Storms of War - The Dance of Fury
12 Rianna Leya II
Notas iniciais
Ilhas de Ferro,
Review
Rianna Leya se torna a senhora das Ilhas de Ferro quando seu pai é assacinado por um homem desconhecido. Acreditando que tal homem matou a mandato de Symon ela pretende partir para uma Guerra, mas primeiramente precisa de homens. Sabendo que qualquer um dos homens podem ser o assacino de seu pai, tudo que ela almeja é vingança.
Rianna Leya II
Sentada na escrivania que se encontrava no quarto de seu pai ela via o fogo da lareira crepitar. Olhou para a cama de seus pais, havia sido ali onde acharam eles mortos, um abraçado no outro. Lhe veio a mente o sangue deles escorrendo no cobertor... Eles haviam sido mortos a facadas, Rianna se perguntava que tipo de homem conseguiu invadir o quarto deles sem serem vistos e esfaquear os dois sem eles terem soltado um único tipo de som. A não ser que tenha sido mais de um...
Ao lado da porta de acesso ao quarto estava Osmund Caurin, o escudeiro da família. Ele era filho de Binal Caurin, o senhor de Grande Wyk. Seu pai, Paine Leya, havia deixado Grande Wyk aos cuidados de Binal pelos serviços prestados durante a Era das Revoltas.
A historia contava era que antes, seu avô, Dareon, era nada mais do que um pirata que servia a casa Torent. Os Torents eram os senhores das Ilhas de Ferro na época e gostavam de humilhar aqueles que lhe serviam. Naqueles tempos Dareon já tinha seus três filhos. A mais velha e a mais parecida com o pai era a Estefane, o do meio chama-se Bejen e o mais novo era seu pai, Paine. Isso foi quando a Era das Revoltas começou.
Ao iniciar essa era, Kraud Torent enviou a maior parte de sua frota para Porto Real a serviço do rei Mattos Titos. Paine já havia completado seus então vinte e oito anos. Binal Caurin trabalhava para os Torents e tinha a maior frota de navio nas Ilhas de Ferro. Apos varias humilhações dos Torents, Dareon aproveita que os navios de Kraud estão em Porto Real e planeja um ataque aliando-se aos piratas de Tales Pyke. Naquela epoca Paine ainda era inexperiente, mas mesmo assim, com um pequeno grupo ele atacou Grande Wyk enquanto seu irmão, Bejen, com um grupo atacou Pequena Wyk.
Dareon e sua filha, Estefane, partirão com Tales para o lugar onde havia mais navios, tanto de Binal como alguns restantes de Kraud, Pyke. A batalha foi intensa. Durante dois dias os dois lados tiveram seus altos e baixos para cada. Mas Kraud Torent era um péssimo estrategista. E seu maior erro foi humilhar Binal Caurin. A humilhação causou fúria em Binal e quando o exercito de Dareon parecia perdido, eis que Lorde Caurin muda de lado se aliando a Dareon.
Em uma única noite as mares da sorte se voltaram para Dareon que alem de se aliar ao mais poderoso, recebeu noticias de que seus filhos conseguiram dominar Grande Wyk e Pequena Wyk. Ao fim da luta uma triste noticia cerca a todos, Estefane foi morta em campo de batalha. A batalha foi ganha e Kraud, sua esposa e seus filhos conheceram o gosto da espada de Tales Pyke. Mas Dareon nunca mais foi o mesmo depois da morte de Estefane.
Binal Caurin se ofereceu para reinar nas Ilhas de Ferro, entretanto os homens queriam Dareon, infelizmente esse foi encontrado morto no dia seguinte com o corpo intacto. Alguns dizem que morreu de tristeza pela Estefane e outro diz que a morte dele teve o dedo de Binal no meio. A verdade jamais foi descoberta e nem importava mais.
Apesar de Bejen ser o mais velho, os homens de ferro escolheram Paine para lidera-los. Paine a principio fundou a casa Leya. Bejen, que se tornou Leya, ganhou Pequena Wyk e a Binal foi dado Grande Wyk. Paine Leya quis dar honrarias e títulos para Tales, que negou dizendo que prefiria vida de pirata do que uma de lorde.
Agora o tempo havia passado e tudo que restou da familia Leya foi um irmão fracassado e uma garota inexperiente na arte da guerra. Uma garota... Olhou pela janela os ultimos raios de sol desaparecerem atrás do mar e em algum lugar naquela vastidão azul, Bejen Leya estava navegando rumo a Pyke.
Ainda na escrivania de seu pai, pegou um pergaminho e uma pena. Iria fazer uma carta endereçada a Binal Caurin. Ele tinha uma grande frota de navios em Grande Wyk e Rianna precisaria de parte dela para ficar protegendo Pyke. Afinal, todos os navios que se encontravam em Pyke iriam com ela para Westeros, onde lá ela já tinha um plano traçado para matar os Hundreds...
"Lorde Caurin,
É com uma imesurável dor que lhe digo que seu suserano, Paine Leya, o senhor das Ilhas de Ferro, foi assacinado brutalmente em seu leito de descanço ao lado da senhora sua esposa. Eu, Rianna Leya, atual senhora das Ilhas de Ferro, terei que partir temporariamente de Pyke que ficará aos cuidados do meu tio, Bejen Leya. Ordeno que envie suas frotas para Pyke que no momento se encontra fragilizada.
Rianna Leya."
Ficou em dúvida em relação a última parte. Uma informação perigosa para um homem perigoso. Ela deveria ser cautelosa com Binal, ele já havia se revoltado contra seus senhores uma vez, nada impediria uma segunda revolta da parte dele. Corrigiu:
"... Ordeno que envie suas frotas para Pyke, que a cada dia se fortalece mais, para que prove sua lealdade.
Lady Leya."
Se satisfez com o resultado. Meu pai ficaria orgulhoso. Entretanto ele estava morto. Entregou o percaminho para Ruan Faceless, o mensageiro, e no mesmo dia ele seguiu viagem para Grande Wyk.
–Sor Osmund. — Chamou Rianna quando ficaram a sós no quarto de Paine Leya.
–O que deseja Ria... Lady Leya? — Corrigiu-se Osmund.
–Fale mais sobre a tal Dança com Dragões que acontecerá em Correrrio. — Pediu ela.
–...- Ele pareceu pensar um pouco enquanto sua mão esquerda segurava o cabo de sua espada embainhada na sua cintura e a mão direita alisava seus pelos faciais.- A Dança com Dragões é um evento cultuado por todo os sete reinos onde os principais lordes se reunem e acontece de cinco em cinco anos.
–Até o rei vai? — Perguntou ela com interesse obssesivo estampado no rosto.
–Sim... Até o rei! O evento foi iniciado pelo rei Samuel Liones, primeiro de seu nome. O rei Samuel criou esse evento para cultuar seus dragões. Porém durante o reinado de Magtos Cornan, segundo de seu nome, os dragões foram extintos em um caso que ficou conhecido como Os Ovos de Macho. Magtos não via motivo para continuar o evento, entretanto seu conselho lhe convenceu que o evento trazia bastante lucros para o reino e Magtos continuou o evento que dura até hojé.- Explicou ele dando-lhe um sorriso com ar de desconfiança.
–E este ano todos os todos os lordes estarão reunidos em Correrrio? — Perguntou ela maliciosamente e pela expressão dele deixava claro que ele finalmente tinha entendido.
–Minha senhora... Por favor... Diga-me que não esta... — Falou ele gaguejando e apreencivo.
–Estou pensando sim, sor Osmund. — Disse ela calmamente sentada na escrivania de seu pai observando o rosto dele entrar em pânico. — Irei com meu exercito para Correrrio onde lá irei pôr um fim a esse maldito rei e seu filho. — Neste mesmo momento Osmund se ajoelhou e implorou:
–Não... Por favor... Não faça isso Rianna! É imprudente. Essa ideia é uma loucura... Por favor... Eu peço... Eu ordeno... — Ao ouvir tais palavras ela se levantou brutalmente da cadeira chegando a derruba-la. — Oh, por favor... Não faça isso. — Ela caminhou com suas botas fazendo estalo no chão. Chegou perto dele. — Eu te imploro, não caminhe para a morte. — Apertou os punhos e deu-lhe um soco fazendo suas bochechas rosadas ficarem roxas.
–Cale a boca! — Gritou ela. -Você não me ordena nada! Eu vingarei meus pais, ou morrerei tentando. E nunca mais... Nunca! Se ajoelhe. Os homens de ferro jamais se ajoelham. Antes morrem com uma espada na mão e sangue nos labios do que se ajoelham.- Disse ela e saiu do quarto. Não sou mais uma garota, não posso mais ser uma, hoje mesmo matarei a garota que existe em mim.
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Quando as Ilhas de Ferro mergulharam na noite, Rianna Leya cavalgou até a costa de Pyke. Ao chegar viu o imenso mar de um azul escuro e vivo, ela via as ondas se chocarem nas rochas. Ela andou em direção aos mares e sentiu a agua gelida lhe tocar os pés. Devo afogar a garota que existe em mim.
O mar colossal reluzia o cintilante bilho do luar. Continuou a andar e aos poucos, cada vez mais, seu corpo adentrava na agua. Afoque a garota! Quando a agua chegou em seu pescoço uma onda veio e ela percebeu esta cercada de um azul agitado repleto de bolhas. Afogue a garota!
Nadou de volta para a costa, sentia um extremo cansaço e uma vontade inegavel de deitar na areia e lá ficar... Mas isso era algo que uma pessoa fraca faria. Ingnorou a dor que sentia no corpo. Subiu em seu cavalo e foi de volta para o castelo onde lá deitou-se e pela primeira vez em muito tempo, teve uma noite sem sonhos.
Quando os primeiros raios solares tocaram na superfice de Pyke, ela acordou. Este seria um longo dia e não havia como negar que talvez o mais decisivo de sua vida. Vestiu-se como uma digna pirata. Sutiã de couro, cor preta e colado assim como o mini-short. Duas adagas presa no short, uma de cada lado. Osmund havia lhe ensinado o uso de espadas só que ela sempre preferiu as adagas, eram leves, ageis e fatais.
Ouviu o som de uma trombeta e aquilo só poderia significar uma coisa: Navios a caminho. Bejen. Como o combinado Bejen Leya iria governar as Ilhas de Ferro enquanto Rianna percorria nas terras de Westeros em busca de sua vingança. Quando seu navio ancorou na costa ela foi até lá com seu cavalo recepciona-lo.
Quando ele saiu do navio ela percebeu que ele não havia mudado muito nos tempos. Altura mediana, musculoso, calos na mão, olhos verdes, alguns pequenos corte na peloe parda. Ezalava galancia e riquesa por onde passava. Em cima de um cavalo marrom ele foi até Rianna que estava acompanhada de Osmund.
–Lady Leya. — Ele fez uma reverencia mal feita com ar de desdem e lhe olhou com repugnacia. Apenas ignore...
–Sor Osmund! — Chamou ela.
–O que deseja minha senhora?
–Leve Bejen para seus aposentos, afinal, é certo que ele esteja cansado depois de um dia inteiro no mar. — Tentou ser gentiu e sorriu brevemente para Bejen que lhe olhou e responde de modo sacastico.
–Claro que não estou cansado. — Ele olhou para ela e lhe soltou uma indireta. -Quem é profissional não se cansa. Diga-me Lady Leya, sempre tive uma curiosidade, em quantos navios comandou? — Rianna sentiu um intenso odio subir-lhe a cabeça. Pôs ele sabia que ela nunca, nem sequer navegou em um navio.
–Claro que respondo, mas antes diga-me uma coisa que sempre martela em minha cabeça, por que você não liderou as Ilhas de Ferro se meu pai era mais novo que você? -Ela viu ele segurar as redeas do cavalo fortemente.
–Por motivos complexos que uma garotinha, que nunca sequer navegou, conseguiria enteder. -Retrucou ele.
–Nada que venha de um irmão fracassado será complexo demais para uma pessoa. -Retrucou ela com uma falsa inocencia.
–Posso ser de fato um irmão fracassado. -Disse e olhou para ela com um olhar afiado. -Mas responda-me: Quem esta vivo agora? Eu ou Paine? -Idagou ele sorrindo e galopou rumo ao castelo. Maldito... Respirou fundo. Não tenho tempo para esses assuntos. Agora tenho uma guerra para encaminhar.
–Sor Osmund, convoque todos os homens de ferro.
–Sim minha senhora.
Olhou para o sol que cada vez esquentava menos, o verão já havia partido e o outono havia começado. E o inverno se aproxima... Este seria o primeiro inverno sem sua familia e ao que tudo indicava, seria possivelmente o inverno mais voraz de todos os anos. Os homens de ferro foram aos poucos se agrupando até estarem tantos e tantos um perto do outro que parecia incontavel. Tantos olhos fixos nela dava-lhe um calafrio. A garota que existia em mim já se afogou. Como eu devo começar?
–Todos aqui sabem que minha familia foi assacinada a facadas por um homem do qual sua indentidade é desconhecida. -Começou ela falando o mais alto e segura possivel. -Meu pai foi um grande e honrado homem e quem negar isso que atire a primeira pedra em mim.
Todos permaneceram calados e alguns com cara de tedio. Osmund estava do seu lado, mas ela não poderia olhar para ele ou chamariam-a de fraca, ela continuou:
–Sei que sou uma garota e inesperiente na arte da guerra. De fato sou, e não tenho vergonha de admitir. Quando meu pai atacou Grande Wyk ele nunca tinha sequer sido capitão de uma navio. Navegar não é algo que qualquer um seja capaz de fazer. Tem que estar no sangue!
Os homens e as mulheres aparentaram estar mais interessados no que ela estava falando.
–Hoje mesmo partirei para Westeros em busca de vingança, e indenpendente de quem quiser vim eu irei! Peço que considerem minha causa, não irei pedir para que dobrem joelhos perante mim por que os homens de ferro jamais dobram seus joelhos. Não pedirei para que jurem nada por mim e nem que me sigam fielmente. Não pedirei para que me idolatrem. Tudo que quero é vingança! Vingança pelo homem que lhes deu teto e navios! Vingança pelo homem que fez e faria justiça por cada um de vocês! Vingança pelo maior pirata que este mundo já conheceu! Vingança por Paine Leya! -Terminou gritando e erguendo suas adagas para o ceu.
–Guerra! -Um pirata no meio da multidão gritou.
–Guerra!-Gritou uma mulher e então todos tinham suas armas erguidas e gritavam em unissono: -Guerra! Guerra! Guerra! Guerra!
Saindo do meio da multidão um homem corria em direção a ela com uma espada na mão. osmund quis se por no meio do caminho:
–Não Osmund, ele aponta sua espada para mim, então é pela minhas mãos que ele conhecerá o gosto de seu sangue.- O homem ergueu a espada para o alto querendo usar toda a força que tinha para atingir a cabeça dela e Rianna rapidamente desenbanhou sua adaga e se defendeu com ela. Enquanto tirou a outra adaga e enfiou na garganta. O sangue que jorrou de sua garganta foi direto para o rosto dela e ele caiu no chão tentando tapar o buraco em sua garganta. Em vão.
–Sangue e Guerra! -Gritou ela erguendo sua adaga coberta de sangue. E centenas de pessoas gritaram em unissono o mesmo. Symon Hundred, você é um homem morto.
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Naquela tarde ela já havia fechado acordo com varios capitões e ao todo ela havia conquistado quarenta e oito navios. Seu navio era o Vingança da qual ela iria junto de Osmund. Quando entrou no navio teve uma leve impressão de que aquela poderia ser a ultima vez que triscaria nas terras das Ilhas de Ferro. Que o Deus Afogado me proteja. E então ela partiu para Correrrio mal sabendo ela o que lhe esperava nas terras de Westeros.
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Notas finais
Acho que o próximo será possivelmente Estevan Patruel. Até lá xD
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