Story of my Life
71 71- Uma luz se apagou
Notas iniciais
POV Claire
Eu nunca pensei que Matt teria coragem para fazer algo como aquilo.
Quando vi o rosto de Julie meu coração se apertou e minha maior vontade era mata-lo! Como ele teve coragem de agredir a própria filha daquela maneira? Julie é somente uma criança, uma criança e por tudo o que me contou não houve um motivo especifico. E mesmo que ela tivesse feito alguma coisa, nada, NADA justificaria uma agressão.
Se mamãe estivesse viva ela estaria morrendo de desgosto.
Rachel é a melhor pessoa em minha vida, e sei que foi mamãe que a colocou em meu caminho. Rachel é mais do que minha família, ela é minha mãe. Eu quero dizer isso para ela, mas a vergonha ainda não me permite. Será que vou conseguir?
— Perdida em seus pensamentos novamente? – perguntou Hanna deixando um beijo em meu rosto tirando-me dos meus pensamentos.
— Eu estava pensando em tudo o que houve hoje – disse olhando ela se ajeitar em minha cama e olhar para mim – A Rach vai lutar pela Julie do mesmo modo que lutou por mim – falei com um sorriso.
— Ela é uma grande mulher – falou com um sorriso e concordei – Você está bem com isso?
— Sim – respondi sem duvidas – Matt não merece ficar com a Julie, ele não está cuidando dela – falei irritada – Julie é uma criança e precisa de de uma família e com ele ela não terá isso. Meu pai se tornou um desconhecido. Sei que a Rachel é ocupada, mas ela sempre está presente e sei que vai estar ainda mais presente quando a Julie estiver aqui.
— Ela disse que vai ligar para Santana hoje né? – perguntou fazendo um carinho em meu rosto e fechei meus olhos por um segundo para apreciar seu toque delicado em minha pele.
— Ela deve ter ligado já – respondi com um sorriso – Eu gosto e ter você assim comigo – falei deixando um selinho em sua boca – Sua mãe não vai ficar brava de você ficar aqui até tarde?
— Eu liguei para ela avisando que jantaria com você – respondeu com um sorriso – Minha mãe ama você, jamais iria ver um problema nisso.
— É impossível não me amar mesmo – falei toda convencida vendo-a se colocando em cima de mim antes de começar uma sessão de cosquinhas – Para Hanna – pedi rindo alto – Para por favor.
— Você está convencida demais amor – disse aumentando as cosquinhas – Eu estou apenas tentando te ajudar a ser humilde – disse rindo do meu desespero enquanto eu me contorcia embaixo dela.
— Para Hanna, para, por favor – pedi tentando em vão segurar suas mãos – Eu faço qualquer coisa.
— Qualquer coisa? – perguntou prendendo minhas mãos em cima da minha cabeça – Qualquer coisa amor?
— Qualquer coisa, mas para, por favor – pedi vendo seu sorriso malicioso aparecer.
— Então eu quero um beijo – disse abaixando seu corpo e sua respiração rapidamente começaram a bater em meu rosto.
— Eu te dou todos os beijos do mundo – falei sentindo meu coração bater a mil dentro de mim enquanto observava ela abaixando o rosto para meu pescoço – Isso é um golpe baixo – disse tentando segurar o gemido em minha garganta quando senti seus lábios tocarem minha pele sensível.
— Você deve ter esquecido amor, mas eu sempre jogo baixo – sussurrou em meu ouvido antes trazer meu rosto para o meu e me beijar.
POV Cris
Observei Rachel andando de um lado para outro soltando fumaça enquanto contava para mim e para a loira fantasma sobre o ocorrido.
Ótimo!
PERFEITO!
Agora em vez de uma para segurar preciso segurar essa loira também?
Depois eu que não sei me controlar!
Elas estão de brincadeira comigo.
Obrigado princesa, como sempre você facilitando minha vida.
— CHEGA! – gritei para as duas que estavam um de frente para a outra falando descontroladamente e eu pensando que era somente Rachel Berry que falava 500 palavras por minuto – Acalma a pepeca ai loira fantasma ou pede pra princesa acalmar ela mais tarde, mas longe de mim por favor, porque não sou obrigada a escutar gemido de ninguém – falei olhando para Quinn – Acha que eu não estou puta com esse filho da puta também? Pois eu estou e quero muito arrancar aquelas bolas e fazê-lo engolir uma a uma, mas eu não posso fazer isso agora se não vou ser presa e eu sou linda demais para ficar vendo o sol nascer quadrado – disse arrumando meus cabelos – Eu quero matar ele por relar na minha princesa, mas esse não é o momento para cometer um assassinato, quem sabe outra hora? – perguntei vendo Rachel abrir a boca– Eu não acabei ainda princesa, guarda a metralhadora – pedi — Então se acalma ai fantasminha – pedi para ela que assentiu contrariada – E você princesa – apontei para Rach – Nós vamos fazer alguma coisa, mas você precisa estar calma para conseguir ajudar Julie – falei me aproximando dela – Eu super apoio nós aumentarmos nossa família, mas vamos fazer isso seguindo a ler – disse tranquilamente – Santana já sabe do ocorrido e está tomando as medidas necessárias, essa marca em seu rosto vai reforçar a imagem de que ele está descontrolado e é agressivo – falei tomando um folego – Vamos esperar agora ok?
— Certo – disse minha princesa.
— Eu estou esperando uma certa loira fantasma comentar que eu estou certa – disse olhando para os olhos verdes da Quinn – Não me olha com essa cara não... Eu estou certa e você sabe.
— Certo – respondeu contrariada e ganhou um beijo na bochecha da minha princesa.
— Pelo amor de Deus! Vocês não se aguentam não? – perguntei – Na minha frente não – pedi fechando meus olhos – Eu não sou obrigada a ver essas demonstrações de afeto... Eu sou linda, loira e tenho uma ótima saúde caso vocês não saibam, mas vendo vocês eu tenho certeza que acabarei ficando diabética aqui – reclamei sabendo que logo escutaria algo vindo – Eu mais do que ninguém apoio vocês se comerem, mas por favor, façam isso longe, bem longe de mim.
— Pelo menos eu tenho alguém para comer – escutei Rachel falando e olhei para a cena vendo Quinn vermelha igual a um pimentão enquanto ela ria.
— Eu não acredito que estou escutando isso – falei para ela – Você é uma...
— Agora não posso ouvir Sun – disse indo para a porta – A campainha está tocando – disse virando-se e escutei o riso de Quinn.
— Não ria – disse para Q – Você e ela são farinha do mesmo saco... Vocês se merecem.
— Eu também acho que nós nos merecemos – comentou rindo e virei meu olhar para a porta encontrando Rachel apoiando-se no batente da porta enquanto perdia sua cor.
— Alguma coisa aconteceu – disse Quinn apressada e rapidamente fomos até ela.
POV Rachel
— Boa noite – cumprimentou os dois oficiais de policia juntos.
— Boa noite – respondi abrindo melhor a porta – Em que posso ajuda-los.
— É aqui que mora Claire Elisa Gomez? – perguntou olhando o nome no papel e rapidamente fiquei atenta.
— É Claire Elisa Gomez Berry – falei rapidamente para ele – Eu sou a responsável por ela, me chamo Rachel Berry em que posso ajuda-lo? Claire se meteu em alguma confusão? – perguntei preocupada pensando no quanto isso seria improvável, mas vai que aconteceu alguma coisa durante seu dia e ela não havia me contado.
— Não senhora – falou o policial menor olhando para o outro – É outra coisa.
— Então pode dizer para mim – pedi observando a troca de olhares entre eles.
— Houve um acidente envolvendo Matthew Gomez e Julie Elisa Gomez – falou fazendo meu coração errar uma batida e me apoiei na batente da porta sentindo a fraqueza se apossar de mim.
ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!
Eu queria gritar essas palavras, mas mal conseguia formular uma frase nesse momento.
— El... – respirei fundo – El... Eles estão bem? – perguntei rezando para todos os santos que eles estivessem bem – Como aconteceu?
— O carro deles estava passando em alta velocidade pela avenida e o motorista não prestou atenção quando o sinal fechou e o carro acabou colidindo com um caminhão – disse o oficial mais alto – Eu sinto muito.
— Eles estão bem? – perguntei tentando manter meu corpo firme.
Como eu vou falar isso para Claire?
— O motorista está em estável no hospital – disse o policial mais baixo.
— E a Julie? – perguntei rapidamente.
— Eu sinto muito – falou para mim.
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO.
— Você es... Está... Está me dizendo... Ela... A Julie – as palavras saiam confusas demais enquanto as lágrimas se formavam em meus olhos. Isso só pode ser um pesadelo... Eu havia visto-a agora de pouco... Como isso pode acontecer? Claire... Somente pensar nesse nome o desespero invadiu meu peito – Me diz que isso é mentira, por favor – implorei sentindo as lágrimas começando a sair e rapidamente levei minhas mãos até meu rosto para limpa-las.
Como eu vou falar isso para Claire?
— Eu sinto muito senhorita Berry – disse para mim – Ela morreu no local do acidente, não havia nada que pudéssemos fazer – disse com pesar.
— NÃO – gritou uma voz atrás de mim e tive tempo apenas para fechar meus olhos por um segundo antes de tudo desmoronar a minha volta.
Poderia se passar quanto tempo fosse, eu jamais iria esquecer aquele grito de dor cortando o silêncio perturbador daquela sala, quando o grito ecoou pelo cômodo eu soube que meu coração havia se quebrado junto com o dela.
Anos poderia chegar e anos poderia partir, aquele ‘não’ ficaria para sempre gravado em minha mente.
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