Notas iniciais
Olha, primeiramente perdão pela demora, ocorreu uma serie de erros, mas isso não vem ao caso. Tenho a certeza que esse capitulo não esta muito bom, porque ele é sem ação, vai ser voltado pra parte de politica e tal >.> prometo fazer recompensar vocês no próximo capitulo (do Reek) com bastante ação, mas por hora é só isso...
Aproveitem a leitura ^^

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Porto Real,

Review

Symon Hundred é um rei despreocupado que uma hora resolve parar de brincar de ser Rei e finalmente agir, porém mal imagina ele o quanto seu reino esta a um fio de desmoronar.


Symon Hundred II


Ela era de uma beleza inegável. Seus olhos refletiam o verde da natureza, eram tão meigos e inesquecíveis. O sorriso era largo e cintilante. Aquelas feições davam a Symon a vontade de proteger ela o resto de sua vida, de beijar ela tão intensamente... Era um amor tão imáculo. Eu conheci uma jóia rara que viveu entre corvos...

Ali, na solidão de seus aposentos, ele recordava-se de seus cativantes momentos ao lado de sua amada Rayanna. Quando havia lhe conhecido, em Karhold, eram duas crianças de tribos diferentes. Ele era o filho mais novo do líder da tribo Solar e ela uma órfã da tribo Pavaiar, entre dois povos em guerra nasceu um amor.

Symon sentia tanta inveja de seu passado. Ele havia vivido uma época tão singela em que com uma simples espada ele poderia ter o que quisesse. Agora, ele era o rei e poderia fazer tudo que jamais imaginou, mas tudo que ele queria ele nunca teria outra vez, tudo que ele almejava era um tênue sorriso acirrante de sua amada, todavia ela havia se partido para sempre.

As memórias habitavam ali, nitidamente, pairando em sua cabeça. Aqueles olhos vibrantes de cor verde... Era a beleza do mundo em um olhar, o olhar mais belo de todos. Em êxtase sobre o efeito do agridoce vinho de Dorne, involuntariamente, uma lágrima lhe desceu o rosto.

Três toques na porta de seus aposentos libertaram-lhe de seu efeito melancólico. Provavelmente o dono das batidas deveria ser seu filho, Henrique. O rei havia o convocado para lhe falar sobre o reino uma vez que este iria sucedê-lo. Um dia eu morrerei para ir de encontro a minha amada, e meu filho irá me suceder nesse mundo de terrores.

–Entre! — Brandiu a voz do rei.

Henrique Hundred entrou naqueles aposentos e de forma elegante fechou a porta após entrar. Henrique tinha o cabelo negro como a noite assim como a sua mãe, seu cabelo estava devidamente penteado com algumas gotas de água escorrendo pela sua testa. A postura reta e elegante lembrava-o bastante de Rayanna. Menos os olhos, como os olhos dela não existia outro, refletiu ele ao observar os olhos castanhos de seu filho tal como o seu.

–Sente-se. — Ordenou Symon apontando com a cabeça para a cadeira vaga. Existiam somente duas cadeiras entorno da larga mesa de madeira que tinha nos aposentos do rei, cada uma na ponta. O rei curvou brevemente a cabeça como modo de cumprimento, não obteve resposta. Seu filho, ao se sentar, parecia encarar o nada por mais que olhasse em seus olhos. Tão longe e tão perto. – Sabe o porquê de esta aqui? — Questionou Symon quebrando o silêncio.

–Não... — Respondeu rispidamente Henrique. Symon pos vinho em seu cálice e ofereceu para seu filho que apenas balançou a cabeça negativamente. Só então o rei pode perceber os ralos pelos que saiam de seu queixo.

–Ora, ora, parece que meu garoto virou um homem. — Falou o rei sorrindo para quebrar o clima tenso no ar. O jovem Hundred elevou as sobrancelhas como se tivesse despertado de um sonho qualquer. Symon afagou as próprias barbas. — Finalmente virou um homem, heim?

–Eu já tinha. — Respondeu ele secamente. -Você que nunca reparou, como sempre...

–Desculpa... Nos últimos dias estive tão ocupado com meu reino. — Ele sentiu certo prazer em falar "meu reino".

–Ocupado? Como? Servindo de marionete para o conselho? — Indagou Henrique com uma censura nos olhos. Por acaso ele virou o rei e eu o filho?

–Como ousa falar assim comigo garoto? — Perguntou com a voz grossa.

–Confia em Diogo?

–Claro! — Respondeu Symon sem pensar muito. — Diogo é um grande homem que me ajudou muito, tanto na Era das Revoltas como durante meu reinado ele vem sendo um homem bastante prestativo e leal. — Henrique olhou para Symon e balançou a cabeça como se o Rei fosse um coitado qualquer.

–Pois saiba que hoje pela manhã, quando arrumava as coisas que levarei para Correrrio, Diogo foi ao meu quarto e me fez uma proposta.

–Continue... — Disse o Rei lentamente encarando seu filho no fundo de seus olhos.

–Ele disse que sabe que não estou nem ai para esse reino, que eu não quero reinar. Disse que você não sabe reinar e que por culpa sua esse reino esta um caos. Então ele pediu para eu assinar um documento que decretaria ele como o sucessor do trono caso você morresse.

Tais palavras pegaram o Rei Symon Hundred de surpresa. Uma parte de si não queria acreditar naquilo e a outra sabia que isso era verdade. E o pior é que ele não culpava Diogo, o homem estava certo, aquilo era somente a verdade sendo jogada na sua cara. Dessa vez quem quebrou o silêncio foi Henrique:

–Olha se não acredita tudo bem, eu não me importo assim como você nunca se importou. — Aquelas palavras machucaram Symon.

–Meu filho, isso não é verdade. Eu acredito em você. Eu me importo com você.

–Serio? — Perguntou Henrique de modo irônico. — Sempre esteve trancado nesse quarto. Quando não estava aqui estava comendo ou bebendo e eu... Eu sendo cuidado pelos seus servos...

–Você tem que entender o meu lado, não imagina o quanto eu sofri com a morte de sua mãe, todas as noites em que estive aqui foi chorando pela morte de Rayanna.

–Eu também sofri! — Pronunciou Henrique em um tom de voz mais elevado. — Eu era somente uma criança quando ela morreu! Eu sofri pela morte dela sozinho dia após dia sem o seu consolo... Sem seu carinho... Seu afeto... Sua presença... Para mim o pai que um dia eu tive morreu no mesmo dia da morte da minha mãe.

O Rei simplesmente perdeu as palavras. Novamente a verdade havia sido esfregada na sua cara, pelos Deuses, como eu cometi erros nessa vida. Seu filho levantou-se da cadeira e saiu daquele quarto de clima fúnebre. Ali, no solitário e escuro quarto ele bebeu silenciosamente o vinho de Dorne. Por que diabos eu fui querer ser rei? Perguntou-se e riu amargamente com tal pensamento.

Na companhia da eterna solidão, de seus fantasmas do passado que lhe assombravam e do vinho ele recordava-se de Rayanna na época que brincavam na chuva, rodopiando e rodopiando, era tão jovem e pura e entre um sorriso e outro eles se beijavam.

"-E com este beijo eu empenho o meu amor..." Falaram os dois em uníssono no dia em que se casaram. Mergulhado em trágicos devaneios de seu passado, ele chorou.

Na calada da noite um rei chorou como nunca havia chorado antes, nem mesmo no dia que nasceu e nem no dia que perdeu Rayanna. Entre uma lágrima e outra ele lembrava-se dos beijos e dos sorrisos travessos e de quando brincavam de espadas.

Virou a mesa bruscamente derrubando todas as taças no chão, quebrando-as assim como seu coração estava. Derrubou ambas as cadeiras. "eu voltarei, eu prometo." Symon chutava tudo que via pela frente para extravasar toda a raiva que sentia naquele momento.

Rayanna volte à vida, eu imploro... Oh, pelos Deuses, volte...

Tudo que era de mais importante ele havia perdido, primeiro seu pai e em seguida seu irmão e para sua infelicidade depois foi à vez da Rayanna. Tudo que ele um dia amou...

Lembrava-se nitidamente da época que entrou em campo de batalha em Porto Real. Os estandartes erguidos e milhares de gargantas gritando por guerra, outro momento e ele estava em uma justa contra Brandon Patruel para decidir o destino do reino.

De bruços na cama um pensamento lhe flertou a mente. Se Henrique não queria de fato reinar só havia uma coisa a fazer, ao menos uma coisa certa ele faria naquela vida. Levantou-se da cama e na escrivania pegou um pergaminho e uma pena.

Pela luz de uma lamparina ele escreveu uma carta endereçada para Rodrik Farell. Quando terminou foi dormi, e pela primeira vez em muito tempo ele dormiu com a consciência de que fez algo certo pela primeira vez.

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Por entre as estreitas e esverdeadas paredes da torre sul, Symon Hundred descia os degraus na companhia de Trys Hill, seu escudeiro, e de Jack Black, o carcereiro. Trys era criado sobre os cuidados de Symon desde a infância. O pai de Trys, Miguel Hill, havia dado a sua vida para salvar a de Symon na Batalha das Gêmeas na época em que os Hundred e os Icell lutavam do mesmo lado.

A Batalha das Gêmeas foi a primeira grande batalha que o Hundred havia presenciado, e não foi uma boa primeira vez. Eles juntamente dos Icells e outras casas menores lutaram para expulsar os Giren das Gêmeas, naquela batalha seu pai, Leo Hundred, foi ferido gravemente e não tardou muito para morrer. Mas aquilo havia sido muito tempo atrás, antes dos Icells revelarem suas faces traidoras...

Naquela manhã o Rei havia sido acordado por Trys com a noticia que o rapaz que havia atacado um soldado a tempos atrás foi capturado. Segundo Jack Black, o homem que cuidava da torre sul, que se tratava de uma cela, Jack havia contado que Reek Waters e um grupo de meninos e meninas haviam invadido os aposentos de um Meistre para roubar remédios, então Reek com sede de sangue matou todos seus companheiros e no fim perdeu muita energia e desmaiou.

Pararam em frente a uma porta de ferro trancada por várias correntes onde tudo que havia era uma janela na parte de baixo por onde se passava comida, naquele momento a janela estava fechada. Jack pegou uma de suas chaves e colocou no cadeado da porta de ferro. O carcereiro era uma figura esquisita, um homem careca sem barba com olhos rápidos e um sorriso amarelo.

Quando a porta abriu Jack ficou na porta e o Rei entrou com Trys, queria muito falar com o rapaz que se chamava Reek, queria saber se aqueles boatos de magia realmente eram verdadeiros.

E ao entrar ele viu que não era exatamente aquilo que havia imaginado. Não era um jovem alto e musculoso, pelo contrario, era apenas um pequeno menino esquelético com o corpo cheio de feridas. Ele é só uma criança... Estava com uma única roupa que ia da sua cintura aos joelhos, o peitoral do garoto mostrava-se rasgado por profundas feridas, e algumas eram visivelmente recentes.

O garoto estava sentado com as costas apoiada na parede esverdeada pelos musgos. O Rei percebeu que o jovem não tinha a mão esquerda, no lugar havia um pano feito para estancar o fluxo do sangue. Ele não tinha nenhum cabelo, havia tudo sido cortado ali mesmo, percebeu o Rei ao ver o cabelo do garoto no chão, e era na sua cabeça onde se encontrava a maior parte dos ferimentos.

Pelo Guerreiro, como puderam fazer isso com uma criança? Ele encarava o chão com a cabeça abaixada, provavelmente estaria dormindo.

–Reek Waters?

A criança levantou a cabeça lentamente demonstrando muito esforço para aplicar o ato. Ficou mais visível sua face de modo que deu para Symon perceber seus lábios rachados, o nariz quebrado e os olhos... Pelos Sete, aqueles eram os olhos de Rayanna!

O garoto lhe encarou fixamente e nem por um momento Symon pensou em desviar daqueles penetrantes olhos verdes. Nunca havia visto tanta semelhança em um olhar, ele tinha pensado que olhos como o dela não existiriam em todo o Reino da Muralha à Dorne, das Ilhas de Ferro até o extremo leste. Todavia ali estavam os olhos...

–O que tu queres? — Falou a criança rudemente sem se importar se ele era o rei ou não. O garoto por mais que tivesse os belos os olhos de Rayanna, tais olhos não eram tão vivos como o dela, entretanto ele conseguia ver no fundo dos olhos faíscas de vingança.

–Eu... Bem... Queria lhe ajudar. — Disse o Rei libertando-se de seus devaneios, ele se ajoelhou perto do garoto que estava sentado. — Conte-me o que aconteceu.

–Você não pode me ajudar, ninguém pode.

–Eu sou o Rei, então sim, eu posso. — Aquilo provocou um riso trágico no rosto do garoto, está tão ferido que até sorrir causa dor.

–Não... Não pode fazer tudo. Se pudesse seu pai ainda estaria vivo? Seu irmão teria morrido na batalha de Porto Real? Sua esposa teria morrido? Seu poder é uma farsa, no fim das contas nos dois somos iguais.

–Não somos. Você esta preso e eu estou livre.

–Ainda assim você como qualquer outro irá morrer um dia. Se quiser realmente me ajudar saia daqui e me deixe morrer sozinho e se possível retorne somente no dia quando puder ressuscitar os mortos, não antes.

Symon se levantou e olhou para Trys balançando a cabeça negativamente. Em silêncio o Rei saiu daquela cela onde tinha como prisioneiro o garoto com os olhos da Rayanna. Pobre garoto, se ele já está assim ao inicio da primavera, é melhor que ele não sobreviva para presenciar o inverno.

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Na chegada da tarde, o Rei Lorde Hundred dividia a sua tarde com Jon Berrys. O intrigante homem sentava no mesmo lugar que Henrique tinha sentado na noite anterior. Ele tinha cabelos cacheados e negros acompanhados de olhos pretos como a noite.

A simples presença do homem era o bastante para intrigar o Rei. Jon preferia uma xícara de café em vez de vinho. A primeira vez que virá o homem foi no Rochedo Catelyn quando seu irmão, Edric Hundred era senhor do Rochedo Catelyn.

Jon Berrys era de origem dornesa de um lugar qualquer no mapa chamado Tor e a única coisa que se sabia de sua família era que somente sua mãe estava viva e habitava e Tor.

Nos últimos tempos, desde quando o Rei Symon Hundred decidiu se dedicar ao seu reino uma coisa era certo, o reino estava por um fio. Uma possível traição de Tomas Icell, um ataque de rebeldes chamado Democráticos, uma nova religião que exigia ter prioridade na política do reino, um garoto que praticava magia, aliados de lealdade incerta e um possível ataque a Porto Real.

Este último era o que Symon estava a dar mais prioridade, os boatos diziam que um Khal chamado Jaredy estava a caminho da capital com uma frota de navios imensa. Pouco o sabia sobre tal homem, então quem melhor para indagar do que o enigmático Jon Berrys? Jon calmamente colocou café em sua xícara, branca que tinha como textura dragões vermelhos, enquanto o Rei bebia outro gole de vinho.

–Sabe o porquê de eu chamá-lo aqui? — Questionou o Rei para iniciar a conversa. O outro por sua vez primeiramente deu um gole devagar e só então respondeu:

–Meu Rei, tenho muitas habilidades, não nego. Porém sou incapaz de adivinhar pensamentos. — Falou Berrys e Lorde Hundred abafou um riso.

–De fato está certo. — Outro gole de vinho. — Lhe convoquei aqui para que me diga tudo que sabe a respeito de Khal Jaredy.

–Vejamos... — Olhou ele à janela de vidro. -Entenda que não tenho muitos espiões no leste... Todavia ainda assim tenho, e os poucos que tenho me deram algumas informações um tanto... Intrigantes.

–Então diga! — Ordenou Symon.

–Pelo que o sei khal era casado com uma linda rapariga que nasceu em Yunkai, chamada Katarina, ou algo assim. Jaredy parece ter um irmão também cujo nome se não me falha a memória é Rakko, um guerreiro conhecido por todo o leste.

"A história de Rakko conta que ele é um temido guerreiro que abandonou seu dever de virar Khal para viajar pelo mundo. Por consequência seu irmão Jaredy se tornou o Khal.

–Acho que já ouvi sobre esse Rakko...

–Pois bem, o resto da historia não interessa uma vez que não diz respeito ao foco de seu problema, Jaredy. Até onde sei a esposa dele, Katarina, foi assassinada com um aço fabricado somente aqui no reino e do lado do corpo dela além da adaga encontrada foi vista uma carta. Por causa da carta Khal Jaredy almeja a sua cabeça. — O homem deu um longo gole de café o que deixou Symon impaciente.

–E o que tinha na carta? — Interrogou o Rei.

"O Rei Symon Hundred manda cumprimentos." E existia o selo real na carta.- Respondeu o Berrys. Lorde Hundred não pode deixar passar despercebido o assombro que passou pela sua face, pelos Sete...

–Como... Isso não... — Gaguejou Symon sem compreender nada.

–Meu Rei, eu tenho plena certeza que o senhor não teve nada haver com isso, porém é evidente como isso foi possível.

–Sim... — Falou ele finalmente entendendo. — Sim, eu entendo. — O aço que matou a tal Katarina era fabricado somente em Porto Real para os mais ricos. – Eu entendo... — Aquela carta, alguém fez para me incriminar, é obvio...

–Vossa Majestade, entende... O quê?

–Tem alguém do conselho ansiando pela minha queda!

–Finalmente esta percebendo meu senhor... É inegável que alguém deseja sua queda, entretanto não é um tanto radical afirmar que é alguém do conselho...?

–Somente alguém rico tem acesso ao aço de Porto Real e somente alguém da corte tem acesso ao selo real. — Deduziu Symon orgulhoso de si mesmo. — Ao que não duvido pode ser qualquer um... Até mesmo você!

–Faz bem desconfiar de todos, mas não faça isso virar uma paranóia. Mudando de assunto, Josen vem ainda hoje afirmar a fidelidade de sua casa.

–Josen...? — O nome não lhe era estranho. — Josen da Casa Icell?

–Exato! O filho mais velho de Tomas Icell e que irá se casar com a sua sobrinha, Mirlane Farell.

–E por que me diz isso?

–Sabe que Tomas esta planejando uma traição e cada vez mais os boatos ficam mais frequentes. Com Josen em Porto Real, talvez jamais irá haver uma chance melhor do que essa para parar essa possível traição.

Symon não duvidava, a Era das Revoltas foi uma prova fatal que a Casa Icell era uma casa traidora e mesquinha que sempre tentava se dar bem passando por cima dos outros. Nada deu mais prazer naquela guerra do que ver o "Rei" Ortan Icell sucumbir, mas filho dele ainda vivia, e não era de se surpreender que Tomas desejasse vingança...

–Senhor? — Disse a voz de Trys Hill por trás da porta dos aposentos de Symon.

–Pode entrar! — Falou Symon e bebeu outro gole de vinho.

–Josen Icell perde uma audiência com o senhor para jurar a fidelidade de sua casa.

Symon Hundred se levantou da cadeira e foi direto para a escrivania e discretamente pegou a carta que havia feito na noite anterior, colocou no bolso de sua calça e saiu de seus aposentos deixando Jon Berrys sozinho.

Ele lembrou-se que daqui a pouco Henrique estaria partindo para Correrrio ir assistir o evento da Dança com Dragões. O Rei havia decidiu não ir para o evento, o seu reino já estava por um fio e não correria o risco de quando voltasse de Correrrio encontrar um reino em guerra.

–Trys? — Chamou Symon em baixo tom no ouvido do seu escudeiro. — Quero que entregue essa carta para Henrique, diga a ele que essa carta é a coisa mais importante que eu já fiz nesses últimos tempos. Diga-o para entregar somente para Rodrik Farell e ninguém mais. E diga a ele... Que o amo.

Trys pegou a carta e foi em direção aos aposentos de Henrique e o Rei caminhou para a sala do trono onde Josen Icell lhe esperava. A sala estava lotada e quando lhe viram todos se reverenciaram. "Meu Rei" falaram em uníssono.

Ele viu do lado do almejado trono Diogo Flores, sua mão. Do lado desde estava Firencio Cognitan, o mestre das batalhas. Pode ser qualquer um... Do outro lado do trono sentava-se Meistre Adam e Dagner Garedis, o mestre das moedas. Seja quem for vai ter uma cabeça a menos quando eu descobrir.

Quando se sentou no trono viu que no centro do salão estava um garoto um pouco maior do que Henrique, de barba feita e olhos negros. Uma espada na cintura esquerda e uma postura de alguém superior. Na roupa que vestia o símbolo da Casa Icell, um gelo em volta de espadas apontadas para o gelo, e logo em baixo o lema: "Inquebráveis".

–Meu Rei. — Disse o Jovem Icell dando um passo e logo em seguida se curvando. — Este homem tem a honra de ser Josen Icell, filho do honrado Tomas Icell. — Symon riu de modo que todos ouvissem.

–Honrado? — Repetiu o Rei e riu mais. Josen apenas encarava Symon com desdém, até o olhar dele é irritante. Levantou do Trono e sua voz rugiu como um trovão: — Josen Icell, filho de Tomas Icell que por sua vez é filho do Rei Ortan Icell, o Traidor, você esta preso.

Josen rapidamente colocou a mão no cabo da espada, entretanto antes que fosse capaz de tirá-la, agarraram-no pelas costas e outro guarda deu um soco em Josen que o fez desmaiar. Quero ver agora Tomas, terá coragem de me atacar com seu filho sendo meu prisioneiro?

Sentou no trono e sentiu um alivio. Uma vez na vida estou finalmente fazendo algo certo... As memórias de Rayanna voltaram a sua mente, na noite que se casaram... Ela era de uma beleza inegável...


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Notas finais
Review? *-*
Até breve com Reek Waters o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.