Still Alive [Hiatus]

43 World of Dreams


Notas iniciais
Então genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, não aguentei, eu pre-ci-sei postar hoje u_ú
Enfim, para aquelas que já leram: COOOOOOOOOORRAM PRA CÁ QUE SEGUNDA TEM CAPÍTULO I-N-É-D-I-T-O! *u*
Espero que vocês gostem, mas, porém, enfim, eu quero 10 comentários nesse cap, quero saber se vocês estão comigo. Se esses dez comentários fecharem antes de segunda, eu posso até abrir uma exceção e postar antes. Posso contar com vocês?
Boa leitura *u*

— POV SARAH —

Eu permaneci o restante da tarde brincando com Judith e Sophia, enquanto conversava sobre amenidades com Beth. Até nos arriscamos a cantar algumas músicas.

O clima pesado da chegada de Andrea já havia se dispersado. Creio que felizmente ela havia compreendido minha frase, assim como os demais haviam deixado bem claro que ela já não era bem vinda.

Sem mais escolhas, Andrea decidiu que seria melhor ficar lá fora, então Michonne a acompanhou.

Daryl parecia meio inquieto e nervoso. Fazia horas que ele não saía da cela e já havia limpado cada uma de suas flechas em torno de umas cinco vezes.

Preferi não perturbá-lo. Apesar de termos certo tipo de “relacionamento”, e mesmo sabendo que ele havia mudado muito, creio que talvez ele precisasse de um pouco de espaço, como nos velhos tempos.

Ao cair da noite Glenn veio avisar que Andrea iria embora, e questionou se eu não gostaria de me despedir. Apenas neguei.

Nós nunca fomos amigas, eu apenas me sentia culpada por ter a machucado. Contudo, esse não era um motivo para que eu a bajulasse e esquecesse todas as coisas erradas que ela estava fazendo. Eu não lhe desejava mal, apenas queria que ela se desse conta dos erros que estava cometendo.

Aproveitei para agradecer a Glenn pelos remédios. Abracei-o com força e murmurei um "te devo uma", arrancando dele um riso nervoso. Notei que Maggie havia passado à frente de minha cela, então assenti com a cabeça, deixando que ele fosse atrás dela. Sabia que eles estavam em um momento difícil, e rezava com todas as forças para que eles realmente se acertassem. Glenn e Maggie eram ótimas pessoas, além de formarem um casal forte e praticamente inabalável.

Beth, Carol e Sophia desceram para se despedir de Andrea. Eu aproveitei o momento para ir até Daryl, levando Judith eu meu colo. Sentei ao seu lado e ele largou as flechas no chão, fitando-me.

— Está tudo bem? — perguntei encarando seus olhos, enquanto Judith puxava fracamente uma mecha de meu cabelo.

— Está — disse simplesmente, todavia, Daryl não era bom em esconder as coisas, não de mim. Apenas continuei encarando-o, esperando que ele falasse a verdade. — Tudo bem, eu estou preocupado com o que pode vir pela frente. Eu sei que Andrea já foi do nosso grupo, mas agora ela está com aquele cara... Não consigo parar de pensar que ela veio até nós apenas para descobrir se temos planos ou estabilidade. Eu não sei o que esperar do que pode vir pela frente, e eu estou preocupado, principalmente com você e o... bem... com o bebê. O nosso bebê... — concluiu, coçando a cabeça nervosamente.

Devia ser difícil falar disso. Sorri fracamente, sem que ele percebesse.

— Vai dar tudo certo, e se não der, damos o nosso jeito — comentei olhando para Judith, tirando meu cabelo de sua pequena mãozinha antes que ela o colocasse na boca. — Sempre foi assim, não é? O nosso acampamento já foi atacado, fugimos do CCD, fugimos da fazenda... Perdemos muitos, é claro, mas estamos aqui, mais fortes do que nunca. Devemos levar tudo o que passamos antes como experiência agora.

Ele apenas concorda com um aceno de cabeça, aproximando-se um pouco mais.

— Se todos tivessem esse seu otimismo... — apontou, sustentando aquele sorriso torto que tanto me encantava.

Não sei dizer se aquilo foi um elogio ou uma crítica. De qualquer forma, ele estava sorrindo e era isso que importava, visto que ultimamente aquela era uma cena rara de se presenciar.

— Quer que eu a pegue? — Beth indagou basicamente se materializando ao nosso lado.

Ela sorriu, já estendendo os braços. Beth estava agindo como uma verdadeira mãe para Judith, eu teria que aprender muito com ela.

— Se você quiser... — não pude deixar de sorrir enquanto entregava-a a minha amiga. — Ela é um verdadeiro anjinho, não é?

— É uma princesa — Beth sussurrou observando-a como se tivesse a joia mais rara do mundo em seus braços, e por fim se retira.

Deitei-me na pequena cama da cela, repousando minha cabeça no colo de Daryl, enquanto ele fitava meus olhos. Por mais estranho que pudesse parecer, o silêncio entre nós estava confortável. Ficamos alguns minutos nos encarando, até que enfim ele ajeitou-se ao meu lado, puxando-me para seus braços.

Aconcheguei-me em seu peito, e duvidei que houvesse lugar melhor para se estar.

Havia uma pequena ruga de preocupação em sua testa, e vê-lo assim estava fazendo com que eu me sentisse mal.

— Vai dar tudo certo. Pare com isso — ralhei, passando minha mão por sua testa, desfazendo aquele sinal.

— E se não der? E se eu perder você? — questionou fechando os olhos e me apertando um pouco mais.

— Então você continua, como continuou quando pensou que Merle tivesse morrido... — disse um pouco angustiada.

— Não é mesma coisa! Você sabe disso! — bradou, levantando um pouco a voz.

— É sim. Você sabe que agora apenas os mais fortes sobrevivem, e se eu me for, é por que não fui forte o suficiente — deslizei meus dedos sobre suas pálpebras fechadas, e então ele as abriu. Encarei seus olhos azuis, profundos como o céu, e agora líquidos. Podia até jurar que pareciam marejados. — Mas não se preocupe, vaso ruim não quebra! — zombei, tentando aliviar a tensão. — Ah! Pare com isso, Daryl! Quantas vezes eu já me machuquei feio e voltei para contar história? Além do mais, agora eu não sou forte apenas por mim, sou forte por nós três — encerrei levando a sua mão até meu ventre.

— Espero que você esteja certa — ele suspirou profundamente enquanto beijava minha testa, fazendo uma carícia tímida em minha barriga.

Logo os demais retornaram para dentro da prisão, entretanto, estavam tensos demais para fazer qualquer outra coisa que não fosse descansar.

Eu sentia um pouco de frio, devia ser a maldita febre. Daryl — sentindo que um leve arrepio de frio percorreu meu corpo — puxou um lençol sobre nós, abraçando-me com mais força.

Acariciei seu rosto levemente enquanto ele beijou minha testa, e depois meus lábios. Correspondi a seu beijo carinhosamente, sem pressa.

Agora que ele havia descoberto que eu estova grávida, tratava-me como se a qualquer momento eu pudesse quebrar.

Passamos longos minutos assim, apenas curtindo a presença um do outro. Tínhamos que aproveitar momentos como esse, já que tecnicamente estávamos em guerra, e durante o dia permanecíamos sempre alertas.

Fechei meus olhos, exausta. Os últimos dias tinham acabado comigo... Foram tantas descobertas, tantas batalhas, tantas decisões a serem tomadas que eu sequer tive tempo de cuidar de mim.

Meu corpo estava dolorido, meus braços queimavam um pouco e parecia que havia um punhado de areia em meus olhos, eu estava um trapo.

— Descanse Sarah. Eu vou cuidar de você — sussurrou beijando meus olhos que permaneceram fechados.

Eu não tinha muitas forças para responder, então me aconcheguei melhor em seu peito e murmurei minha única certeza:

— Eu te amo — meu corpo fraquejou e minha consciência se esvaiu, antes que pudesse descobrir sua resposta.

Foi a primeira noite na qual eu sonhei algo tão nítido...

No meu sonho, nós estávamos no belo lago azul que havia no acampamento, mas não havia preocupações com essas coisas que vagavam por aí. Todos estavam espalhados pela margem, alguns em cadeiras coloridas, outros no chão.

Amy, Lori, T-Dog, Dale, Shane…

Todos estavam ali, reunidos e sorrindo. Era lindo demais, e a alegria era quase palpável.

Eu estava sentada à beira do lago, molhando a ponta dos pés. Daryl estava atrás de mim.

Duas pequenas crianças brincavam ao nosso lado: Uma linda menina de olhos claros e cabelos escuros — incrivelmente parecida com Lori — e um garotinho de cabelos claros e olhos verdes. Ele possuía os traços de Daryl.

De repente, Carl e Sophia correram em direção as crianças e jogaram água nos pequenos. Os dois saíram correndo, com carinhas de choro.

— Mamãe! — chamaram em uníssono. A garotinha correu para Lori e o garotinho jogou-se em meus braços.

Meu Deus! Aquela criança perfeita era meu filho... Meu garotinho. Uma parte minha e de Daryl...

Abracei-o com força, enchendo-o de beijos enquanto ele sorria. Daryl nos abraçou também.

Papa, mama, eu amo vocês — ele disse um pouco atrapalhado com as palavras, e com uma voz extremamente doce.

Subitamente abri meus olhos e tudo que vi foi escuridão. Eu sabia que tudo aquilo não passava de um sonho, mas daria minha vida para que fosse real. Apenas deixei uma lágrima quente e sofrida correr por meu rosto, sabendo que tudo aquilo jamais se realizaria.

Era madrugada e Daryl dormia profundamente. Fechei meus olhos e desejei com força que aquele sonho voltasse.

Notas finais
Recomendações? Reviews? Puxões de orelha? Coros de aleluia por ter chegado onde parei?