Storms of War - The Dance of Fury
11 Reek Waters II
Notas iniciais
Porto Real,
Review
Reek, juntamente dos Garotos Órfãos, efetua um roubo em Porto Real e quando seu amigo acaba sendo capturado por um dos guardas, Reek efetua magia, em frente a todos, para salvar seu amigo e foge.
Reek Waters II
–Você poderia... Fazer aquilo? — Reek sabia o que "aquilo" significava. A pergunta havia vindo de Arianne que estava deitada de barriga no chão apoiando a cabeça nas mãos que se apoiavam através do cotovelo no chão. Ela tinha lindos olhos violetas, sorriso determinado com uma pele morena de sol.
Eles estavam em um campo com matos bastante verdes e perto de um lago um tanto poluído. Junto deles estavam Maren Hill, que sentava em um galho de uma arvore. Maren tinha olhos pretos e um cabelo loiro e longo igualmente como seu irmão Ronald Hill, que sentava com pernas cruzadas e apoiadas nas costas por um tronco. Tosmund estava ao seu lado em pé.
Sentia-se feliz, era raro o momento que as pessoas lhe davam atenção, sempre foi meio excluído, entretanto desde que seus poderes foram revelados as coisas haviam mudado. Finalmente eles estão reconhecendo o meu valor. Estendeu a mão esquerda para fazer o que Arianne havia pedido. Fez força na mão, ele havia treinado bastante e dessa vez o fogo já não iria feri-lo igual antes. É tudo uma questão de concentração.
Repentinamente era como se ele não estivesse mais lá, sentiu o vento chicotear seus cabelos e uma pequena fagulha apareceu. Todo o ar que estava perto parecia ser sungado formando uma bola de ar sobre a palma de sua mão. E por fim, dentro dessa bola de ar surgiu à chama e o vento se afastou. O fogo parecia ganhar vida e ficar mais intenso a cada vez que ele fazia. Sentia-se como se o universo estivesse centrado nele. Um traço de dor percorreu sua vaia e ele se ajoelhou de fraqueza fazendo a chama se apagar.
–Bravo — Gritou e assoviou Arianne permitindo a Reek um leve sorriso. — Foi à coisa mais linda que já vi. — Ela se levantou e ajudou Reek a se levantar junto com Tosmund. — Você é espetacular.
–Obrigado... — Disse ele meio que sem jeito e sentiu-se corando. Alguma parte dele queria beijá-la. Era raro as vezes que via Ariane. Mas era o suficiente para deixá-lo feliz. Ela sempre estava de algum modo tão distante, mas agora não.
–Faz isso sem nenhuma conseqüência? — Perguntou Ronald parecendo interessado.
–Eu fico cansado... — Respondeu, mas sabia que o cansaço não era o preço a se pagar por tal poder. Já havia lido em livros que a magia não funciona assim. Mas o que importava? Ele poderia ser a exceção ao caso. A magia havia sido extinta há muito tempo com a morte dos dragões...
–Consegue ficar em pé? — perguntou Tosmund lhe soltando e Reek conseguiu se equilibrar.
–Parece que sim...
–Seria capaz de fazer outra coisa alem de fogo? — Perguntou Maren que mordia uma maçã.
–Reek... — Quis Tosmund adverti do perigo, mas Reek não se importou. Estendeu a mão direita e pensou em água. Tudo que apareceu foi fagulhas. Suas pernas tremeram e ele se ajoelhou cansado, mas não parou de tentar fazer água. Mas surgia fogo... E era tão diferente... Parecia... Um fogo azul?
Um corte surgiu em sua palma e ele gritou.
–Reek? — Antes que batesse de cara no chão, Tosmund lhe segurou. Arianne deu um olhar negativo para Maren que logo pediu desculpa:
–Eu não pedi... Desculpe. — Tosmund pegou Reek no colo. As vozes ficavam cada vez mais distantes e a visão falha. Então a escuridão lhe abraçou.
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A luz retornou quando estava deitado na cama dura de seu esconderijo, através das tabuas que havia no teto do subterrâneo passava alguns fiapos de luz. Ele se sentou na cama e ainda estava um pouco tonto. Alguém lhe estendeu um copo, era Tosmund. Ele bebeu a água e se sentiu melhor.
–Melhor?
–Sim...
–A donzela dormiu muito. — Disse Gyle — Roubei algumas coisas para nossa alimentação.
–Quanto tempo? — Perguntou Reek ignorando a provocação de Gyle.
–Uma manhã e tarde inteira. — Respondeu Tosmund. — A noite já se aproxima.
–Descanse mais. Amanhã será um longo dia de furto. — Falou Gyle.
–Tem certeza Gyle? Ele esta sendo procurado em todos os lugares.
–Eu posso ir. Posso me virar. — Protestou Reek.
–Viu? Ele não esta completamente inútil, pelo contrario, agora com esses "truques" as coisas poderão quem sabe melhorar. — Falou Gyle. — E fale mais sobre... Como é mesmo?... Arianne? — Perguntou ele e Reek não entendeu, Tosmund e Gyle lhe olharam de um jeito moleque. — Ela é bonita?
–Sim... — Disse ele corando.
–Já ficou envergonhado? Ou isto é calor? — Indagou Gyle e riu. — Não quer ir ao banheiro? — Dessa vez Tosmund se uniu aos sorrisos e Reek sentiu uma enorme vontade de batê-los. Se limitou a simplesmente xingá-los e foi deitar novamente. Alguém desligou a lamparina e ele fechou os olhos.
Estava tudo tão claro, parecia o céu e ele viu um astro flamejante ir embora, logo depois viu as folhas das arvores caídas. Viu um tabuleiro com peças de madeiras, alguns eram pretos no formato de corvos. Ele viu uma peça de ferro entrar enquanto uma figura de homem, só que todo amarelo e laranja, observando o tabuleiro.
Então ele estava em um salão e viu uma sombra entrando em um ninho de corvos. Um Meistre chegou a Reek e disse: "O gelo arranjou um aliado e um líder condenado a salvação." Reek viu um homem preso segurar uma peça de ferro e então viu uma dama ir de encontro ao fogo. Depois disso viu monstros gigantes com asas e caldas dançarem. Uma sombra em meio aos corvos ergueu a espada e três corvos se aproximaram dele. Reek viu sangue.
E então ele viu um corvo usar uma coroa. Em uma sala escura uma mulher nua estava deitada sobre uma mesa, sua costela esquerda sangrou. Viram espadas e monstros com asas, ele ouviu multidões gritarem: "Guerra!". E muita morte e sangue aconteceram, Reek não viu, mas ele sabia. O Meistre apareceu novamente para ele e disse: "Até que os ventos uivantes cheguem três traições fatais foram seladas. Uma no sangue, um no ferro e uma no gelo." O Meistre desapareceu e novamente Reek viu a mulher nua. A morte parecia caminhar sobre seu rosto que se explodiu em sangue. E ao longe ele viu um castelo de gelo ser desmanchado pela morte.
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Acordou com o assovio de Gyle. Quando abriu os olhos Tosmund lhe encarava:
–Estão querendo falar com você lá fora.
–Quem?
–Uns membros da gangue.
–A...
–A Arianne também! — concordou Tosmund.
Reek se levantou feliz. Por um momento se lembrou do estranho sonho que teve, mas logo não deu muita atenção. Pensou no rosto de Arianne, ela era tão... Tão... Diferente. Sempre suja e nunca se importava com a aparência.
–Peça para eles esperarem um pouco.
–Claro senhor apaixonado. — zombou Tosmund.
Ele entrou no banheiro e se banhou. O chuveiro era improvisado, os meninos haviam ligado um cano que vinha diretamente do lago mais limpo ali perto. Logo depois se olhou no espelho, sua pele parda deixava suas cicatrizes meio que difíceis de ser reparado de uma vez, seu cabelo eram um pouco grandes e secos. A única coisa que Reek tinha de belo era seus olhos verdes... Beleza é a ultima coisa que importa para Arianne. Após esvaziar seu estomago ele vestiu a camisa menos suja que tinha, bebeu um copo com água e saiu.
O sol foi de encontro com seus olhos e chegou há doer um pouco. Primeiramente viu Arianne com seu rosto de eterno tédio, ve-la fez Reek sorrir igual um besta e ela lhe olhou de um modo que queria dizer: "O que diabos essa cara ta vendo?". E depois ele viu um sujeito ao lado dela, era alto e tinha um ferimento que se estendia do ombro esquerdo ao cotovelo. Pelos cálculos de Reek ele deveria ter uns quinze anos.
–Este é Ronald Storm. — Apresentou Gyle.
–O que...?
–Estamos aqui a pedido do líder dos garotos órfãos. — Respondeu Ronald a pergunta incompleta de Reek que fez uma cara de: "hã?" — Jojen.
–Eu sei quem é nosso líder. — Disse Reek — O que ele quer?
–Terá quer ir conosco, nós não sabemos. — Disse Ronald. — Poderá?
–Sim... — Olhou para Tosmund que parecia esta com medo e olhou para Gyle que Reek sabia que se ele estivesse com medo não demonstraria. — Pode vim comigo Gyle?
–Claro que sim! Tosmund fique e cuide tudo bem?
–Sim!
Passou por vários lugares, o lago onde estavam antes, por um bosque do qual Reek costumava se esconder. Sentiu uma leve sensação de estar sendo perseguido. Parecia que tinha um olho em suas costas. Olhou para trás e nada viu a não ser um gato branco. Reek continuou a seguir em frente, porem a sensação de estar sendo perseguido continuou. Resolveu ignorar:
–Estamos pertos? — perguntou quando a tarde estava pela sua metade.
–Não muito, já devemos ter passado da metade. — Respondeu Arianne.
O sol já havia meio que sumido quando Reek olhou novamente para trás e não viu o gatinho. A sensação de algo lhe vigiando era um aviso? Olhou para os lados e nada viu, e quando olhou para cima uma águia sobrevoava eles. Estou ficando louco. Pensou. Os passos pararam quando chegaram a uma torre de três andares que tinha a porta vigiada por um garoto. Quando este avistou Ronald S. abriu passagem e eles entraram. Dentro da torre subiram os degraus e Reek percebeu que algumas pessoas lhe olhavam esquisito, por fim, eles entraram em um quarto.
Viu um garoto deitado na cama com idade maior que a de Ronald Storm com uma barba mal feita e com um rosto doente. Olhos inchados, mais Reek conseguiu enxergar nele sua vontade de viver. Era algo intenso. Ao lado da cama ele viu o irmão de Maren Hill, Ronald Hill.
–Este é Jojen, o líder de vocês. — Todos fizeram uma reverencia.
–Novos rostos... Desculpe se não posso ficar em pé. Minhas pernas falharam. — Disse ele e soltou um risinho. Os olhos dele se cruzaram com o de... — Reek Walters, é você?
–Sim meu senhor. — O enfermo riu.
–Não sou senhor nenhum meu caro. Sabe? Ouvi boatos que é um poderoso mago.
–Mago acho que sou... Quanto ao poderoso... Isso é meio duvidoso.
–Sabe? Estou doente da febre de males. Primeiro vem à febre... Fraqueza... Perdas de alguns movimentos e depois... A morte. Sabe? Eu não quero morrer. — lagrimas surgiram dos olhos dele. — Poderia me curar com sua magia?
–curá-lo? Eu não sei... Só sei fazer fogo senhor.
–Por favor, eu te peço... Tente! — Pediu ele. Este apavorado com a idéia da morte percebeu Reek. Ele confirmou com a cabeça. Ficou ao lado da cama e pousou suas mãos sobre o peito dele, fechou os olhos.
§+§+§
–Você esta bem? — Perguntou a voz mais suave que já havia ouvido. Era leve e fresca que lhe lembrava bolhas e as folhas batendo uma nas outras.
–Tosmund me derrubou. — Queixou o garotinho que tinha um ferimento no joelho onde escorria sangue.
–Me desculpa, eu não te vi! — Pediu desculpas Tosmund e Lianna riu.
–Esta tudo bem Tosmund. — Lianna se aproximou do garotinho machucado e beijou seu ferimento. O ferimento continuou a arder, mas quem disse que Reek se importava?
§+§+§
–Onde esta papai? — Perguntou certa vez Reek para Lianna que estava na conzinha fazendo a comida dos senhores do norte. Ela respirou fundo e olhou para Reek com aqueles olhos pretos tão profundos.
–É uma longa historia. Sabe? Ele era um homem amável, e em certo ponto até poderoso. — Disse ela e riu, mas logo seu sorriso morreu em seus lábios e ela observou Reek, ele sabia que ela não estava olhando mesmo para ele. Sua cabeça deveria estar em outro lugar. — Mas essa é uma triste historia para ser citada.
§+§+§
Caído sobre os campos verdejantes, ele sentia o vento lhe beijar suavemente. Olhou para o lado e viu sua mãe, Lianna. Ela tinha lindos cachos. O som do mar era tão raro de ser ouvido por Reek. Ele percebeu que ela tinha lagrimas nos olhos.
–O que foi mamãe?
–Nada, é o mar, ele me faz lembrar muitas coisas.
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Eles corriam mais a chuva criava mais lama e faziam-lhe atolar vez ou outra.
–Mamãe! — Gritou Tosmund. Ela olhou para eles uma ultima vez, daquele cavalo guiado por um homem estranho e parecia ter lagrimas nos olhos, ou seriam as gotas de chuva? E ela se foi...
§+§+§
Estava escuro. Mas ele viu uma bola cor violeta derramando sangue e ouviu gritos de uma voz grave. Sentiu um calor. E por ultimo viu uma pedra amarela se quebrar.
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Ele abriu os olhos. Sua mão emitiu uma bola de luz sobre o peito de Jojen. Os olhos deles estavam tão vivos, ele sorria ao ver a luz. A bola começou a soltar faíscas e as mãos de Reek tremeram. Então a bola soltou um impulso. Reek viu o sorriso de Jojen se desmanchar. Walters foi jogado contra a parede e Jojen foi teve seu peitoral elevado ao alto e então caiu na dura cama não fazendo então nenhum sinal de vida.
A sala entrou em silêncio. Todos com os olhos fixos no corpo de Jojen que não se movia. Ele morreu... Concluiu Reek. Mas se enganou Jojen tossiu e respirou fundo e Reek se sentiu aliviado. Espero nunca mais levar um susto desse jeito.
–Senhor? Esta bem? — Perguntou Ronald H. preocupado. Arianne hora olhava para Jojen hora para Reek com olhos arregalados e aquilo fez ele rir levemente.
–Não sei dizer... — Respondeu e tentou fazer um esforço na perna para ver se conseguia se mover. Então sua cara ficou mais deprimente. — Parece que não deu certo.
–Desculpe...
–Tudo bem, sabe? Com a magia nunca se sabe. Ela é imprevisível.
–Tem que haver outro jeito. — Falou em voz alta Ronald S. batendo o pé no chão.
–Ter sempre tem... Mas sabe? É perigoso e... Sabe? Acho que de verdade é hora de ir deste mundo...
–Este não é você. — Insistiu teimosamente Ronald S. — O líder do qual eu sirvo jamais falaria isso. -Ele deu um passo à frente e ajoelhou um de seus joelhos e colocou seus punhos no chão. -Farei o que tiver que ser feito, agora e para todo sempre!
–Eu também! -Disse em uníssono Arianne e Reek repetindo os mesmo movimentos.
–Agora e todo sempre! -Falou Ronald H. e repetiu o gesto.
–O que tiver que ser feito! -Pronunciou Gyle.
Por fim Jojen cedeu sua teimosia. Ele explicou que em Porto Real um Meistre conhecido como Tchanlos ficou famoso por desenvolver o leite azul, se tratava de um remédio que curava a Febre de Males. O problema que o remédio era extremamente caro... Mais isso não era exatamente um problema. Não para furtadores. A noite em Porto Real era com ruas desertas, a noite era deles.
Enquanto Arianne, Ronald H. e Ronald S. ficaram com Jojen discutindo os preparativos finais. Gyle foi procurar algo para comer enquanto Reek foi vasculhar algo para fazer naquela torre, vez ou outra via algum conhecido, mas este sempre se afastada com certo medo e aquilo deixava Reek um tanto feliz, sou temido por onde passo sou Reek Walters, o Ousado.
–Reek! -Chamou uma voz enquanto ele caminhava pela torre, ele se virou e viu...
–Maren? -Ela sorriu e ele retribuiu o sorriso.
–Desculpe ter pedido a você para fazer aquilo...
–Tudo bem, vê? Minha mão já ta melhor. -Ele sorriu com olhos fechados como típico de seu sorriso, e então sentiu um lábio tocar no seu, tão quente, ele abriu a sua boca. Maren... Beijou-a fortemente. Então os lábios deles se separaram e um ficou olhando para o outro.
Sentiu vontade de beijá-la novamente, beijá-la bem forte e dizer que a amava. E assim fez, os lábios se tocaram novamente tão intensamente e Reek sentia cada parte de seu corpo endurecida e sentia como se pegasse fogo, sua mão esquerda alisava seu cabelo e a direita estava na cintura.
–É melhor parar por aqui. -Falou Gyle com sua voz grave e Maren Hill soltou um grito de susto e Reek se afastou. -Maren, Jojen quer falar com você. Venha!
E ela se foi com Gyle que lhe soltou um olhar negativo.
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A noite tomou conta do Sul. E lá estavam eles unidos passando pelos portões de Porto Real. Cada um com uma adaga exceto Reek. Maren também estava e ele não tinha coragem nem de olhar no rosto dela. Ronald H. e Ronald S. guiava a todos. Do seu lado estava Gyle e na sua frente estava Arianne. Reek temia pela vida de Maren, mas pela de Arianne não. Esta era fogo, ela era perigosa e tudo que ele sabia que a amava, ou ele amava-a Maren? Não sabia, estava confuso.
Passaram por vários guardas sutilmente sem serem observados pelos membros da Patrulha Real e seus passos chegaram ao fim quando ficaram diante de uma torre pintada de amarelo. Então se lembrou da visão que teve no quarto de Jojen. “... viu uma pedra amarela se quebrar.".
Tinha alguns guardas na frente da entrada, mas isso não foi problema. Ronald H. só precisou de uma adaga para matá-los, eles eram dois e um estava dormindo e outro distraído.
–Eu ficarei aqui e vigiarei. -Disse ele. E todos entraram na torre, mas antes Ronald H. segurou no braço de Reek e disse: — Prometa que cuidará da minha irmã.
–Eu prometo... -Disse ele sem pensar. Mas como conseguiria cuidar de Maren quando mal conseguia cuidar da sua. Com Ronald Hill ficando de guarda o resto do grupo entrou na torre. “... viu uma pedra amarela se quebrar.". Sentiu novamente a estranha sensação de perseguição. Enquanto subia os degraus Maren lhe cochichou:
–Aposto que meu irmão pediu para eu lhe proteger.
–Ele esta preocupado com você.
No terceiro andar da torre amarela eles viram uma porta e por trás dessa porta ouvia-se o som de tosse de um homem.
–É aqui! -Decretou Gyle. -Só pode ser aqui. -Com toda a sua coragem, ou pelo menos a tentativa de te-la, Gyle Walters girou o trinco e a porta se abriu. As mãos de Reek e Maren se juntaram e todos entraram.
Havia um velho senhor deitado em uma cama e quando este homem os viu, se assustou.
–Calma senhor. Só queremos um remédio. -Disse Arianne e o velho, que deveria ser o Meistre Tchanlos, sorriu e disse:
–Eu sei, estão à procura do leite azul para cura Jojen, certo?
–Como...?
–Reek Walters. -Os lábios do velho pronunciaram este nome como se lhe desse prazer. -O fruto da magia... Peço do fundo do meu coração desculpas.
Ronald H. que estava de vigia na porta, entrou no quarto com uma cara de assustado e lagrimas e logo Reek viu que uma espada havia atravessado o coração dele. Do nada surgiram dois homens atrás de Reek, um lhe segurou e outro pegou a espada. Ele viu Ronald S. tentar lutar, mas acabou sendo degolado. O que esta acontecendo? Ronald S. caiu no chão e lutou pela vida, foi inútil. Esta tudo errado... Isso não era para esta acontecendo. Alguém surgiu atrás de Arianne e ele viu o corpo de Maren caído no chão e encharcado de sangue. Eu prometi... “... viu uma pedra amarela se quebrar.". Eu prometi... Ouviu a voz grave de Gyle implorar pela vida. Sentiu uma tremenda dor e quando olhou para sua mão esquerda viu que ela havia sido cortada, e então Reek gritou e caiu no chão. O mundo girava. Ele viu alguém tentar arrancar os olhos violetas de Arianne... “... uma bola cor violeta derramando sangue..." Não, não, não... Arianne por fim caiu morta. A culpa é minha, é tudo minha culpa... Eu fui avisado. Oh Deuses por quê? Águas vermelhas e transparentes arrastavam por seu corpo enquanto a escuridão lhe cobria Por quê? Todos que amei... Por quê? E sobre os últimos gritos graves de Gyle ele pensou, hora de morrer...
... Doce engano.
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