Storm
3 Is not easy
Notas iniciais
Acho que esse ficou tãão pequeno... Talvez eu poste outro mais tarde.
Então é isso. Boa leitura ;)
xoxo
Eu praticamente tinha levantado acampamento no quarto do Gee, mas eu não sairia dali enquanto não tivesse noticias dele. Passava o dia todo lá. Minha mãe também... Ela não parava de chorar. O Ray nos trazia comida e roupas. Ele continuava indo a escola. Afinal alguém tinha que pegar a matéria. Mas dava pra ver que ele estava sofrendo muito com isso, ele só não demonstrava. Típico do Raymond Toro.
Fazia duas semanas e dois dias, o Gerard não havia mostrado nenhum sinal. Já começávamos a pensar que ele não voltaria mais, e até pensar em desligar os aparelhos estavam pensando, mas é obvio que eu não permitiria isso. Nunca.
– Mikey. – ouvi uma voz familiar atrás de mim, me virei e lá estava o Frank.
– Oi Frank.
– Como ele tá?
– Do mesmo jeito. Nenhum sinal de melhora, nem sinal de estar piorando.
– Nossa, eu sinto muito Mikey... – ele parecia ser sincero.
– Estão pensando em desligar os aparelhos... Acredita nisso? Tem gente que passa mais de anos em coma e mesmo assim não desligam os aparelhos. Eu não vou permitir isso!
– Serio?! Não acho certo. Talvez ele melhore... – ele disse.
– Ou não.
– Ah, qual é Mikey. Você precisa ter fé. Vai dar tudo certo, ele vai conseguir sair dessa, você vai ver.
– Como pode ter tanta certeza assim?
– Não tenho certeza, eu tenho fé. E... – ele se interrompeu.
– E...?
– Eu já estive em coma. Por quase dois ANOS. Ninguém acreditava que eu fosse voltar. Mas minha mãe sempre acreditou que eu conseguiria, ela teve fé. E aqui estou eu, e para a surpresa de muitos médicos... Sem nenhuma sequela.
– Esta falando serio? – Meu Deus!
– Aham...
Não sabia mais o que falar. Essa me surpreendeu.
Mais alguns dias se passaram, e o Frank continuou a visitar o meu irmão. Tinha algo de diferente na forma como ele olhava meu irmão, havia um sentimento ali... A qual é Mikey, não viaja... Ele só está sendo legal. É.
Eu ficava horas falando com o Gerard, mas ele não me respondia.
– Oi Gee. – Falei, e fiquei esperando a resposta que não viria.
– Como você tá? Pode me ouvir? – falei, mas uma vez não houve resposta.
– Faz tempo que tá ai não é... Olha o papai teve que viajar, mas logo ele volta. Estamos sentindo sua falta. Você precisa ser forte... Volta Gee...
Passaram-se horas...
– Mas que droga Gerard! Vai mesmo me deixar? – eu já não aguentava mais, a dor já era forte demais pra eu suportar. Sai daquele quarto correndo. Frank, que esperava do lado de fora, me olhou assustado, mas não questionou. Sai correndo do hospital, chovia muito. Caminhei até a pracinha que brincávamos, e fiquei lá sentado no balanço, na chuva, lembrando-me dos velhos tempos...
– Sinto falta da senhora, vó! Se estivesse aqui nada disso estaria acontecendo.
Fiquei lá por bastante tempo...
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