Storms of War - The Dance of Fury
13 Estevan Patruel III
Notas iniciais
Winterfell,
Review
Descobre que foi capturado por dois salvadores do Norte que o confudem com um traidor da Patrulha da Noite. Por fim ele acaba conseguindo fugir dos seus capturadores ele parte para qualquer lugar sem rumo onde acaba sendo capturado novamente, só que dessa vez por soldados de Winterfell.
Estevan Patruel III
Winterfell se tratava de um castelo protegido por gigantescas muralhas coberto de flocos de neve, arrepios constantes eram emitido no corpo de Estevan. A morada do frio... Por onde ele olhava via-se guardas com armaduras e alguns com elmos. Os que não usavam elmo dava para se ver uma enorme barba, as barbas serviam para se proteger do frio.
Todos os guardas tinham consigo uma adaga embainhada na cintura do lado esquerdo e longa espada do lado direito do qual a mão direita deles segurava o cabo. A armadura da maioria dos guardas era de um tom azul, havia algumas com tom cinzas e apena um de cor branca.
Estevan estava com mão atadas, para frente, por uma corda e se encontrava de lado na dianteira de um cavalo de pele preta. O homem que conduzia o cavalo chamava-se Gared, talvez mais velho que ele, porém era difícil de dizer já que as pessoas que moram no norte aparentam ser sempre mais velho do que realmente eram.
O outro guarda que ajudou na captura de Estevan se chamava Andry Bored, este era bem mais velho aparentando ter a idade de seu pai, Brandon Patruel. Os outros guardas que haviam se lhe capturado partiram para mais fundo da floresta, espero que morram congelados, e somente Gared e Andry receberam a missão de levar Estevan para Winterfell e ambos tinham armadura azul. Estevan tentou varias vezes tentar dizer que era na verdade Estevan Patruel, em vão.
Por algum motivo qualquer olhou uma última vez para a arvore da qual tinha um rasuro escrito:
"Lianna ama Tomas
E
Tomas ama Lianna"
O único guarda que tinha uma armadura de tom branco se aproximou dos cavalos e pronunciou os nomes, dos dois guardas que traziam Estevan, em tom rígido com uma compostura reta e mão para trás:
–Sir Andry. Sir Gared.
–Comandante Ryan! -Falaram em uníssono curvando a cabeça.
–Trazemos um deserto da Muralha. -Se pronunciou Gared tentando fazer uma voz mais grossa do que realmente tinha.
–Eu não sou um desertor. -Protestou em vão Estevan e foi simplesmente ignorado.
–Levem-no, irei avisar para Lorde Icell. -Disse automático o comandante Ryan e saiu... Estevan sempre pensou que quando a sua morte se aproximasse ele não iria se sentir com medo, havia se enganado. Não era somente pelo frio que ele tremia naquele momento. O fato de antes na lua brilhar novamente ele não existiria mais, era uma idéia macabra. E infelizmente uma dolorosa verdade.
Foi levado para uma cela que se encontrava sobre uma carroça guiada por um cavalo que estava amarrado em pedaço de madeira. Na cela havia dois sujos homens, Estevan entrou forçadamente na cela empurrado por Andry, respirou fundo. Seu coração desde já batia forte, sentia um vazio e um aperto.
Um dos homens que se sentava sobre a palha estava com as mãos abraçadas ao joelho que estavam dobrados, este olhava para algum lugar alem daquela cela, para algum lugar alem do horizonte. O outro estava sentado com as pernas estendidas e as costas apoiada nas grades da cela. Este deu um sorriso trêmulo para Estevan revelando seus dentes pretos e amarelos.
–Pra... Prazer. Sou Rêmulo. -Gaguejou com um riso que demonstrava o seu medo. Simplesmente Estevan ignorou, não era necessárias amizades, de nada lhe serviria agora tão perto da morte. Mas por algum motivo que não soube explicar, ele respondeu:
–Meu nome é Estevan Patruel. -Ao ouvir aquele nome Rêmulo sorrio de um modo torto.
–Da... Da... Da Casa Patruel? Eu... Eu posso fingir ser alguém importante também, por... Por favor? -Perguntou com seus olhos humildes e lagrimejantes. Seu porco imundo, eu sou quem digo ser, não estou mentindo, se limitou a dizer:
–Claro, você pode ser quem quiser. -O que esta acontecendo comigo?
–Ótimo! -Sorrio Rêmulo aquela risada amarela e de certo modo meio que infantil. -Sou Symon Hundred, rei dos Sete Reinos, todos devem lealdade a mim. -"Symon" olhou para o outro homem da cela, que olhava para o além do horizonte, e perguntou: — E quem será você?
–Sou Jon, um condenado a morte, nada mais que isso e em breve somente mais uma cabeça rolando. -Disse o jovem sem direcionar o olhar para ninguém. -E você é Rêmulo, um pobre coitado que quer negar o fato que irá morrer em breve. -Disse ele friamente com sua barba ralada.
–Esta mentindo! -Gritou o Risada Amarela. -Diga a ele Estevan, diga que ele esta enganado, diga que viveremos.
–É verdade Rêmulo. -Disse Estevan em tom melancólico. -O garoto esta certo, em breve nossa cabeça estarão rolando por ai... E quem dará a mínima importância para isso? Ninguém! -Então o homem que sonhou em ser rei dos Sete Reinos se desatou a chorar e o garoto, que se autodenominou "Jon", deu um soco na barra de ferro da cela. Estamos mortos...
O tempo passou e finalmente um homem sentou-se em um dos cavalos, que guiaria a cela, e então todos eles partiram rumo ao local do qual morreriam. Rêmulo continuava a choraminga e Jon olhava para paisagem, Estevan duvidava muito se ele estava prestando atenção em algo que via. Atrás deles via-se quatro homens sentados em cavalos que iam à mesma direção que eles.
O tempo havia passado, porém mesmo assim Estevan reconheceu Tomas Icell, a última vez que havia lhe visto Estevan tinha seis ou sete anos. Talvez se eu tentasse convencê-lo de quem realmente sou... Logo concluiu que isso seria algo estúpido, porque ele haveria de acreditar? Não havia saída, aquele era o dia de sua morte.
Ao lado de Tomas tinha um garoto que provavelmente era filho de Tomas, e Estevan concluiu isso pela cor azul dos olhos. Atrás se via outro menor e ao lado desse outro garoto cavalgava um guarda de cinza. Na frente deles, além do homem que encaminhava a cela dava para se ver dois guardas de armadura azul sobre cavalos.
–O que fez?- Perguntou Jon olhando para Estevan.
–Andam dizendo que eu desertei. E você? -Perguntou ele pouco interessado na resposta.
–Matei o pai da garota que um dia amei, e acham que eu também abusei e matei a garota.
O silêncio voltou a reinar e os únicos barulhos existentes eram das primeiras gotas de água caindo na superfície, dos passos dos cavalos e o choramingar de Rêmulo, que do nada começou a falar:
–Eu não queria matá-los... Tudo que eu queria era comida. Sabe? Tenho um filho e uma mulher para sustentar... Antes eu tinha uma filha, mas ela morreu de fome... -Confessou Rêmulo.
–Quem matou? -Indagou Jon aparentemente interessado. Estevan então se sentiu cansado, cansado de lutar, de pensar na morte e principalmente de viver. Tudo que desejava naquele momento foi o que sempre evitou uma rápida morte.
–Fui roubar frutas de uma árvore de uma família, por que meu filho estava à beira da morte, o frio e a fome lhe consumia. -Respondeu Rêmulo. -O pai dessa família disse que iria me matar quando me viu. E fiquei desesperado, não poderia deixar meu pobre filho morrer... Ele é tão pequeno e indefeso... E em desespero matei o homem e o seu filho que não parava de chorar...
A conversa entre Jon e Rêmulo continuou, entretanto a mente de Estevan foi para longe de seu corpo condenado. Para longe daquela horrível cela. Foi para tempos atrás, quando sua irmã ainda era viva e a vida parecia ser sempre uma coisa alegre...
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O salão de Pedra do Dragão estava decorado com pinturas novas na parede e novos quadros. Via-se por todo lado bobos da corte. Lordes e damas dançavam ao som da canção a Dama e o Urso. Tratava-se de uma festa em homenagem ao novo reinado de Ortan Icell do qual a mão do rei era seu pai, Brandon Patruel. As pessoas naquele salão eram extremante educadas e delicadas e isso causa tédio no jovem Estevan que aos seis anos já era amante de lugares agitados.
Encaminhou-se para fora onde os mais humildes festejavam, e a verdade fosse dita, aquilo sim era diversão. Os trabalhadores de seu pai brindavam vividamente, dançavam e se embebedavam. Lá fora sentiu uma pequena e delicada mão aperta a sua. Era sua irmã, Asha Patruel que lhe perguntou:
–Tevan, aonde vai? Papai e mamãe querem agente dentro do castelo. -Disse ela com aquela inocência de uma garotinha de quatro anos.
–Lá esta muito chato. -Respondeu Estevan se agachando e fazendo uma bola com a lama que tinha sobre seus pés. Ele se levantou e jogou a bola no rosto de Asha. -Vê? Aqui esta mais divertido! -Disse ele e ambos riram, fazendo daquela noite, uma noite inesquecível.
§+§+§
–Chegamos. -Ouviu a voz de Jon dizer e a carroça parar.
O individuo de armadura cinza desceu de seu cavalo e abriu a cela onde estavam algemados. O lugar onde haviam parado tratava-se de um campo aberto onde no meio havia um cepo, embora limpassem, ainda assim havia manchas de sangue e em breve o sangue de Estevan mancharia aquele cepo.
–Saiam. -Disse o homem de armadura cinza e aquela voz lhe era familiar.
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Ele não queria partir de Pedra do dragão, não queria deixar Asha e sua mãe sozinha naqueles tempos perigosos enquanto seu "pai" governava Porto Real como mão do rei Ortan Icell. Ele poderia ser um garotinho de sete anos, isso era bem verdade, portanto ele já sabia que revoltas se iniciavam para depor Lorde Icell do trono, era perigoso que esses rebeldes atacassem Pedra do Dragão... Não, papai não permitiria isso...
O navio cada vez ficava mais longe de seu lar rumo a Bravos. Onde lá, acreditava seu pai, que estaria seguro daquela guerra que se aproximava...
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Eles desceram da cela com as mãos acorrentadas. As pernas bambas de Rêmulo vacilaram quando pisou na lama e acabou caindo de joelho, sujando-se dos joelhos aos pés de lama. Voltou a se levantar. Ao sair da cela Estevan olhou para o céu, estava cinza e sentia as gotas de água cair em sua face, ele abriu a boca e sentiu as gotas pingarem em sua língua, era um gosto salgado. Aquele tempo estava bem diferente de outros...
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Os pisos eram formados por vários conjuntos de pedras que até lhe doíam à sola do pé, já que seu mestre forçava-lhe a andar descalço. Oimapede, seu mestre, havia lhe dito que com o tempo a sola de seu pé tornar-se-ia mais resistente e ele não sentiria dor naquele local novamente. O lugar onde se encontrava não tinha teto embora fosse uma sala. Bravos era tão diferente, até o céu era mais claro do que o céu que se via em Westeros.
Com uma espada de madeira na mãe ele se desviava dos golpes com seus pés já ensanguentados por causa das pedras. Cada vez mais seus reflexos melhoravam. Seu mestre, Oimapede, havia lhe ensinado a dançar a dança de Bravos, mas Estevan inventou a sua própria dança, um estilo único de luta meio dissimulado sem direção. A dança de um garoto jogado ao vento pelo mundo seguindo um caminho sem rumo.
–Conheça seus novos colegas. -Disse Oimapede apresentando um garoto de olhos castanhos e cabelo emaranhado de cor loira. E viu uma garota... Olhos igualmente castanhos de um tom que fez a primeira vista Estevan se perder em devaneios e seu coração bater mais rápido. Os cabelos enroladas e loiros dela foi a sua perdição. — Conheça Marcos e Sarayva.
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Estevan e Jon ficaram em uma certa distancia do cepo sobre a guarda de um dos guardas de azul enquanto o outro pegou Rêmulo e o encaminhou para o cepo. Este chorava e implorava enquanto era direcionado, as pernas dele tremia enquanto era levado para o local de sua morte. Tomas estava com as mãos para trás e uma expressão seria. O guarda com armadura cinza estava do lado de Lorde Icell.
–Por... Por favor... Eu faço o que quiserem. Eu não quero morrer. -Choramingou Rêmulo em alta voz. -Por favor! Eu te imploro! Nãooo... -O resto dos gritos dele não deu para ser ouvido pôs a chuva abafou o som. Então Rêmulo inesperadamente correu. Porém novamente suas pernas lhe traíram e ele caiu de cara na lama e foi levantado pelo guarda de azul.
Tomas Icell falou algo para o guarda de cinza que fez um gesto de confirmação com a cabeça. O senhor de Winterfell enfiou a ponta de sua espada no chão e apoiou suas mãos no cabo. A cabeça de Rêmulo foi encaixada no cepo.
"-Sou Symon Hundred, rei dos Sete Reinos, todos devem lealdade a mim.” – Dissera uma vez o homem que tinha uma risada amarela.
Tomas proferiu algumas palavras, seus filhos observavam tudo de uma certa distancia e um deles sorria com a cena enquanto havia um que olhava com piedade. Irão rir de mim também?
Rêmulo ainda se debatia e Tomas elevou a espada ao alto. O homem, que um dia sonhou ser Symon, olhou uma vez para Estevan com olhos amedrontados e a lamina mortal lhe atravessou e sua cabeça rolou pelo gramado molhado.
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Vez ou outra Estevan recebia cartas de sua mãe, Liranda Patruel, contando-lhe sobre o rumo da guerra. Sua mãe e Asha continuavam seguras em Pedra do Dragão. Enquanto isso o treinamento do Jovem Patruel continuava seu treinamento durante o dia e as suas noites eram divididas pelos seus pelos seus colegas de treinamento, Marcos Recif e Sarayva Recif que amavam aprontar nas ruas de Bravos.
Mesmo com seus dez anos Estevan mantinha o seu espírito de sempre. Entre os três, Sarayva era a melhor arqueira e ele o que melhor manipulava a espada. Os dias iam se passando e um dia ele recebeu a noticia que marcava o fim da Era das Revoltas: Symon Hundred havia tomado Porto Real e se coroado rei, Brandon Patruel havia sido condenado à muralha e Ortan Icell havia sido morto na batalha.
Estranhamente Estevan não se importou com a noticia, uma vez que sua mãe e sua irmã saíram ilesas. Ele não se importava com seu pai. Mandou-me para cá e agora vai passar o resto de sua vida descansando na Muralha sobre o calor da lareira enquanto minha mãe e minha irmã vivem solitariamente em Pedra do Dragão. Pensou Estevan, ao menos tenho as minhas noites ao lado dos meus amigos...
E foi em uma dessas noites em Bravos que Estevan penetrou uma mulher pela primeira vez, aos seus doze anos, tirando a virgindade de seu amor, Sarayva...
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Então o guarda pegou Jon. Este não reclamou, não debateu e nem relutou pelo seu destino inevitável. Ele já esta morto ante mesmo de morrer. Estevan sentiu uma vontade de saber no que Jon tanto pensava. Encaixaram a cabeça dele no cepo e ali perto a cabeça de Rêmulo se encontrava e o cepo ainda estava manchado de sangue, Jon aparentava não se importar. Uma rápida prece foi deita por Tomas e então a vida do rapaz se foi fazendo sua cabeça rolar encostando-se à de Rêmulo.
E agora era a vez de Estevan.
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Como aquilo era possível? Aquele era o ultimo teste? A ultima provação para se tornar um guerreiro de Bravos? Somente um do três poderia se tornar um guerreiro de Bravos... Somente um poderia continuar vivo em Bravos. Os outros dois ou morriam ou fugiam de Bravos. Estevan desejava ser o campeão, aos treze anos não temia a morte, mas... E a Sarayva?
Ele amava olhar profundamente nos olhos dela, ele amava se perder no tempo olhando seus cachos loiros, ele amava-a. Como o seu mestre poderia ser tão cruel? Como o homem do qual ele se espelhava poderia fazer aquilo? O homem do qual um dia ele confiou?
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Agora os dois guardas de azul seguraram em seus ombros e forçaram-no a caminhar sobre o pesar da chuva. Pisava sobre as poças de água fazendo sons. As gotas batiam-lhe na língua e ele viu a cabeça de Jon e Rêmulo assim como os corpos estavam sendo recolhido e a de Rêmulo até foi chutada.
"-Sou Symon Hundred, rei dos Sete Reinos, todos devem lealdade a mim.”
Chutarão a minha cabeça? Olhou para o céu cinzento que chorava. Quer saber? Foda-se essa merda!
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As coisas haviam mudado tragicamente nos últimos tempos, e para piorar Pedra do Dragão havia sido atacada, Asha morta e sua mãe prisioneira de um safado qualquer. Por um momento aquilo não poderia ser verdade, não era possível, mas a letra era de sua mãe. Depois cresceu o ódio em seu coração, e ali permaneceu. Arrumou sua mala para parti de Bravos, não poderia continuar lá enquanto sua mãe sofria.
Havia convidado Sarayva Recif para ir consigo e esta havia aceitado feliz o convite, já pouco importava se o seu irmão iria ganhar a disputa e lá estava ele, em seu quarto arrumando sua mala e ela conversando com ele. Então se beijaram, Estevan sentiu uma facada em sua barriga e ele emitiu um grito de dor. Quem...? A faca da qual penetrou em sua carne era apunhalada por... Sarayva?
–Desculpe Estevan, mas eu tenho que vencer essa droga!
Ela se foi do quarto e deixando-o morrer aos poucos ali... O sangue escorrendo... Sarayva? Por quê? Estou morrendo...
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Já não importava nada, se seu pai estaria ou não morto ou se sua mãe passaria o resto da vida sofrendo com seu novo marido. Muito menos se sua cabeça seria chutada e ririam de sua morte.
–Encaixe sua cabeça ai. -Ordenou um dos guardas. Ele percebeu que a espada que tiraria sua vida estava com o tal guarda cinza que limpava o sangue da espada e Tomas lhe encarava friamente. Sem pensar muito Estevan socou o rosto de um dos guardas que caiu na lama. O outro pegou a sua espada e colocou a ponta na garganta dele.
–Obedeça! -Disse ameaçando-o. -Ou sua morte será mais lenta!
–Vai tomar no... -Ele virou-se para Tomas e quando o fez, outro guarda lhe socou as costas fazendo Estevan se ajoelhar de dor, facilmente sua cabeça foi posta no cepo. Meu pai serviu o seu pai, minha casa é aliada a sua, eu sou Estevan Patruel. Poderia ter dito isso, porém era obvio que Tomas não acreditaria. No chão ele viu a cabeça de Jon e Rêmulo encostada uma na outra.
"-Sou Symon Hundred, rei dos Sete Reinos, todos devem lealdade a mim.”
Ele sentia o sangue deles no cepo do qual sua cabeça se encontrava.
–Passe a espada para cá, Marcos. -Pediu Tomas para o homem com armadura cinza. Marcos? Será...
–Aqui esta meu Lorde. -Falou à voz que ouvirá na sua infância. E Tomas pegou a espada.
–Marcos! -Gritou Estevan enquanto o céu chorava. -Sou eu, Estevan Patruel, lá de Bravos! -Tomas encarou Marcos que fez um gesto indicativo na cabeça e por um instante o céu pareceu mais claro.
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Passou a tarde dormindo em seus aposentos sobre a cama revestida de um tecido de seda com cor púrpura. Quando acordou viu que ao lado da sua cama havia uma jarra de vinho e um copo, quando esvaziou o vinho ele foi se banhar. Logo depois se vestiu com roupas novas que Tomas havia providenciado e saiu de seu aposento sempre carregando sua espada consigo, embainhada na cintura esquerda.
Tomas havia lhe convocado para seus aposentos dizendo que tinha assuntos importantes a se tratar. Ele havia pedido perdão pelo transtorno que passou.
Quando chegou aos aposentos de Tomas, que se encontrava no segundo andar do castelo de Winterfell percebeu que estranhamente lá era mais quente do que o resto do reino. O senhor de Winterfell sentava em uma escrivania com as mãos apoiadas sobre pergaminhos.
–Lorde Icell.
–Estevan... -Disse secamente Tomas. -Peço perdão novamente pelo que passou, não tínhamos como saber... Como pedido de desculpa lhe concedo um desejo, pode pedir o que quiser. -Talvez se tivesse dito isso antes Jon e Rêmulo ainda estivessem vivos.
–O que eu quiser... -Uma boa puta e uma espada cravada na tua garganta.–Sei que pode parecer loucura, não importa o que acha. Quando eu estava na muralha houve um ataque de mortos-vivos. -Disse Estevan que imaginou que o homem riria de sua cara. Tomas apenas continuou encarando-o friamente. -Quero que mande muitos soldados seus para ajudar meu pai a defender a muralha.
–Muito bem! -Disse ele sem pensar duas vezes. -Mas isso necessitará um sacrifício da sua parte. Disseram-me que estava a caminho de Porto Real para servi o rei Symon, certo?
–Sim...
–Não haverá mais necessidade, você servirá agora a um rei de verdade.
–Quem...?
–Ora quem? Eu, o Rei do Norte!
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