Story of my Life

4 4- Meu antigo lar


Notas iniciais
Bom capitulo e boa leitura :D Até as notas finais :)

Faltava menos de meia hora para o voo pousar em Lima, sinto-me ansiosa com essa volta, são tantos sentimentos que não sei identifica-los. Cris está dormindo ao meu lado, ela dorme em qualquer lugar, nosso voo nem é tão longo assim, mas eu não consegui pegar no sono. Estou escrevendo uma nova musica, com o tempo notei uma grande dificuldade para me expressar, isso nunca havia acontecido no passado mais hoje em dia a situação é completamente diferente, expresso-me através das minhas musicas, mesmo quando tento esconder ou ocultar algum sentimento nas minhas letras eu encontro sinceridade, pois nelas não possuo barreiras nem bloqueios...

Quando Cris passou de madrugada para buscar-me em casa já havia falado com o pessoal da gravadora, eles aguardavam um demo com minha musica até o fim de semana, meus compromissos foram quase todos desmarcados mais um havia ficado e esse não teria como cancelar, era uma entrevista no programa da Ellen aonde eu iria lançar em primeira mão a segunda música do álbum... Essa música em particular tem um significado muito especial e profundo para mim, escrevi para Quinn esperando que um dia ela me perdoasse e soubesse que sempre me importei com ela... Essa nova música é sobre perder alguém amado, tenho a melodia em minha mente mais a letra ainda não consegui escrever, apenas algumas palavras aleatórias.

Cris acabou de acordar e está tentando espiar meu caderno, mas rapidamente o fechei.

— Como você é malvada baixinha — reclamou ela enquanto se espreguiçava – Eu só ia dar uma olhadinha...

— Nem pensar Cris – falei vendo ela fazer um biquinho emburrada – Essa musica você só irá ver quando eu terminar... Não tinha como desmarcar mesmo com o programa da Ellen? – perguntei novamente mesmo já sabendo a resposta.

— Eu sinto muito Rach – se desculpou – Eu não consegui fazer isso, tudo está marcado e não há como desmarca-lo — desculpou-se novamente, sei que estou fazendo birra mais hoje eu preciso de um desconto.

— Está tudo bem – falei suspirando, acho que ir nesse programa nem era tanto o problema.

— Qual é o real problema? – perguntou ela analisando-me.

— Eu... – como eu poderia falar se nem eu sei direito – Eu vou cantar a musica que fiz pra ela e estou em Lima... Lima Cris... E se ela escutar e nos encontrarmos? Não pode ser outra música? – perguntei esperançosa.

— Desculpa mais isso não vai ser possível e você sabe disso – falou me olhando com pena – Vai dar tudo certo e estarei aqui ao seu lado.

Colocamos nosso cinto e logo o avião pousou no aeroporto de Lima, saímos rapidamente, usava uma roupa simples, calça preta, tênis, uma blusinha branca e o casaco preto com óculos escuro, não queria ser reconhecida agora, sempre amei atenção, mas hoje não é um dia normal... Cris usava jeans com uma blusa de uma banda, jaqueta, tênis e seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo no alto da cabeça... Estávamos discretas, ninguém vai perceber, ninguém vai perceber que estou aqui... Rezei enquanto caminhava pelo aeroporto...

— Droga – xinguei baixinho vendo alguns fotógrafos, logo estavam em cima de nós perguntando coisas e tirando milhares de fotos. Cris simplesmente fez um sinal para o segurança do local para ajuda-la enquanto me puxava em direção ao carro, saindo rapidamente.

— Pedi que alguém levasse nossas malas – falou ela respondendo minha pergunta não feita enquanto saia com o carro do aeroporto – Vamos direto para sua casa, achei melhor seu pai não vim te buscar, evitei chamar atenção mais não funcionou – falou irritada.

Não falei nada apenas fiquei observando Lima passar diante de mim, cada lugar daquela cidade possuía uma lembrança, seja com meus colegas do clube glee ou com Quinn e isso apertou meu coração, fechei os olhos tentando evitar pensar em qualquer coisa e logo senti o carro parando em frente minha antiga casa. Desci rapidamente do carro e fiquei olhando para o local.

Cinco anos haviam se passado desde que olhei para essa casa pela ultima vez, quando deixei minha antiga vida para trás nunca imaginei voltar, mas NUNCA é realmente uma palavra forte. Caminhei lentamente até estar na porta da frente da casa e apertei a campainha, sentia Cris ao meu lado mais não falando nada, apenas respeitando meu silêncio.

— Estrelinha – falou papai agarrando-me e apertando seus braços ao meu redor enquanto chorava – Me perdoa filha, não deveria ter falado aquilo por telefone amor, me perdoa.

Apenas o abracei e permiti por um momento deixar as lágrimas saírem enquanto ficamos um no abraço do outro por alguns minutos, era como se ficar ali pudéssemos tirar a dor do outro e assim nos proteger da dor, éramos a única família agora. Nesse abraço eu sentia a necessidade tanto minha quanto dele de arrancar a dor do outro, sua dor era pela perda do amigo, marido e amor e eu pela perde do pai, companheiro e herói... Não podemos medir a dor do outro o máximo que podemos fazer pelas pessoas que amamos é proteger e tentar ser forte para auxilia-lo quando necessário, é dar a mão para se levantar e se isso não bastar fazer o possível e o impossível para a pessoa ficar bem, ser uma rocha aonde a pessoa pode se apoiar, e era isso que seria pelo papai... Papai sempre foi mais sensível, , ele era doce e o mais dramático, puxei meu drama dele e hoje estaria aqui para cuidar dele.

Separei-me de seu abraço e lhe dei um beijo na bochecha.

— Está tudo bem papai, estamos juntos nisso certo? – perguntei o vendo assentir e limpei suas lágrimas com minha mão e lhe dei um sorriso enquanto seu olhar parou em Cris, abrindo os braços para que ela lhe abraçasse, aproveitei e sequei minhas lágrimas.

Escutei passos dentro da casa e estranhei, quem estaria ali? Papai também pareceu perceber e logo me olhou enquanto se virava e encarava uma linda mulher loira, acho que meu coração parou de bater, não esperava encontra-la aqui, nem sabia que ela ainda continuava amiga dos meus pais durante todos esses anos, se aquela mulher estava ali poderia ter mais alguém ali? Deus, por favor, não... Eu te imploro não faz isso comigo... Cris deve ter notado meu choque ao encarar aquela mulher, pois logo foi para o meu lado pegando minha mão e apertando como se perguntasse ‘está tudo bem?’, encarei a mulher a minha frente... Eu sabia que ela não mantinha contato com aquele maldito do ex-marido dela, mas vê-la aqui... Ela não havia mudado quase nada durante esses anos, continua linda e com os mesmo traços finos, quando me olhou sorrio docemente... Respira Rachel, você sabia que ia encontrar com seu passado, pode aguentar e começar com ela... Respira, entra o ar solta o ar... Como poderia ser normal encarara-la depois de tudo o que eu havia feito com a pessoa que ela mais amava? Eu havia destruído Quinn e depois do que Kurt havia me contado ela deveria me odiar... Será que meus pais contaram o que havia acontecido para ela? Não eles não fariam isso, eles juraram nunca falar disso com ninguém... Judy Fabray era sem duvida uma pessoa boa, lembro-me dela apoiando a Quinn em tudo, ela havia errado muito com a filha mais havia mudado e conseguido conquistar seu perdão, quando contamos para ela sobre nós duas ela apenas me fez prometer não quebrar a filha novamente e o que eu havia feito? Pois é, sou uma pessoa depressível, ela deve estar querendo me matar... Droga, droga... Até mentalmente eu faço meus monólogos, para agora com isso Rachel...

— Eu sinto muito mesmo pela sua perda Rachel – falou enquanto me abraçava... Espera ela estava me abraçando? Mesmo depois de tudo o que eu havia feito...? Por quê? – Leroy era um homem maravilhoso e um grande amigo, sempre mencionava você em nossas conversas, dizia o quanto estava orgulhoso da mulher que você havia se tornado, sinto muito mesmo.

Não pude evitar se não abraça-la depois disso, soltei a mão de Cris para retribuir o abraço... Sempre gostei de Judy, ela era a sogra perfeita em todos os sentidos... Separei dela respirando fundo.

— Obrigado por não ter deixado papai sozinho Judy – agradeci dando um sorriso e virei vendo Cris ainda ao meu lado olhando para a mulher quando reconheceu o nome – Essa aqui é Cris minha agente e minha melhor amiga – falei apresentando as duas.

— Prazer Judy – falou dando um sorriso para a mulher – Mas essa princesa esqueceu-se de mencionar que sou mais que a melhor amiga dela, sou o anjo da guarda, a protetora e o sol da vida dela – falou se virando para mim e piscando para mim, como ela pode se achar tanto? Revirei os olhos enquanto socava levemente seus braços.

— Vamos entrar meninas, estava preparando algo para Hiram comer – falou entrando novamente em casa e me virei para o papai pegando-o pelo braço e o puxando para dentro da casa sentindo o cheiro do meu lar, percebi que senti mais falta disso do que poderia imaginar...

— Cadê as malas de vocês estrelinha? – pergunto-me papai tirando-me do meu devaneio enquanto eu ainda encarava cada lugar da casa.

— Havia muitos repórteres no aeroporto esperando essa estrela aqui Hiram – falou Cris me cutucando – E saímos de lá rapidamente, pedi para trazerem nossas malas para cá.

— Tudo bem meninas – comentou ele – Estrelinha estou muito feliz, você voltou... — falou me olhando e vi seus olhos brilhando com novas lagrimas que ameaçam sair novamente.

— Eu nunca deixaria de vim papai – afirmei – Estou aqui agora e vou ficar durante toda a semana, estamos juntos nisso.

— Toda... Toda a semana? – perguntou ele olhando-me assustado – Rachel você não precisa, não quero atrapalhar sua vida, sei dos seus compromissos e você tem a peça...

— Hiram fique tranquilo que está tudo certo – afirmou Cris – Eu está tudo certo, ela merece uma folga de qualquer maneira, vai precisar ir para NY gravar um programa daqui dois dias, pois será o lançamento da nova musica, mas voltaremos no mesmo dia para cá.

— Eu... Não queria atrapalhar sua vida estrelinha – falou ele.

— Não atrapalha nunca papai, você e minha família e sempre vou estar aqui – falei segurando sua mão – Fique tranquilo e agora vamos comer – chamei-o puxando para a cozinha.

— Escutei alguém falar sobre comer e não me convidar para ir junto é isso mesmo princesa? — perguntou Cris encaixando sua mão em meu braço livre – De tudo o que se pode fazer contra mim nada é mais imperdoável do que não me convidar para comer — falava indignada, está dando para entender quem é a rainha do drama agora não é?

— Não preciso te chamar Sun – falei vendo ela abrir a boca pra me responder – Você iria vim de qualquer maneira.

Papai riu levemente enquanto entremos na cozinha e Judy estava terminando de colocar a mesa, sentei ao lado da Cris enquanto papai e Judy à nossa frente.

— Eu senti falta de vocês duas meninas – comentou papai olhando para nós – Mesmo depois de tanto tempo vocês continuam as mesmas, uma implicando com a outra.

— Rachel não suportaria um dia sem minha pessoa Hiram – afirmou Cris e simplesmente mostrei minha língua para ela.

Começamos a comer em silencio, ainda não era a hora de perguntar ao papai sobre Leroy, ele não havia comido nada então era melhor esperar ele se alimentar antes de tocar nesse assunto. Simplesmente peguei uma xicara de café aspirando o cheiro forte e mágico daquele liquido maravilhoso preto, eu sem café não sou nada... Cris já devorava um pedaço de bolo e preparava um pão com varias coisas dentro para ela comer, seu copo de suco estava cheio, ela come e come e come e fica sempre perfeita... Que genética essa garota tem...

— Como está a vida estrelinha? – perguntou papai levantando o rosto para mim e percebi Judy me olhando docemente, isso é realmente estranho.

— Minha vida continua na mesma papai, estou trabalhando bastante na peça e o Cd finalizei essa semana – comentei sorrindo e vendo ele sorrir junto com Judy – Vou adicionar uma musica nova ao álbum é provável que seja lançado esse mês ou nos próximos, mas temos que arrumar algumas coisas ainda, estou ansiosa para saber a reação dos meus fãs e nessa semana infelizmente tenho uma entrevista que não pude desmarcar, cantarei meu segundo single ao vivo pela primeira vez — comentei como se fosse nada demais....

— Vai ser um sucesso Rachel – comentou Judy atraindo minha atenção – Eu escutei sua musica nas rádios e ela foi o primeiro lugar nas paradas por três semanas consecutivas, mesmo hoje ainda é uma das mais tocadas.

Porque ela estaria acompanhando minha carreira? Será que Quinn sabe disso? Não pense nisso agora, não agora, nem depois.

— Obrigado Judy – agradeci sinceramente.

— Estrelinha estou muito orgulhoso de você – falou papai e percebi ele já parando de comer — Seu pai também estava orgulhoso de você – comentou ele e senti meu coração se apertar – Mas me conte algo a mais, você está namorando alguém? – perguntou-me ele e vi Judy prender a respiração por um segundo enquanto eu corava, porque ela teve essa reação? E porque eu estou vermelha? Sempre quando nos encontramos ele faz a mesma pergunta e a resposta é sempre a mesma...Porque ele havia perguntado isso justamente agora? – Eu vi em uma revista você saindo de um restaurante acompanhada — comentou e Cris explodiu em uma gargalhada ao meu lado fazendo todos se virarem para ela.

— O que? – perguntou-me ela – É engraçado desculpa... Você nunca sai com ninguém Berry, vive atolada em seus compromissos e trancada em casa quando tem seu tempo livre – falou ela enquanto eu lançava um olhar indignado para ela – Se não fosse por mim você viveria enfurnada daquele apartamento, sou eu que sempre te levo para sair ou simplesmente ir até minha casa.

— Acho que essa inconveniente já respondeu você papai – falei mostrando a língua para ela – Eu fui num jantar de negócios com alguns produtores e bateram uma foto minha com um deles na saída do local, não é nada demais.

— Entendi – falou ele – Ainda tenho esperanças para você arrumar alguém, viver sozinha não é bom filha... Você é linda, famosa, bem sucedida e uma mulher incrível estrelinha, não entendo porque vive sozinha – falou-me e simplesmente vou ignorar esse comentário, porque ele tem que o fazer justo quando Judy está aqui... Sim Judy Fabray... Mãe da mulher que eu amo até hoje... A Cris não sabe controlar essa boca não? Porque ri? Chutei sua perna levemente... Droga papai... Normalmente ele nunca faria isso, mas ele está alheio a tudo ao seu redor parece... Olhei para Cris pedindo ajuda e ela logo entendeu apesar de estar fazendo drama pelo chute na perna.

— Relaxa Hiram ela não estará sozinha nunca – falou ela me dando um sorriso — Rachel não ficaria sozinha nem se quisesse, pois ela tem a mim... Não sabe viver sem esse lindo rostinho aqui por perto – falou piscando para mim... Deus como pode alguém se achar tanto assim? Cris também gosta de mulheres, nunca tivemos nada apesar de todos comentarem sobre nosso possível relacionamento... Talvez se eu não amasse Quinn eu até investiria nela, apesar de ser estranho esse pensamento... Cris se apaixonou pela Emily minha prima infelizmente, mas Emily foi uma idiota que apenas brincou com Cris para depois voltar com a ridícula da ex dela, quebrando assim o coração da minha melhor amiga... Se Cris tem esperanças com a Emily? Hum... Ela irá falar que não, mas no fundo sempre existe – Hiram fique tranquilo, se Rachel não arrumar ninguém eu me caso com ela – falou rindo e mandando um beijo para mim, apenas revirei os olhos.

— Suuunnn – cantei chamando sua atenção pra mim – Você é insuportável sabia? – perguntei vendo-a sorrir largamente para mim, às vezes ela é uma criança mesmo – Você se acha ultima bolacha do pacote né?

— Princesa eu não acho nada meu amor, eu SOU – falou arrancando um leve riso de mim – Você não vive sem mim Rach, confesse seu amor por mim e assim assumimos nossa relação para todos de uma vez.

— Como vocês se conheceram? – perguntou Judy.

— Nos conhecemos no ultimo mês do colégio e foi amor à primeira vista – comentou Cris e apenas revirei os olhos voltando minha atenção para o meu café – Rachel estava perdida no novo colégio, eu havia acabado de levar uma bronca do diretor e para livrar-me do castigo fiquei encarregada de apresentar a escola para essa baixinha aqui – falou chegando até mim aplicando um beijo na minha bochecha – Depois disso nossa amizade se formou e aqui estamos nós, juntas ate hoje.

— Cris estava com a vaga garantida em NYU em publicidade e eu fui aceita em NYDA, quando terminamos o colégio ela foi morar comigo e assim nosso laço ficou ainda mais forte — falei sorrindo para a Fabray que estava atenta a nossa historia – Passamos muitas coisas juntas e acabamos nos tornando uma a pessoa da outra...

— Minha mãe faleceu logo após o começo da minha faculdade, foi o pior momento da minha vida, pois eu tinha somente ela e Rachel foi meu anjo e ajudou-me com tudo – continuou Cris – Depois com o tempo criamos uma ligação forte e não sabemos explicar isso...

— Quando fui aceita na minha peça, o despertar da primavera meus compromissos começaram aumentar e ficou muito difícil organizar aulas com espetáculos, principalmente depois que a peça foi aprovada pela critica e fui considerada como a nova promessa da Broadway, conversei com a Cris e pedi para ela me ajudar – falei sorrindo para Cris lembrando de como havia sido difícil aquela época.

— Comecei a trabalhar com ela organizando suas aulas e compromissos com a peça, as pequenas aparições em programas de Tv e Rachel sendo a Diva que é aumentou sua popularidade ganhando milhões de fãs que são loucos por ela — afirmou me dando seu sorriso.

— Eu não conseguiria nada disso sem minha maravilhosa agente – falei piscando para ela.

— Vocês tem um laço lindo meninas – comentou Judy e apenas assenti, papai estava alheio a nossa conversa encarando a xicara, está na hora de saber o que houve.

— Papai – chamei atraindo sua atenção – Precisamos conversar, podemos? – perguntei vendo assenti e respirei fundo.

Olhei para Cris como sempre fazia quando estava nervosa, ela era meu anjo, minha irmã que nunca tive.

— Onde está o corpo do pai? – perguntei respirando fundo e sustendo o olhar do papai – Você arrumou as coisas para o enterro?

— O corpo do Leroy está na funerária – respondeu-me Judy – Hiram estava sem cabeça e o ajudei com as coisas – continuou ela – O corpo estará na igreja mais tarde, todos foram avisados já.

— Obrigado por tudo – agradeci a Judy– Papai quando você me ligou estava muito nervoso e não falava coisa com coisa, papai morreu de um ataque cardíaco é isso? – perguntei o vendo concordar – Quando me ligou falou que ele havia se encontrado com alguém e havia ficado muito nervoso, sei sobre os problemas com stress mais quero saber o que não me contou.

Observei Hiram trocar um olhar com Judy e depois olhar para mim com medo, realmente tem alguma coisa errada nessa historia.

— Estrelinha você tem que se manter calma – pediu-me ele.

— Calma com o que? Eu apenas quero saber o que houve com o meu pai — afirmei e logo senti Cris pegando minha mão e apertando levemente pedindo-me calma – Não me pede calma Cris – virei para ela soltando minha mão – Eu não sou mais uma criança nem uma garota irresponsável papai, eu quero saber o que aconteceu aqui e preciso saber a verdade, eu tenho esse direito.

Hiram trocou mais um olhar com Judy antes de se virar para mim novamente e pude notar o quanto ele estava nervoso... Não sei o que esta acontecendo mais com toda certeza não era boa coisa.

— Estou esperando papai – afirmei para ele novamente.

— Leroy saiu ontem para ir resolver algumas coisas no centro e se encontrar com Shelby, ele estava normal quando saiu daqui e fiquei fazendo o jantar esperado ele voltar para casa – começou ele novamente – Shelby me ligou preocupada, pois ele não havia aparecido no horário marcado com ela, e seu pai sempre foi igual a você com horários... Quando ele chegou estava muito nervoso e tremendo, me chamou a atenção o machucado em seu olho, estava roxo, seu pai não era um homem violento então preocupei-me ainda mais com ele, perguntei varias vezes com quem ele havia brigado mais ele não queria falar – contava com lágrimas nos olhos – Depois de muito o pressionar ele me contou mesmo que por cima o porque havia brigado na rua e entendi o motivo dele estar tão nervoso... Rachel você sabe que seu pai estava apresentando alguns problemas por conta do estresse e não podia ficar muito nervoso não é? – perguntou-me ele e apenas assenti sentindo raiva de quem quer que fosse que ele havia encontrado – Depois de tomar um banho ele e deitou um pouco mais logo levantou reclamando de muita dor no peito, eu me preocupei e quando desci para buscar o remédio para ele... Ele... – papai estava chorando novamente e trocou outro olhar com Judy que foi para seu lado e o abraçou tentando passar algum conforto, sentia raiva dentro de mim aumentando a cada minuto, eu poderia facilmente cometer um assassinato nesse momento... Durante esses anos eu aprendi a canalizar um sentimento por vez, assim me auxiliava a controlar melhor a dor que sentia por causa de Quinn, mas odeio era diferente – Eu voltei e ele estava caído estrelinha... Não... Não pude... Fazer... Não pude fazer nada... Já era tarde... Depois que a ambulância chegou os outros médicos apenas confirmaram o que eu já sabia... Era ataque cardíaco...

Respira fundo Rachel repeti mentalmente para mim novamente tentando acalmar a raiva crescendo dentro de mim.

— Com quem ele brigou? – exigi.

— Promete não fazer nada estrelinha – pediu ele enquanto me encarava.

— Eu quero saber o que houve papai – falava enquanto tentava manter a calma – Com quem ele brigou? – perguntei o vendo respirar fundo novamente e olhar em meus olhos.

— Ele se encontro com Russel Fabray – falou-me.

— O QUE? – gritei me levantando da cadeira a derrubando no processo assustando a todos com o barulho... Isso não vai ficar assim ou não me chamo Rachel Barbra Berry.

Notas finais
O que vocês acharam? Comentem se gostaram ou não, me deem ideias :D Previa: "FLASHBACK — Eu te deixei sem palavras Berry? – perguntou enquanto se aproximava e me abraçava pela cintura trazendo meu corpo para o seu naquele encaixe perfeito... Seus olhos estavam mais brilhantes que o normal, o verde estava tão claro nesse momento que pude perceber os pontinhos dourados espalhando-se pelo seu olhar - Eu te amo Rachel Berry e nosso amor é forte igual essa arvore e eu quero ficar com você para sempre". O próximo capitulo eu o considero emocionante :D até!