Story of my Life

3 3- Hora de voltar


Notas iniciais
Espero que vocês gostem e boa leitura :D

Sinto meu corpo, mas minha mente está totalmente nublada, o que houve? Abri meus olhos e encarei o teto cheio de estrelas do meu quarto, como vim parar aqui? Eu escutei algumas vozes baixinhas perto de mim, mas ainda não consigo identificar quem era... Nossa minha mente está uma bagunça... O que será que aconteceu? Minha mente não está ligando os fatos ainda... Quando me mexi em minha cama ouvi as vozes pararem e tudo ficou em silencio... Hoje fazem cinco anos desde que vi Quinn pela ultima vez, foi horrível cantar who are you now hoje... Lembro-me de sair do teatro e uma voz me parar... Kurt... Fomos jantar e toda eu a conversa me causou uma dor insuportável, todos os sentimentos que hoje já se faziam presentes aumentaram a intensidade e foi impossível controla-los, não suportando mais nenhum minuto naquele ambiente sai do restaurante... Kurt trouxe-me embora e meu papai ligo... Ele disse... Disse que o pai, meu pai... Não... Ele se foi... Não posso acreditar... Sentia as lágrimas se formando em meus olhos enquanto levantei sentando-me na cama, olhei ao redor e pude ver Cris junto com Kurt sentados em meu sofá ao lado do closed observando-me.

Eu não posso acreditar que ele se foi, por que a vida é tão injusta? Justo hoje... Observei Cris trocar um olhar com Kurt antes de se levantar e sentar perto de mim sem tocar-me, apenas esperando meu tempo, queria falar algo mais nada saia apenas as lágrimas continuavam a cair... Esse dia era a data mais triste da minha historia e agora essa tristeza apenas aumentou. Lembro-me como se fosse hoje de cada detalhe desse cinco anos atrás, logo após sair do parque e voltar para casa devastada meu pai estava lá, me segurando enquanto eu mesma não tinha forcas nem para me manter de pé... Ele foi meu herói, meu melhor amigo, meu protetor e conselheiro e agora ele também se foi...

FLASHBACK

Depois que enviei a mensagem para Santana liguei o carro e sai em disparada para casa cantando pneu, não me importei em furar sinais, não liguei para as setas, simplesmente não importava com nada nesse momento, eu sempre fui uma boa motorista mais a dor estava me consumindo e não pude evitar, talvez fosse meu inconsciente, mas simplesmente ignorei o perigo de conduzir o carro com imprudência, sem me importar com nada e ninguém, talvez no fundo eu não me importasse se causasse um acidente e morresse, eu merecia depois de machucar a única pessoa que eu realmente amei... Eu sei que nunca vou conseguir esquecer aquele olhar dela, não vou me perdoar por ter causado tamanho sofrimento à ela... Chegando em casa simplesmente deixei o carro na rua estacionado de qualquer jeito e andei rapidamente até estar dentro de casa, quando a porta se fechou atrás de mim apenas desabei.

O chão foi ao meu encontro, os soluços vieram e não conseguia controlar, abracei minhas pernas e me entreguei a dor desse momento, as lágrimas desciam e não tinham fim, nada ao meu redor importava nesse momento.

— Rachel o que houve? – perguntou Leroy vindo rapidamente da cozinha ajoelhando-se a minha frente me puxando para um abraço e o retribui como se minha vida dependesse disso, não conseguia falar nada — Estrelinha por Deus, o que houve meu amor?

Eu simplesmente chorava agarrada a ele enquanto sentia seu carinho em meu cabelo e palavras sussurradas em meu ouvido, tentando me acalmar mais nada fazia efeito.

— Vem Rachel, vamos subir para seu quarto – chamou-me enquanto se e sustentava meu corpo.

Subi as escadas apoiada nele, não consegui ver o caminho à minha frente apenas senti ele delicadamente me colocando na cama instruindo-me a deitar para logo após deitar ao meu lado também... Senti seu carinho em meu cabelo como sempre fazia desde que eu era pequena e pela primeira vez no dia não me senti só.

— Acabo... – tentei falar para ele sentindo as lágrimas se formarem novamente – Acabou pai... Eu... Eu... – os soluços voltaram mais fortes, seu abraço ficou mais apertado ao meu redor e ele havia entendido — Eu terminei com a Q... Eu destruí a pessoa que eu amo pai.

— Shiu estrelinha está tudo bem – falava ele docilmente para mim – Vai passar, essa dor vai passar você vai voltar a viver... Eu preciso perguntar apenas uma coisa para você, posso? – perguntou-me ele me olhando – Você está certa que esse é o melhor caminho? Terminar e partir daqui? Eu e Hiram podemos fazer alguma coisa para ajudar minha filha...

— Eu não posso ficar aqui pai, não posso vê-la, pois ao olhar para ela não aguentaria, simplesmente pediria perdão — falei derramando mais lágrimas – Eu a amo demais para permitir ou cogitar a possibilidade de alguém machuca-la...

— Rachel você sabe eu e seu pai podemos cuidar de tudo, as coisas não ficariam assim, podemos tomar uma atitude, protege-la e a ela também... Falamos com Judy – afirmou ele — Não precisaria ir embora, ninguém tem o direito de fazer isso com você...

— Não papai – cortei-o – Eu já tomei minha decisão, eu vou embora e não voltarei mais para Lima, minha carta de NYDA já chegou, vou terminar meu colégio em Nova York só falta um mês de qualquer jeito, depois de me formar simplesmente vou me focar em estudar e estudar... Simples assim...

— Você tem seus amigos aqui meu amor, tem o Glee, vocês iram para as Nacionais – lembrou-me ele – Tem certeza?

— Eu não posso ficar aqui... EU A AMO PAPAI – falei levantando minha voz e me arrependendo em seguida, era doloroso demais, sentei na cama e o observei fazer o mesmo – Eu a amo e por isso vou fazer o que é certo, isso é ir embora de Lima... Eu amo o Glee e tudo o que ele me ensinou como pessoa, amo meus amigos, mas agora não tem volta eu decidi ir embora e você disse que iria me apoiar, vai voltar atrás?

— Minha estrelinha eu nunca vou deixar de apoia-la meu amor – falou ele me dando um sorriso – Se você esta certa sobre ir embora eu vou com você, não irei te deixar sozinha nunca, eu e seu papai conversamos muito sobre isso durante esses dias desde que tudo começou, não apoiamos totalmente suas decisões mais estaremos sempre ao seu lado, independente da situação... Já vimos um apartamento para você em NY, ele é perto da NYADA e nesse bairro existe um colégio aonde você poderá terminar o colégio, seu papai está atendendo vários pacientes no hospital e por isso não pode se ausentar, mas no final de semana sempre irá para NY e eu estarei ao seu lado nesses meses, vou cuidar de você meu amor e não ficará sozinha.

— Você está falando sério pai? – perguntei ainda não acreditando.

— É claro que sim Rachel, tenho vários casos importantes no escritório mais posso trabalhar à distancia, sempre voltarei para Lima, mas no todo estarei com você — falou-me enquanto me abraçava novamente — Está quase tudo certo para você se mudar, vimos o apartamento e já vi seu contrato de aluguel, apenas uma coisa a ser arrumada – comentou e olhei para ele esperando uma resposta – Precisamos ir ao seu colégio para pegar sua transferência, vai mesmo ir adiante nisso? Pegando sua transferência não tem volta.

Não, não estava certa mais o que eu posso fazer? Eu não consigo pensar direito... Vou morrer de saudades de todos meus amigos principalmente do Kurt e do Sr. Shue, não é certo ir sem falar com eles, mas não tenho outra escolha, não posso me despedir, se vê-los vou fraquejar e isso não poderá acontecer.

— Tenho papai, mas não quero ir para o colégio, não posso ver meus amigos sem fraquejar, e não quero me despedir deles – comentei vendo-o preste a me cortar – Eu não posso e não tenho forças para encarar ninguém agora sem me arrepender, não vou voltar atrás nessa decisão e vê-los apenas tornará tudo mais complicado, eu pensei muito sobre tudo, esse é o melhor caminho para se seguir... Eu não quero que você me julgue por simplesmente virar as costas para tudo isso, Lima foi à cidade aonde eu conheci o amor e o perdi, isso está me matando por dentro, meu peito não para de sangrar e tenho certeza que essa dor não irá embora — falei levando a mão para o meu coração – É uma dor tão insuportável que eu preferia morrer a senti-la... Encontrar meus amigos vai me lembrar do que deixo para trás... Eu preciso que você entenda isso pai, preciso de você do papai agora mais do nunca, pois vocês são tudo para mim — falei chorando novamente – Eu quero ir para Nova York o mais rápido possível, pois assim que o Glee souberem das minhas faltas vão buscar saber o que houve e descobriram sobre a transferência, vão tentar encontrar-me e falar comigo, pedir explicações e não poderia dar nenhuma resposta, vão vim falar com vocês e mesmo assim vocês não falaram nada, não podem dar informações a meu respeito, apenas digam ‘Rachel está bem e está morando em NY agora’, se pedirem meu telefone não podem dar nem meu endereço, nada mesmo pai... Eles vão achar-me egoísta por simplesmente abandonar tudo e se sentirem raiva de mim é melhor ainda, pois é justamente isso que eu espero... Sentindo raiva eles vão parar de se importar e não vão tentar me achar...Sozinha eu não vou aguentar... Eu preciso de você e do papai... Por favor, não me deixem... – falei explodindo num choro forte novamente sentindo meu pai abraçar-me novamente enquanto deitava-me delicadamente na cama, o cansaço e o sono vieram depois de algum tempo e apenas me deixei levar.

FLASHBACK OFF

— Rach? – chamo-me Cris atraindo minha atenção e fazendo meus pensamentos sumirem – Como está?

Pela primeira vez naquela noite a notei, Cris era uma pessoa maravilhosa, se tornou muito mais do que minha agente, ela é minha melhor amiga, minha única amiga verdadeira, ela é minha companheira de todos os momentos e sabia de toda minha historia, sempre estava ao meu lado quando eu necessitava de algo, seja apoiando minhas escolhas ou me repreendendo, quando eu ficava doente cuidava de mim com todo o carinho e dedicação, lembro-me que através desses anos sempre acordei chorando por conta dos pesadelos e lá estava ela ao meu lado, abraçando-me e esperando eu dormi novamente... Perdi as contas de quantas vezes chorei por Quinn e em todas ela estava ao meu lado secando minhas lágrimas. Cris era um ano mais velha, tinha 24 anos e tinha um corpo de dar inveja a qualquer mulher, sua pele era branquinha, seus cabelos eram loiro e finos caiando sobre o ombro em um corte perfeito repicado, seus olhos azuis eram duas safiras e me encaravam com um olhar repleto de amor, preocupação e cuidado.

— Rach como você está? – pergunto-me ela novamente enquanto se aproximava e delicadamente secava uma lágrima da minha face.

Como eu vim parar aqui? – perguntei olhando para ela e para Kurt e voltando minha atenção para ela.

— Seu amigo depois que você desmaiou pegou seu telefone e discou o contato de emergência e essa sou eu – falou sorrindo e apontando para si mesma — Eu como uma perfeita super herói, sou vesti minha armadura e vim ao seu socorro como sempre – comentou piscando para mim enquanto me arrancava um sorriso – Mas falando sério, ele me ligou e contou o que aconteceu e imediatamente falei com seu porteiro para ajuda-lo e te trazer para cá, sei que detesta hospitais então Kurt não te levou para um, mas se você passar mal novamente eu quero saber na hora está entendendo Rachel Berry? Não pode me dar um susto assim novamente, não sei o que faria se algo acontecesse com você – falou enquanto me encarava, se eu era dramática ela era muito pior.

— Provavelmente você ficaria sem emprego — comentei vendo sua boca se abrir e fechar enquanto acertava um tapa em meu braço – Ai, doeu...

— Era para doer mesmo – falou fechando o semblante e mudando rapidamente – Como você está princesa? – ela com toda a certeza era bipolar.

— Estou bem, foi por conta do choque Cris – falei deixando as lágrimas escorrerem novamente enquanto ela me puxava para seus braços e me apertei contra ela – Meu mundo está desabando novamente, justo hoje Cris...

— Shiu, eu sei meu amor – falava-me docemente, Cris tem a irritante mania de me chamar de princesa, baixinha, amor qualquer coisa melosa quando se refere a mim... Ela é um doce... – Vai ficar tudo bem, eu não vou te deixar sozinha nunca, você é minha pessoa e eu sou a sua, isso significa que nós sempre estaremos unidas baixinha... Mesmo depois de anos de convivência não me percebeu ao seu lado catando seus pedacinhos? – falou se afastando e olhando para mim enquanto eu concordava — Leroy está num lugar melhor agora, não tenho palavras para expressar o quanto sinto muito pelo ocorrido, ele foi um pai que eu nunca tive e sinto muito mesmo, mas Rachel você não estará sozinha está entendo? – perguntou-me – Eu vou permanecer ao seu lado como sempre estive e sempre vou estar – afirmou para mim.

Desde que tudo aconteceu cinco anos atrás eu comecei a ter crises de ansiedade e ataques de pânicos e isso foi algo que pioro com o tempo, mas Cris sempre me ajudou com tudo o que acontecia, sempre cuidando de mim e me protegendo, ninguém me entende como ela, durante esses anos eu me tornei uma muralha e sempre apresentei ser uma pessoa forte em frente as câmeras, mas quando eu ficava sozinha simplesmente era a mesma menina que saiu destruída de Lima, mesmo depois de tanto tempo eu ainda a amava e nunca me perdoei pela dor que causei para ela, ninguém via meu lado vulnerável eu não permitia, mas com Cris e meus pais eu me permitia abaixar as barreiras.

Concordei com Cris antes de abraçá-la novamente murmurando um obrigado para ela enquanto separava e me virei para Kurt ainda sentado observando minha interação com Cris.

— Obrigado por ligar pra Cris Kurt – agradeci o vendo levantar e ir até mim na cama.

— Eu sinto muito pelo que aconteceu – falou sinceramente – Você sabe o que vai fazer?

O que eu poderia fazer? Ir para Lima depois de tantos anos? Como eu faria isso? Eu sabia desse novo encontro com o pessoal do Glee e voltar agora implicaria ficar e ir nessa reunião? Não posso encarar nenhum deles... Olhei para Cris em completo desespero e rapidamente entendo o que se passava na minha mente... Como eu amo essa mulher, apesar dela ser insuportável não consigo viver sem ela.

— Kurt vem comigo até a cozinha, preciso de ajuda para preparar algo para ela comer – o chamou se levantando e agradeci com o olhar – E você baixinha vai tomar um banho e depois conversaremos melhor – se aproximou e me deu um abraço sussurrando – Independente de como for estou aqui ao seu lado e não vou sair – afirmou me dando um beijo no rosto.

Kurt parecia sem jeito olhando para nós duas então levantei e o abracei e num primeiro momento ele não retribuiu mais logo senti seus braços me abraçando de volta... Notei a falta que sentia dele nesse momento e por um momento permitir sentir esse carinho por ele, afastei e olhei em seus olhos.

— Obrigado por tudo – agradecia o vendo assentir.

— De nada Barbra – disse e virou seu olhar para Cris – Vamos preparar alguma coisa para ela e você pode me contar mais sobre como anda as coisas na vida daquela menina – falou pra Cris enquanto agarrava seu braço e começavam a falar entre si, afinal Kurt não mudou tanto.

Andei até o banheiro tirei rapidamente minhas roupas e observei meu reflexo no espelho, observei as olheiras e olhos inchados por conta de todo o choro, não posso ser fraca, não posso.

Fui rapidamente para o banheiro e liguei a água quente sentindo o alivio se formando enquanto a tensão diminuía.

Tudo está desabando novamente, hoje quando acordei sentia apenas a angustia pelo dia de hoje, recebi uma mensagem dos meus pais... E... Em menos de 24 horas tudo desabou novamente... Meu pai não estava mais aqui... Eu morro de medo de ir para Lima e encontrar-me com meus antigos colegas, tudo o que eu mais queria era esquecer, esquecer o passado mais hoje ele está voltando mais forte do que nunca. Fugir já não é uma opção valida nesse momento... Não posso deixar o papai sozinho, não posso, ele mais do que nunca precisa de mim ao seu lado, sei o quanto meus pais se amavam e consigo ter noção do sofrimento que papai está sentindo nesse momento, eram tantos e tantos anos de casados, uma vida compartilhada...

Independente do sentimento dentro de mim, preciso ir para casa e ajudar papai nesse momento, tomar a decisão de ir não esta sendo fácil... Meu papai havia falado alguma coisa quando me ligou... Meu pai havia se encontrado com quem mesmo? Ele estava bem de saúde apesar dos problemas com stress, como pode simplesmente ter tido um ataque... Não faz sentindo... Tem alguma coisa mal contada nessa historia... Eu vou erguer minhas muralhas novamente, ignorar a dor no queimando em meu peito, vou ser forte, forte pelo papai, forte por mim... Voltar é encarar meus medos, encarar meus demônios, sempre pensei em fugir para sempre dessa cidade, mas me enganei... Eu sou Rachel Berry e eu posso tudo, posso lidar com isso, posso lidar com qualquer tipo de encontro... Posso até lidar com a Quinn se for preciso... Ok essa parte não sei se é verdade, mas nada vai me abalar, para todos vou me apresentar forte, vou ignorar essa dor... Apenas olhar a situação de frente...

Leroy sempre me dizia isso “... Estrelinha independente da situação encare de frente... Seja forte e brilhe, eu estou sempre ao seu lado e te amo, brilhe estrelinha brilhe”... Nunca esquecerei essas palavras e hoje mais do nunca preciso escuta-las...

Desliguei meu chuveiro, me sequei rapidamente, arrumei meu cabelo e coloquei uma calça folgada de moletom, uma blusa larga de NYDA que uso para dormi, olhei para o espelho em meu closed mais uma vez antes de sair.

— Você pode tudo Rachel Barbra Berry está na hora de ser forte e você vai ser – falei me encarando – Nada de choro...

Sai do meu quarto e rapidamente caminhei até a cozinha encontrando Cris e Kurt sentados na mesa conversando, mas logo me olharam.

— Cris desmarque todos meus compromissos dessa semana com o teatro e com qualquer outra coisa, avise o John da situação e avise que precisei ir para Lima e vou passar essa semana lá — falei para ela vendo ela concordar comigo analisando meu comportamento, típico dela – Eu quero uma passagem para Lima no primeiro horário disponível — respirei fundo e continuei – Ligue para a gravadora e avise que vou adicionar uma nova musica ao álbum, mas isso será feito apenas quando eu voltar, mando a letra essa semana junto com uma demo para eles – tomei um folego e continuei — Está na hora de voltar para casa.

Cris se levantou e andou até estar ao meu lado.

— Eu já liguei para John e contei da situação, você até hoje não faltou em nenhuma apresentação e não tirou folga e a peça está a um bom tempo em cartaz, John ligou para senhor Thomas eles conversaram e você ganhou uma semana de folga, caso necessite de mais tempo apenas precisamos avisar para eles, os dois tentaram ir para o velório — contou-me ela – Quanto aos seus compromissos eu vou desmarcar todos e terá essa semana livre para você, preciso apenas que você faça algo antes de ir para Lima, solte um comunicado para a impressa informando sobre sua ausência na peça durante esses dias, isso poderá ser feito através de sua rede social ou do seu site, escolha a melhor opção para você... Você pode gravar um vídeo se ficar mais fácil ou escrever algo... Rachel um dos principais motivos para esse pedido é seus fãs, se simplesmente sumir eles iram surtar e não queremos que isso aconteça – finalizou ela – Você precisa arrumar suas malas, vou reservar nossas passagens e vou até meu apartamento fazer a minha mala e logo venho para cá novamente – falou dando-me um sorriso.

—Nossas passagens Cris? – perguntei a vendo abrir um sorriso constrangido e ficar vermelha.

— Sim nossas passagens – reforçou ela – Você não está pensando em ir sozinha não é? Eu sou sua pessoa e não vou permitir que me deixe para trás, sem contar que estou com saudades do Hiram e não posso simplesmente deixar vocês sozinhos.

— Obrigado Cris – agradeci.

Kurt até o momento estava sentado se levantou parando ao nosso lado.

— Eu falei com o Blaine espero que não se importe – começou ele e apenas assenti para que ele continuasse – Nós vamos para Lima também, provavelmente não no mesmo horário que vocês, mas adiantamos nossa viagem para estar ao seu lado.

— Obrigado Kurt – falei abraçando-o e logo me retribuiu.

— Eu preciso ir – falou se desculpando – Blanie e eu temos coisas para organizar, passei meu celular para Cris e qualquer coisa você pode me ligar — ele se dirigiu para Cris abraçando-a e se virou para mim – Assim que eu chegar em Lima eu vou para sua casa.

Falando isso me deu um leve beijo na bochecha e foi indo em direção à porta e Cris foi atrás voltando logo em seguida.

— Gostei dele – comentou atraindo minha atenção – Agora que ele se foi quero uma resposta sincera está me ouvindo Berry? – perguntou – Como você está com toda essa situação e sua volta para Lima? Eu te conheço e sei dessa pose sua é falsa, apenas um disfarce, vi você fazendo muito isso durante esses anos, mas preciso da sua sinceridade nesse momento.

— Estou simplesmente destruída pelo que houve com meu pai, mas não vou chorar, não agora – afirmei mantendo-me forte, mas por dentro meu coração se apertava e lágrimas queriam abrir caminho – Estou apavorada por voltar para Lima, eu nunca voltaria para lá se não fosse o que aconteceu e você sabe disso... Kurt contou sobre a reunião do clube do coral essa semana também? – perguntei a vendo assentir, ela possui o dom de descobrir as coisas — Eu não sei se vou conseguir ir, mas como estarei em Lima não poderei escapar disso – falei soltando um suspiro – Eu não estou pronta para ver ninguém com quem convivi em meus tempos de colégio, mas isso é o de menos nessa situação, dou um jeito, mais não sei se posso... Não sei se consigo... E se... E se eu... Eu... Não sei se estou pronta pra... pra... – respirei fundo novamente para tomar coragem mais fui interrompida.

— Para encontrar com Quinn novamente? – ajudou-me ela e apenas concordei com a cabeça – Você não estará sozinha e não vou sair de perto de você em momento algum. Rach se você quiser ir para seu antigo colégio e para essa reunião eu vou ir junto, sempre quis saber onde essa estrela estudou – falou apontando pra mim.

— Obrigado por tudo sun – falei vendo ela abrir um grande sorriso, esse apelido havia surgido por causa de seus cabelos loiros brilhando no sol e ela se achava muito como se fosse o centro de tudo e o apelido permaneceu.

— Eu sei que sou demais baixinha – comentou ela se achando e me fazendo virar os olhos para ela – Agora tenho que ir arrumar minhas malas, nosso voo sai as 6:00 da manha, eu sabia que você iria voltar então reservei a passagem pela net, se arrume e descanse um pouco – falou me abraçando e me dando um beijo na testa e se dirigiu a porta – Qualquer coisa eu estou aqui ok?

— Ok – respondi enquanto a assistia abrir as portas – Cris? – chamei a fazendo parar e colocar a cabeça no vão da porta – Muito obrigado por tudo.

— De nada estrelinha, boa noite – desejou e desapareceu fechando a porta.

Quando ela saiu me senti sozinha novamente, não permitir meus murros caíssem, não podia correr o risco de deixar-me levar pela tristeza novamente, minha cabeça ainda doía então fui até o armário peguei o comprimido o tomando rapidamente e logo comi o lanche de Cris em cima da mesa, voltei para o meu quarto fazendo minha mala e deixando ela pronta no canto do quarto.

Ao terminar de fazer minha higiene pessoal peguei meu celular para fazer a ultima coisa que precisava ser feita antes de descansar um pouco.

Entrei em minha conta e digitei um twitter rapidamente

@Rberry – Alguém está acordado ai?

Eu sempre tentei ao máximo me interagir com meus fãs, eles fizeram de mim quem sou hoje e devo muito a eles, logo apareceu milhares de respostas como sempre.

@Rberry — Preciso partilhar algo com vocês, farei um breve vídeo online para vocês o que acham?

As respostas como sempre foram variadas, algumas de preocupações, outras com medo e algumas até malucas como “você não ira contar que vai se casar não é? Eu ainda nem te pedi em casamento” eles são loucos mesmo.

Liguei a câmera do celular e sentei em minha poltrona no canto de meu quarto ligando-a.

— Oie como vocês estão? – perguntei sorrindo para a câmera e vendo vários comentários surgindo enquanto o vídeo continuava – Eu estou aqui a essa hora da madrugada para contar algo para vocês, durante essa noite eu recebi uma noticia que abalou meu mundo e deixou-me sem chão, meu pai Leroy faleceu e por conta disso essa semana não irei participar da peça e estou saindo de Nova York temporariamente, meus compromissos foram desmarcados e espero que vocês entendam...– falei respirando fundo e percebendo o quanto estava sendo difícil lidar com isso – Obrigado a todos por estarem ao meu lado, muito obrigado mesmo- falei soltando uma lágrima, mas limpei rapidamente – Boa noite e até mais – finalizei desligando o celular e colocando no modo silencioso, não queria falar com ninguém, mandei uma mensagem para o papai avisando minha chegada em Lima, pedi para não se preocupar, pois Cris iria comigo, coloquei o celular de lado e deixei finalmente o peso da noticia chegar até mim, chorei até cair no sono.

Notas finais
Desconsiderem os erros gente... Comente sobre o que estão achando do capitulo... Essa é Cris: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=http%3A%2F%2Fborboletasnacarteira.com.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F12%2Fnovo-corte-ashley-benson.jpg&imgrefurl=http%3A%2F%2Fwww.borboletasnacarteira.com.br%2Ftag%2Fcorte%2F&docid=eBymosHIGAIGdM&tbnid=hSGo8IXan1A2WM%3A&vet=1&w=580&h=450&bih=662&biw=1366&q=ashley%20%20cabelo%20repicado&ved=0ahUKEwi_iYTZwZjSAhWLF5AKHUQmAC0QMwgeKAQwBA&iact=mrc&uact=8#h=450&imgrc=hSGo8IXan1A2WM:&vet=1&w=580 Previa do proximo: "Respira fundo Rachel repeti mentalmente para mim novamente tentando acalmar a raiva crescendo dentro do meu peito. — Com quem ele brigou e o que aconteceu? – exigi. — Promete que não vai fazer nada estrelinha – pediu ele enquanto me encarava. — Eu quero saber o que houve papai – falava enquanto tentava manter a calma – Com quem ele brigou? – perguntei o vendo respirar fundo novamente e olhar em meus olhos. — Ele se encontro com Russel Fabray – falou-me. — O QUE? – gritei me levantando da cadeira a derrubando no processo assustando a todos com o barulho... Isso não vai ficar assim ou não me chamo Rachel Barbra Berry." Até a próxima :D