhos e observou o ambiente, e deu de cara com a Rainha sentada em uma das poltronas daquela sala.
- O que você... O que eu estou fazendo aqui? Onde está meu pai? — disse ele.
- Tantas perguntas... Só quero que você me devolva o que eu... Perdi. — falou Regina num tom irônico e com um sorriso malígno no rosto.
- O que? Eu não tenho nada seu!
- Que saco é esse? — ela havia desmanchado o sorriso e agora olhava com olhos ameaçadores para o menino.
- É só... Espera! Eu não vou lhe dar nada sem você me dar algo em troca.
- E o que você quer? Comida? Uma casa? Uma família?
- Não! Nada disso! Só quero... Meu pai de volta.
- Ah. Você não preferiria uma nova família? Ou melhor... Não quer morar aqui comigo?
- Claro que não! Se eu lhe der o que você quer vai dar um jeito de trazer meu pai de volta?
- É imaginei que você não aceitaria. Mas... Soube que você é bem ágil, não é? Se você conseguir outra coisa pra mim, eu lhe darei seu pai.
- Que coisa? Como você quer trazer meu pai de volta? Não é perigoso? Bom, porque você é uma... bruxa ou feiticeira...
- É. Tenho poderes. Geralmente eu não conto meus planos pra ninguém, mas você parece ser bem convincente... Tem dois objetos que quero que você os pegue. Eles abriram um portal para um mundo sem mágica.
- Portal? Eu não quero sair daqui! Eu só quero meu pai!
- É o único jeito...
Eles conversaram por mais meia hora. A Rainha indignada com a discurssão com o menino, lhe fez outra proposta. Ele pegaria o que ela queria e ela lhe daria a liberdade.
E ele aceitou.
- Tome. — Bae lhe deu um saquinho de pano. Nele tinha algumas pedaço de pão e uma moeda. Não era uma moeda comum. Ela era grande de um dourado muito bonito, com algumas pedrinhas vermelhas ao redor e um simbolo esquisito no meio. — Era isso que queria? Essa coisa velha?
- É velho sim, mas muito valioso.
- O que você quer mais?
- Quero que procure a outra moeda. Ela é bem parecida com essa, mas as pedrinhas são azuis. Os guardas lhe mostraram a saída.
- O que? Agora? Está quase anoitecendo. Tem lobos na floresta!
- Vá! Eu não me importo, só traga pra mim, ou você vai trabalhar pra mim para sempre. E eu matarei seu pai!
- Por favor não faça nada!
- Tome. É uma faca. Leve-a com você. Isso ajuda?
- Só uma faca? Eu não posso lutar com um lobo e matá-lo com uma faca.
- Quantos anos você tem?
- 14.
- Ótimo. Agora vá! — a Rainha gritou e chamou os guardas que o levou até a entrada, o jogou do lado de fora e trancou o portão.
Bae se levantou limpando a sua roupa que já estava suja desde a sua casa. Ele ajeitou o cabelo embarassado e começou a andar.
Era mais ou menos 16h. O menino estava com medo do que podia acontecer ali. Pensou em não voltar, mas se fizesse isso seu pai ia ser morto. Pensou em aceitar a proposta do portal, mas seria pergioso de mais. De todo jeito, ele tinha que fazer aquilo.
Então começou a andar pela floresta procurando pela moeda.
Fale com o autor